Deadly Games

59 Tribunal de sentença


Notas iniciais
Hey cerejinhas! Eu ia postar na semana passada, mas minha saúde que é um caco não deixou então eu estou aqui postando hoje mesmo... e se você lê alguma de minhas outras fanfics eu estou me organizando ainda para a postagem novamente, é que eu to bem embolada com escola, criatividade, animo, saúde entre outras coisas, mas vou voltar com todas aos poucos, mantenham a calma okay? Ok! Espero que gostem e boa leitura!

POV- Annabeth

Estava deitada na cama e Malcolm na cama ao lado, a única coisa que eu conseguia ouvir era o barulho do vento batendo contra janela e a respiração leve do meu irmão dormindo.

Ouvi um barulho da porta batendo e não demorou muito para minha mãe entrar no quarto, ela sorriu para mim e indicou que eu a seguisse notando que Malcolm estava dormindo.

Caminhei pelo corredor até a sala descendo as escadas e assim que estávamos distantes o suficiente para que meu irmão não corresse o risco de ouvir ela disse.

— Não tivemos muitos bons resultados, o caos tá instaurados, eu tentei convence-las de que o mundo não é o que elas pensam, os caçadores não são como aquelas pessoas pensam, mas é praticamente discutir com o número de bruxas mortas. – Minha mãe disse se sentando e indicando que eu fizesse o mesmo.

— Suponho que seja perigoso ficar aqui.

— Porém sair também é.- Disse ela ajeitando o cabelo. – Falei com Poseidon, Zeus não vai aceitar-nos de volta tão cedo.

— Podemos ir para Chicago, São Francisco, Los Angeles, Zeus não iria atrás de nós.

— Ficaríamos rastreáveis, duvido que ele não viria.- Disse ela e eu assenti.

— Mas lá fora eu conheço Zeus, sei como lidar com ele, assim como você sabe, também tem a Thalia, o Jason, Ares, Poseidon, todos eles podem nos ajudar, aqui estamos trancadas sem ter acesso a ajuda caso precisarmos.

— Sei que tem razão, mas acha que esse é o único problema? Você é uma caçadora, assim que sair as criaturas vão saber, elas vão querer se livrar de mais uma, eu sei que sabe se virar, mas Malcolm não sabe, acha mesmo que eles não tentariam atingi-lo caso precisem.

Respirei fundo, minha mãe estava certa como sempre, claramente ela tinha pensado em todas as possibilidades, mas ficar presa em uma gaiola não era uma coisa agradável, eu não possuía armas, muito menos sabia como usar meus poderes bem o suficiente para tentar me defender caso algo acontecesse.

Um barulho de alguém batendo na porta cortou o silêncio em que a casa se encontrava, olhei para minha mãe que também parecia confusa, ela se levantou e caminhou até a porta sendo seguida por mim, fiquei um pouco longe me preparando para subir as escadas se precisasse, ela abriu a porta e eu pude ver o escudo que protegia a casa de quem lá fora estava.

Morgana estava ao lado da minha suposta avó, as duas estavam incrivelmente sérias, ambas tinham um esquadrão de bruxas logo atrás delas, todas vestidas igualmente como uma seita, acreditem eu já vi algumas, era realmente igualzinho.

— Atena Palas sua traição é inaceitável, peço que colabore conosco e vá para o tribunal de sentença para ser julgada devidamente.- A Senhora disse e minha mãe a encarou surpresa.

— Posso saber qual a acusação dessa vez?- Minha mãe perguntou encarando a loira.

— Discutiremos isso não tribunal- Morgana falou e minha mãe riu.

— Conheço como funciona o tribunal, serão um grupo de mulheres que comandam o conselho declarando-me a morte, mataram milhares de inocentes assim, não sou idiota de aceitar isso. – Minha mãe disse séria e Morgana assentiu.

— Métis, podemos prosseguir?- A ruiva perguntou e a loira assentiu virando de costas e caminhando em direção ao grupo de bruxas que ali estavam, colocando o capuz.

— Atena Palas, julgada por dar a localização de nosso complexo a um não bruxo, matar da nossa espécie...- Minha mãe interrompeu com uma risada fazendo a Morgana que recitava sua sentença parar de falar- Posso saber qual a graça?

