Notas iniciais
Boa leitura.

“Os mais frios são aqueles que já foram gentis demais um dia, entretanto os mais gentis são aqueles que um dia foram bem frios. Ao pedido de sua mãe, ela sempre sorri e é o pontinho de alegria no meio de tanta tragédia e pessoas se perdendo com a crueldade do mundo. Afinal, os maiores guerreiros são aqueles que conseguem sorrir na derrota.”

Quarta-Feira, onze e quarenta da manhã.
Inazuma, Japão.

Ally olhava fixadamente a um ponto qualquer da sala de espera no hospital. Ela não estava esperando darem notícias de ninguém, e sim a Violetta acabar de falar no telefone e ver se alguém ia investigar o caso da Torre de Inazuma, mas pela a demora dela parecia que eles não iam chegar nem perto de um destroço da torre.

Estava entre Samantha e uma garota cujo se lembra de se chamar Yasmin tentava falar “Dimitri” de vários modos, e cada um soava péssimo. Ela olhou Sam, que estava apenas de fones jogando no celular e fez bico, procurando Irene com o olhar na sala de espera e imaginou que a albina estivesse em outro lugar.

Olhou, por fim, a menina falando estranho e lendo o nome “Dimitri” no caderno.

Dmitrir! — a mulher falou e encarou a garota do lado, sentindo uma grande vergonha na hora. — Desculpe se eu estou a incomodando.

— Não, é que… O que você está tentando fazer? — perguntou curiosa.

Yasmin deu uma olhada rápida ao caderno.

— Eu vou para a Rússia por algumas semanas em uma pequena missão junto ao Dimitri, e lá têm amigos dele, parentes dos Morozov, provavelmente ex-namoradas… — ela suspirou pesadamente e Ally entendeu o que ela dizia. — Eu não serei fluente, mas quero apenas saber o básico e tentar falar o nome dele com sotaque. Muitas vezes podemos pronunciar errado o nome dele.

— Acho que seria Dimítris, não? — disse, forçando a voz no nome. Yasmin olhou o papel e começou a imitar. — Russo tem um sotaque forte, e eles falam como se estivesse brigando conosco.

— Russo é mais fácil que eu pensei. — disse Yasmin. —Пен ¹.

— O que você está tentando falar? — disse Ally, confusa com o que ela falou. Yasmin olhou-a feliz e cheia de orgulho.

— A única coisa que eu sei em russo: Obrigada. — disse fazendo pausa, voltando a treinar o nome.

— Na realidade, você falou caneta em russo. — disse uma voz masculina a Yasmin, que logo fez uma breve careta.

Elas olharam para o lado, vendo um garoto de cabelos pretos com fones de ouvido e olhos da mesma cor. Era Valdir Ivanon, “o que ninguém odiava”. Ele era russo e melhor amigo de Pavel assim como Nikolai, mas ao contrário do de olhos azuis é que ele não quer algo além da amizade.

— Eu falei caneta? — perguntou. — Que droga.

Valdir riu.

— E “Dmitrir” ou “Dimítris” não é como se pronuncia o nome dele. Isso nem chega perto, e obrigada por dizer que russos falam como se estivesse dando uma bronca. — Ally sorriu nervoso, talvez ela não fosse feita para ser amiga de russo. — Obrigada é Спасибо². E Dimitri é “Dmitriy”, com “D” mudo. Mas saiba que não adianta saber fazer o sotaque se não sabe o alfabeto cirílico, é como ter sotaque britânico e apenas saber falar inglês americano.

— Alfabeto cirílico? — Yasmin fez cara de assustada. Valdir riu daquilo e pegou o caderno, retirando a caneta que ela tinha no aro e fazendo um monte de símbolos. — Ah, sim. Eu esqueci que russos usam esse alfabeto.

— Como vocês aprendem isso na escola? — disse Ally assustada com as letras. Valdir riu.

