Notas iniciais
Atenção, leia esse cap com calminha. Pq? Ele tem mta explicação sobre várias coisas, tipo os Ivazov, além de falar de alguns personagens que futuramente vão aparecer e bem... É o cap do Valdir, tem falas cômicas. Ah, explicar algo que eu não sei se expliquei ou eu vou explicar depois, enfim... Valdir é chamado de Patinho Feio porque, quando ele era pequeno, o chamavam disso por ser considerado muito feio pelo os alunos da mesma turma que ele. E tipo, é o Val: Ele consegue pegar algo que pode ser triste e fazer se tornar algo engraçado ou legal. E o apelido nn foi diferente e o apelido pegou e todos o chamam assim. Enfim, eu quero pedir desculpas pela a demora. Mas enfim... Boa leitura. XOXO PS: PRIMEIRA APARIÇÃO DE MTAS DA ANASTASIA, OMG! #dead PS2: Pra quem não sabe, vai ter terceira temporada. Tem coisas a mais no tumblr e tal.

"Não importa se é homem ou mulher, todo mundo gosta do patinho feio russo. Um sorriso dele ilumina mais que o sol ao amanhecer, e o pequeno já viu de tudo com apenas pouco tempo de vida comparado aos outros mais velhos. E com isso, ele pode dizer melhor que ninguém o quão a vida é bela, porém cruel."

VALDIR

Valdir acordou num pulo e olhou para o relógio despertador que estava ao seu lado, vendo que eram ainda oito horas da manhã de um belo dia em que ele poderia acordar tarde, afinal o seu grupo apenas ia visitar Giulia as dez. Ele deu um suspiro de alívio, olhou o seu cachorro, Akamaru, ainda deitado em seus pés dormindo.

Ele tinha acabado de sentir a melhor sensação do mundo: Acordar e ver que ainda tem mais uma hora para dormir.

O moreno fez carinho na cabeça do seu cachorro branco que ganhou da sua mãe de presente por ter se transformado em um caçador e foi dormir. Aconchegou a sua cabeça no travesseiro, fechou os olhos e...

O celular começou a tocar o início de Very Good, do Block B, e no último volume. Ele escutou a sua avó dar um berro do susto que levou, e o mesmo se levantou na hora, pegando o celular, vendo que era uma ligação de Violetta e a aceitando.

— O que foi velha do Pav? — disse com voz de sono e olhou a sua avó abrindo a porta, segurando um bastão de beisebol e uma metralhadora na outra mão e apontando para o Valdir. — Calma, não me mata! Vovó Aleksandra, eu sou o seu neto favorito!

— Está falando com quem, demônio? — perguntou Aleksandra ainda apontando a arma ao neto. Valdir engoliu em seco e pediu para a Violetta esperar um pouco, assim pensando um pouco antes de fazer qualquer coisa, até mesmo respirar.

— Estou falando com a Violetta. Eu esqueci o meu celular no último volume, não me mata. — ele disse e a senhora abaixou a arma, mas batendo na cabeça do neto de leve com o bastão e saindo do quarto, batendo a porta do quarto.

O moreno respirou fundo e olhou o celular, vendo que Violetta ainda estava na linha. Ele colocou no ouvido e viu Akamaru subir na cama novamente, correndo e pulando em seu colo, um tanto agitado. Afinal, quem não iria tomar um susto com aquele barulho todo e uma velha estranha com uma metralhadora apontada para o seu dono?

— Desculpa a demora. Problemas básicos no paraíso Ivazov. — disse Valdir em um tom alegre e sonolento.

— Percebi. — disse Violetta, provavelmente tinha escutado tudo. — Sua avó é realmente um amor.

— Mas porque você está me ligando a essa hora, velha? O seu filho passou da idade de ir para a casa do melhor amigo para ficar fazendo maratona de seriado, ele deve estar na casa do namorado fazendo maratona de... — Violetta mandou ele se calar na hora que ele ia completar.

— Sendo direta... Você sabe se a Irene ia sair ontem à noite? — perguntou a mulher e Valdir pensou um pouco, lembrando que Irene tinha combinado com Kariya de ir ao show do The GazettE. Ele pensou um pouco em que dia era hoje e fez bico: O show do The GazettE era no próximo sábado.

— Não. Kariya disse que ia ao show do The GazettE com ela, mas é só no sábado. — disse e ele escutou Violetta soltar um palavrão que ela apenas solta quando está nervosa. Ele piscou os olhos. — Aconteceu algo?

