Deadly Games
30 Era quase inevitável
Notas iniciais
POV- Thalia
Acordei sentindo uma dor muito forte na perna, tentei me mexer, mas uma mão me empurrou com cuidado indicando para eu não o fazer. Abri os olhos e pude ver o Nico, ele estava cuidando do meu machucado, que não estava nem um pouco agradável de se ver.
Eu estava em um quarto simples, as paredes eram cinza claro e tinha uma parede preta que era a que estava encostada a cama que eu me localizava, uma cama de casal simples com um edredom branco que agora estava manchado de sangue.
— Como...?
— Eu ouvi um barulho alto, te encontrei caída no chão e te trouxe para minha casa.- Ele disse e eu assenti.
Algo me dizia que ele estava escondendo algo, afinal para onde tinha ido o monstro? Que vulto preto era aquele? O que tinha acontecido? Balancei a cabeça e fiquei olhando ele cuidar do meu ferimento, depois que ele estava limpo e com curativo, Nico se levantou e foi até um pequeno frigobar e pegou uma garrafa d’agua e me entregou me ajudando a me sentar.
— O que aconteceu? — Ele perguntou e eu neguei.
A cena em si estava confusa em minha mente, tudo tinha acontecido tão rápido que eu nem tive tempo de raciocinar, eu me lembrava de ser tacada longe, do vulto preto e de adormecer, mas quem era o vulto preto? Algo me dizia que era o Nico, mas como ele derrotaria aquela criatura sozinho?
POV- Nico
Estava tentando me manter calmo na frente da Thalia, porque na verdade eu queria explodir e acabar com a raça do meu pai, quem ele pensa que é para tomar a frente de algo?
A morte talvez.
Foda-se! Olhei a Thals e ela parecia confusa, sabia que ela poderia ter me visto chegando para salva-la e estava torcendo para que ela não ligasse os pontos, mas sei que ela não é burra, ela ligaria uma hora ou outra e eu realmente estava com receio disso, queria saber o que é a tatuagem dela? Porque meu pai não a conseguiu matar? Porque o veneno do monstro não a matou? Era tudo tão confuso.
Ela bebeu um pouco de água e colocou a garrafa em cima da mesa ao lado da cama, ela me encarou pensativa, ela me fitava com aqueles olhos azuis elétricos como se esperasse encontrar uma resposta. Sustentei seu olhar e ficamos nos encarando por alguns segundos, até que ela abaixou o olhar para minha boca e foi como se o desejo tomasse conta do meu corpo, cheguei perto dela e colei nossos lábios entrando em um beijo calmo.
Era estranho a ligação física que eu tinha com a Grace era como se fosse predestinado, como se tivesse que acontecer, como se o destino estivesse dizendo que é mais do que apenas desejo, o que na verdade era uma idiotice, já que eu a mataria no fim, não me importando realmente com ela, eu só quero entender, entender tudo que essa garota tem de estranho, quero entender sua diferença.
Ouvi a porta no andar inferior bater com força e eu sabia que a Bianca ia armar um barraco, pelo simples fato dela ser dessas. Me separei do beijo e falei para a Thalia que ia ver o que ouve, e desci rápido as escadas,Bianca estava no pé da mesma e ela tinha a espada na mão.
— O que pensa que vai fazer? — Perguntei irritado.
— Acabar com ela agora mesmo! — Disse ela e começou a subir.
— Às vezes sua burrice me impressiona Bianca.- Disse com vontade de rir.
— Nico chega, temos um trabalho a fazer e você fica enrolando porque está interessadinho na garota, ele deveria estar morta e é nesse estado que ela vai ficar agora.
— Não Bianca, eu tenho um trabalho não você e ela só morre quando eu quiser e ponto final.- Disse e ela riu irônica.
— Então Nico sinto te dizer, você não vai poder fazer nada para me impedir.
Bianca desapareceu e eu soube que ela tinha ido para o meu quarto, desapareci e apareci no mesmo, Thalia olhava para a Bianca surpresa e ela ia em direção da mesma com a espada.
Senti o poder me invadindo e joguei a Bianca longe que bateu contra a parede que rompeu com seu corpo e ela caiu para fora da casa. Olhei para a Thalia e ela estava com os olhos arregalados, fui até ela e a peguei no colo e a levei para bem longe da cidade.
A coloquei no chão e ela começou a tentar me bater e a fugir, ela estava incrivelmente pálida e seus olhos estavam mais elétricos impossível, eu já tinha me dedurado e agora não tinha as respostas que eu queria ter, teria que fazer algo.
— Você é a criatura! Você é o monstro que está aterrorizando todos os outros.
— Acho que sim.- Disse levantando uma sobrancelha confuso.
Ela me chutou só que a anta fez isso com a perna machucada o que a fez gritar de dor e encolher a perna na hora.
— Thalia eu não vou te ferir.
— EU OUVI A CONVERSA, VOCÊ TEM QUE ME MATAR! — Gritou ela e pulou em minha direção e começou a socar meu abdome, mas eu realmente não sentia dor alguma com aquilo.
— Deveria e você ainda está viva não está? — Disse prendendo suas mãos e colocado um pouco para trais.
— Vai querer que eu confie em um monstro?
— Não disse isso, disse que se você está viva é por minha causa, afinal você mesma tentou se matar.
Ela grunhiu em raiva e abaixou o olhar, ela parecia se sentir fraca, traída, como se tivesse no meio de uma mentira, principalmente agora desarmada e machucada.
— Sei que já desconfiou de mim.
— Porque não me matou?
— Sou curioso demais.
— Curiosidade, quer me conhecer Di Ângelo?
— Quero, mas você já sabe!
— Me mate Nico, pois você não vai chegar mais perto do que você já chegou, me mate agora, porque senão eu vou te matar! — Disse ela irritada e eu a olhei rindo.
— Seria uma bela ameaça se você fosse capaz disso.
— Você é um demônio qualquer, não seria o primeiro sangue que eu derramei.
— Aí que você se engana Grace, eu não sou o demônio, eu sou um misto de todas as criaturas existentes da terra, filho da morte, não me confunda com algo tão inferior como um demônio.
— Se sentiu ofendido Di Ângelo, demoniozinho de merda, acaba logo comigo.
Conjurei o Sai e o coloquei no pescoço da Thalia, ela me encarou, seus olhos pareciam tão elétricos que eu me senti estático, como se a eletricidade passasse pelo meu ser. Pressionei com um pouco de força a ponta da arma vendo o sangue escorrer de seu pescoço até seu decote se perdendo pelo vale de seus seios, voltei a encarar seus olhos sérios e frios que de repente mudaram de expressão, quase para confusa, tirei a arma dela e a puxei para um beijo a deitando no chão frio que ela se encontrava, era mais forte do que eu, a atração era quase inevitável.
Ela devolveu o beijo e eu quase sentia minha pele queimando em estática, era estranhamente confortável a dor que eu estava sentindo, ela me olhou séria e um raio caiu do lado de fora começando uma chuva insistente, e eu não sabia se era curiosidade ou outra coisa, mas eu queria conhece-la.
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