Notas iniciais
Vigésimo primeiro capítulo. Boa leitura!

Dead World Assembly

“... o sangue e a massa encefálica jorram diante de seus olhos conforme se lembra da boca espumante e das garras do cão raivoso vindo em sua direção, quando criança, e Deus levando a mulher Sarah, e os monstros matando o melhor amigo, Bobby Marsh... DEIXA COMIGO!... DEIXA COMIGO!... DEIXA COMIGO”!

KIRKMAN, Robert. A Ascensão do Governador (pag. 71).

Capítulo XXI:

Vale de Ossos Secos

Sakura despertou de sobressalto, com a vista turva ajustando-se à escuridão e a respiração engatada na garganta. Um retângulo de luz do luar permeava o recinto, recaindo prateado sobre os lençóis brancos amarfanhados.

O vento noturno gemia sob a janela, postado como um imenso lobo faminto e vigilante; trazia consigo os lamentos dos mortos-vivos, assim como o odor da podridão e das folhas secas. As temperaturas despencavam gradativamente, levando Sakura a conter um calafrio e se enroscar no calor do corpo junto ao seu.

Sasuke ressonava imperturbável; as pálpebras cerradas prateavam sob a lua cheia e o cabelo negro espalhava-se pelo travesseiro. Sakura apreciou só por um instante a sensação da pele dele contra a sua, a rigidez aveludada dos músculos do único braço que envolvia sua cintura e a respiração uniforme que aquecia seu pescoço.

Era tudo o que precisava sentir para afastar os fragmentos do pesadelo que ainda remanesciam. Tinha sonhado com Ino outra vez, com a noite em que despertou com seus gritos e pedidos de ajuda. Está no passado, convenceu-se, está tudo no passado, mas não havia convicção suficiente para ajudá-la a relaxar. Jamais esqueceria aquela noite.

Estendendo a mão, afastou a franja escura dos olhos selados do rapaz e as pálpebras dele tremeram suavemente em resposta, os cílios sombreavam os malares altos. Seus dedos ainda deslizaram por sobre a pele quente do peito com um toque de ternura, perdendo-se nas saliências semiocultas das costelas. Desta vez, o nariz dele franziu levemente e os lábios contraíram-se com a sensação da carícia.

Sasuke suspirou e o braço atirado sobre a cintura de Sakura escorregou até poder envolvê-la completamente pelas costas para pressioná-la ao encontro do seu peito, buscando inconscientemente por mais calor e conforto. Sakura sorriu involuntariamente, também se aconchegando a ele sob as cobertas, encaixando-se nas reentrâncias do seu corpo para tentar voltar a dormir.

O som de passos no corredor tirou-a de um profundo devaneio. Intrigada, esperou que mais ruídos se distinguissem na calada da noite, mas, exceto o lamento contínuo do vento sob a janela, não houve mais nada.

Cuidadosamente, para não acordá-lo, ela desvencilhou-se do agarre de Sasuke e das cobertas; ouviu-o resmungar baixinho, mas não despertou, optando por virar para o outro lado no colchão. Rápida e silenciosamente, ela localizou sua camiseta e calcinha aos pés da cama. Conteve outro calafrio quando o ar frio da noite roçou sua pele nua.

Vestiu-se e caminhou sobre a ponta dos pés até a porta, abrindo-a com nada mais do que um delicado gemido de protesto e pisando no chão frio do corredor. Olhou em derredor e seguiu pelo recinto, encoberta pelo manto da noite até se deparar com Karin, sentada à mesa da cozinha, com uma expressão melancólica e um olhar vazio; ela ainda vestia a calça de moletom e a camiseta que lhe emprestara mais cedo. Os cabelos estavam mais ou menos despenteados e a lente dos óculos parecia embaçada.

Cuidadosamente, puxou uma cadeira para si e então a ruiva a notou, fitando-a com os olhos rubros marejados.

— Posso? — indagou num sussurro e a outra assentiu.

Sakura escorregou para o assento da cadeira e estendeu as mãos diante de si, sobre o tampão da mesa. Apoiou o rosto entre os punhos e estudou a postura cautelosa de Karin.

— Não consegue dormir?

Ela assentiu com um suspiro e esfregou os braços arrepiados.

— Mais ou menos. Acho que só não estou habituada mais a tanta calmaria...