Violetta ficou em silêncio por alguns segundos e ele escutou a voz do Pavel de leve, negando alguma coisa. A azulada deu uma breve fungada e disse:

— Irene sumiu.

***

Valdir nunca se levantou tão rápido quanto aquele dia, ou se arrumou tão rápido assim. Ele tem a impressão que tinha colocado pares de meias diferentes, e o pior foi o fato dele ter demorado por conta da sua avó o obrigar a tomar café da manhã antes de correr para a casa dos Morozov.

Que tipo de pessoa ia chegar tarde quando recebe uma notícia ruim que poderia deixar o melhor amigo devastado? Isso mesmo, Valdir Petrovich Ivazov. Provavelmente todos já tinham chegado à casa dos Morozov, menos ele.

Assim que ele virou a esquina da casa de Pavel, ele foi desacelerando a bicicleta e parou na porta, assim jogando a bicicleta na frente da casa dos albinos e correu até a porta, parando um pouco apenas para se ajeitar.

Arrumou o cabelo, pegou o fôlego que gastou no meio do caminho gritando com as pessoas que ficavam na frente dele de bicicleta e fez cara de quem estava calmo, assim batendo na porta. Ele fechou os olhos e assim que abriu, a porta estava aberta com um Ivan mordendo o lábio fortemente, com uma breve cara de choro e preocupação.

E foi quando o controle de Valdir foi para os ares. Se Ivan Morozov estava daquele jeito, imagine Pavel que tem sentimentos mais frágeis que um diamante.

— Cadê o Pavel? — perguntou entrando rapidamente no local, olhando para todos os lados todo assustado.

— Lá em cima, trancado no quarto. — disse Ivan. — Jake e Nikolai estão tentando falar com ele, enquanto os gêmeos Salazar estão fazendo alguma coisa para tentar fazer o Pavel comer. Eu estou indo para a DLC agora, infelizmente tenho trabalho. Mas a minha mãe e os meus irmãos tentaram de tudo, mas ele não abriu a porta. Qualquer coisa, o Dimitri está em casa.

Ivan saiu de casa e fechou a porta. Ele olhou Souji saindo da cozinha com uma caneca de café e Michael estava com alguns cookies em um prato, mas Valdir não prestou muita atenção e subiu as escadas, indo até a porta do quarto de Pavel que era no fundo do corredor e vendo Nikolai e Jake se estranhando um pouco.

Ele nem sabia o assunto, mas eles estavam realmente se estranhando, já que nem repararam na presença de um Valdir que estava, realmente, com meias diferentes. A textura diferente em seus pés estava o incomodando.

— Eu o conheço desde meus oito anos, Jake! Eu convivo com ele há muito tempo, muito mais tempo que você. Passei por coisas com ele que você nem sonha que aconteceu, ok? — disse Nikolai se virando para a porta, mas Jake o olha nervoso.

— Eu sou o namorado dele.

— E eu sou o Batman! — disse chamando a atenção dos dois, que o olharam feio. — Ok, eu não sou o Batman. Sou muito bonito para ser o Bruce Wayne. Mas eu sou o melhor amigo desde que o Pav era um feto.

— Como assim? — perguntou Jake confuso.

— Nossas mães eram colegas da sala de espera para o ultrassom. Elas viam junto o ultrassom de cada um na televisão da minha casa. Além de que, mesmo que eu tenha nascido um mês antes que ele, eu praticamente o ensinei a chutar a barriga da mãe. Ou seja, eu sou literalmente melhor amigo dele desde o feto.

Nikolai e Jake ficaram confusos com a lógica do Valdir sobre ele ser melhor amigo do Pav desde o feto, mas Valdir não ligou e bateu na porta, os mandando ficar longe dele.

— Pavel, é o Val. — ele disse.

Eles escutaram o barulho da porta sendo destravada e Jake se mexeu, mas Valdir o empurrou e viu Pav abrir uma parte da porta e o olhar, logo abrindo para o mesmo entrar. O moreno fechou a porta assim que abriu e disse para Niko e Jake ficarem calados e não tentarem abrir a porta, assim fechando e a trancando.

Ele olhou Pavel com cara de choro, mas logo abaixou o rosto.

— Pav, não pode ficar chorando e trancado no quarto. Precisamos sair e tentar procurá-la. — ele viu Pav secar uma única lágrima que caia o olhar tranquilamente, com um sorriso gentil e tranquilo no rosto, dizendo para o mesmo em russo se acalmar e não gastar saliva com discursos bonitinhos. — Espera um pouco...

