Deadly Games

9 Quase como se tivessem medo de algo, ou alguém.


Notas iniciais
Hey cerejinhas, tudo bem? Espero que sim. Boa leitura!

POV- Thalia

Coloquei o casaco e comecei a correr, o fone em meus ouvidos tocavam Back in Black do AC/DC e eu apenas me focava em não tropeçar em nada nem em ninguém, resolvi correr para mais afundo no meu lado da fronteira, aquelas palavras de Zeus tinham me irritado profundamente, quem ele acha que é para dizer que eu não sou capaz?

Virei a rua e a cena vinha em minha mente, mesmo que estivesse ali para esquece-la.

— Aqui.- Jason disse jogando a pasta na mesa da cozinha aonde todos estávamos reunidos.

— Eu e Jason estávamos pesquisando, achamos rastros, demônio, ao leste da fronteira.- Annabeth disse- Achamos que é o mesmo que esfaqueou a Thalia alguns meses atrás.

— Ótimo, estou doida para acabar com esse desgraçado. — Disse me levantando da mesa.

— Você não vai Thalia.- Meu pai disse chamando atenção de todos ali.

— Ué porque não?

— Não tem nem uma semana que você morreu...

— Eu não morri, estou bem viva e posso ir, estou treinando desde ontem e não é a primeira vez que eu me machuco em combate e tenho que enfrentar algo depois.

— Você não vai, vou eu, Ares e Charles. — Ele disse simplesmente.

— Eu posso ir, sei que Charles não se incomodaria.

— Você não vai Thalia e ponto final.

— Porque? Me dê um bom motivo para eu não poder ir.- Gritei irritada.

— Eu não quero ter que parar a luta para verificar se você está morta ou não. — Meu pai disse irritado.

— Então não pare, se precisar me deixe morrer, como faríamos em qualquer luta.

— Eu não quero minha filha morta.

— E quem disse que eu vou morrer?

— A um mês atrás foi deixado bem claro que você não é forte o suficiente contra aquele demônio.

— Está dizendo que eu não sou capaz de derrota-lo? — Perguntei supressa.

— Sim, estou.

— Então pegue sua capacidade e enfie no seu rabo, ou no de Hera, você já tá acostumado a colocar coisas lá mesmo. — Disse saindo da cozinha e pegando meu casaco ignorando os gritos de Zeus me ordenando voltar.

— OI GRACE!- Uma voz masculina gritou me fazendo parar e logo notei o Nico apoiado em uma árvore na entrada da floresta.

— O que faz aqui? — Disse puxando o fone de ouvido para ele não precisar gritar.

— Briguei com minha irmã- ele disse dando de ombros, como se ela fosse algo insignificante.

— A Hazel?

— Quem dera, foi com a chata. — Ele disse e eu ri.

— E o seu problema qual é?

— Porque acha que eu tenho algum problema?- Perguntei me aproximando dele.

— São onze e meia da noite e você resolveu sair para correr porque o tempo está ótimo para isso, claro tem razão.- Ele disse com um tom sarcástico na voz o que me fez bufar.

— Briguei com o meu pai.

— Quer dar uma volta?- Ele perguntou e me estendendo a mão.

Dei de ombros, mas não aceitei a mão dele e ele simplesmente a colocou no bolso e caminhou comigo por mais afundo na floresta, passamos por uma casa, que eu imaginei que fosse dele, mas ela parecia acabada, mas eu vi algumas madeiras espalhadas pelo que deveria ser o quintal e imaginei que o pai dele estivesse reformando.

— Você nunca me fala da sua família.- disse e ele deu de ombros.

— Você também nunca me falou da sua, sabe não conversamos muito.- Ele disse e eu ri, era verdade, mal conversávamos.

— Tá, eu tenho um pai, uma madrasta, um irmão gêmeo, que de gêmeo só tem a data de nascimento, um primo e um monte de gente que mora na minha casa.- Ele apenas assentiu e começou a falar.

— Eu tenho duas irmãs, um pai e só isso mesmo.

— E sua mãe?- perguntei e ele simplesmente deu de ombros deixando isso no ar.

Notei que ele que estava me guiando, ele parecia saber exatamente para onde estava indo, mas a trilha não parecia ter sido feita por ninguém recentemente e antes que eu pudesse perguntar.

— Já estamos chegando!- ele falou e andou um pouco mais para frente.

Estava meio escuro então nada tinha muito detalhe para mim, mas chegamos em um local aberto, tinha um rio bem a nossa frente e ele parecia estar a beira de congelar. Nico sentou na terra e ficou olhando para frente, me sentei ao seu lado e olhei na mesma direção que a dele.

Tinha uma área aberta do outro lado do rio, e eu podia ver as árvores paradas do outro lado, o que era estranho, mesmo estando frio não tinha nenhum vento, estava tudo parado, em silêncio, quase como se tivessem com medo de algo ou de alguém.

