Deadline Circus: The Second Act

13 O medo de desmoronar


Sábado, cinco minutos para as cinco da tarde.
Inazuma, Japão.

VASSILISA

A garota amarrou um pano de leve em seu braço e olhou os outros, se levantando com a ajuda de Valdir. Tinha algumas pessoas machucadas. Jake, por exemplo, estava desacordado pela as pisadas na cabeça que levou. Souji estava com a perna machucada, mas ele amarrou um pano assim como ela em sua perna para parar sangramento.

Benjamin estava de costas e olhou para o lado. Giulia o entregou um binóculo de bolso e o garoto olhou por eles.

— Estão pertos? — perguntou Fuyuka, amarrando o cabelo e piscando várias vezes. Giulia a olhou. — Eu não estou muito bêbada.

— Estão chegando. — disse Benjamin. — Eles pararam o transito dessa rua, por isso não está passando carros. — disse o moreno entregando o binóculo para a Giulia.

— O que devemos fazer? — perguntou Vassilisa.

Benjamin a olhou.

— Não está óbvio? Até um bebê sabe o que fazer. — perguntou Ben a garota e ela negou. O mesmo revirou os olhos. — Irene!

A albina olhou o garoto.

— Os russos, Joshua e Kariya vão para a esquerda. — disse o moreno e a garota afirmou, olhando o irmão se levantar e colocar uma blusa azul social por cima de sua blusa branca, pegando o seu arco e flecha.

— Nikolai! Valdir! Kariya! — gritou Irene pegando uma metralhadora que tinha na ambulância e jogando para Kariya e saindo na frente com ele e Joshua.

Valdir sorriu e saiu atrás deles ao lado de Nikolai. Benjamin olhou Mey Yuri e falou rapidamente.

— Você está com suas armas? — a albina afirmou. — Ótimo. Preciso de duas pessoas do Colombine e do Michael, Ally e Yukimura. Vocês vão cuidar dos feridos e dos médicos.

— Quem quiser… — Dr. Jun jogou cinco metralhadoras para Ally.

Tayou e Tenma se entreolharam e disseram que podia contar com eles. Giulia olhou Benjamin.

— Você está dando ordens aos nossos grupos? — disse Giulia e Fuyuka cruzou os braços.

Benjamin a olhou e depois pensou um pouco.

— Nós três vamos para a direita junto a Souji… — ele olhou em volta. — Vassilisa, Ibuki, Hikaru, Rosmery, Sam e Yuuna também vão.

Lisa viu que Giulia ia protestar, mas o de rabo de cavalo a olhou.

— Vocês dariam outras ordens? — Ben perguntou sério e ambas negaram. — Então não reclamem de estar dando ordens, o meu ouvido não é privada.

— Eita. — sussurrou Ibuki e Sam ao mesmo tempo.

— Você está parecido com o Victor. — disse Giulia. Benjamin a olhou e a puxou pela a gola da camisa, a levantando.

— Eu sou um Salazar, Giulia, mas eu não sou não quero e nunca serei o Victor. — disse o mesmo, soltando-a e olhando os outros. — Os que não foram chamados, se dividam em grupos.

Ele olhou Rosmery e colocou q mão no braço dela. A garota parecia meio perturbada.

— Está tudo bem? — ele disse e a mesma afirmou. — Ótimo.

Ele se virou, mexendo na espada e olhou Tayou pelo o canto do olho, o vendo acenar a mesma e desejar boa sorte. Assim, Lisa virou o olhar para frente e começou a seguir os outros.

No meio do caminho, uma minivan parou na frente deles, saindo o Jester, com Harry dirigindo o carro. Ele abriu a porta de trás, saindo às garotas armadas. Ela não as conheceu além de Lorelai, na qual buscou os irmãos para irem passar o Natal na casa deles, mas tinha uma noção de quem era quem.

Lorelai foi à última a sair, mas podia ser notada por ser quase um poste perto das garotas. Lisa podia dizer que a Irene era a versão albina de Lorelai, mas as duas eram muito diferentes uma da outra em quesito de personalidade.