— Sei como se sente — Sakura garantiu com um sorriso amável. — É inquietante, não é? — perguntou, inclinando-se contra o encosto da cadeira enquanto apertava os joelhos desnudos contra o peito, apoiando os calcanhares na borda do assento. — As noites silenciosas são as que mais me assustam, apesar de tudo. Acho que também me habituei a ouvi-los, sabe? Quando não sou capaz de ouvi-los, contudo...

— Você parece bastante habituada ao comportamento deles — Karin observou, ajeitando os óculos. Também age com naturalidade e confiança, ela acrescentou para si própria, mordendo o lábio.

Sakura sorriu, aquiescendo com um aceno de cabeça.

— Ino e eu ficamos por um bom tempo na estrada. Então, é lógico que tivemos que aprender a nos virar... — Os ombros de Sakura subitamente se sacudiram com uma delicada risada: — Lembro-me da primeira vez que pegamos um deles em um posto de gasolina de beira de estrada. Ino os apelidou de “mordedores” e então atraiu a atenção de um deles agitando os braços e gritando “Ei, seu cuzão desgraçado, seu mordedor de merda, venha provar um pouco de mim. Sou a melhor opção que você terá no cardápio por muito tempo”! Quando o abordei por trás, acertei seu lobo parietal com um taco de basebol com um golpe bem forte. Quando acidentalmente respinguei sangue arterial em Ino, ela me encarou com uma expressão mordaz um pouco antes de dizer: “Ei, faça isso de novo, Sakura, e eu juro que da próxima vez eu mesma vou te usar como isca para pegar esses mordedores de merda”!

— Ino era a sua melhor amiga, não é? — Sem esperar por uma resposta, acrescentou sombriamente: — Sasuke me contou o que aconteceu com ela — Karin ciciou a última sentença, apertando os olhos enquanto Sakura anuía, abaixando a cabeça.

— Ela salvou a minha vida mais vezes do que eu posso me recordar — afirmou, apertando os joelhos contra o peito. — Se cheguei tão longe, foi somente graças à Ino.

— E então você achou o Sasuke... — Karin murmurou, encolhendo-se em seu assento devido ao frio e também abraçando as pernas cobertas pela calça de moletom.

— Na verdade, o Sasuke me achou — Sakura corrigiu com o fantasma de um sorriso no olhar. — Ele é extremamente persuasivo quando quer — acrescentou com um revirar de olhos — e me convenceu a ficar. Cuidamos um do outro desde então; Sasuke também já passou por maus bocados por causa de toda essa merda e... — interrompeu-se, deixando que as palavras suspensas pairassem no ar frio e estalante da madrugada.

— Acho que todos nós já passamos por muitas coisas ruins, não é? Eu tenho certeza que deve ter sido difícil para o Sasuke enfrentar tudo sozinho, especialmente com Fugaku e Mikoto... E a ausência de Itachi também. Sasuke ama demais o irmão.

— Sim, ele ama — Sakura assentiu sombriamente.

Karin franziu o rosto subitamente e seu olhar vazio vagou pela penumbra que se esgueirava pelo recinto. Um sentimento frio e vicioso percorreu seu rosto lentamente, enrijecendo suas feições sombreadas pela noite.

— Eu nunca quis ficar com Hidan e seu grupo. Eles me encontraram faminta e assustada e acho que só se aproveitaram do fato de que eu estava desesperada demais para negar qualquer tipo de ajuda. Eles me alimentaram, me levaram a um lugar que eles mesmos tornaram seguro e quando eu finalmente acreditei que tudo pudesse ficar bem...

— Você não tem que conversar sobre isso, se não estiver à vontade — Sakura a interrompeu delicadamente, estendendo a mão sobre a mesa para envolver o pulso de Karin.

Ela, entretanto, abanou a cabeça e lágrimas brilhantes cascatearam por trás de seus óculos.

— Eu preciso tirar isso do meu peito — garantiu e quando Sakura assentiu com um gesto, ela prosseguiu, retomando o fôlego. — Eles me disseram que eu tinha de retribuir tudo o que eles fizeram por mim e que se não pudesse ajudá-los a dar conta dos errantes, então eu podia pagá-los com “favores”.

Karin cerrou a mandíbula com força; seus punhos cerrados não se incomodaram em enxugar as lágrimas quentes que molhavam suas bochechas coradas de fúria.