E o cérebro de Valdir deu erro.

— OI?

— A Irene me falou que ela ia fugir e disse para não me preocupar. — disse Pav se sentando na cama. — Ela disse para eu não contar para os meus irmãos e nem para mais ninguém, porque você sabe... Eles iam a atrapalhar no que ela quer fazer. Mas como você é meu confidente, eu estou te contando apenas para não me sentir com muito peso.

Valdir olhou a porta.

— Ela é a prova de som, certo? — Pav afirmou. — Ainda bem, os leões Niko e Jake estão preocupados com a leoa deles.

O albino deu um breve riso do melhor amigo e o Ivazov se sentou.

— Eu odeio esconder coisas deles, mas Niko e Jake iriam querer contar para a Violetta. Jake talvez não, mas ia querer se meter, e o Niko... Bem, é o Niko. — disse Pav calmamente.

— Mas o que a Irene tem a fazer? — perguntou Valdir e Pavel o olhou, pegando uma coisa que estava embaixo de suas cobertas. Um caderno.

Não apenas um caderno. O diário de Pavel.

— Um diário? — perguntou e Pav afirmou, depois de pensar um pouco ele arregalou os olhos. — Os diários de Ygor? Mas é apenas para vocês lerem quando todos os filhos estiverem maiores de 20 anos.

— Sim, mas a Irene acredita que o meu pai sabia de alguma coisa sobre o Takuya antes de morrer. — disse Pavel. — Não sei ao certo, mas parece que meu pai... — ele sentiu a voz falhar e Valdir o olhou, mas logo o mesmo continuou. — Meu pai suspeitava que ia morrer, então deixou pistas para a filha mais teimosa que ele tem sobre esse assunto. Sem falar que... Ele e Enzo tinham um plano juntos.

—O falsiane? — disse Valdir e Pavel afirmou.

— Ela não falou muito, disse que ela tinha que manter em mistério porque é uma longa história para se explicar no momento que ela me disse. — falou Pav. — Mas Enzo está do nosso lado, ele está infiltrado no inimigo há três anos.

Valdir parou um pouco.

— Oi?

Pavel ajeitou o cabelo.

— É uma longa história, Valdir. Vai ter que esperar Irei voltar para descobrir. — disse Pav. — Bem, mudando de assunto, viu que a Natasha e a Anastasia se apresentaram no restaurante do Tio Vladmir e fizeram todo mundo as aplaudir de pé? — perguntou e pegou o tablet, sabendo que provavelmente a resposta era negativa.

Ele entrou no e-mail e clicou num vídeo que o mandaram, entregando o tablet. Pavel começou a cantarolar baixinho enquanto se deitou no meio das cobertas. Assim que a melodia começou, Valdir começou a sorrir olhando a irmã gêmea e Anastasia, a sua futura noiva em seus sonhos, subirem no palco.

Você era a minha consciência
Tão sólido
Agora você é como água
E começamos a nos afogar
Não que fôssemos afundar mais
Mas eu deixei o meu coração ir
Está em algum lugar lá no fundo
Mas eu vou encontrar um novo
E vou voltar com a esperança que você roubou

***

Valdir saiu da casa do Morozov assim que Pavel desceu, tomou o café da manhã, deixou todos mais calmos, ficou um pouco com o Jake que estava mais agitado que pipoca na panela e Dimitri conferiu que ele estava realmente bem. O moreno não ia embora, mas Violetta ligou pela a segunda vez para Val.

E dessa vez ela o mandou ir até a DLC que ela tinha um trabalho para ele.

Assim que entrou na DLC, ele viu as coisas sendo concertadas e passou tranquilamente até a sala de Violetta, entrando sem bater e sorrindo tranquilamente. Ele olhou Violetta sentada calmamente em sua cadeira e depois olhou as pessoas que estavam ali com ela, fazendo uma breve careta quando se lembravam de cada uma.

Rosmery, a baixinha estranha do Pierrot que está sempre sorrindo, ai do nada ela fica séria e não fala com quase ninguém.

Yuuna, a loirinha do Pierrot que o Tenma tem uma paixão enorme. Literalmente, do tipo dela dar “oi” e ele quase babar.

Samantha, a australiana teimosa do Pierrot e que joga extremamente bem alguns esportes.

Mey Yuri, a menina parecida em aparência com a Irene.

Vassilisa, a outra menina do Pierrot que... Bem, quase ninguém gosta da Lisa. Acho que essa é a característica dela.