Portanto, enquanto a altura…

Hey brother! — disse Lorelai abraçando Benjamin. Ela deu uma olhada para trás e fitou Lisa, que passou a mão no cabelo. — Essa é uma das garotas que faltavam? — ela disse soltando o irmão e apontando a morena.

A morena olhou o dedo da mesma.

— Você sabia que apontar o dedo a alguém é falta de educação? — disse Lisa provocando a mesma. A de cabelos negros sorriu e olhou Benjamin, que parecia procurar um local para afundar a cara.

— Sim, eu sei. E sabia que chamar a mãe de uma de suas companheiras de traidora, sem saber se ela é realmente, também é? — disse Lorelai, citando o caso da Lisa sobre Violetta, no qual custou uma briga com Samantha. — É como o sujo falando do mal lavado.

Ela olhou o irmão.

— Respondendo a sua pergunta, sim. Ela é a Vassilisa. — disse e ele olhou Yuuna. — A outra é a Yuuna.

Yuuna sorriu a ela acenando e Lorelai retribuiu o aceno. Logo uma garota rosada ficou ao lado da morena, que soltou Benjamin e apertou a bochecha de Lisa.

— Que fofa. — sorriu. — Vou a chamar de Lizzie, porque eu não gosto de “Lisa” e Vassilisa é um nome muito difícil. — falou parando de apertar as bochechas dela.

— Não iremos nos encontrar novamente. — disse Lisa, passando as mãos na bochecha enquanto a morena apertava as bochechas de Yuuna. — Eu farei questão disso.

— Boa sorte com isso. — ela disse soltando Yuuna. — Você é a menina que todos acham bonita?

— Sim, ela é. — disse Benjamin. — Não que eu ache-a bonita ou que a ache feia, mas ela é como a Irene: Uma ima de garotos. A diferença é que acham a Yuuna fofa e a típica “deredere”¹ dos animes, o que sabemos que no fundo ela é mais a Yuno Gasai² da vida. — brincou e Yuuna deu um riso. — E os meninos acham a Irene uma deusa grega ou o sonho de consumo de qualquer garoto ao chegar a sua casa e ela estar sorrindo alegre para ele, indo o abraçar e o beijar apaixonadamente, dizendo que o ama mais que tudo. O que sabemos que é impossível.

Todos o olharam.

— Michael. Ele sonhou com isso e me contou. — disse Ben, no qual era abraçado pela as meninas de Jester rapidamente. Yuume apenas acenou, evitando olhar muito Benjamin. Era estranho, mas Lisa não perguntou nada.

— Ok, eu acho melhor nós pararmos de conversar. — disse Giulia apontando para trás.

Todos olharam rapidamente para trás e viram os vampiros se aproximando. O Jester olhou Samantha, que olhou o relógio e voltou a correr na direção da casa.

Benjamin olhou para frente.

— Ordens? — disse Fuyuka.

— Sim. — disse Benjamin. — Quando terminarmos isso, eu quero ir comer ramem. Eu estou no Japão desde que eu me entendo como um incendiário aposentado e até o momento eu nunca comi ramem.

Ele retirou a espada e a girou. Vassilisa pegou a sua arma e a recarregou com balas de prata. Ela viu todos pegarem as suas armas e se virarem em direção aos vampiros, respirando fundo.

Ela girou as armas em seus dedos e olhou os vampiros apertando os passos. Apontando para um e atirando.

***

Sábado, seis e dez da tarde.
Inazuma, Japão.

JAKE

O garoto acordou depois de um tempo desacordado, escutando uma forte barulheira. Viu Dr.Jun fazer um rápido exame em seus olhos com uma lanterna e ele piscou, colocando a mão na cabeça e se sentando.

— Você sabe que beijou o Pavel, certo? — perguntou Kidou. — Você se lembra dele? Porque vai que…

— Eu sei quem é ele. — disse Jake. Ele escutou algo batendo na porta da ambulância, como se tivesse sendo arremessado ali. — Eu o beijei, duas vezes. E queria muito mais beijos, mas infelizmente um vampiro hermafrodito fez o favor de aparecer. E o que está acontecendo lá fora?

