Notas iniciais
Hey cerejinhas, eu sei que provavelmente estou acostumando mal, mas como não sei quanto tempo eu vou conseguir depois que eu começar as aulas de novo, vou postar o máximo possível até lá.

POV- Thalia

Acordei com alguém batendo de forma exagerada na porta, então eu me arrastei até lá e logo encontrei Luke parado ali, ele estava sério e claramente irritado, não que eu me importe.

— O que quer? — Perguntei bocejando.

— Zeus pediu para te acordar. — Ele disse e sorriu- Trabalho feito, esteja pronta em dez minutos, escola.

Revirei os olhos e bati a porta na cara dele e consegui o ouvir xingando do outro lado, fui até o banheiro e passei uma água no corpo e fiz toda a minha higiene, peguei o meu material e desci até a cozinha aonde todos que moravam aqui, ou seja, Jason, Luke, Chris, Ares, Zeus, Hera, Charles, Clarisse comendo, Clarisse se levantou e pegou a mochila e me entregou uma xicara de café.

— Vamos, eu quero fazer uma parada- Ela disse me puxando para fora de casa.

— Aonde quer ir mulher? — Perguntei a seguindo e bebendo o café que ela tinha me dado.

— Te explico no caminho, agora entra.- Ela disse abrindo a porta do motorista e eu corri para entrar no lado do carona.

Clarisse começou a dirigir para o lado oposto da escola, ou seja, mas afundo no nosso lado da fronteira.

— Eu fui perceber na hora do banho, meu cordão, eu perdi ontem, eu tenho que acha-lo e você vai me ajudar- Ela disse acelerando mais e eu resolvi colocar o cinto, quando a Clarisse da uma de doida no volante só se segura e vai.

Logo ela parou na beira da estrada e descemos, estávamos no início da floresta, peguei minha adaga e ela colocou a arma no cos da calça e entramos, sabíamos que ali era aonde nós encontrávamos a maior quantidade de monstros no nosso lado da fronteira, então não entraríamos desarmadas.

— Como pretende achar um cordão por aqui? — Perguntei a seguindo, ela sempre decorava o caminho que ela fazia.

— Deve estar aonde aconteceu a luta, então vamos procurar por lá e voltamos depois caçando por onde voltamos.

— Tudo bem. — Disse começando a girar a adaga na minha mão, eu fazia isso sempre que estava com tédio e a tinha em mãos, era extinto.

Começamos a procurar pelo cordão da Cla aonde ela disse que tinha acontecido a luta, mas o local estava limpo, abaixei revirando as folhas e terra quando meu corpo estalou em aviso, em um reflexo rápido taquei a adaga na direção da movimentação e me levantei em posição de ataque, Clarisse já tinha levado a mão para a arma, mas parou ao vê-lo.

—Nico, o que faz aqui? — Perguntei o vendo segurar a adaga na mão e seu corpo estava tenso, mas logo relaxou.

— Eu moro por aqui, meu pai comprou uma casa abandonada por aqui, não podíamos gastar muito- ele disse girando a adaga na mão e apontando o cabo para eu pega-la.

— Tem reflexos rápido, ninguém segura uma adaga da Thalia.- Clarisse disse desconfiada, mas já tinha tirado a mão da arma, porém estava em alerta.

— Jogo muito vídeo game e treino luta no tempo livro, tenho bons reflexos- ele disse enquanto eu me aproximava.

Clarisse não relaxou, peguei a adaga da sua mão e a abaixei.

— Claro- ela disse se aproximando também.

— Vai para a escola andando? — Perguntei, afinal não tinha nenhum carro parado na beira da estrada e claramente ele não estava de carro e nem tinha como entrar de carro na floresta.

— Não tenho motivo para chegar na hora- ele disse dando de ombros.

— Você por acaso viu um cordão por aí? — Clarisse perguntou e ele negou.

— Querem ajuda para procurar?

— Não precisa- ela respondeu rápido.

Dei de ombros e voltei a procurar, Nico deu de ombros e passou por agente, mas parou no meio do caminho.

— É aquele cordão? — Ele disse apontando para uma árvore, ela tinha alguns galhos quebrados e em um relativamente baixo tinha uma linha quase invisível e um troço balançando.

Clarisse se aproximou e o pegou sorrindo, realmente era o cordão dela.

— Depois disso merece uma carona- Ela disse colocando o cordão.

— Fico lisonjeado. — Ele disse nos fazendo revirar os olhos.

Como ele viu aquele cordão naquela distância? Ou eu estou ficando cega ou ele tem uma visão muito sinistra. Fomos em silêncio até o carro e ele entrou na parte de trais e cada uma de nós abitamos nosso antigo posto.

