POV- Thalia

Todos os alunos que estavam naquela sala foram liberados mais cedo, então eu fui para casa porque Jason disse que queria investigar, logo a Anne faria o mesmo já que são eles que fazem as pesquisas por ali.

Entramos em casa e logo encontrei os mais velhos, vulgo, meu pai, Hera, Ares, Luke, Chris, Charles e Afrodite conversando sobre algo, logo vi que era sobre uma mensagem e a mensagem estava em cima da mesa então em um movimento rápido peguei a carta e a li.

Zeus

Verifique seus monstros, não preciso te dar explicações quanto a isso, vai entender assim que ver com seus próprios olhos e depois disso cheque sua área se encontrar algo, ignore isso se não precisaremos conversar.

Poseidon.

Meus olhos se arregalaram ao ver o nome do outro Imortal ali escrito, aquilo só podia ser uma piada.

— O que faz aqui?- Hera perguntou irritada por eu ter contado ao mundo que ela da o cu.

— Eu ainda moro aqui- Disse e Chris pegou o papel da minha mão e o colocou na mesa novamente.

— As janelas da sala de aula explodiram, todos daquela turma foram dispensados cedo- Jason disse pegando a carta e a lendo em voz alta logo em seguida.

— Não pretendiam nos comunicar?- Anne perguntou direta ao ponto indo até o armário da cozinha pegando álcool e um pano.

— Não achamos necessário.- Disse meu pai e eu ri e Jason veio junto.

— Tá de sacanagem?- perguntei.

— E você pretendia checar isso como? Telepaticamente? Até onde eu saiba você ainda não tem esse poder- Jason disse se sentando.

A tecnologia avançada que Jason e Anne tinham desenvolvido era tão avançada que só os dois sabiam mexer nas mesma, logo meu pai não conseguiria checar nada sem consultar um dos dois.

— Para ser sincero Zeus disse que contaria para vocês, tirando a Thalia- Ares disse e meu pai o encarou irritado, mas de fato Ares sempre me contava as coisas e se ele não me contasse para ele deixaria pistas para eu descobrir sozinha.

— Porque não me contaria?- Disse cruzando os braços e o encarando, meu pai cada vez mais me decepcionando.

— Porque você já passou da hora de agir como uma garotinha mimada que não aceita a verdade.

— Eu aceito a verdade, eu concordar ou não com você já é outra história, e é você que não está aceitando a verdade, sim eu era capaz de derrotar aquele demônio e sim você coloca coisas no rabo da Hera.

— Thalia isso não vem ao caso agora, você fica agindo como uma mimada, não é não, eu ainda sou seu líder e seu pai, você tem que me obedecer.

— Então admite que coloca coisas no rabo da Hera?- Perguntei o irritando.

— É sobre isso que eu estou falando Thalia, você não tem noção, então agora saia daqui, eu tenho outras coisas para discutir.

— Realmente não vai me falar do que se trata?- Perguntei surpresa.

— Se quiser descobrir, faça isso sozinha.

— Ok pai, desafio aceito!- disse e fui para o meu quarto.

...

Era de noite quando eu sai de casa, me arrumei, vulgo me armei, e sai de casa fazendo o mínimo de barulho possível.

— Aonde vai?- Ares perguntou me assustando, me fazendo dar um mini pulo.

— Porra!- disse levando a mão no coração e ele riu.

— Aonde vai Thals?- Ares perguntou saindo da parte escura da casa e apagando o cigarro dele.

— Eu vou fazer minhas próprias investigações.- Disse e ele revirou os olhos.

— Não vai fazer merda Thals – Ele disse e eu assenti.

Entrei no meu carro e comecei a dirigir, estava devagar, não demorou muito até chegar perto da fronteira dos Jackson, só tinha que fazer a curva e lá estaria, então eu vi a movimentação no meu lado direito e parei o carro. Sabia com quem estaria lidando.

Desci do carro o deixando desligado, a pessoa parou, podia ver o vulto só confirmando que era mesmo que eu pensava e que ele estava sozinho. Tirei as duas armas do cos da calça e as coloquei em vista e descarreguei ambas as girei e taquei na direção do vulto, abaixei e tirei a adaga da minha bota e a taquei no chão mais afrente de mim.

Logo vi o Jackson sair confuso das sombras, ele tinha uma K 47 em mãos, porém não a apontava para nada, apenas a deixou cair sobre o ombro.

— O que quer Grace?- Ele perguntou recolhendo as armas que eu tinha tacado.

— Conversar- disse e agora ele estava mais próximo de mim, pegou a chave do carro e eu não questionei, ele abriu o mesmo e tacou tudo que eu tinha levado ali dentro e trancou a porta permanecendo com a chave.

— Sobre?- Ele disse sério com os olhos fixos no meu.

— O que tem os monstros? Porque seu pai mandou a carta para o meu?

— Porque não pergunta a seu pai Grace?- Ele disse cansado, ele provavelmente ficaria ali a noite toda e no dia seguinte iria para a escola e ele parecia ter treinado, pois tinha alguns machucados no rosto, mas nada que não estivesse bom no dia seguinte.

— Estou sozinha nessa Jackson e não acho coincidência aquilo na sala ter acontecido e seu pai mandar uma carta para o meu, preciso de informações e vou descobrir, podemos colaborar um com outro e as compartilharmos ou podemos ficar rodando em círculos sempre atrás das mesmas coisas- Disse e Jackson apontou a arma para mim.