Yerik, um dos caçadores especiais e primo dos Morozov por parte de mãe. No momento, ele estava vestido como se tivesse acabado de acordar, colocado qualquer roupa e vindo para a DLC. Isso é confirmado ao perceber que a camiseta preta dele está do avesso.

E bem, todos os membros do Colombine menos Matatagi, Fuyuka e Kariya. Ele também pode ver Kidou roendo as unhas no canto da sala, mas não comentou nada por mais que achou estranho o garoto estar ali.

Afinal, médicos de caçadores em um local onde caçadores se reúnem para missões? Isso não é coisa muito boa. Violetta respirou fundo e cruzou os braços, lançando um olhar como se dissesse para ele fingir que nada aconteceu.

— Ei Violetta! — disse Valdir. — Sabe por que Hitler se suicidou? — a sala ficou em um silêncio absoluto olhando para ele. — Porque chegou à conta de gás!

E a sala continuou em silêncio absoluto, mas depois Yerik caiu na risada o que fizeram todos a olharem como se ele fosse estranho. Ele logo engoliu a risada e voltou a ficar sério. Violetta revirou os olhos e foi direto ao assunto.

— A Irene foi embora. — disse Violetta mexendo em uma caneta e a girando entre os dedos. Todos arregalaram os olhos, e Valdir fez o mesmo, fingindo surpresa.

Ainda bem que ninguém olhou para cara dele, pois ia ver a falsa surpresa estampada em seu rosto.

— Foi embora? Como? — perguntou Yerik surpreso.

— Andando. — disse Lisa.

—Sério? Achei que cobras rastejassem. — disse Valdir e todos que estavam na sala sorriram de canto do que o mesmo disse.

— E bem, eu sei que ela foi embora porque a minha filha levou algumas coisas dela junto à mesma. E para quem é raptada, como eu, Kidou e Pavel fomos uma vez, nós deixamos tudo para trás. — disse a mesma cruzando os braços. — Mas... Eu conheço a filha que eu tenho e creio que ela está envolvida em problemas ou vai ficar e por isso eu montei esse grupo para procurar ela.

— Eu posso recusar? Ela me odeia. — disse Vassilisa.

— Quem a Irene não odeia? — disse Amemiya a mesma, que teve que concordar com o de cabelo laranja.

— Bem, pode. Mas saiba que vai ter que aturar a Ally treinando com o Dimitri sozinha, aturar o Joshua e o Benjamin internados e... Ou seja, vai ficar sem nada para fazer já que seu grupo todo vai estar separado. — disse Violetta. — E eu acho que você não se daria bem sendo caçadora sozinha.

Vassilisa mordeu os lábios e se calou, deixando claro que agora ela concorda em ir atrás de Irene.

— Mas espera... — Ibuki se pronunciou, do lado de Sam. — O Kidou não é caçador, ele é médico. Ele vai estar no grupo também?

Kidou sorriu de canto.

— Vocês precisam de um líder e bem, ele se ofereceu antes de eu pensar em outras opções. — disse Violetta. — E sim Mey, ele é o líder.

— Eu não reclamo dele. — diz Mey. — Reconheço um bom líder.

— E eu melhor ainda. — comenta Violetta e Mey a olha. Elas ficam se encarando por um tempo até que Mey morde o lábio e não comenta mais nada. — Bem, eu já dei as instruções para Kidou e ele vai começar a procurar a duas horas. Por isso... Vão se arrumar. Agora.

E assim todos saíram, sem contrariar Violetta. Valdir saiu ao lado de Sam, Rosmery e Lisa, e aparentava que a primeira e a última estavam se atacando há um tempo, como se fossem se bater.

— Lisa é um saco. — disse Sam calmamente e Lisa a olhou. E bem, como Valdir não é de prestar para ficar calado...

— Ela não é um saco. — disse e Sam o olhou como se ele fosse um vampiro. — Valdir Jr. se ofendeu. — falou colocando as mãos na frente de suas partes íntimas e saiu andando, escutando Samantha caindo na risada.

***

Assim que ele chegou em casa, Aleksandra estava mexendo no computador de Valdir. Na realidade ela estava rindo olhando para a tela do mesmo, enquanto bebia seu chá lentamente.

— Nossa... — começou Valdir. — Agora entendo porque as mães acham que os computadores deixam os filhos malucos.

A senhora olhou o neto entrando em casa e sorriu.

— Oh, Val! Venha, é a Anastasia. — disse a mulher se levantando. — Foi ótimo conversar com você.