— “Já que é inútil com uma faca ou com uma machadinha, puta, terá que nos ser útil de alguma outra maneira”, dizia o tal Hidan. Ele era claramente o líder do grupo e era o mais doente de todos eles. Eu o deixava me foder porque tinha medo... Não de morrer, mas do que ele poderia fazer comigo... E eu sei que ele faria. Eu sabia e eu fechava os meus olhos e me imaginava longe dali, em qualquer outro lugar.

— Eu sinto muito — Sakura sussurrou empática, apertando seu enlace no pulso da garota ruiva, depois, retraiu a mão, temendo ter ido longe demais.

Ela estava devastada. Mas recuperou a compostura mais depressa do que havia imaginado. Enxugou calmamente o rosto, como se os rastros brilhantes nada significassem.

— Devo ao Sasuke a minha vida também — alegou, anuindo consigo mesma enquanto um sorriso cheio de esperança curvava sua boca. — Ele não tinha motivos para ter me salvado e acolhido, mas o fez mesmo assim.

— Ele não acredita quando eu digo que tem um coração grande e mole — Sakura murmurou e Karin riu baixinho.

— Sasuke é orgulhoso, acima de tudo — concordou.

— E malditamente teimoso — Sakura acrescentou num sibilo e com um dramático revirar de olhos.

— Você gosta dele, não gosta? — A pergunta pegou Sakura com a guarda-baixa; piscando, ela abriu e fechou a boca, mas não vocalizou nenhum som. Não foi capaz.

A garota ruiva abanou a cabeça em desaprovação.

— Não precisa negar; eu vi vocês dois juntos na cozinha mais cedo. E acho que ele também gosta de você.

— Nós... — Sakura começou, mas não terminou. Não conseguiu.

Afinal, que tipo de relação ela tinha com Sasuke? Sim, eles confiavam um no outro, protegiam um ao outro. Nas últimas semanas dividiram segredos, sonhos e frustrações e compartilharam não somente a cama e os lençóis, como também se tornaram amantes.

Por alguma razão, ela acreditou que estivesse recorrendo ao sexo com Sasuke para poder tapar alguma espécie de carência que esse novo mundo corroído marcara a fogo e ferro nela; até então, eles se relacionavam intimamente com o subterfúgio de fugirem do fantasma medonho da realidade. Mas agora Karin tocara em um tópico que a própria Sakura inconscientemente tornara um tabu entre eles.

Ela ainda preferia não ter que pensar nesse assunto. Sasuke era tudo o que ela tinha agora, sua âncora a este mundo, a certeza de que ainda havia esperança para ela — para a sua sanidade. Não podia arriscar perder mais nada àquela altura.

Para tanto — para evitar trazer à tona quaisquer questionamentos ou complicações para o relacionamento de ambos —, ela assentiu, concordando silenciosamente com as palavras de Karin.

Karin também anuiu, ainda sorrindo:

— Sei que você vai cuidar bem dele, Sakura.

E Sakura não soube explicar por que, mas sentiu como se estivesse conversando com uma boa amiga de longa data outra vez. Quando voltou para a cama, mais tarde, algumas horas antes do alvorecer, ela enroscou-se novamente em Sasuke sob as cobertas, procurando por proteção e respostas; seus pensamentos ainda se prendiam à Ino, à saudade que não conseguia evitar sentir e a todas as dúvidas que ela não conseguia evitar que aflorassem.

* * *

— Tem certeza de que quer fazer isso? — Sakura perguntou ao encontrar o olhar de Karin uma vez mais.

O céu ainda clareava em nuances de pêssego e índigo enquanto um sol pálido de outono brotava no horizonte, por trás dos esqueletos silenciosos dos prédios e por sobre os telhados empoeirados das casas.

Karin apertou os olhos. Suas mãos estavam ensopadas de suor outra vez e ela tinha que enxugá-las constantemente na calça preta de helanca emprestada. Seus ombros tremiam sob o agasalho de elastano. Os ventos outonais ainda traziam o cheiro do lixo e do abandono.

— E-Eu preciso — murmurou de forma entrecortada, a voz alquebrando.

Sakura suspirou, então caminhou até ela. Seus coturnos estrepitavam sobre os cascalhos. O perfume da grama orvalhada pela manhã lhe parecera doce mais cedo, agora, no entanto, tudo fedia à morte.