— Vampiros estão atacando. E tem um grupo que está os matando. — disse Jun. O loiro se levantou retirando o soro e mexeu em suas vestes, procurando a sua espada. — Eu dei a sua espada a um dos vampiros, ele estava sem armas.

Jake olhou mortalmente ao médico e se levantou, pegando um machado que tinha no canto da ambulância. Kidou pareceu se incomodar, mas logo deixou para lá.

— Porque tem armas em uma ambulância? — perguntou mexendo no machado e olhando um nome que tinha no machado em caneta. Kidou Yuuto.

— Somos médicos de caçadores. Sabemos curar e matar ao mesmo tempo. — disse o médico e olhou o estagiário. — Bem, os que não são um tanto traumatizados.

Ele olhou Kidou.

— Traumatizado? — perguntou e Kidou olhou Jun como se fosse enfiar uma agulha que tinha em mãos enquanto ajeitava o kit médico, no olho do de jaleco.

Kidou olhou Jake.

— Enzo, popularmente chamado de Pride, me sequestrou para Takuya. Naquele local, injetavam drogas em minha veia, me alimentavam com batata doce, quando me alimentavam, e falavam coisas como que ninguém confiava em mim. E eu, alterado, acreditava em tudo que ele dizia. — disse Kidou. — Até hoje eu sinto efeito das drogas de vez em quando, fico alterado e quero matar alguém. Acredite, quase matei a minha namorada enquanto dormia.

Jake pareceu petrificado e olhou o machado. Kidou pegou-o e o girou o entregando e parecendo o ensinar a segurar, assim respirando fundo.

— Imaginam, eles estão naquele momento importante, e do nada Kidou começa a enforcar ela. — disse Jun e Jake segurou a risada, enquanto Kidou ria junto a Jun. — Eu vou para o inferno.

— Se eles lhe aceitarem no inferno. Joshua e Irene são rigorosos. — disse Kidou de brincadeira.

Jake pensou um pouco em outra coisa além daquela piada. Lembrou-se do fato de Pavel ter sido sequestrado também há três anos, assim como Kidou.

— Há três anos… — disse Jake. — Pavel também foi drogado?

Jun olhou Jake como se ele estivesse perguntando algo que eles não deveriam falar, mas Kidou apenas o olhou e afirmou por Jun, que fez bico como se fosse obrigado a explicar, o que parecia que Kidou não queria nem comentar.

— Não identificamos a droga logo de cara, mas, ao fazer alguns exames a mais em Pavel, descobrimos que era algo que o fazia dormir e ficar inconsciente. — disse o homem, cruzando os braços. — Ele também era muito torturado, de vários modos. Acredite, ele estava cheio de hematomas, mas não se lembrava como eles fizeram aquilo nele.

Jake pensou um pouco.

— Ele está com um machado, Jun. Ele pode se assustar. — disse Kidou parecendo meio assustado pelo o mesmo estar sendo tão aberto ao garoto.

— De vários modos? — disse Jake e Jun parou de o olhar, olhando Kidou rapidamente e depois ao loiro, ficando sério.

— Muito. De modo que Pavel não conseguiu dormir direito por dias por conta de suas costas toda machucada. Pavel não se lembra de nada, porque estava inconsciente no momento. — disse ao loiro, que sentiu que seus dedos apertaram forte o cabo do machado que segurava.

O loiro imagina cenas horríveis em sua cabeça, e percebeu que Kidou se afastou sussurrando que tinha amor à vida, mas Jake apenas o ignorou. Ao passar uma cena meio assustadora em sua cabeça, ele arregalou os olhos.

— Eu vou tomar um ar. — disse sorrindo.

Jake abriu a porta da ambulância, fechando-a e olhando os vampiros. Viu Ally o olhar e parecer surpresa, e assim olhou em volta, vendo Greed os ajudar. Ele parecia meio acabado, pálido mais do que normalmente é.

— Jake, você… — ela foi interrompida no momento que Jake acertou um vampiro na frente de Greed com o machado, quase acertando o vampiro loiro.

O vampiro loiro olhou Jake pegar o machado e sorriu, agradecendo rapidamente.

