Deadly Games
8 Meu outro lado
Notas iniciais
POV- Nico
Estava andando para casa, apesar de eu poder simplesmente desaparecer e aparecer lá queria andar um pouco e eu tinha comido tanto que eu precisava gastar aquilo, eu me sentia um peso morto.
Estava andando olhando para meus pés quando escuto um barulho de uma arma sendo destravada e parei quase que imediatamente e olhei ao meu redor e um pouco mais para frente eu vi uma pequena bandeira vermelha e era obvio que era a marca do território dos Grace.
Levantei as mãos para o alto e falei para que me escutassem.
— Não tenho um lado!- disse e logo a pessoa que tinha ativado a arma apareceu.
Era a loira do carro eu tinha certeza disso, mas ela estava bem diferente, ela usava uma calça preta justa e tinha um coturno preto no pé, sua blusa era cinza e ela usava um casaco preto, seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo e ela me olhava séria, como se falasse negócios são negócios.
— Isso não é uma opção Di Ângelo!- Ela disse agora mais próxima, a arma ainda apontada para mim.
— Não tenho ligação com a caçada, o que minha irmã faz não é problema meu- disse e outra pessoa apareceu, era um homem.
Ele era mais alto do que eu e mesmo a distância eu pude identificar isso, ele tinha um corte de cabelo curto, mas dava para identificar que ele era castanho claro, quase loiro, seus olhos eram verdes e tinham raiva, como se eu tivesse atrapalhado algo.
— Jura? Como sabia que tinha alguém com uma arma apontada para você? — Ele perguntou sério e se eu não tivesse poderes teria medo daquele cara.
— Tenho boa audição.
— E visão.- Anne comentou e eu revirei os olhos.
— Não reviraria os olhos para ela, tem uma arma apontada para sua cabeça e lhe garanto que ela é boa de mira.- o homem disse e eu respirei fundo.
— Olha entendo a rixa de vocês, mas não tenho nada a ver com a caçada e nem quero me envolver só quero ir para casa.
— Uma escolha, você tem duas pessoas para salvar, sua irmã ou Annabeth, quem escolheria? — Era a voz da Thalia e eu me virei para ela.
Seus olhos vidravam em mim e ela tinha duas armas, uma em cada mão, raciocinei rápido, Hazel não morreria, ela apenas passaria algumas horas desacordada e eu sabia que não era o nome dela que ela queria ouvir, Annabeth não é nada para mim e se falasse o nome dela estaria escolhendo o lado dos Grace e eles deixariam isso claro, e tem a que seria o que eu provavelmente faria, nada.
— Nenhuma das duas.
Thalia riu, ela realmente parecia estar se divertindo.
— Jura, deixaria sua irmã morrer e a Annabeth para não escolher um lado?
— Sei que tanto minha irmã quanto Annabeth sabem se virar, isso é obvio- disse dando uma olhada para a garota de olhos cinza me encarando- E se elas estiverem em perigo eu provavelmente estaria também, logo para tomar uma iniciativa teria que vencer primeiro e se isso acontecesse eu salvaria as duas pois não teria perigo e se eu tentasse alguma coisa e não ganhasse as duas morreriam de qualquer forma, então resposta simples, não salvaria nenhuma das duas, me viraria como sei que elas fariam o mesmo.
Meu raciocínio fazia sentido e soube que não era só para mim quando a Annabeth abaixou a arma.
— Uma hora você vai escolher um lado Di Ângelo e quando isso acontecer espero que esteja do outro lado da fronteira, pois sei qual lado você escolheria- Thalia disse e saiu junto com Annabeth e o homem.
Respirei fundo e voltei a minha caminhada em direção a casa e dessa vez não fui impedido.
POV- Thalia
Coloquei as armas no cos da calça que estava coberto por um sobretudo e comecei a caminhar em direção ao carro de Ares que não estava longe dali.
— Ele realmente teve um ótimo raciocínio- Anne disse, ela quase nunca elogiava o pensamento de alguém, porque a maioria das vezes ela já tinha pensado naquilo antes.
— Ele sabia o que dizer- disse simplesmente.
— Está com algum plano em mente Thals? — Ares perguntou ligando o carro.
— Ele é claramente estranho, então vamos descobrir o quão estranho ele é, ou se os Jackson estão querendo estalar um espião desse lado da fronteira.
Mas não era só isso, queria saber o porquê ele tinha notado que algo me atormentava, e porque tinha falado aquelas coisas para ele, ele tinha feito algo comigo e eu iria descobrir o que era e como e depois acabar com aquilo de uma vez por todas, pois era apenas uma fraqueza que tinha que ser esquecida.
Logo chegamos em casa e eu resolvi treinar então pedi para a Clarisse treinar luta corpo a corpo comigo e foi isso que fomos fazer.
POV- Nico
Subi direto para meu quarto e troquei de roupa, tinha que terminar de reformar a casa, afinal se iria ficar um tempo naquela cidade tinha que morar em algo decente, peguei as coisas e fui para a cozinha terminar o que eu tinha começado no dia anterior.
— Porque não a matou hoje? — A voz da Bianca surgiu atrás de mim enquanto eu entrava na cozinha.
— Oi para você também maninha- disse colocando as coisas em cima da mesa.
— Você só tem que pensar Nico e ela morre, simples e prático, porque não a matou?
— Acha que fosse tão simples meu pai já não teria feito?
— Você só tem que querer Nico, já encostou nela, já derramou seu sangue sobre a mesma, mais contato do que isso é impossível.
— Acho que eu vou precisar mais do que tocar nela para matá-la.
— Nico me poupe de detalhes, se quer comer ela faça logo e depois acaba com isso.- Bianca disse claramente irritada.
— Primeiro eu não quero comer ela, segundo porque se importa, não devia estar trabalhando?
— Primeiro, eu não me importo, segundo, você deveria fazer seu serviço logo e não fazer amizades.
— Você disse para eu fazer amizades e eu não fiz se quer saber.- disse me irritando com a Bianca.
— O que é então Nico? É incompetente e não consegue fazer um trabalho simples?
— ACHA QUE FOSSE SÓ ENCOSTAR NELA O PAI NÃO TERIA O FEITO? — Senti meu outro lado se despertando, meu corpo queimava em raiva.
Bianca riu e me olhou nos olhos e pude ver meu reflexo neles, o lado no qual eu sentia vergonha estava ali exposto, as veias roxas espalhadas pelo meu rosto, meus olhos negros até na parte que não deveria estar.
Respirei fundo e tomei o controle.
— Parabéns Bianca já conseguiu me irritar, agora me deixe em paz e vá trabalhar.
— Digo o mesmo maninho, vai trabalhar.
Bianca sumiu e minha vontade era de quebrar tudo, então simplesmente sumi aparecendo nas ruas de Las Vegas, sai e entrei no primeiro casino que eu vi, precisava de diversão.
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