Deadly Games
17 Ele sumiu de novo
POV- Thalia
Cheguei em casa e nem dei o trabalho de disfarçar, um, estava puta com a Bianca, dois, eu claramente tinha participado de uma transa, o que não aconteceu, mas meu estado era de quem tinha participado de um ménage de sadomasoquismo, três, eu não estava na escola.
Abri a porta de casa e não me importei em ser gentil em bater aquela desgraça. Ouvi uns comentários na cozinha e fui na direção da mesma, precisava beber algo.
— O que aconteceu com você?- Chris perguntou pasmo me vendo entrar na cozinha, ele foi o primeiro a me notar.
— Que que isso. — Afrodite disse pasma- Fez sadomasoquismo querida? — Ela perguntou isso mesmo, ela não tem noção de local e hora.
Revirei os olhos e abri a geladeira e peguei a primeira coisa que eu achei para beber, e foi uma cerveja, então abri e virei aquela porra mesmo batendo a porta da geladeira com força.
Coloquei a cerveja no balcão e tirei o prendedor do cabelo da Afrodite que apenas me encarava surpresa, prendi meu cabelo e Ares arregalou os olhos.
— Prima, sadomasoquismo não é saudável. — Ele disse encarando meu pescoço.
Sai de perto da bancada resmungando, foda-se faço mesmo.
— Thalia. — Meu pai disse me chamando, ótimo lá vem, me virei sem dar ao trabalho de responder. — Com quem foi? Você não pode sair transando...
— Não rolou. — Disse e virei o resto do liquido da lata na boca e tacando no lixo ao lado de Charles e poupando meu pai do discurso.- E eu não sou sadomasoquista a proposito.
— Thalia tá claro que rolou é só ver seu pescoço. — Luke disse e eu revirei os olhos.
— Ele sabe fazer querido, diferente de você. — Disse simplesmente e fui para meu quarto, mas pude ouvir o pessoal zoando o Luke com minha frase.
Tomei um banho bem tomado e bem demorado e sai de toalha encontrando Afrodite sentada na minha cama.
— Sabe que sempre que você tem relações eu tenho que vir falar com você né?- Ela perguntou e eu ri.
Afrodite agia comigo como minha mãe deveria ter feito, ou como uma irmã mais velha, ela que tinha me ajudado com minha primeira menstruação, primeiro beijo, primeira vez, ela me falava que eu tinha liberdade para falar com ela sobre qualquer coisa e ela comigo, tipo quando ela fez uma surpresa para o Ares e ele gozou muito antes dela, mas aguentou o tranco por causa dela, ela me contou isso com detalhes demais e de início ela começou a conversar comigo porque o meu pai pedia, mas depois foi porque era realmente engraçado.
— Não rolou mesmo Dite. — Disse e ela arregalou os olhos, comentei logo em seguida. – E eu realmente não sou sadomasoquista.
Ela riu me fazendo rir também.
— Jura querida? Só nas preliminares e já tá assim, esse sabe.
— Bem mais do que um certo loiro. — Disse e ela riu.
Eu já tinha feito algumas muitas vezes sexo, mas a lista se resumia no Luke e quando a Afrodite me obrigou contar detalhe por detalhe ela disse as seguintes palavras, querida se você continuar com o Luke e quem sabe se casar, cheque outro material na despedida de solteira, não posso te deixar só com isso. Não levem ela mal, ela não trairia o Ares, mas ele não é o único que ela já checou, até porque ela já namorou e o Ares era o amante.
— Eu te disse querida, o que você me descreveu tá bom só para primeira vez, porque tem esse treco do rompimento do hímen, mas juro sexo mamãe e papai, toda vez? Tá errado.- Ela disse e eu ri enquanto procurava uma roupa.
— É o garoto que Ares me falou? — Perguntou e eu dei de ombros.
— É não é? — Ela insistiu se levantando e escolhendo a roupa para mim.- Eu não falo para ele, só vou falar o que eu devo, vocês não transaram.
— Sim foi ele. — Disse e ela deu um pulinho.
— Então é o garoto que tem a irmã do outro lado?- Ela perguntou e eu revirei os olhos e assenti pegando a minha roupa intima enquanto ela escolhia entre duas blusas.
Afrodite sabe de todas as fofocas, tipo tudo mesmo e ela tinha um talento incrível para ligar informações, a maioria das vezes ela acerta, mas tem vezes que ela inventa umas merdas que você fica tipo, menina de onde você tirou isso?