E então a avó foi para a cozinha e o Valdir ficou um tempo raciocinando o nome que a mulher tinha dito, e logo depois saiu correndo, pegou o computador e sorriu para a tela.

— MINHA ESPOSA! — deu um grito de alegria.

— Esposa? Bebeu? — disse uma garota de cabelos azuis e olhos da mesma cor do outro lado da tela. Por ela não estar falando em russo, o Valdir já estranhou e muito. Ela cruzou os braços. — Só estou falando com você porque o Max e eu queremos perguntar uma coisa.

E logo um loiro de olhos verdes apareceu na tela, empurrando a de cabelos azuis que reclamou em alto e bom tom do empurrão.

— Queríamos perguntar se você conseguiria hospedar, além de seus primos, eu e a Ana por uma semana. — disse Max sorrindo. — Mas a sua avó já disse que dá, então ela só esperou mesmo para ver como você está e se está com marca de chupão de outra garota porque vai que você já a...

Uma coisa azulada pulou em suas costas e começou a apertar bem forte o pescoço dele. Valdir podia ver a alma saindo do corpo do mesmo. O moreno chamou a atenção deles em um assobio.

Pegou o computador e foi andando com ele nos braços até o quarto que era logo no início do corredor, onde o colocou na cama enquanto arrumava o que precisava para a sua missão de ir atrás da Naja Morozova.

— Calma que eu não estou entendendo. Como assim hospedar vocês e meus primos? E quais primos? Dependendo de quem é, vou ter que cometer suicídio. — disse Val pensando em alguns primos aleatórios.

Val e Pav são russos com famílias onde o sobrenome termina com “—zov”, mas ao contrário dele Valdir tem mais primos que irmãos. A única irmã que tem é a sua irmã gêmea Natasha, que é a peste mais agradável que ele já conheceu.

A família Ivazov era extensa, admite isso. Seu pai, Petr, é o irmão do meio de quatro irmãos, no qual os outros são: Erest, Feliks e Ilya. Erest e Ilya são gêmeos e os mais novos, enquanto Feliks é o mais velho. Como pode ter reparado, os Ivazov tem um histórico grande quando se trata de gêmeos. Além disso, a sua tia-avó, irmã de Aleksandra, é gêmea da mesma. Infelizmente ela morreu antes de Valdir nascer em um acidente de carro.

Feliks tem três filhos: Yvo Ivazov, Yuli Ivazov e Sonya Ivazova.

Yvo é um médico de caçadores na Rússia, mas de vez em quando ele trabalha como caçador e é quando a coisa está ficando bem feia, já que ele é bem forte, algo que Valdir diria como um “Victor” russo, com a mente mais normal, que não morreu e voltou a vida. Além de ruivo.

Yuli é o irmão do meio. Ele é melhor amigo da Irene e até hoje o Valdir não sabe como ele consegue aturar a naja. Quando eles eram mais novos, todos achavam que eles iam se casar, mas com o passar do tempo eles apenas mantém uma relação de amizade e se veem como irmãos. Ele é caçador especial e está sempre em alguma missão que o faz sumir do mapa, mas ele é como um bumerangue: Sempre volta para o seu lugar de origem.

E a Sonya, a caçula e apaixonada por Michael, que por sua vez gosta da Irene. Por isso Sonya não gosta tanto de Irene e sempre tenta a fazer se ferrar, mas as tentativas sempre falham. Ela não pode ser caçadora por ter medo assombroso de vampiros, por isso ela pretende cursar direito.

Feliks tem duas filhas, as gêmeas Alexa e Aleksandra, chamadas mais de Lexa e Sasha. O nome da segunda foi dada em homenagem a mãe de Feliks, a velha que quase matou Val a algumas horas atrás.

Valdir é um ano mais velho que elas e as garotas moram no Estados Unidos, junto ao seus pais. Valdir fala pouco com elas, mas quando elas aparecem sempre dá muita confusão pois os três Ivazov mais o Pavel é como largar uma bomba em qualquer lugar.

E por fim, temos o Erest com os seus três filhos: Lilith, Summer e Dominik.

Erest perdeu a sua mulher em um acidente de carro, o que o deixou com cuidando dos três filhos quando a mais velha tinha três anos e os outros dois, gêmeos, tinham dois anos de idade. Foi complicado? E muito. Mas acabou que tudo foi para o caminho certo com a ajuda da família e de um amigo do trabalho que também era pai solteiro, Higor. Ele começou a ajudá-lo com as crianças quando o Ivazov passava pela a dificuldade de ir trabalhar e ainda ter que cuidar dos mesmos também, além de que Erest demorou muito para superar a perda da mulher.