— Acho hilário o fato de que você, uma bruxa sem linhagem pura, que não conhece nenhum terço da realidade do julgamento gerenciar minha sentença, podemos começar com a grande ladainha que estais dizendo, como sabe me julgar por isso é irrefutável, já que eu tenho a liberação para qualquer ato a partir do momento em que fiz meu juramento para poder me infiltrar na caçada, além do mais a grande mentira de que os ancestrais condenam pode ser desmentida por minha querida mãe que já me confessou que é ela que decide quem morre ou não na fogueira e o grande showzinho que ela faz no tribunal para sentenciar as bruxas pelo que ela acha certo ou pelo que ela gosta ou não é feito com um simples feitiço de transmutação.

Todas as bruxas começaram a se entreolhar e foi a vez de Morgana rir.

— Claro isso seria realmente tumultuoso se fosse verídico.- Morgana falou confiante e a minha mãe sorriu.

— Eu ainda sou líder do conselho, mesmo distante sei as verdade, mas se não acredita pode perguntar a Métis.- Minha mãe levantou a mão e falou uma palavra em uma língua desconhecida por mim e lançou na senhora.

— É ou não verdade o que eu disse?- Minha mãe perguntou.

— Sim.- Métis disse e minha mãe sorriu.

— Agora que estamos esclarecidas, com licença.- Minha mãe disse fechando a porta.- Temos que sair daqui antes que minha mãe arme uma revolta.

Assenti e corri para chamar Malcolm, tínhamos que arrumar tudo para que pudéssemos fugir, minha mãe pegava algumas coisas para um feitiço usando e juntando tudo na biblioteca da sala.

— Para onde vamos?- Perguntei e ela respirou fundo.

— Espero que para bem longe, mas eu precisaria de mais tempo para fazer esse feitiço com realmente força, estou mais focada em não ser rastreada do que na distância. – Minha mãe falou olhando para a gente – Tudo certo?

— Sim.- Disse e Malcolm assentiu.

Ela olhou para a lareira recitando um feitiço, logo os tijolos começaram a se mover locomover, em direções opostas abrindo um buraco escuro na parede, Atena pegou a mala que tínhamos preparado e indicou que entrássemos.

Peguei uma das outras malas, assim como meu irmão pegou a outra e começamos a andar, logo consegui ouvir mais do barulho dos tijolos se movendo para que o portal se fechasse, tochas se acenderam iluminando o caminho possibilitando que víssemos para onde íamos.

Quando demos de cara com uma parede, minha mãe levantou a mão e os tijolos fizeram menção a se mexer porém pararam e voltaram para seu exato lugar, as paredes ao redor começaram a se fechar, meu corpo gelou, ficaríamos presos.

Minha mãe começou a falar rápido em outra língua procurando tentar reverter o que estava acontecendo, Malcolm tinha seus olhos desesperados, ele olhava para mim e para a minha mãe tentando ver o que fazia.

O meu irmão correu em direção a parede tentando a empurrar, impedir que ela se fechasse.

— Malcolm não!- Minha mãe gritou interrompendo o feitiço.

POV- Malcolm

Empurrei a parede com força, mas foi tudo tão rápido, meu corpo começou a esquentar e senti minha mão sendo sugada para dentro da parede e conseguir ouvir os ossos se quebrando, por algum motivo eu não sentia dor, mas a parede continuava a me puxar para dentro dela e quanto mais ela subia mais meus ossos eram esmagados.

Minha mãe recitava algo que eu não conseguia ouvir, acho que se ouvisse não entenderia também, mas meu corpo era puxado por Annabeth que tentava me puxar da parede, quando um grito alto foi escutado, meu corpo se encolheu por reflexo.

A parede se quebrou, não só a que me prendia, mas todas ao meu redor, meu corpo foi jogado longe e quase instantaneamente começou a se curar, uma dor grande no meu ouvido devido ao grito.

O grito continuou ecoando no meu ouvido por alguns minutos, mas eu tinha quase certeza que tinha parado, abri os olhos e vi Anne em pé, seus olhos brancos me encararam sérios, ela parecia outra pessoa, minha mãe a encarava boquiaberta, talvez eu também estivesse.

Annabeth piscou e caiu no chão desmaiada, minha mãe se levantou, seus ouvidos sangravam, mas ela não se importou apenas me puxou pelo braço e com minha ajuda colocou minha irmã desacordada nos ombros, onde ambos caminhamos com ela até um portal que fora aberto com o grito da Anne, as paredes já se reconstruíam e eu já estava bem.

Notas finais
- O que acharam? — O que querem que aconteça? — O que acham que aconteceu com a Annabeth? — Para onde eles foram? Beijos e até!