— Takuya torturou Pavel. — disse e o loiro pareceu assustado, fazendo linguagens de sinal. Jake olhou as mãos do mesmo, que parou rapidamente. — Você ajudou? Bate os pés duas vezes que sim, e uma vez que não.

Eles se viraram um de costas ao outro vendo-se rodeados de vampiros. Ele viu Greed bater os pés uma vez.

— Mas você sabia que Pavel tinha sido torturado? — perguntou.

Ele começou a lutar com um vampiro. O chutou, se defendeu com o machado e, em um giro, rasgou a garganta do vampiro com a arma facilmente.

O loiro olhou para trás e viu Greed pular em cima de um dos vampiros altos, prender o pescoço dele com as pernas e girar, fazendo o vampiro quebrar o pescoço. Saiu de cima dele rapidamente ao cair no chão e cortou a garganta apenas para ter certeza que estava morto. Jake fez bico com a agilidade do mesmo e se sentiu um idiota por não pensar em ter feito aquilo antes.

Greed olhou Jake e bateu os pés duas vezes.

— Não era um aliado na época? — perguntou e Greed bateu o pé uma vez.

Jake o olhou de cima para baixo.

— Seria tão mais fácil se você conseguisse falar. — disse e Greed afirmou, apontando para trás dele e dando um mortal para trás, pulando em cima de um vampiro e arrancando a sua cabeça.

Jake se virou e se abaixou, passando por de baixo do vampiro e se levantando rapidamente sem apoio. Pegou o machado e o jogou no vampiro, que desviou.

— Que mira ruim. — disse o vampiro.

Jake sorriu ao ver o machado voltando e acertando a cabeça do vampiro por trás. Ele retirou o machado do crânio do mesmo e acertou outro, fazendo assim com mais quatro.

Olhou Greed, que fazia linguagem de sinais rapidamente. Jake não conseguia o entender mesmo se esforçasse, por isso apenas o olhou com pena e disse em tom que ele pudesse ouvir.

— Eu não o entendo. — o rosto de Greed ficou como o de alguém que se sentiu envergonhado, então parou de fazer gestos e acenou ao mesmo, virando de costas e indo ajudar Ally.

Jake olhou para trás e foi ajudar Tenma.

***

Sábado, seis e vinte e dois da tarde.
Inazuma, Japão.

DIMITRI

Dimitri pulou a janela para o jardim da casa, caindo de joelhos, e olhou Sloth atrás dele. O loiro se levantou e o olhou.

— Qual é seu nome verdadeiro? — perguntou normalmente. O homem mascarado parou de olhar o chão e o olhou.

— Eu não sei qual é o meu verdadeiro nome. — disse o vampiro, estalando os dedos. — Que tal fazermos uma luta de corpo-a-corpo?

Dimitri olhou Sloth por um tempo e olhou a arma em sua mão, jogando-a longe. Sloth olhou a arma caída e depois Dimitri novamente, ficando em posição de combate. O loiro estranhou aquela posição, se lembrava de alguém a usando do mesmo modo, como se no fundo a sua mente estivesse com um flashback.

— Você perdeu as memórias? — Sloth afirmou com a cabeça.

— Quando acordei como vampiro, Takuya estava lá. Ele disse para usar uma mascara para tampar o meu rosto, e disse que foi ele que me transformou em vampiro. — disse o mesmo calmamente.

Dimitri olhou o vampiro.

— Porque usa a máscara? — perguntou olhando Takuya lutar contra Nagumo perto da janela.

Sloth o olhou e colocou a mão na cabeça, mas logo a balançou e olhou Dimitri, sem o responder. Na realidade, Sloth se mexeu rapidamente e o acertou com um golpe na barriga, fazendo o loiro ir para trás.

Primeira lição: Bate na barriga do oponente. Esse é o ponto fraco de qualquer um, principalmente depois do almoço. E no caso de for depois do almoço, soque e sai correndo.

A voz de Victor passou em sua cabeça. O momento lembrou-se de quando eles treinavam juntos para serem caçadores, e o Salazar sempre vencia nas batalhas. Um dia, enquanto Dimitri treinava no quintal, o mesmo começou a dar aulas ao garoto de luta. E essa foi a primeiro jeito de soco que ele ensinou, acertando a barriga.