— É a nossa língua nativa. É mamão com açúcar para nós decorarmos essas letras. — disse o garoto sorrindo. — Mas Yasmin, o que você está fazendo aqui? O Jester não está internado, eu acho.

Yasmin os olhou por um tempo e pegou o caderno e sorriu com medo.

— Não contem para nenhum Morozov, por favor. — ela sussurrou. — Se perguntarem, eu estou aqui para uma consulta no joelho que estou sentindo muita dor.

Os dois se olharam curiosos e chegaram mais perto da garota.

— Eu fiz um teste de gravidez semana passada a pedido de Lorelai e da Yuume, já que eu me sentia muito enjoada. — Yasmin sussurrou. — E eu acho que estou grávida.

Ally e Valdir se olharam de olhos arregalados e deu um grito de animação a garota, mas depois se calaram ao ver Dimitri chegando ao local.

— O que você está fazendo aqui? — perguntou o loiro a Yasmin ao lado de Nagumo.

Nagumo olhou Yasmin espantado e tampou a boca, como se quisesse falar algo. Ally entendeu então que ele provavelmente sabia, e que não era legal a Yasmin contar a Dimitri até ter certeza. Ele começou a dar pulos histéricos como se quisesse sair dali, chamando a atenção do garoto de cicatriz. Um estagiário e uma médica passaram por eles o olhando assustados, como se ele tivesse que ir para a psiquiatria do hospital naquele momento.

— Como a Lori gosta de você mesmo?

Nagumo parou e destampou a boca, voltando à postura e sorriu a todos, até mesmo ao médico e o estagiário que passaram por eles.

— Amor é cego, Dimitri.

— Não é questão de ser cego, eu estou acostumado a dizerem que você tem charme e essas coisas, é questão de demência. O amor, além de cego, é demente? — disse Dimitri. — Lorelai e Kariya se apaixonaram pela as pessoas erradas. Um gosta de um ruivo retardado que chiliques do nada, e o outro gosta da Irene e vem falar isso para o irmão mais ciumento dela. E como alguém pode gostar da Irene? Sem ser o Michael, todos sabem que Salazar não é normal da cabeça. Vê pelo o Benjamin, até agora não reparou que a Fuyuka está quase tirando a roupa para ver se ele a nota.

Souji, que estava ali sentado lendo “Sherlock Holmes”, o olhou de relance e concordou rindo, voltando a ler novamente.

— Eu já gostei da Irei. — disse o estagiário se metendo. Ally engasgou com o ar, o olhando. —Namoramos por dois anos, terminando por conta da distância.

O estagiário era mediano, com um físico normal, de cabelos marrons um pouco ondulados que iam até a altura dos ombros. Ele tinha uma pele branca de modo aparentemente saudável, olhos castanhos claros e era um pouco atraente. Na realidade, ele era bem bonito, e parecia ser o tipo de pessoa romântica que sabia tocar piano e era um bom rapaz.

Já era de se esperar da Irene gostar de pessoas assim, e de atrair pessoas assim. Michael, por exemplo, era apaixonado pela a Irene e era uma das pessoas mais gentis dali, por mais que o sotaque irlandês fazia as falas dele ficarem confusas.

Dimitri o olhou como se quisesse lembrar quem ele era. Yasmin deu uma corridinha e sussurrou algo para ele, depois o abraçando de leve.

— Ah, sim, o ex da Irene que tocava piano. — o loiro disse. — Quando se tem um irmão como Ivan, você esquece rapidamente os ex-namorados dos irmãos. Ivan teve quatro namoradas antes da Giulia, e todas elas eram apaixonadas por ele porque ele é… O Ivan, filho do Ygor e o dono da DLC.

— Irene comentou isso. — o tal Shindou Takuto sorriu. — Ela está bem?

— Ela está venenosa como sempre. — Ally comentou com um sorriso de canto. Shindou a olhou e sorriu de leve.