Me vesti depois que ela terminou de escolher minha roupa e notei que ela tinha pensado na roupa para disfarçar as marcas, optando por uma blusa de gola alta preta de lã como casaco e uma calça jeans normal, depois da minha conversa com a Afrodite eu sai porque tinha que encontrar a Anne para ajudá-la a levar os equipamentos.
...
— Tem certeza que o Malcon foi no médico? — Perguntei enquanto subíamos a escada da casa dela.
— Tenho.- Anne disse e abriu a porta.
Pegamos as caixas e colocamos na picape que eu roubei de Ares, não tinha ninguém em casa mesmo, depois disso fomos até o endereço que o Jackson nos entregou.
Era uma casa comum, dois andares, branca, janelas de madeira, simples, ele surgiu e nos ajudou com a caixa, estacionei o carro de Ares o mais longe possível da casa depois de dar inúmeras voltas e parando em vários lugares diferentes, vai que ele checa o GPS.
Ficamos até tarde montando tudo que a Anne tinha, no subterrâneo, e eu tive que ir para casa primeiro porque meu pai ficou dando chilique e acha que eu sai para terminar o que comecei mais cedo, então fui para casa deixando a Anne e o Percy para terminarem o serviço.
POV- Annabeth
A Thalia teve que ir para casa, mas disse que depois passaria para me buscar, então eu fiquei ajudando o Jackson com a montagem.
— Eu trouxe seu casaco. — Disse depois de um tempo em silêncio.
— Meu casaco? — Ele perguntou enquanto segurava o monitor para eu mexer em baixo.
— Sim, eu acabei levando no dia da foto. — Disse e ele pareceu se lembrar.
— Nossa, nem tinha percebido, eu disse que estava bem aquecido.
— Você falou que estava com duas blusas, não que estava bem aquecido.- Disse e eu não precisava ver para saber que ele tinha revirado os olhos.
Ficamos em silêncio novamente e depois de tudo montado eu liguei o computador para checar a movimentação, pedi para o Jackson me trouxesse algo para ligar aos equipamentos da área dele e ele realmente tinha trago.
POV- Percy
A loira estava sentada de frente aos inúmeros monitores e digitando coisas em uma velocidade incrível, eu entendia quase tudo que ela estava fazendo ali, logo depois apareceu um mapa detalhado da cidade em uns dos monitores.
— O que estamos procurando? — Perguntei olhando o mapa.
— Estou vendo se acho qualquer coisa suspeita, mudanças de clima repentino, oscilação anormal de vento, queixas de barulhos estranhos, quedas de luzes repentinas.- Ela disse ainda digitando.
Depois inúmeras luzes se acenderam de diferentes cores no painel, mas tinha alguns desses pontos na escola, outros na floresta do lado deles, e em uma área abitada no meu lado.
— Os vermelhos são mudança de temperatura em um determinado local, olha teve na escola. — Ela disse apontando para a área, ou seja, a probabilidade de uma criatura estar andando por entre nós era imensa.
— Os azuis são quedas de luz, então temos aqui.- Ela apontou para uma área no meu lado, a única que tinha isso.
— Os verdes são o que? — Perguntei notando que tinha um na escola, e alguns na floresta.
— Acontecimentos estranhos, na floresta sempre tem.- ela me respondeu pegando um papel.
— E o da escola é o treco das janelas? — Perguntei e ela assentiu.
Fui no computador e dei zoom na área do meu lado, era uma rua especifica que eu reconheceria em qualquer lugar, era a rua da Hazel e do Frank.
— Conhece essa rua? — Ela perguntou notando que eu tinha entrado em modo pensativo.
— Sim, é a rua da Hazel e do Frank. — Disse e ela levantou a sobrancelha curiosa.
— O que tem esses dois? — Grace entrou parando ao lado da Chase.
— Na rua deles teve algo estranho.
— OK- disse pegando os relatórios que eu tinha contrabandeado do meu pai- De acordo com os relatórios da Piper, as criaturas estão estranhas faz oito dias hoje, começando no dia da fronteira, passando a semana passada inteira...
— Entendemos Jackson, oito dias, fim de semana essas coisas, prossiga.- Chase disse se sentando.
— Pera...- Grace disse antes de eu continuar. — O Nico e a Bianca chegaram há oito dias.
— E eles moram na floresta né? — Chase perguntou e a Grace assentiu.
