Notas iniciais
Hey amores! Eu disse que voltava, vocês duvidaram, né? Eu duvidaria. Novamente eu fiz uma enquete no Instagram sobre qual fanfic vocês queriam que saísse, e ontem, quem ganhou foi Do We Have A Baby? e amanhã eu vou colocar outra enquete lá no Insta, então fiquem de olho. Mas agora vão ler, vão! Boa leitura!

POV – Thalia.

Em um segundo Nico e Cronos estavam se olhando, o Di Ângelo ao meu lado, em outro o moreno de olhos negros estava de joelhos no chão, uma espada atravessada em sua barriga e eu senti meu coração quase pular em desespero, corri em direção ao garoto, ele sangrava pela boca e seu corpo aparentava estar casado, como se tivesse lutado horas e mais horas.

— Nico, Nico — me ajoelhei segurando seu rosto, fazendo olhar para mim, senti lágrimas de puro desespero escorrerem pelos meus olhos, sua mão ensanguentada foi para a minha cintura e ele puxou o ar com dificuldade e um sorriso fraco surgiu em seu rosto.

— Eu ganhei — a voz rouca, quase como um sussurro.

O corpo dele caiu inconsciente, o meu próprio corpo não conseguia parar de tremer. Tudo parecia acontecer tão rápido, as coisas giravam, meu coração doía com a ideia dele estar ferido, ou pior, morto. Bianca se ajoelhou, o girando, mantendo a cabeça dele apoiada em meu corpo, mas agora de barriga para cima, puxou a espada da barriga dele, deixando um grito agoniante de dor escapar por seus lábios quando o fez, largando a arma branca no chão e abrindo mais o rasgo em sua blusa, tentando ver o ferimento negro ali.

— Não tá curando! Por que não está curando? — Bianca questionou com o pânico na voz, tentando conter as lágrimas que queriam sair pelos seus olhos.

— Por favor! — pedi baixo, vendo aos poucos os outros se aproximarem, mantendo-se em pé, os olhares tristes presos no corpo inerte do filho da morte.

POV- Nico

— O que está acontecendo? — perguntei ao meu pai, que deu de ombros, batendo na pedra que eu normalmente ficava sentado olhando a fila dos mortos andar, indicando que eu sentasse ao seu lado.

— Sua mãe veio falar comigo — ele riu baixo quando me sentei ao seu lado, mas ele tinha um sorriso descrente — pensar que todos esses anos eu sempre achei que a tivesse perdido para sempre, você tem a plena noção do que se tornou, não tem?

— Acredito que sim — respondi baixo, olhando as pessoas andando, atoladas nas filas, pessoas estavam morrendo freneticamente. — Eu quero resolver as coisas, as coisas que todos nós causamos.

— Você pode voltar no tempo, voltar para o dia em que eu te mandei atrás da Thalia se quiser — Hades disse calmo, sem ter seus olhos fixos no filho —, mas sabe o que isso acarretaria?

— Desfaria tudo que aconteceu, mas eu também não a conheceria, ela me esqueceria — respondeu, a ideia da possibilidade dela não se lembrar de nada que eles haviam passado parecia absurda, mas incrivelmente lógica.

Todos os problemas teriam sido resolvidos, ele seguiria sua vida, ela também seguiria a vida dela, talvez ela conhecesse outra pessoa, o caos não teria sido instaurado pelo desespero da morte de pegar uma única vítima, afinal independente se voltasse ou não do tempo, se seu corpo um dia ultrapassou o portão dos mortos, ele continuará na lista, mesmo que não saiba disso.

— Eu tenho tantas perguntas — confidenciou. — As profecias nem parecem fazer sentido em minha mente, as respostas não parecem corretas. Quem era o traidor? Luke, Zeus, Poseidon, minha mãe, Hazel, Bianca, você? Por que marcaram a Thalia com uma tatuagem de reconhecimento de criaturas? O que vai acontecer? Eles vão continuar caçando todas as espécies como se nada tivesse acontecido? Agora eles vão viver em paz todo mundo como se nada tivesse acontecido? Por que minha mãe fez tudo isso?

— Porque eu queria viver, querido — uma voz doce chamou minha atenção, uma mulher sorridente trajando um vestido branco que ia até seus pés, os cabelos negros lisos caídos pelas costas presos por florestes que impediam que seu rosto fosse dominado por eles, os olhos negros profundos, como se um infinito coubesse ali.

— O que...mãe?

Ela sorriu e assentiu, suspirando e subindo na pedra, sentando ao meu lado e eu só apenas conseguia a encarar, ela entrelaçou meus dedos ao dela e eu consegui sentir um coração pulsantes, como se muita vida estivesse ali, um mundo inteiro em suas mãos.