— Novidade. — ele riu e coçou a cabeça.

Respirou fundo e sorriu, lendo uma prancheta dada pelo o médico. No mesmo momento, Violetta entrou no local confusa ao ver o filho mais velho, a namorada, o amigo ruivo do filho e o ex-namorado da Irene, que a deixou com cara de confusão como se tivesse achado que ele tivesse morrido.

— Vamos ao trabalho. — ele disse rapidamente a ver Violetta. — Yasmin Atsuki.

Ally olhou Yasmin, vendo como ela iria mentir. Ela sorriu e se soltou de Dimitri, que aparentava esperar ela explicar o motivo de estar ali.

— Eu vou fazer uma consulta sobre o joelho, ele sempre dói. — mentiu Yasmin, e Shindou fez uma visível cara de confusão, mas Yasmin o puxou pelo o braço e o levou para hospital adentro desesperadamente.

Dimitri riu de canto e olhou a mãe.

— Nós viemos ver o Atsuya, soube que ele foi operado de apendicite e o Fubuki está preocupado. — disse Dimitri. — Só de falar do Atsuya fico aliviado dele ter acordado uma hora antes de desligar os aparelhos dele. — comentou a Nagumo, que concordou.

Violetta sorriu e os dois foram ver se podiam visitar o garoto, e logo subiram. Violetta olhou os caçadores, vendo Irene chegar de braços cruzados no local e se sentar ao lado de Ally, cruzando as pernas. Atrás dela vinha um menino de cabelo verde, que se encostou à parede ao lado de Souji.

Kariya e Irene estavam sempre andando juntos. No dia do baile, eles dançaram juntos, mas parecia não se darem bem, entretanto sempre tinha algo relacionado à Irene onde o nome “Kariya” era citado. E toda vez que isso acontecia, podia ver um Michael fechando os olhos e contando até um número infinito em segundos.

— Onde estava, Irene? — perguntou a mãe dando uma breve olhada a Kariya, que sorriu despreocupado.

— Estávamos no terraço do hospital. — disse Irene à mãe normalmente e Ally olhou o seu rosto despreocupado, provavelmente Irene não estava mentindo.

Violetta respirou fundo e olhou a porta, esperando alguém entrar. Todos ficaram olhando fixadamente para a porta até ver uma mulher de cabelo rosa enorme e encaracolado que ia até o final de suas costas, com uma enorme amarela que ia até o meio da coxa e uma calça legue preta, com botas da mesma cor com um pequeno salto. Ela era bem bonita.

— Eu ainda não entendo como você consegue demorar tanto, Yerik. — disse Violetta e Ally parou.

YERIK? DE MULHER?

Yerik olhou todos que estavam um pouco espantados, mas logo respirou fundo e olhou Violetta sorrindo entregando um envelope pardo enquanto dizia que tinha pegado engarrafamento, olhando para todos e ficando um passo a trás dela.

— Pare de encarar. — disse Irene a Ally. — Ele gosta de se vestir como mulher de vez em quando, e isso é bom. O ruim vai ser quando ele tirar a peruca, e então você pode olhar a vontade. Se sobreviver, é claro.

Ally sentiu um leve arrepio nas costas e viu que Yerik a olhou fixadamente, mas depois seu rosto melhorou ao ver uma garota de cabelo curto e roxo, com olhos dourados. Ela era mediana e usava uma blusa do Nirvana e uma calça preta colada no corpo. Ela era bem bonita de algum modo, assim como Giulia é bonita debaixo das roupas surradas e masculinas que ela usa.

— Eu tenho uma má notícia e uma boa notícia. — disse Violetta, chamando a atenção a si. — A má notícia é que os policiais não vão deixar os caçadores investigar primeiro, eles querem investigar por acharem que é terrorismo e não algo que vampiro faria, e que tinham colocado a bomba bem antes dela explodir.