— Conselho, coloque o cinto e se segura. — Disse e ele riu, mas obedeceu.

Clarisse me deu o dedo do meio e acelerou, ainda tínhamos que parar na casa da Anne, porque a mãe dela se recusava a dar um carro para ela, dá para acreditar que a mãe dela tem medo de dar um carro para garota, mas ela pode matar monstros e arriscar sua vida com a Clarisse dirigindo todos os dias?

Paramos na frente da casa da Anne e ele estava claramente irritada, sua pele estava avermelhada por estarmos no inverno, apesar de que tinha um tempo que não nevava e estava quente o suficiente para a neve ter derretido, mas ainda sim estava frio.

— Sabe que é impossível a gente chegar no primeiro tempo? — Anne disse abrindo a porta da parte de trais e entrando- Vocês...

Ela parou de falar olhando para o Nico com uma cara de tipo, o que você está fazendo aqui? Ele a escarou confuso, mas não comentou nada, mas a Anne gentil como sempre, comentou.

— O que ele está fazendo aqui? Thalia você saiu escondida e deu para o garoto?- Ela perguntou me fazendo corar e fazendo tanto ela quanto o Nico rirem.

— Não Anne, eu não dei para ninguém, a Clarisse deu- Disse e a mesma me bateu.

— Eu não dei nada- disse e o Nico olhava pra gente pasmo.

— Deu carona ué!- disse e ela me deu o dedo do meio o que me fez rir.

— Fomos procurar o cordão da Clarisse e acabamos esbarrando com o Nico que viria a pé, então como ele ajudou a achar o cordão a Clarisse DEU uma carona.- Disse dando mais ênfase no deu, pera eu não dei nada, colocando mais ênfase no deu, agora sim está melhor.

Nico apenas observava em silêncio, como eu disse ele é bem tímido, não demorou muito para a Clarisse chegar na escola já que a maluca estava a quase duzentos por hora, ela freio e parou na nossa típica vaga e depois do carro estacionado, nós quatro corremos para dentro da escola, para quem sabe chegar antes do professor.

Subimos a escadaria que levava para a aula de química, os corredores estavam vazios e a Anne odiava faltar e se atrasar, ela parou e quase escorregou passando direto pela porta, mas ela se recompões em um segundo e bateu na porta, enquanto nós três tentávamos parecer normais e não atrasados.

— Sim- o professor disse e Anne abriu a porta.

— Desculpe o atraso professor, tivemos um imprevisto, podemos assistir a aula?- Anne perguntou educada e ele olhou a trupe que estava atrás dela.

— Entrem em silencio.- Ele disse e voltou a escrever no quadro.

Fui logo para a minha cadeira e o Nico era a minha dupla, mas ele não parecia muito se importar, apenas se sentou no seu devido lugar e colocou o fone de ouvido e começou a copiar a matéria.

Segui seu exemplo, ou pelo menos tentei, no meu segundo parágrafo desisti e resolvi desenhar, então comecei a rabiscar no canto das folhas, Nico pegou a mochila dele e a colocou sobre a mesa e deitou a cabeça ali e fechou os olhos e eu sorri inevitavelmente, ele era um dos meus.

Voltei a desenhar porque depois de ter vindo com a Clarisse dirigindo minha adrenalina estava em alta e eu não tinha nenhum pingo de sono. Já deviam ter se passado cerca de uns vinte minutos de aula quando o professor puxou meu fone e o do Di Ângelo o fazendo acordar e ele quase pulou no professor, mas ele pareceu raciocinar antes e só abaixou a mão.

— Telefones são proibidos em classe- ele disse pegando nossos telefones- Se os quiserem vão ter que pedir aos seus responsáveis para vir buscar.

Ri alto, todos já estavam olhando para gente mesmo, peguei o telefone em um movimento ágil da mão do professor ele não gostou nenhum pouco disso.

— Senhorita Grace, o que pensa que está fazendo?

— Sou responsável pelos meus atos, então a responsável pegou- disse e bati na mão do professor que estava sem reação fazendo o celular do Di Ângelo voar e ele pegou antes que o professor tivesse alguma reação.

— Isso é inaceitável. — Ele gritou e eu e o Nico reviramos os olhos juntos, chegou a ser engraçado.

— Para a secretaria agora! — Ele gritou e eu e o Nico levantamos para sair da sala.

Assim que estávamos nos corredores da escola eu ri.

— O que ele acha que tem para nos fazer obedece-lo? — Perguntou ele e eu ri.

— Vem, vamos matar aula até o próximo tempo.- disse puxando o Nico pelo casaco e ele não se importou.

Notas finais
O que acharam? Beijos