— Entra no carro e vai embora Grace, agora!- Ele disse alto e irritado e quase em um sussurro ele falou- Praça em meia hora!

Entrei no carro puta, ou fingindo estar e dei ré e fui para a praça. O Jackson era pontual, meia hora depois ele estava, vestia um sobretudo preto e tinha as mãos no bolso, se sentou no meu lado e respirou fundo.

— Estamos achando que tem algo a ver com a profecia- Ele disse e eu assenti.

Conhecia a profecia desde pequena, ou a parte que eu tinha.

— Sim, então temos que depois de traição, guerra e uma falsa paz o motivo determinará o que verdadeiramente alguma coisa- Disse.

— Guerra e falsa paz já sabemos, e a traição.

— Meu pai acha que eu sou o traidor- Ele disse aquilo e isso explicou porque ele estava ali sozinho, ele queria investigar e sabia que se o pai desconfiava dele não contaria.

— Sabia da carta?- perguntei e ele negou confirmando o que eu pensei.

O pai não confiava nele, ou seja, ele queria tanto quanto eu descobrir tudo, já que assim ou ele descobriria quem é o traidor ou ele teria provas para dizer que não era ele.

Trocamos informações e depois de um tempo conversando ele respirou fundo e jogou a cabeça para trais.

— Então basicamente vamos ignorar nossa briga infantil por causa de nossos pais porque estamos putos/chateados com eles e vamos nos unir escondido de todos no território neutro que por acaso é aonde nós estamos e a qualquer segundo pode passar alguém e nos ver e vamos também investigar sozinhos casos que não sabemos como achar. Sim isso com certeza vai dar certo.

— Teremos que enfrentar alguns problemas, mas a gente dá um jeito.- Disse e ele assentiu e pegou o telefone que começou a tocar.

— Eu te cubro amanhã Leo- Percy disse sem dar tempo para a pessoa falar.

— Eu sei que você ficou ontem e está com sono, eu sei Leo, eu sei! Eu te cubro amanhã e seu próximo turno então...Eu sei... sei... Ele só vai descobrir se você contar... Então pronto... Valeu.

Ele desligou o telefone e me olhou.

— Precisaremos de mais alguém, mais alguém que possa mexer e pesquisar infiltrado no que nossos pais não vão contar a gente.

— Sei que a Anne me ajudaria no meu lado e no seu?- Perguntei e ele parou para pensar.

— Eu não sei, todos são fieis demais ao meu pai- Ele disse e parou notando o que ele tinha dito. Ele não era.

Ele balançou a cabeça notando o que tinha dito e respirou fundo.

— Acho que poderíamos chamar a Piper.

Fiz uma careta que o fez rir e revirar os olhos.

— Qual seu problema com ela? Você parece gostar menos dela do que dos outros- Disse ele e eu dei de ombros.

— Sei lá, acho que o santo não bateu.

— Tá, eu vou vê o que faço, vou tentar eu mesmo conseguir as informações, mas caso precise eu vou achar alguém que faça isso para mim, mas enquanto isso temos que falar com sua amiga.

Peguei o telefone e disquei o número da loira e não demorou ela atendeu.

— Por favor não me peça nada, seu pai me prendeu até agora- Ela disse assim que atendeu o telefone e eu ri culpada.

— Pode vir na praça, é importante, e não fale para ninguém.- Disse e ela demorou um tempo para responder.

— Tudo bem estou indo, mas eu to indo a pé, vou demorar.

Ri e desliguei o telefone optando por esperar. Jackson resolveu ficar rondando os arredores porque alguém poderia passar, eu achei meio que tolice porque tínhamos ficado sentados juntos por quase uma hora debatendo informações.

Depois de cerca de umas meias hora, quarenta minutos a Anne apareceu na pracinha, ela com certeza tinha vindo correndo, ela parou na minha frente séria.

— Me de um bom motivo para você não ter levantado a bunda dai e ter ido falar comigo na sua casa ou na minha- Ela disse cruzando os braços, ela sempre fazia isso quando se irritava e não estava armada, ou não pretendia usar uma arma.

— Ele não pode atravessar a fronteira- Disse apontando para trais de mim e ela seguiu e logo arregalou os olhos.

— Oi Chase.- Ele disse se aproximando.

O rosto dela demonstrou confusão, fúria, confusão de novo e raiva novamente e parou na confusão.

— Não – Ele disse simplesmente e ela ficou tranquila.

— Perdi alguma coisa?- Perguntei agora quem estava confusa era eu.

— Nada Grace, explica- Jackson disse se sentando ao meu lado novamente.

Explicamos tudo a Anne e ela escutou sem comentar nada depois que acabamos ela respirou fundo.

— Tudo bem. Vocês são loucos, mas vamos fazer o seguinte, Jackson arranja um lugar que ninguém desconfiaria no território neutro se formos fazer isso não pode ser na praça, coloque o endereço nos nossos armários, Thalia, você vai chegar frustrada em casa como quem não conseguiu nada, da seus típicos PTs, bate a porta com força e vai para o quarto como quem não teve nada, assim que o Jackson conseguir o local vamos transportar o antigo equipamento da cede para esse local, ele está lá em casa, e nem Ares pode saber- Anne disse fitando nós dois e concordamos.

Jackson se levantou e foi para o lado dele e eu dei carona para Anne e depois fui para casa e segui passo a passo do que ela falou e fui vista por Luke e Ares, amanhã todo mundo tá sabendo que eu não consegui nada. Coitados.