Erest e Higor só parecem um casal, já que eles criaram os três Ivazov mais o filho de Higor, Demyan, juntos. Um ajudando o outro, além de dividirem a mesma casa. Mas ambos não são um casal, mesmo que até eles brincam dizendo que são.

Ele voltou aos seus pensamentos quando Anastasia percebeu que ele não sabia de nada do que eles estavam falando.

— Ué, não está sabendo? — perguntou Ana parando de tentar cometer um homicídio. — Por isso não estamos falando russo. Estamos indo para Inazuma amanhã.

Max respirou bastante e seu rosto voltou à coloração normal, o fazendo sorrir.

— A Violetta disse que está na hora da filial da DLC na Rússia, a Bad Apple, vir para o Japão dar umas ajudas porque estão precisando. Parece que o último ataque deixou muitos feridos e quase destruiu a DLC. — disse Max.

— DLC tem uma filial? — disse Valdir perdido e Anastasia disse uma palavra de baixo calão em russo. — Ah, sim, a que é comandada pela a Kanaria e o meu tio. Desculpe a lerdeza, deve ser a Síndrome de Pavel se espalhando.

A Bad Apple não era uma filial da DLC, e sim um grupo de caçadores especiais privado da DLC onde você tem que passar por um teste enorme para entrar, mas você pode evitar uma boa parte do teste se tiver experiência como caçador por dois anos. Por mais que a Rússia tenha, no máximo, oito grupos de caçadores, a Bad Apple consegue se destacar um pouco mais sem ser apenas pelo o fato de ser um grupo de caçadores especiais, como dito antes.

No caso de Max e Anastasia entraram pelo o teste, assim como Yuli. Já Yvo entrou depois de dois anos com experiência de caçador e médico de caçadores. Seu tio Erest trabalha como o vice-diretor, e Higor é um dos chefes de um grupo de caçadores especiais e avalia os que vão entrar. A diretora do grupo é a Kanaria, mas como ela está fora, provavelmente seu tio Erest esteja no comando até ela voltar.

— Então vem os meus primos, vocês e mais quem? — ele disse e Max fechou o rosto.

— Pav ainda está namorando? — perguntou e Valdir afirmou.

— Firme e forte, mas não com o Nikolai, assim como a metade dos russos queriam. — disse Val e Ana fez bico.

— Meu primeiro casal yaoi acabado por conta de um australiano loiro, de olhos verdes e não vacinado. — ela cruzou os braços, fazendo um bico que fez Valdir morrer de amores e deixar um casaco que Val ia colocar na mochila cair no chão. Mas ele logo pegou, vendo Max fazer careta com esse momento de casal de ambos.

— Então espero que o namorado tome cuidado, ok? Porque tipo... — ele fez uma longa pausa. — Jascha vai.

— O roxinho que o Pavel gostava e eles quase namoraram, mas ocorreram alguns problemas? — Valdir perguntou e Anastasia sussurrou um “exatamente”. — Apostam quanto que ele vai fazer o Jake e o Nikolai se aliar na hora para combater o Jascha? Jascha é barra pesada.

Anastasia faz bico.

— O que eu reparei é: Pavel tem mais pretendente que eu e Anya juntas. — ela fez bico. — Eu não sou de ligar para essas coisas, mas bem que um namorado cairia bem... Alguém que eu gostasse e esse sentimento fosse recíproco.

Valdir mordeu o lábio fortemente por um bom tempo e olhou o computador, sendo direto para falar umas verdades na cara da Anastasia.

“Vive dizendo que não tem sorte no amor. Isso não deve ser pelo o fato de nunca ter reparado que a pessoa perfeita está embaixo do seu nariz e você não a nota? E sendo honesto, provavelmente quando você notar vai ser tarde demais. Até porque, esse idiota chamado Valdir cansa.”

Era o que ele queria dizer. Mas a única coisa que saiu foi:

— Falando assim parece até que é meiga. — disse Valdir para implicar com a garota, fazendo-a erguer o dedo do meio para ele. — Sabem como está o tio Erest?

— Tentando explicar para os novos caçadores que ele e o Higor não são casados. — disse Anastasia caindo na gargalhada. Normal todos acharem que são casados.

Valdir tirou a camisa e colocou outra na frente do webcam, o que o fez escutar um grito baixo de nojo vindo da Anastasia.