Ele olhou as mãos do Sloth, vendo-as fechadas. Seus quatro dedos ficavam na frente do polegar, algo que o fez lembrar-se do modo que Victor socava: Sempre colocava o polegar por baixo dos outros dedos, e o garoto tinha que ter atenção para não socar errado, se não ele poderia distender o pulso.

Olhou o vampiro novamente e se ergueu, indo até o mesmo e se curvando um pouco, distribuindo socos para acertar a sua cabeça no qual foram todos bloqueados. Ele se abaixou e chutou o queixo dele, mas o vampiro desviou.

A única coisa que ele acertou foi à máscara, onde soltou do rosto de Sloth e caiu no chão, quebrando. Dimitri girou e ficou em pé,

Chutes no queixo podem ser evitados noventa por cento com um movimentou muito rápido da cabeça e um pulo para trás. Os outros dez por cento podem até não acertar, mas com certeza acertará em seu nariz.

Ele se lembrou de Victor falando aquilo logo depois de acertar Dimitri no nariz, o fazendo sangrar o dia todo. Olhou a máscara do vampiro caída no chão e arregalou os olhos, olhando o vampiro com a mão no rosto.

Mas logo ele a retirou, mostrando a Dimitri sem muito mistério. O loiro sentiu as suas pernas ficarem bambas ao ver aquele rosto que ele somente iria imaginar que veria novamente assim que olhasse a Benjamin.

— Victor? — disse baixo. — Victor! — exclamou. Mas o vampiro apenas olhou para trás como se procurasse alguém.

Ah, ele não se lembra…

— Sloth, eu posso lhe ajudar e explicar quem você é. — disse e viu o moreno o olhar por dois segundos e começar a gritar, colocando a mão na cabeça e caindo no chão de joelhos.

Ele olhou para a janela, vendo Takuya arremessar Nagumo, no qual caiu de joelhos e pular a mesma. O pequeno vampiro olhava fixadamente a Victor, ou Sloth, como se estivesse controlando a sua mente.

Logo Sloth parou de gritar, olhando calmamente para o céu e depois para Dimitri, vendo os seus olhos ficarem vermelhos e se levantar rapidamente. Dimitri ainda estava surpreso, mesmo sabendo que isso não era o bom momento para estar desse jeito.

Suas pernas bambas com a surpresa o fizeram ser lento demais, e quando viu, Victor estava segurando uma adaga que Dimitri sempre levava no bolso em sua frente. Ele a girou com os dedos em um ato rápido ao pegá-la.

E a enfiou em Dimitri.

O loiro caiu no chão e pode escutar gritos de outras pessoas. Ele mexeu as mãos trêmulas até a adaga e viu uma ruiva correndo até o mesmo ao lado de uma morena, prensando o local e impedindo do mesmo de tocar na adaga.

Sua visão ficou turva, mas ele ainda podia escutar. Ele viu alguém que poderia ser Yasmin em pânico e tremendo, enquanto Hiyosume, a ruiva dos Tramp, dizia para ele aguentar firme.

— Não creio nisso. — Yasmin disse.

— Leve-o para a ambulância! — pode escutar o grito de Nagumo.

Ele escutou passos. E então uma pode escutar uma voz doce e suave de uma mulher, no qual lembrava ser de Lust. Provavelmente ela tinha acabado de chegar ao local.

— Ora, ora. — disse Lust. — Eu só queria avisar que já pegamos o que queríamos.

Dimitri tentou se levantar, mas Yasmin o mandou se deitar.

— Pegaram o que queriam? — escutou a voz de Lorelai.

— Isso foi apenas uma distração. A minha ideia era sequestrar Pavel novamente, mas não teria graça, então Saligia deu uma ideia melhor. — disse Takuya. — E parece que Sloth adorou esfaquear alguém.

— Victor! — gritou Yuume. — Por favor!

Ele viu em sua visão turva Sloth cair no chão e Saligia o pegar no colo.

