Deadly Games
19 Tontura
Notas iniciais
POV- Nico
Limpei o braço ensanguentado por culpa da minha querida irmã, mas já não tinha ferimento, a mesma estava jogada no canto da sala porque eu tive que traze-la já que eu não pretendia deixa-la lá. Olhei a hora, tinha acabado o dia de aula, então caminhei até a Bianca e puxei um dos meu Sai de seu corpo, o bom do Sai era que ele ficava preso dentro da vítima logo minha irmã ficaria morta até eu o tirar, já a espada eu conseguiria arrancar antes de entrar naquele estado.
Ela respirou fundo e se armou instantaneamente pulando em minha direção, desviei do golpe com facilidade e prendi sua arma na minha a jogando longe, me desarmei e prendi a Bianca pelo pescoço na parede tirando seus pés do chão.
— Bianca sua falta de senso está me irritando, ia matar a Thalia no corredor com a Piper vindo logo atrais? Sem falar que você quase fez isso no meio da sala de aula, e outra coisa, é minha missão matá-la, não sua, então chega.- Disse irritado.
Soltei a Bianca e ela bufou e sumiu, me joguei no sofá, mas nem tive tempo de respirar porque ela já estava de volta.
— Então desconfiando dela seu idiota.- Bianca disse tacando um caderno na minha direção.
No papel tinha umas anotações e a pessoa desconfiava que a Hazel fosse uma traidora.
— Não podemos ficar muito tempo aqui e você fica enrolando para matar a garota e não deixa eu o fazer e sua irmã Nico? Acha que vai levar quanto tempo para descobrirem sobre nós? E principalmente descobrirem que a Hazel sabe e é uma traidora? — Bianca perguntou claramente irritada.
Me levantei tacando o caderno e fiz uma blusa aparecer na minha frente a troquei e fui atrás da Grace, minha irmã não sofreria por uma curiosidade, então sim eu a mataria agora!
POV-Thalia
Tinha marcado de encontrar a Anne na praça para irmos investigar algumas coisas, me sentei no balanço e comecei a utiliza-lo para sua devida função. Estava frio demais então não tinham crianças nas ruas, estavam ou na escola ou brincando em casa, essa hora quase todo mundo estava trabalhando e a maioria dos adolescentes não viam a praça.
— Não sabia que gostava de balanços. — Ouvi a voz do Di Ângelo logo atrás de mim e não me dei o trabalho de virar.
— Gosto de muitas coisas Nico, você não conhece nem um terço de mim. — Disse e o ouvi rir.
— Sei bastante coisas.
— Você sabe o que eu quero que você saiba, não o que eu realmente sou. — Disse e o ouvi se aproximando, suas mãos pararam o balanço e seus corpo colou no meu.
Sua respiração quente bateu contra minha pele e em um sussurro que me deixou completamente arrepiada ele disse.
— Adoraria te conhecer.
— Thalia Grace, prazer. — Disse sem olha-lo, ele era um suspeito, mas porque tão gato Deus? Porque?
Ele riu de leve, seu rosto ainda próximo de meu ouvido, que ele mordeu de leve, controle, alto controle fica.
— Eu vou te conhecer Thalia, vou descobrir quem você realmente é.
Ri debochada, não era o primeiro que me fazia essa promessa, nunca ninguém conseguiu descobrir, o mais próximo disso era um completo babaca e me arrependo, não cometo o mesmo erro duas vezes.
Me levantei e me virei para ele, o mesmo endireitou o corpo e nossos olhos se encontraram e lembra do controle? Ele foi embora assim que o vi, sua feição era selvagem, seu rosto parecia algo de um animal que vê uma preza e quer atacar, mas querido eu nunca sou a preza.
Ele deu passo à frente, segurando o balanço coloquei um dos joelhos sobre o mesmo me aproximando dele, o fato de ter acontecido algo entre nós por mas que apenas tenha sido uma preliminar ainda era algo que me fazia ter desejo de continuar o que começamos, me balancei um pouco para trais porque sim o controle me obedeceu.
Senti uma tontura e abaixei a cabeça, mas aquilo só fez com a mesma piorasse, o Nico me olhou preocupado e suas mãos foram para a minha cintura, apoiei a cabeça em seu ombro. A tontura se tornou uma pontada na cabeça que me fez estremecer, não era o tipo de garota que tinha tonturas.
— Tá tudo bem Thals? — Perguntou Annabeth ao longe.
Neguei com a cabeça e ela e Nico me levaram a um banco, ambos me olharam preocupados e aos poucos a dor foi passando e logo se tornando algo inexistente alguns minutos depois.
— O que você sentiu? — Nico perguntou me olhando com um sorrisinho no rosto.
— Tontura e uma dor de cabeça.- Disse e ele assentiu e segurou minha mão a acariciando a costa da mesma.
— Vamos? Acho que precisa descansar um pouco- Anne disse e eu assenti e fui com ela.
POV- Nico
— Eu não posso matá-la, não com poderes pelo menos.- Informei Bianca assim que apareci em casa.
— Porque não? — Perguntou a mesma surpresa com o que foi dito.
— Tentei causar nela uma hemorragia cerebral e ela apenas sentiu uma leve tontura. — Disse com o tom de voz demonstrando frustração.
— O que pretende fazer agora? — Ela perguntou curiosa.
— Terei que fazer isso fisicamente, mas para isso vou ter que ganhar mais a confiança dela do que tenho agora, então eu tenho que ter certeza de que você não vai ficar aparecendo para matá-la, porque se estão suspeitando da Hazel é porque nós vivemos em conflitos em lugares que não deveríamos nem pensar em usar nossos poderes.- Disse bravo.
— Tudo bem Nico, vou deixar você a matá-la desse jeito, mas eu quero deixar claro de que teremos que ser discretos.
Eu ri com o que ela disse, descrição, eu tinha minha cara irmã, até a senhorita se intrometer em coisas que não lhe desrespeito.
— Vamos parar por um pouco, deixar que as coisas esfriem, sabe que terei que ser eu a fazer isso, por causa do poder.- Disse e ela assentiu.- Então agora tente agir como uma adolescente normal, aproveite maninha quem sabe não se interresse por alguém.
Ela riu com isso e revirou os olhos, Bianca assim como eu nunca tinha se interessado por ninguém pelo simples fato de que não conhecíamos quase ninguém vivo e nunca criávamos laços, era no máximo uma noite e era surpreendente a quantidade de tempo que estávamos naquele lugar.
Subi a escadaria e me joguei na cama, estava cansado, ou melhor, meu corpo estava cansado, porque eu não sentia a necessidade de dormir, mas tinha que sentar ou deitar as vezes porque eu tinha que descansar a casca da alma. Será que eu conseguiria dormir?
Provavelmente, a Bianca tinha caído direitinho na minha mentira, matar a Grace não era um problema, mas qualquer um podia ter escrito aquelas coisas do caderno, inclusive ela mesma, cuidaria para que Hazel não se tornasse uma suspeita, mas também tinha minha curiosidade e eu realmente me intrigava com a Grace, que simplesmente conseguia falar tudo que seria mais do que necessário para me deixar confuso ou curioso, ela não era tradicional, não era algo que se podia prever e isso me deixava incrivelmente interessado em conhecer a verdadeira Grace.
E teve aquele dia na escola, realmente a atração que eu senti por ela naquele momento tinha sido grande, mas eu sei reconhecer um desejo, e ela é linda e gostosa, então obviamente quem não se sentiria atraído fisicamente? Mas realmente o que me movia era minha curiosidade e a necessidade de precisar descobrir mais.
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