Todos começaram a reclamar alto, fazendo uma grande confusão. Ally tampou os ouvidos com a gritaria e olhou a Irene, que apenas mexia no cabelo e ignorava a todos. Por fim, voltou o olhar a Violetta, que respirou fundo e deixou a confusão rolar. Foi quando Yerik bateu o pé no chão, fazendo todos pararem e o olharem por conta do barulho que fez.

— A boa notícia é que, se eles não acharem nada hoje, o caso vai para as mãos dos caçadores. Entretanto eu mandarei os antigos caçadores pa... — ela foi interrompida com gritos. — Não é porque vocês são de um projeto, que treinaram em Macao ou dentro do próprio Deadline que significa que são os melhores.

Violetta não precisou gritar para calar a todos como muitos faziam, ela apenas teve que falar aquilo em tom normal para chamarem atenção dela. Eles a olharam.

— Vocês são novatos ainda, eu mandarei os caçadores mais experientes para investigar, e quem sabe depois vocês entram na investigação de manhã. — ela disse. — E eu direi que a coisa vai ficar muito feia se vocês gritarem de novo. É bom ter uma reação, mas eu odeio ser cortada. Odeio quando não me escutam. E não me querem ver odiando, quer? Já me chamam de chata quando estou de bom humor.

Ally agora entendia quando diziam que a Violetta era o tipo de mulher independente. Ela não podia ser perfeita, mas ela é imparável, com uma força de uma avalanche. Poderia ser a nova Jeanne D’arc se ela quisesse. Não era a mais bela de todas as garotas, mas a sua personalidade a fazia a pessoa mais perfeita do mundo. Afinal, quem nunca quis ter a coragem de dizer coisas que ninguém quer dizer sem ao menos pensar? Ou ser tão forte em personalidade que todos se curvam a ela como se fosse uma espécie de imperatriz?

Ela mexeu no pescoço como se o estalasse.

— Tirem o dia de folga. — ela falou com um sorriso no rosto e olhou Yerik e Grace. — Vejo que os caçadores especiais voltaram de vez.

— Até a próxima missão. — disse Grace sorrindo, e Yerik a abraçou. A garota retribuiu o abraço. — Gostei da blusa.

— É sua. — disse Yerik rindo e Grace sorriu, depois fazendo um leve bico. — O que foi?

— Você fica mais bonito que eu nessas roupas.

— E eu achando que NaguLai bastava. — disse Violetta sobre o momento do casal, passando por eles. — Vamos para o Deadline, Yerik e Des-Grace³.

Ally olhou as meninas e Benjamin, e viu Irene se levantar colocando um casaco que ela tinha em mãos e ajeitando-a. Kariya se desencostou da parede, olhando-a.

— Aonde você vai? — perguntou Ally curiosa. Irene a olhou.

— A um local. — falou e Ally sussurrou um “Não me diga”. — Eu vou fazer trabalho voluntário no Orfanato Jardim do Sol.

— Você? Trabalho voluntário? — perguntou Benjamin surpreso. — Você não gosta de crianças.

Kariya foi até ela e ajeitou o capuz do casaco da mesma que estava do avesso. Irene nem se virou para falar com o mesmo, apenas olhou os outros.

— Eu não gosto de crianças até os dez anos, e eu faço trabalho voluntário para aquelas acima de doze anos. De dez anos para baixo é outras pessoas, e eu dou aulas de dança. — disse Irene. — Kariya faz trabalho voluntário e joga futebol com quem quiser junto a aquele garoto que é caçador individual, ele parece a Yuno Gasai. — ela disse como se tivesse esquecido o nome do garoto. Na realidade, ela tinha esquecido.

— Kirino Ranmaru. — disse Kariya olhando a mesma.

— Kirino Ranmaru. — ela repetiu o que Kariya disse. — Bem, estamos indo.

— Posso ir com você? — perguntou Ally alegre antes de Irene ao menos pensar em andar. Rosmery ao lado dela, deu um breve sorriso.