— Isso também explicaria a movimentação na rua da Hazel, mas eles não atravessaram a fronteira, teriam aparecido em alguma câmera de segurança ou algo do tipo. — Disse e elas assentiram.
— A não ser que a Hazel também seja uma criatura. — Grace sugeriu e aquilo me surpreendeu, isso não era possível. — Isso explicaria as coisas na rua dela.
— Ela não é uma criatura, fazemos testes antes de deixar qualquer um entrar. — Disse revoltado, Hazel era uma das melhores agentes, mesmo que ela não participe muito em campo ela era muito boa, mas preferia ficar com pesquisa e organização.
— Jackson nós também fazemos e a mãe da Thalia entrou mesmo assim. — Chase disse. — E não estamos julgado, estamos analisando hipóteses e todos são suspeitos até que se prove ao contrário.
— O ditado não é esse. — Disse e ela riu.
— Querido Jackson, o ditado verdadeiro é só um jeito de manter a calma, mas somos realistas, se formos procurar o que cada um tem que o deixe suspeito passaremos despercebidos por inúmeras pessoas, a pessoa tem que provar ser inocente. — Chase disse reclinando-se na cadeira.
— E sei que se não concordasse que qualquer um pode ser culpado de coisas que não temos noção não estaria aqui. — Grace disse e eu assenti.
— Então Jackson você vai investigar a Hazel, eu vou investigar o Di Ângelo e alguém tem que fazer amizade com a Di Ângelo. – Grace falou.
— Acho que pode traze-la para meu grupo. — Disse e ela assentiu, depois de tudo discutido as duas foram para casa e eu fui para a minha.
POV- Frank
Eu não sabia mais o que pensar, o Percy tinha sumido de novo e cada vez ele fazia isso com mais frequência, e eu não podia falar para ninguém sem provas, achariam que eu estaria causando tumulto e que eu era o traidor e estava chamando a atenção do Percy.
Estava na base assim como todo mundo naquele horário quando a Piper apareceu com uma prancheta.
— Frank me ajuda a checar o estoque? — Ela perguntou e eu assenti e a segui.
A área de armazenamento era uma grande sala com prateleiras de ferro e várias caixas, checávamos o estoque todo mês, esse trabalho era da Piper, mas como ela não alcança muitas das caixas eu sempre a ajudava.
— O que está pensando Frank? Você tá estranho. — Piper comentou enquanto eu colocava uma caixa na mesa.
— Nada. — Menti e a Piper revirou os olhos.
— Pode falar comigo Frank, somos amigos. — Ela disse colocando as coisas em cima da caixa e riscando a lista tudo que estava ali.
— Eu ouvi algo que não deveria ter ouvido e agora estou preocupado. — Disse por fim, não conseguiria mesmo mentir para a Pipes.
— O que? — Ela disse visivelmente preocupada.
Piper cuidava de tudo, qualquer informação que chegasse a mim, que não tem essa função e que não deveria ter chegado seria preocupante, mas sabia que ela não contaria a ninguém e só espero que ela não me julgue.
— Eu na sexta recebi uma ligação um pouco depois do jantar, de um número desconhecido e a pessoa disse que tinha uma caixa na praça, eu fui por curiosidade, assim que cheguei lá vi o Percy e a Grace conversando e ele disse que todos nós confiávamos demais no pai dele, ele também disse que ia tentar coletar informações sozinho e até sugeriu te chamar, mas a Grace não gostou da ideia, isso tá me agoniando Piper.
Coloquei a mão no rosto, precisava contar isso para alguém e se a Piper tivesse envolvida ela me contaria, e também não tomaria nenhuma decisão precipitada, porém deixei de lado o assunto do caderno, eu resolveria isso sozinho.
— Frank o que você tá falando é muito sério.- Ela disse puxando a cadeira e se sentando de frente para mim. — Ele é nosso líder.
— E sumiu de novo. — Disse cansado disso. — Olha eu também não quero acreditar nisso se fosse você no meu lugar não acreditaria, mas eu vi e não sei o que pensar.
— Você contou isso para mais alguém? — Ela perguntou e eu neguei.- Vamos investigar então, se conseguirmos provas passaremos para Poseidon, um traidor deve ser julgado independente de quem ele seja.
Com essas palavras voltamos a checar o estoque que tínhamos, agora com a Piper ao meu lado poderia ficar mais tranquilo, pois sei que ela me ajudara a achar provas.
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