A garota prendera o cabelo em um rabo de cavalo alto. Mechas rosa-claro recaíam teimosamente sobre os seus olhos verde-oliva e ela, impaciente, soprava-as para longe.

Mais que depressa, Sakura empurrou um pé de cabra de ferro reforçado entre as mãos trêmulas e suadas de Karin e em seguida afastou-se. Segura em um coldre marrom, uma enorme faca de caça pendia dos seus quadris. O cabo de couro era macio e a lâmina serrilhada queimava através do tecido de sua calça jeans. As duas haviam saído do apartamento bem cedo, um pouco antes da alvorada.

Era o terceiro dia de Karin ali e a aparente tranquilidade, inclusive de errantes, dera confiança à ruiva para pedir que Sakura a treinasse para lidar com os mortos-vivos. Agora, ela avaliava o peso do pé de cabra em suas mãos; Sasuke não estava por perto e muito menos à vista. Melhor assim, suspirou Karin.

— Lembra-se do que eu te disse? — Sakura indagou e, relutantemente, a ruiva assentiu. Ainda engolia com dificuldade e o suor nas palmas de suas mãos a fazia se sentir estúpida e patética.

Sakura avançou até o estreito portão chapeado. Karin sentiu seu estômago se retorcer violentamente. A garota do cabelo cor-de-rosa ainda tinha a sua Glock perfeitamente acomodada na curva da sua coxa direita. Karin se perguntava quando poderia ter uma daquelas.

— Lembre-se, Karin, um ou dois errantes você pode enfrentar sem problemas — Sakura observou-a da cabeça aos pés; Karin só queria que seus ombros parassem de tremer sob o casaco. — Cruze com mais de dois quando estiver completamente sozinha e você não terá outra opção senão fugir. Eles geralmente são lentos e desajeitados quando estão sozinhos, mas em grupos são altamente letais porque parecem coordenar seus ataques. Em grandes hordas, eles se comportam como abelhas em uma colmeia. Eles não pensam, não hesitam. — Cada sentença era proferida com uma confiança invejável. Karin queria ter a segurança de Sakura. — Eles agem por instinto, são movidos por instinto.

“Na maior parte das vezes, são atraídos por cheiros e ruídos. O som de um tiro é capaz de atrair dezenas deles, além de deixá-los mais... agressivos.

— E como faço para derrubá-los? — ela perguntou ansiosa; o pé de cabra escorregava de suas mãos ensopadas de suor novamente.

— O mais correto é usar o peso do seu corpo contra eles — Sakura continuou com as mãos apoiadas nos quadris suavemente arredondados. — Derrube-os no chão na primeira oportunidade que tiver. Eles ficam temporariamente desorientados quando estão no chão, além disso, seus membros respondem de forma desajeitada quando tentam se levantar. Você pode ganhar alguns preciosos segundos se fizer isso. — Vendo que Karin assentia, dedicada, ela prosseguiu: — Em seguida, acerte-os na cabeça. Não importa que você tenha um canivete ou uma barra de ferro. Perfure o crânio no centro da testa ou abra a cabeça deles como se fossem melões. Esmague o cérebro quando puder, com os pés se for necessário; isso interrompe as atividades cerebrais deles instantaneamente e eles apagam.

Simplesmente apagam? — Seu tom sugeria uma contida incredulidade. Sakura sorriu, encorajando-a.

— Como lâmpadas velhas apagando. O segredo é nunca perdê-los de vista. E nunca, nunca — ela enfatizou, sombriamente — deixe que eles a cerquem. Mantenha-se em movimento, não fique parada em um único lugar. Se eles conseguirem te cercar, será o fim.

Karin assentiu uma última vez antes de Sakura se virar e abrir o estreito portão. As duas irromperam na viela adjacente ao condomínio. Lixo se acumulava na sarjeta. A garota ruiva apertou as mãos em torno do pé de cabra e susteve-o diante do corpo de forma protetora.

Sakura desembainhou a grande faca de caça e apontou para um errante que vagava a esmo no fim da rua; Karin ofegou. Era um homem vestido com agasalho de moletom e calças esfarrapadas. Sua pele apodrecida tinha um tom esverdeado que ela achou inacreditavelmente nojento e ele gemia roucamente, a boca morta escancarada era como uma sepultura violada. Os dentes negros e tortos transpareciam por trás de uma baba escura que escorria pelo seu queixo.