— Posso ir também? — perguntou.

Irene olhou as duas de relance e saiu andando, então Benjamin pensou em algo e as olhou com um sorriso travesso no rosto.

— Vamos todos, Lorelai disse que amigos dos voluntários podem participar das aulas e os ajudarem se quiser. A Mey está com a irmã, e ela mesma pediu para nós não nos prendermos no hospital por ela. — disse e ele logo olhou Samantha, que bufou de leve. — Se você não quiser ir...

— Não, eu vou. Mas eu digo que não irei ficar nas aulas da Irene, e sim nas aulas de futebol. Recuso-me a dançar ou cantar, ou qualquer coisa relacionada à música. — Samantha disse. — Sem falar que as aulas de dança dos Morozov são... Vamos dizer... Muito avançadas. Eles não conseguem fazer algo realmente fácil, e não é apenas a Irene, são todos os Morozov que são assim.

— Não deve ser tão difícil assim. — perguntou Ally, passando a mão na nuca.

***

Quarta-feira, meio dia.
Japão, Inazuma.

— Aquilo é a luz? — gritou Ally ao se deitar no chão, totalmente suada. Ela escutou algumas meninas rirem da reação da mesma.

— Eu não sinto as minhas pernas. — disse Rosmery, deitada do lado dela.

— Quanto tempo que eu não me sentia cansado por algo divertido e desafiador. — disse Benjamin, se sentando e fazendo massagem no pé. — E hoje é um péssimo dia para ter cabelo longo.

Elas viram uma garota da fila da frente, na qual dançava realmente bem. Ela não tinha mais e nem menos de catorze, o cabelo era preto e estava amarrado em um coque e seus olhos eram cor de mel. A pele era bronzeada, de um modo saudável. Ela deu as duas uma garrafa de água e toalhas.

— A maioria de nós quer se tornar dançarinas, outras querem desafios. E é isso que ela faz, acredite, teve uma aula pior, nós estávamos dançando “Worth It”. — disse a garota. — Eu sou a Meiko, prazer em conhecê-las.

Ally se sentou e bebeu a água como se tivesse achado água no meio do Saara. Olhou Benjamin, que também bebia água e secava o rosto com a toalha.

— “Bitch Better Have My Money” foi quase um aquecimento comparado ao tanto que dançamos em Worth It, e no final quem arrasou foi o Tadase. — disse Meiko. — Ele e Irene deveriam se casar então a população sairia mais talentosa para dança.

— Tadase? — perguntou Rosmery respirando pela a boca e Meiko apontou a um garoto de cabelo preto e olhos na cor entre azul e roxo. Ele parecia ser o mais velho dali.

— Ele é o filho do namorado da dona do Orfanato, Hitomiko. Mas mesmo assim todos o consideram como se fosse um de nós. Ele tem dezesseis anos. — disse sorrindo. — Parece que a mãe morreu no parto. O nome todo dele é Tachibana Tadase. E ele é bem mais bonito que os outros garotos.

Ally deu uma olhada maliciosa a ela.

— Alguém tem um “crush”. — disse Ally fazendo aspas em crush. Meiko a olhou e ficou com as bochechas avermelhadas.

— Ele é bonito. Tem cara de ser alguém legal. — disse Rosmery sorrindo, por mais que o sorriso logo se desfez e ela ficou meio avoada, voltando a beber a água.

Ally não entendia muito Rosmery, mas Ben já pediu a de cabelo laranja para não forçar ou pergunta algo. Quando ela tiver preparada para contar, ela irá contar o que se passa na mente dela.

Logo ocorreu um grito de alguém chamando Benjamin e Irene, a voz de Vanilla, a irmã mais nova dos Salazar. Ally se levantou num pulo assim como Rosmery, olhando Benjamin que levantou apenas com um impulso da mão assim como Irene que estava deitada em um canto da sala olhando para o teto, mesmo sem estar cansada.