— Que foi? Nem parece que viu mais coisa. — disse Max e Anastasia se lembrou do incidente do Natal que ela entrou no banheiro na hora que Val tomava banho. A cena a fez tentar arrancar os olhos. — E afinal, porque está fazendo as malas?

Valdir olhou a tela do computador, fechando a mala.

— A Irene fugiu e a Violetta quer que eu e mais um grupo de pessoas vá atrás dela, porque ela acredita que a Irei vai se meter em problemas. — disse Valdir. Não podia contar as poucas coisas a mais que sabia, por isso se calou naquele momento.

Max e Anastasia ficaram calados por um longo tempo.

— Bem, é a Irene. Violetta tem certa razão de mandar um grupo atrás dela, pois acredite: Irene raciocina rápido, ela provavelmente pensou em algo que pode ajudar bastante com essa situação do Takuya e foi atrás, mas como ela não gosta muito de trabalhar em grupo... Foi por conta própria. — disse Ana.

Ana é a mais próxima dentre os que estavam na conversa já que ambas tem alguns gostos muito parecidos, principalmente em música. Ela conhece brevemente Irene, assim como não conhece nada da albina. Mas é aquela coisa: Ninguém conhece ninguém por completo.

Talvez nem conhecêssemos a si mesmo por completo.

Valdir olhou os dois.

— Eu adoraria continuar, mas o dever me chama. — disse fazendo bico e eles se despediram, dizendo um até breve.

Valdir desligou o computador e respirou fundo, pegando a mochila e falando sobre tudo para a avó, que deu um beijo em sua testa e ajeitou a manga de sua blusa, o fazendo mostrar a tatuagem de caveira mexicana que tinha em seu braço.

Todo Ivazov fazia uma tatuagem, sendo com dezesseis anos e com a autorização dos pais, ou com dezoito anos. Era a marca registrada da família, cada membro tem uma tatuagem e gostam um tanto disso. No caso de Valdir, ele fez com dezessete para comemorar o fato de ele ter se tornar em um caçador.

— Lembre-se Val. — disse a avó. — Nós somos as noites de Inverno. Somos os Ivazov, e os Ivazov sempre voltam para o seu lar. Apenas a morte o impede, mas sempre é a morte no momento certo.

— Seria horrível morrer antes da hora, vovó. — disse Val. — E eu sou adorável, não faço coisas horríveis.

Aleksandra sorriu e beijou a testa do mesmo novamente, e assim Valdir saiu de casa. Acenou a avó e saiu de casa, com um breve sorriso no rosto e foi andando, já que tinha esquecido a sua bicicleta na casa dos Morozov.

***

— Eu não sabia que a sua família era tão poderosa. Sempre achei que o Val era um amigo do Val de uma família de pessoas que não são caçadores. — disse Rosmery assim que o Valdir comentou com Kidou sobre o assunto da Bad Apple na frente de todos.

— Não somos tão poderosos, somos apenas a segunda maior família de caçadores da Rússia. — disse Valdir sorrindo e acenando a Ibuki que chegava junto a Samantha, que o olhou curiosa a tatuagem no braço. — Longa história.

— Valdir todo envolvido com gangue. — Yerik comentou e se apoiou em Amemiya Tayou, que olhava levemente Vassilisa de braços cruzados sem falar muito.

— Porque a Fuyuka não veio conosco? — disse Kidou cruzando os braços.

— Ela foi cuidar do Benjamin. — disse calmamente Yukimura. — Ela até foi chamada, mas ela disse que a chamaram para cuidar do mesmo. Aparentemente Benjamin estava chamando a Irene, mas como ela fugiu...

— Bem, é melhor irmos. — disse Kidou. — Eu ainda estou surpreso com o fato da Violetta ter pegado um pouco dos caçadores da Bad Apple para ajudar.

— Sim, isso me lembra daquela música brasileira... — Valdir pensou um pouco. — “E agora o bicho vai pegar!”... Tropa de Elite osso duro de roer!

Todos o olharam que ergueu os braços e começou a dançar comicamente fazendo todos rirem.

— Você é impossível, Valdir. — disse Sam. — No meio de um clima bem pesado com a coisa da Irene, com esse cenário que o Takuya deixou bem estragado e com notícia da Violetta ter pedido uma breve ajuda da Bad Apple, a filial russa. Além disso, essa notícia é ruim porque a última vez que ela esteve envolvida com a DLC em alguma coisa foi no massacre do Mimo-Clown... — disse a mesma mordendo o lábio. — Nossa, a situação está feia.