— Porque brigou com seu pai?

— Ele disse que eu não sou capaz de algo e você porque brigou com sua irmã?

— A mesma coisa.- Ele disse rindo de leve.

— Devia provar que é capaz para ela.

— Digo a mesma coisa Grace.

Sorri de leve e meu telefone começou a tocar, peguei e vi que era a Clarisse.

— Aonde você está?- Ela perguntou assim que eu atendi.

— Estou com o Nico, porque?- perguntei séria, não estava afim de voltar.

— Vamos para casa, seu pai já saiu.

Bufei e falei que encontraria ela na estrada e desliguei o telefone.

Di Ângelo se levantou e me acompanhou até a estrada de novo, logo Clarisse apareceu e me obrigou a ir para casa com ela.

POV- Annabeth

Pelo amor de Deus, porque eu tinha que ficar encarregada de achar aquela desmiolada? Clarisse ficou com a parte de dentro da fronteira, pois de acordo com ela estava de mal humor e não queria correr o risco de achar alguém do grupo do Jackson e entrar em uma briga.

Estava com frio e estava ameaçando chover e eu não tenho carro e estou procurando pela Thalia que fugiu mandando Zeus enfiar coisas no rabo da Hera, o que foi engraçado tenho que te falar, mas poxa porque eu não podia ir matar um demônio e deixava outro procurando a Thalia?

Parei no centro da cidade, era uma pracinha, tinha algumas coisas para adultos, alguns brinquedos para crianças, eu me lembrava de vir várias vezes aqui com a Thals quando éramos menores.

Me sentei no balanço e abracei meu corpo cansada e tentando me aquecer um pouco, era a terceira noite que eu não dormia direito desde que as aulas começaram, sabia que não acharia a Thalia tão cedo, aquela garota tem um dom de sumir incrível quando não quer ser encontrada.

Me balancei de leve e fui aumentando a força aos poucos, mantive meus olhos fechados, ninguém ficava na cidade essa hora da noite, todos sabiam que a era perigoso demais fazer isso, mesmo que muitos não falassem, até que eu senti batendo em algo e eu quase cai para frente, mas o algo que eu bati me segurou e puxou por trais do balanço para eu não cair de cara no chão.

— Desculpe. — A voz familiar disse o que me fez corar por estar tão próxima do dono dela e me soltei do abraço.

O Jackson me olhou e sua expressão mudou de culpado para surpreso assim que me reconheceu, ele estava sozinho o que era estranho.

— O que faz aqui? – Perguntei.

— Resolvi andar um pouco o que faz aqui? — Ele disse rápido.

— Não te interessa. — Disse saindo da posição de ataque que eu não tinha notado que tinha entrado.

— Claro, vocês sempre gentis. – Ele resmungou baixo, acho que para eu não ouvir, mas eu escutei muito bem.

— Eu não tenho obrigação de ser gentil com você. — Disse irritada, ele era a favor da paz, e não me levem a mal eu também sou, mas isso não me faz gostar dele.

— Claro, educação é pedir demais.

— Olha quem tá sendo a gentileza em pessoa. — Disse sarcástica cruzando os braços.

— Prefiro você nerd. — Ele resmungou de novo, mas dessa vez eu sabia que era para eu ouvir.

— Por não te responder a altura? Acredite sou capaz disso estando ou não armada.

— Porque você é menos parecida com uma máquina de matar e mais com uma garota normal, acho que é mais você do que o que esperam que você seja.

Aquilo me surpreendeu, quando eu vestia uma roupa para caçar ou executar uma missão eu era quem eu tinha que ser, fria e calculista, quando estava na escola ou simplesmente em um lugar que não tinha perigo eu podia pensar em apenas meus deveres de cálculos e no que comeria no almoço.

— Você não me conhece Jackson, não fale o quão verdadeira eu sou ou não.

— Só falei minha opinião, aceita-la ou não é escolha sua. — Jackson disse colocando a mão no bolso e eu meio que entrei em alerta.

Ele revirou os olhos e deu de ombros.

Nesse momento meu celular tocou e eu o atendi sem tirar os olhos do Jackson.

— Consegui falar com a Thalia, pode ir para casa eu vou ir busca-la. — Clarisse disse séria.

— Ok, estou indo.

Desliguei o telefone sem maiores explicações.

— Acho que precisam de você Chase, eu vou indo! — Jackson disse ainda sério.

— Acho que também devem estar precisando de você. — disse, pois o celular dele tocou e ele assentiu e atendeu.

— Já estou indo! — Ele disse assim que atendeu sem dando chances da pessoa falar e me deu as costas.

Fui para casa, pois precisava dormir.

Notas finais
O que acharam? Beijos