— Bem, a ideia foi minha. Então espero que me considere um vilão bem melhor que ele. —disse aparentemente se referindo a Takuya.

— O que vocês fizeram?

Não houve respostas, ou Dimitri não conseguia mais ouvir direito além de um chiado agonizante. Ele olhou Yasmin, e tudo ficou preto.

***

Sábado, seis e meia da tarde.
Inazuma, Japão.

YASMIN

Sangue.

Não tinha como não sentir o cheiro de sangue naquela ambulância que ia em direção ao hospital mais próximo, enquanto vários médicos tentavam socorrer Dimitri, com um corte enorme na barriga.

O namorado estava pálido, desacordado e recebendo soro por conta da perda de sangue. E ela não deixava de modo algum segurar na mão dele e tentava não olhar para suas vestes, sujas de sangue do garoto.

Yasmin respirou fundo e olhou o médico.

— Ele vai ficar bem, Dr. Jun?

Jun a olhou e depois a Kidou, não a respondendo. Yasmin começou a sentir seu coração acelerar e suas lágrimas começaram a sair de seus olhos.

— Ele tem que ficar. — disse Yasmin baixo.

A ambulância parou e as portas abriram, fazendo Yasmin olhar a claridade e começarem a mexer Dimitri, fazendo-a soltar a sua mão. Ela desceu rapidamente e correu atrás da maca onde o garoto se encontrava, tropeçando em seus pés.

Mas logo a mesma sentiu alguém a puxando enquanto a mesma via o garoto entrar na sala de emergência. Ela não podia mais entrar, mas mesmo assim ela queria chegar até ele.

— Me solta. — ela empurrou a pessoa que a segurava, vendo que era Benjamin. Por um segundo, a garota achou que fosse outra pessoa, mas não falou nada.

A sua cabeça estava confusa, seu antigo líder não morreu e queria ver quem iria contar a Benjamin, e o seu namorado levou uma facada e estava em cirurgia. O garoto em sua frente parecia exausto e preocupado com o irmão mais novo, no qual desmaiou ao bater a cabeça com força ao tentar salvar Ally de um golpe na cabeça, então ela não deu tanto alarme sobre Victor,

Ela decidiu retribuir o abraço, preocupada com tantas coisas. Viu Irene entrar com Rosmery nas costas, na qual parecia estar cheia de dor, e a levar até um médico. Benjamin olhou rapidamente aquilo e voltou a acalmar Yasmin.

— Respire fundo e se acalme. Ele vai ficar bem. — disse Ben, e Yasmin começou a chorar nos braços dele.

Yasmin não queria ser acalmada. Não tinha como ser acalmada. Mas provavelmente Benjamin esteja querendo acalmar a si mesmo tanto quanto quer a acalmar.

***

Sábado, sete horas da noite.
Inazuma, Japão.

JOSHUA

Ele se sentou em um canto do quarto de Souji, pegando uma revista qualquer e ficando desenhando chifres nas pessoas com uma caneta que achou no chão. Olhou o Salazar vendo Yuri, sentado, se remexendo em uma cadeira ao lado da cama enquanto dormia.

O quarto de Souji era um dos maiores quartos, talvez por ser o quarto no qual Benjamin ficava quando tentava se suicidar e não adiantava o deixar ficar na prisão no qual podemos chamar de Casa dos Salazar. Muitas pessoas além de Benjamin o usavam, mas segundo ao próprio, ele apenas ficava naquele quarto porque era o único que tinha grades fortes o suficiente para ele não quebrar.

— Ele dorme muito. — comentou Joshua e Souji o olhou.

— É um bicho preguiça. — brincou Souji. — Meu bicho preguiça.

Joshua fez uma careta com a demonstração de amor, como se estivesse enjoado. Souji se remexeu na cama.

— O seu beijo com Ben foi bom? — brincou e Joshua sentiu uma ânsia de vômito. — Espero que sim, isso significa que Ben beija bem até no primeiro beijo.

Joshua parou e deixou a revista cair no chão.

— Primeiro beijo? — disse passando a mão na nuca. — Sério?