Karin olhou para Sakura em busca de confirmação e, juntas, partiram na direção do errante desgarrado. Ela lembrou-se das orientações que recebera. Derrube-o no chão. Não o perca de vista. Use o peso do seu corpo contra ele. E, entretanto, seu corpo ainda persistia em congelar a cada vez que um deles se aproximava.

Sakura notou a sua hesitação enquanto o homem meio calvo e fedorento arrastava os pés na direção delas. Rapidamente, e vendo que Karin não conseguiria ir adiante, a garota avançou na direção do morto com agilidade. No instante em que ele preparava-se para se lançar contra ela, os dentes batendo um no outro, procurando cravar-se em sua carne tenra, Sakura antecipou-o, ganhando velocidade e estendendo os braços diante do corpo enquanto se chocava violentamente contra o homem, lançando ambos de encontro ao asfalto.

Sem perder tempo, sua mão elevou-se acima da cabeça e o sol frio outonal cintilou na lâmina serrilhada um pouco antes que ela a cravasse na testa do homem, ainda por cima do cadáver sujo e fedorento, silenciando-o para sempre.

Como uma lâmpada velha apagando, Karin constatou boquiaberta. Sakura removeu a faca sem dificuldade, limpando-a nas vestes do morto enquanto saía de cima dele e a fitava com um olhar decidido e feroz.

— Nós vamos tentar de novo, Karin. Até que você perca completamente o medo.

E dito isso, arrastou o cadáver pelos pés para longe dali. Reposicionou o pequeno rádio a pilhas que emitia apenas chiados estáticos no meio da rua esvaziada e bateu as mãos uma contra a outra.

— Agora só temos que aguardar que outro deles ouça esse maldito ruído e seja atraído para cá.

Karin estremeceu, mas concordou sem quaisquer objeções. Também tinha fé de que em algum momento encararia os olhos do morto e seu corpo não travaria daquela forma tão idiota.

Se dependesse da determinação e dedicação de Sakura... Bem, ela estaria curada daquilo mais cedo do que previa.

* * *

Mas eu vejo através de tudo isso

Eu vejo além...

E eu enxergo você.

A Perfect Circle — Trecho de 3 Libras.

Notas finais
Esse capítulo foi mais dedicado à Karin e à Sakura; amo ver essas duas como amigas e se dando tão bem! Nada me irrita mais do que a Karin se metendo no romance SasuSaku em Fanfics, tudo bem que ela me tira do sério às vezes com essa insistência no Sasuke, mas ela não é uma pessoa ruim, só queria que ela visse o quão importante o Time 7 é pro Sasuke. ... E isso é algo que quero muito ver no mangá. A Karin tem que reconhecer em algum momento que só a Sakura é capaz de amar o Sasuke do jeito que ele precisa. Tomara que Kishimoto ainda nos presenteie com isso. Além disso, acho que ela forma um par muito bonitinho e engraçado com o Sui :3 ... No próximo capítulo, descobriremos quem tentou invadir o condomínio (e se obteve sucesso nisso! Hahaha). E esse arco aqui em Komatsushima realmente está terminando, depois disso estaremos a caminho do centro de refugiados em Yokohama ;D ... Como você estão lidando com a ausência de TWD? Eu a estou suprindo com Game of Thrones. Morri no último episódio. Desde que li o terceiro livro eu esperava pela morte do Joffrey na série e não fiquei decepcionada. Eu só gritava mentalmente enquanto ele engasgava e sufocava: MORRA, SUA PESTE! MORRAAAAAA, SEU MALDITO! AHHHHHH, NEEEEEEEEED, VOCÊ FOI VINGADO! lol ... Me pergunto se sou a única maluca que shippa JamiexBrienne. Quero dizer, aqueles dois são perfeitos um pro outro e a Cersei é uma vaca, ODEIO ela! :@ ... Enfim, comentem, por favor! É importante que eu saiba se vocês estão gostando do rumo da Fanfic e o número de leitores caiu recentemente, o que me deixou um pouco triste e me perguntando se a qualidade da Fanfic não caiu desde o começo... ... Até o próximo.