Eles olharam a janela e viram a garota apontar para alguém que estava na cerca, perguntando se eles podiam o dar o lápis que ele deixou cair ali no campo. Era alto, usava uma máscara como se ele estivesse gripado e tinha cabelos brancos e olhos vermelhos escuros. Benjamin saiu rapidamente pela a janela que dava ao campo de futebol assim como a Irene, por mais que ela fez uma careta por ter que fazer esforço assim por conta do grito da “pirralha”.

Ally e Rosmery foram juntos, dizendo para todos esperarem ali.

— O tio Jordan! É o Tio Jordan! — gritou Vanilla apontando para a pessoa na cerca.

Benjamin freou ao mesmo tempo em que Kariya mandou as crianças irem para dentro do orfanato. Ally olhou Rosmery.

— Quem é o Tio Jordan? Por favor, seja alguém gentil como o Yerik. — disse Ally. — As pessoas envolvidas com Morozov e Salazar são quase sempre bem esquisitas e malvadas. Olhe para o tal de Enzo Santiago, é um “falsiane” puro.

Samantha a cutucou e acenou.

— Você faz parte da minoria. — Ally sorriu como se não quisesse apanhar agora.

O homem se afastou da cerca e deu um sorriso, quebrando-a apenas com um chute.

— Que vândalo. — sussurrou Ally e Sam fez sinal para ela calar a boca. — Porque ele não pode ser gentil e pular por cima dela?

— Cala a boca, Ally! — disse Benjamin.

Ele retirou a máscara e tacou no chão. Ally penou em dizer algo, mas ficou calada e começou a ficar séria.

— Tio, você entrou na do Enzo e voltou à vida? — perguntou Irene, mas logo ela arregalou os olhos ao ver que o tio mostrava as presas. — Você virou um... Vampiro?

Pela a primeira vez, Ally viu Irene demonstrar surpresa. Na realidade, Benjamin estava realmente surpreso, mexendo no cós da calça como se tivesse com uma arma ali. Provavelmente ele estava.

— Eu queria matar a sua mãe. — disse Jordan olhando fixadamente a Irene. Ele se abaixa e pega uma das madeiras pintadas de branco da cerca. As pessoas começam a se afastar um pouco. Ally mexeu no bolso, mas não achou nenhuma das armas.

Ótimo, tem como piorar?

— Mas eu acho que vai fazer a sofrer mais se você morrer.

***

Quarta-feira, meio dia e dez.
Japão, Inazuma.

PRIDE/ENZO

Pride saiu do quarto de Lust após a garota ter o arrastado até lá, entretanto saiu antes de segundas coisas acontecerem. Respirou fundo, tentando amarrar o cabelo que Lust soltou e passou pro Greed, que acenou a ele e entrou no seu quarto. Pride acenou ao mesmo, com um sorriso forçado.

Greed dava medo, ele sempre aparecia do nada para todos. Mas isso não vem ao caso.

Enzo respirou fundo e olhou para frente, vendo Sloth sentado no chão da sala e lendo um livro. Ele deu um leve sorriso de canto, pensando duas vezes antes de ir ao vampiro e coçou a nuca, indo até o mesmo.

— Oi Sloth. — disse ao mesmo.

Sloth o olhou. Como usava a máscara mesmo após ter revelado o seu rosto, Pride não sabia se ele deu um sorriso ou se fez careta ao vê-lo. Apenas viu que o mesmo deu espaço como se dissesse para o garoto sentar perto dele, o que Pride fez.

— Como você acha que deve ser meu nome? — perguntou Sloth normalmente, fazendo Pride dar um pequeno pulo.

Afinal, Pride sabia quem ele era de verdade, aquela pergunta o fez sentir um aperto no coração já parado desde que virou vampiro. Ele olhou Sloth, que parecia estar com os olhos brilhando. O de cabelos dourados ajeitou o rabo de cabalo e suspirou.