— Não, o meu primeiro beijo foi com a namorada do Victor, Haruna. Ela o confundiu comigo na primeira vez que foi lá em casa. — disse Benjamin entrando no local rapidamente e fazendo Yuri acordar com o barulho da porta.

Yuri deu um breve sorriso a Souji, passando rapidamente a mão nos olhos e depois o olhando.

— Olá, Souji. — ele fez carinho na cabeça de Souji, que sorriu.

— Olá, Bicho Preguiça. — disse Souji com um sorriso calmo e gentil.

— Olá para vocês também. — disse Benjamin com uma voz de mal humor. Percebeu que ele estava com um revolver na mão, e provavelmente Yuri imaginou aquilo, o que o fez parar de fazer carinho em Souji e se afastar.

Joshua riu de canto da situação. Viu Pavel entrar na sala e Jake entrou logo na frente dele.

— Eu preciso ir falar com a minha irmã, ela quer ver como estou. Mas eu só vou quando você responder uma pergunta. Sabe que eu sou curioso e não aguentaria esperar dois segundos. — disse Jake a Pavel, que estava surpreso com a aparição do mesmo em sua frente.

— E lá vai à novela mexicana. — disse Joshua e Benjamin ao mesmo tempo.

— Vocês ainda se casam. — implicou Yuri e Benjamin o olhou como se dissesse que ia o matar naquele momento. — Com pessoas diferentes, claro. Joshua provavelmente vai se casar com ele mesmo.

— Você gosta de mim ou algo assim? É que nós nos beijamos, mas o Takuya fez o favor de aparecer e eu fiquei confuso, não sei se foi momentâneo ou não.

Pavel o olhou e deu um sorriso.

— Sim, eu gosto. Mas você gostaria que eu gostasse de você ou preferia que não? — perguntou o albino olhando para o chão. Ben sussurrou um “Que fofo” e Joshua revirou os olhos.

Jake passou a mão na nuca.

— Sim, eu gostaria. — disse a Pavel. Todos esperaram ele falar mais alguma coisa, até mesmo Joshua, mas quando falou, não era o que todos esperavam. — Quer namorar comigo?

Todos esperavam um “Eu te amo”, mas o mesmo não falou. O russo sorriu e afirmou, o abraçando rapidamente e beijando a sua bochecha.

— Agora vai. — disse Pavel a Jake, que o olhou. — Eu estou mandando.

— Você não manda em mim. — brincou Jake. O albino cruzou os braços e tentou fazer cara de mal, só que acabou ficando engraçada e levou a todos rirem. O loiro apertou as bochechas do mesmo e escutou a sua irmã o gritar, dando um beijo em sua testa e saindo correndo.

Assim que Jake saiu, ele conseguiu ver algo que nunca tinha visto: Albinos entrando em uma fila perfeita no quarto e se acomodando. Joshua se levantou para sair, mas viu o seu grupo entrando, menos Samantha.

Yuri cedeu a sua cadeira a Irene e se sentou na cama onde estava o namorado. Todos se entreolharam e pareciam querer falar algo a Benjamin, só que não conseguiam. O clima ficou um tanto tenso até Yerik quebrar o gelo, vestido com roupas femininas e uma peruca rosa.

Talvez se ele fosse realmente mulher, Joshua poderia gostar dele.

— Violetta foi sequestrada. — disse Yerik e alguns pareciam ficar meio assustados, principalmente Irene e Pavel, mas eles se acalmaram com um tempo. Sabiam que se desesperar não ia adiantar de nada. — Mandaremos o Jester atrás dela, provavelmente sabemos onde ela está localizada, sem falar que Greed disse que ia ajudar.

— Mas ele é mudo, fala em libras. — disse Pavel.

—Lorelai sabe e também ensinou algumas coisas a Carolina. — disse Yerik e Pavel fez um breve “Ahh” com a boca, sorrindo. — Quem ficará no comando até acharmos a minha tia? Dimitri não pode, mesmo que ele seja o Morozov com mais capacidade de liderar, ele está muito ferido. — perguntou Yerik a todos os Morozov que estavam no local, cruzando os braços. Todos ficaram pensativos.