— Eu era muito jovem, quando Cronos nasceu, apenas com o nascimento dele eu comecei a evoluir, mental e fisicamente, acredito que por esse motivo ele ache ser mais velho do que eu, com o tempo seu pai também nasceu, afinal não tinha como nada ser eterno, a evolução das coisas aconteciam, mas o planeta acabou se tornando um brinquedinho do tempo, ele fazia o que ele bem entendia, desenvolvia as coisas como bem entendia, mas consequentemente ele sempre achava que o tempo deles devia acabar, pois nada o entretinha por tempos, ele realmente não tinha noção das coisas — suspirou pesado — ele acreditava que podia dar o fim a tudo, mas ele nunca viu que sem vida não fazia sentido o tempo existir, afinal não teria nada para evoluir, criar, inovar, então constantemente eu criava novos brinquedos, e tentava os fazer mais parecido conosco, e isso o agradou.

— Então tudo foi uma brincadeira? — questionou pasmo.

— Para ele sim, quando ele finalmente se viu satisfeito, eu já havia criado demais, vampiros, lobisomens, quimeras, demônios, espíritos, tudo já havia sido criado e ele gostava de ver isso, ver como os humanos, os mais fracos da linhagem de criação sobreviviam a tudo, guerras, orgulho, preconceitos, ele queria sentimentos, evolução, pensamento, escolha própria, e eu tinha que o dar, quando finalmente ele se sentiu satisfeito, ele me deixou livre, disse que não precisava de meus serviços — seu tom de voz era cansado e triste — depois de todos esses milênios servindo de escrava do tempo, eu pude tirar um pouco do gosto da vida, então eu fui para a terra, como uma bruxa, viver, foi quando conheci minhas criações pessoalmente e entendi o motivo dele gostar delas, dos humanos.

— Então você criou os imortais — concluiu e ela assentiu.

— Eu queria encontrar pessoas que pudessem controlar as criaturas, vive por séculos em busca das pessoas ideias, até encontrar Zeus e Poseidon, melhores amigos, leais, corajosos em um mundo de trevas, entretanto continuei com eles, para ver como eles se saiam, entretanto disfarçada de humana, foi quando conheci seu pai e me apaixonei — ela sorriu para o homem, que apenas desviou o olhar triste. — Então, com a competição entre Zeus e Poseidon eu matei meu corpo físico e me transformei em um espírito, então você conhece a história a partir daqui.

— Vocês viveram anos juntos, tiveram eu e a Bianca e foi quando Cronos se intrometeu devido ao fato de me achar uma ameaça e fez com que você se atravessasse os portões e fosse dada definitivamente como morta — conclui com a voz seca e ela assentiu.

— Então sua mãe foi obrigada a casa com Cronos, pois assim ele tinha mais controle sobre tudo que ela faria — a morte explicou, seus olhos faiscaram e mais três espíritos apareceram na fila para entrar no mundo dos mortos.

— Mas ele me colocou como a bruxa que havia criado toda a desgraça, pois ele sabia que soaria melhor para os outros como se ele fosse o que controlava sozinho tudo que morria e nascia em todos os mundos — explicou, deixando uma lágrima escorrer em seus olhos — e teoricamente ele controlava, mas escondido, consegui criar alguém perfeito para você, que atiçaria algo que eu senti que você teria ainda na minha barriga, curiosidade e também sua teimosia, o fato de querer entender o porquê ela não morria.

— Thalia — murmurou e ela assentiu.

— Então, quando vi que seria realmente ela a perfeita, aproveitei para revelar a espécie da mãe da garota e soltar a maldição, assim ligando a família de vocês.

— Mas Cronos também a queria morta — respondeu e ela deu de ombros.

— Ele não tinha escolhas — Hades respondeu — ela tinha uma maldição, ele deu autonomia a todos os seres vivos por pura diversão, tinha que arcar com as consequências disso.

— Mas ao mesmo tempo ele adorou a ideia de brincar com uma das criações que ele não tinha tanto controle assim, uma criatura completamente imortal, aonde qualquer criação deste também era, sentimentos eram sua melhor diversão e o que doí mais do que perder um filho? — a vida questionou, o fazendo assentir e suspirar.

— Então e agora? — Nico questionou a fazendo dar de ombros.

— Você decide, querido, você decide o que vai fazer à partir de agora, vai continuar a sua vida de onde parou, ou voltar no tempo e concertar tudo que foi quebrado?

Notas finais
O que acharam? Continuem acompanhando e vamos finalmente dar o fim que essa fanfic merece Sigam em todos os links aqui embaixo para não perderem nenhuma enquete. Comentem, afinal temos que socializar, né? Socializar é bom ♥ Links: YouTube: https://www.youtube.com/channel/UC4mUN1cGsKrRfcDTwvsDEFg Grupo do face: https://www.facebook.com/groups/semideusadorockfanfic/ Insta: https://www.instagram.com/inspiracao_nerd/ Beijos e até!