— Não sei. — mentiu Pride. Sloth pareceu não ter sentindo que era mentira, por isso apenas ficou calado. — Porque pensa isso?

— Não gosto muito de considerar Sloth como o meu nome. — disse o de cabelos escuros. — E Takuya tentou me dar alguns nomes, mas ele é péssimo nisso. Queria me chamar de Clark Kent*.

Enzo riu de canto com o nome que Takuya queria dar. No final, o garoto tinha uma mentalidade de criança, por mais que sabia que provavelmente isso era apenas uma charada para as outras pessoas saberem da verdadeira identidade de Sloth.

— Eu posso lhe dar um. — disse e pegou o livro no qual Sloth usava, abrindo em uma página aleatória. — Pierre...

Sloth fez um barulho de alguém segurando o riso, mas Enzo realmente estava tentando achar um nome para ele. Um nome no qual poderiam seria uma charada para os membros de o Deadline Circus descobrir.

Ele se levantou e foi a uma estante de livros, abrindo qualquer e olhando as páginas. Assim parou e fechou o livro, colocando de volta na estante.

— Pierre Myriel. — disse Enzo. — É um nome francês chique.

— As pessoas dizem que eu falo embolado, e a minha voz não é a de um francês como a de Gluttony. — disse Sloth, retrucando o nome. No fundo, Pride teve um pressentimento que Sloth tinha gostado daquele nome.

Pride cruzou os braços.

— Quando se sabe pouca coisa sobre você, acho que não tem problema nenhum inventar. — disse Pride sorrindo.

Sloth o olhou e se levantou, colocando o livro na prateleira. Ele olhou Pride, no qual ficou sério por um segundo ao ver Sloth daquele jeito. Se ele o beijasse, Pride iria ficar meio constrangido. Afinal, Sloth é seu amigo de trabalho e ele não curte homens.

E, sem sacanagem, ele preferia ficar com Takuya a ele. Só de pensar aquilo o mesmo sentiu um arrepio de horror nas costas e segurou-se para não demonstrar certo medo daquilo acontecer.

— Tem razão. — ele disse, dando um tapa de leve em seu ombro e se afastando. — Pierre Myriel é legal. Eu irei ficar com esse nome.

Ele saiu provavelmente indo falar a Takuya o nome. Pride fez uma cara de alívio e se encostou à parede, estalando o pescoço.

Talvez Takuya fosse adorar o nome dele, afinal, foi o que ele queria: Um nome elegante, mas com um mistério enorme. Pride deu um sorriso de canto, olhando Greed aparecendo por ali e acenar, fazendo Pride acenar novamente ao mesmo.

Seria uma boa conseguir ter sono.

Notas finais
¹: Caneta em russo. ²: Obrigada em russo. ³:É uma piada ao nome da Grace. "Grace" significa "graça", e Desgrace, significa "desgraça". *: Clark Kent é o Superman, resumindo tudo pq to com pressa. É que quem é o Sloth gosta de história em quadrinhos mesmo que não admita ao certo. Curiosidade do "mundo DLC": — O vilão principal era para ser o irmão gêmeo de Pavel, Sebastian Morozov. Todavia, acabou entrando muitos personagens com irmãos gêmeos, por isso alguns tiveram que ser cortados, sendo um deles Sebastian. Então foi trocado para Takuya, no qual deu mais ódio que o próprio irmão gêmeo daria. Bem, até o próximo! Espero q tenham gostado e o próximo vai ser da Rosmery, onde finalmente vai aparecer os outros e terá continuação da coisa da Yasmin e tal. E mais algumas coisinhas. Tumblr:http://dl-circus.tumblr.com/ E eu irei responder os comentários q faltam. E foi mal ai caso tenha algo errado e tal, eu fiz na pressa pq eu vou fazer algumas coisas aqui e tal. E PARABÉNS PRA MIM! #apanha XOXO