Foi então que Yuri colocou, no radio, uma música clássica calma e serena, se ajeitando para dormir ao lado de Souji na cama do hospital. Joshua viu todos, principalmente Kanaria, olharem o garoto como se tivessem uma ideia genial.

— Estamos com cara de Javel para receber atenção? — brincou Souji. Yuri o abraçou.

— Os deixa olharem, agora vire e vamos dormir de conchinha. — reclamou Yuri, empurrando o ombro de Souji.

Logo ele abriu os olhos e viu que todos os Morozov, até a sua tia Kanaria, o olhavam. O albino abriu ambos os olhos, se encolhendo.

— Nem pensem nisso! — gritou Yuri.

— Olha, deve ser um sinal. Todos pensaram ao mesmo tempo…

— Porque os cachorros tem um rabo? — Ivan pensou alto meio desligado da conversa e todos o olharam. — O que foi? Isso me deixa confuso.

— Ivan é um pouco lerdo e não é bom em ser líder. — disse Kanaria e Ivan concordou e logo se ofendeu. Giulia riu de leve, o abraçando. — Os filhos de Jordan são inexperientes, eu já sou chefe dos caçadores especiais e Irene e Pavel são novatos.

— E o Tio Czar?

— Está na Rússia. — disse Pavel.

Yuri olhos a tia e os irmãos, logo depois Souji, que apenas deu um sorriso e bateu no peito de Yuri.

— Faça o que você achar melhor. — disse Souji sorrindo.

Yuri acariciou de leve o rosto do menino e olhou a todos, pensando como se tivesse calculando os pós e os contras. Logo passou a mão na nuca, respirando fundo.

— Apenas com uma condição.

Os Morozov se entreolharam e o olharam.

— Qual condição?

— Eu quero uma caneca de "Melhor Irmão do mundo”. — disse levantando um dedo e os irmãos afirmaram. — E quero que a Irene diga que eu sou o favorito dela entre seus irmãos.

Irene olhou os outros e cruzou os braços.

— Mas é verdade, é o meu favorito entre os quatro. — disse Irene e saiu do quarto. Joshua poderia comparar aquele ato como alguém que joga pó de mico em uma sala e sai correndo, deixando uma grande confusão.

— O que? — gritaram Pavel e Ivan, indignados.

Notas finais
Deredere: Aquelas personagens bonitas, muitas vezes alegres e/ou tímidas, que são sempre amáveis com todos. Elas são super fofas. Por exemplo, Nagisa Furukawa de Clannad. Yuno Gasai: Yuno é a personagem principal feminina da série de mangás Mirai Nikki (e do anime, but whatever), na qual é fofa nas primeiras cenas e super gentil com todos, mas no fundo é uma psicopata que é apaixonada profundamente pelo o principal, Yukiteru. O que Benjamin quis dizer sobre a Yuuna ser "Yuno Gasai" é que essa personagem é muito conhecida como "Rainha das Yanderes" por alguns (e por mim, foi mal pra quem não concorda). Yandere, pra quem não sabe, são as personagens psicopatas de animes. Além da Yuno, podemos citar a Lucy de Elfen Lied (outra Rainha) e Rena Ryuuguu de Higurashi no naku koro ni. Curiosidade: - Nessa fanfic, temos vários tipos tipos de "dere" dos animes (Yandere, Yangire, Kuudere, Tsundere, Deredere e Dandere). As que vocês podem perceber melhor são: -- Yandere: Wrath. -- Yangire (Yandere, mas Yangire não são violentas por amor, e sim por um trauma): Carolina, Benjamin, Victor. -- Deredere: Pavel, Valdir e Lorelai (mas ela é aquilo, se me ataca eu vou ataca). -- Tsundere: Yasmin (#apanha), Dimitri (#apanhaagain), Violetta (#morre). -- Dandere: Rosmery (em minha opinião ela é uma). -- Kuudere: Yuume, Irene, Mey Yuri. Pra quem não manja dos termos, aqui as definições: http://skdesu.com/personalidades-japonesas-deredere-lista-de-personagens/ Bem, eu tenho q ir estudar agora. XOXO