— Muito. — disse Kidou. — Ontem eu atendi cinquenta caçadores feridos da DLC. Sabe quantos morreram? Quarenta e cinco, e o pior foi que o Jun atendeu mais feridos e disse que perdeu a conta no centésimo morto. Além disso, outros grupos tiveram piores resultados, acredite.

Valdir fez bico e viu alguns ficarem com certo medo de estarem ali e fecharem os olhos. O moreno desfez o bico.

— O que a mãe do gás nobre lhe disse quando o viu brincando com outros elementos? — perguntou e todos o olharam. — “Vamos Tesouro, não reaja com essa gentalha!”.

Todos o olharam e ficaram quietos por um segundo, mas logo começaram a rir de leve pela a piada ser tão ruim e ainda de Química. Valdir sorriu e riu levemente com eles.

Val é alguém amável, e ele realmente precisa ser bem amado. Ele merece e muito ser amado. Não podemos esconder que Valdir estava com muito medo de, algum dia, morrer depois do que houve anteriormente. Mas...

O que ele queria nesse exato momento é que todos ficassem calmos e felizes, descontraídos do que estavam acontecendo. Por isso Valdir é engraçado e está sempre falando coisas engraçadas do nada, por isso ele tem bom humor.

Afinal, a piada do Hitler que contou na sala de Violetta é engraçada para ele. E não era para ser por ser tão horrível, mas... Quem mandou a vida ser uma comédia?

***

ALLY

A garota olhou Matatagi. Se não fosse por querer melhorar em seu modo de lutar, talvez ela não estivesse no meio dessa enorme confusão.

Lá estava ela olhando Matatagi mexer em algumas coisas enquanto esperava Anya fazer umas coisas com a amostra de sangue do Harry com as de Kariya. Para ela, a semelhança era legal e nada suspeita afinal as pessoas podem ser parecidas sem serem de mesmo parentesco, como Mey Yuri e Irene.

Cruzou os braços e olhou Matatagi.

— Isso é loucura. — disse o mesmo e o garoto a olhou. — Porque eu tenho que esperar você terminar isso para ir ao cinema com você e mais dois amigos? Afinal, até agora você não disse quem vai além de nós dois.

— Hamano e Shindou. — disse o garoto e a mesma pensou um pouco. Só tinha falado com Shindou umas três vezes, enquanto Hamano apenas escutou coisas meio idiotas dele que ela não se lembra exatamente.

Depois de mais alguns minutos, Matatagi recebeu uma mensagem que Hamano não poderia ir e Shindou vai ter que ficar de plantão, o que o fez passar a mão na cabeça. Ally olhou aquilo e depois o mesmo.

— Poxa, eu queria ir.

— Quem disse que não vamos? — perguntou Matatagi e Ally o olhou, fazendo bico e o mesmo sorriu de canto. — Vamos nós dois. É apenas um filme, e eu já comprei dois ingressos.

Ally ia falar alguma coisa, mas Anya deu um breve grito em russo e parecia bem surpresa. Os dois a olharam dando pulinhos e ela pegou uma garrafa de água, bebendo vários goles. Matatagi a olhou querendo saber o porquê do alvoroço.

Assim que ela parou de beber e respirou melhor, ela fez sinal para Matatagi se sentar ao lado de Ally no pequeno sofá que tinha no local.

— Olha... — ela respirou fundo. — É loucura? Sim, mas é a vida e ela é feita de loucuras, e o Matatagi estava certo.

Ally parou e fez cara de confusão enorme, enquanto Matatagi estava mais que surpreso. Talvez por ele ter pensando certo, mesmo com uma enorme crença que estava bem errado sobre o seu pensamento.

— Espera... O que? — perguntou Ally. — Deu positivo?

Anya afirmou.

— Sim. — disse a rosada. — Harry e Kariya são meios-irmãos.

Notas finais
Tumblr do DLC: http://dl-circus.tumblr.com/ Meu tumblr dedicado para a conta do Nyah: http://arya-the-writer.tumblr.com/ Em ambos tumblrs tem informações sobre a terceira temporada. *-* Pra quem não sabe qual é a tatuagem do Valdir (ela é mostrada no post dele com o Pav): http://67.media.tumblr.com/25e6ace0a092fc7a72b0d3d72ddda40e/tumblr_oag06cWV631ufdm35o8_500.jpg Bem, gostaram do cap? Espero q sim. ♥ E tbm espero nn demorar, já q tenho três semanas de férias (entrei de férias só agr), YAAAY! >. XOXO