Dead Roses

6 The Desire of the Dead Roses - Part 2


Notas iniciais
Hey hello oioi, gente, como vocês estão?! Postando o prometido capítulo do Viktor uke e prestem atenção no trecho da música postada no final deste capítulo ("Heaven Beside You" do Alice in Chains). Ela dá uma dica sobre o próximo capítulo, hoho! Boa leitura ^^

O gosto da boca de Katsuki misturado ao seu era uma sensação maravilhosa. Nos pensamentos de Viktor, desfrutar dos intensos beijos de Yuuri, sentir a excitação do ator esfregar na tua e aproveitar cada carinho, descoberta de uma nova zona erógena… como se seu corpo fosse o parque de diversões particular de Katsuki e vice-versa, no qual o ator explorava cada parte do corpo do fotógrafo com beijos, lambidas, chupadas e até mordidas fracas, eram quase um sonho, de tão bom até, de repente, Yuuri perguntar:

— Tem mais algum desejo seu que eu possa realizar, Viktor?

— Hmmmm, tem sim, fazer um 69 com você. Sonho erótico antigo, sabe?!

— Então, vamos fazer de lado, porque… né?! — a diferença de altura entre eles era pouca, 7 cm, mas suficiente para um 69 tradicional ser desconfortável para ambos. Por isso, Viktor atendeu o pedido do ator, virou-se de lado, mas de forma a alcançar o pênis de Yuuri e vice-versa. Soltou um gemido alto, quando sentiu a língua de Katsuki lamber a extensão do seu pênis e mais ainda quando sentiu através do seu pênis o calor da boca de Yuuri.

Enquanto isso, os gemidos de Katsuki eram abafados pelo falo do outro. Nem conseguia pensar em descrições ou algo do tipo, somente sentir ao máximo o prazer daquele ato, tanto de dar como recebê-lo. A boca de Viktor fazendo movimentos mais rigorosos de vai e vem, as mãos que ora acariciavam seus testículos, ora pegavam com gosto na sua bunda e ora acariciava as coxas, os gemidos abafados, sentir com as próprias mãos os cabelos macios do fotógrafo era algo maravilhoso, porém Yuuri precisava parar os carinhos: queria muito fazer sexo com Viktor como ativo e caso continuasse o oral, ele iria ter um orgasmo ali mesmo. Retirou o pênis do fotógrafo da sua boca, deu dois tapinhas na bunda dele e pediu para ele parar o ato, pois iria prepará-lo.

Pedido atendido, Viktor estava de quatro com as pernas bem abertas para Yuuri, com o olhar mais entregue para ele. O ator apenas consegui pensar:

“Eita bundão maravilhoso e delicioso!”

Em seguida, pegou o frasco de lubrificante, jorrou o conteúdo em dois dedos, posicionou-se atrás de Nikiforov, passou o lubrificante na intimidade do fotógrafo e começou a lambê-la: “Caso você não tenha percebido, o lubrificante tem gosto de lichia. Por isso, ele não tem cheiro.” — pensou o ator, enquanto delicadamente colocava a língua lá dentro.

“Parece que eu estava adivinhando em caprichar na higiene íntima hoje… Que delícia! Isso, Yuuri! Ah, safadinho… gostou da minha bunda, né?! Para dar uma mordidinha, hehe. Isso… primeiro um… ah!” — divagava em pensamentos o fotógrafo, enquanto Katsuki inseria o primeiro dedo lá dentro, com muito cuidado.

Os movimentos de vai e vem de Yuuri eram delicados, porém firmes. Se só com os dedos lá dentro, o fotógrafo já estava em êxtase, imagina quando chegasse a hora… Era muito lindo ver Viktor tão entregue assim, mas ele queria a entrega completa do fotógrafo para si. Retirou os dois dedos de dentro dele, pegou o preservativo, abriu-o, ajustou e desenrolou o objeto pênis abaixo. Em seguida, verificou se ele não estava furado, tudo certo, aproximou-se de Viktor, deu uma provocada, passando o falo na entrada alheia, e finalmente começou a penetrar o fotógrafo:

“Hmmmm, muito bom! Que gostoso!” — refletia o ator.

Fazia a penetração inicial de maneira cuidadosa, sempre perguntando se Viktor estava bem, se sentia alguma dor e dessa maneira, Yuuri conseguiu entrar totalmente lá dentro. Esperou o fotógrafo se acostumar e somente após ele dar a autorização, Katsuki começou a movimentar-se lá dentro.

Conforme Yuuri aumentava o ritmo das estocadas, Viktor sentia um prazer cada vez mais sublime. Era indescritível a sensação de fazer sexo com seu ídolo e o melhor: ele não ter restrições nos seus prazeres, ao contrário de muitas outras pessoas com quem o fotógrafo já teve uma relação sexual. Sentia-se à vontade para pedir que o ator puxasse seus cabelos levemente durante a transa, para arranhar suas costas, dar tapinhas leves na sua bunda, intensificar o ritmo da masturbação que fazia nele, mudar de posição…

Katsuki aproveitava ao máximo da nova posição, era lindo Viktor tão entregue à luxúria, cavalgando no seu pênis com propriedade, certeiro em cada movimento, cada rebolada com a bunda dele, a masturbação que fazia ao mesmo tempo, enquanto seus dois braços seguravam os pulsos de Yuuri e a boca dele abafava os gemidos com um envolvente beijo. Estava rendido aos encantos do fotógrafo.

Após um bom tempo naquela posição, eles mudaram novamente a posição. Viktor estava deitado de lado, com a perna direita levantada, enquanto Yuuri segurava a perna levantada e continuava a penetrá-lo. Era um prazer gostoso aquela posição, porém não ficaram muito tempo, pois Viktor queria novamente a dominância. Mudaram novamente a posição, Yuuri ficou novamente deitado na cama, Nikiforov voltou a cavalgar no falo do ator, porém estava de costas para ele, ao mesmo tempo em que se masturbava.

Era uma cena magnífica, para Yuuri, ver as costas torneadas e a bunda do fotógrafo trabalhando de forma tão intensa. Direcionou suas mãos para os mamilos do outro para acariciá-los e intensificar as sensações boas do fotógrafo. Por outro lado, Katsuki também queria ver novamente o lado eros mais sincero de Nikiforov, só que de uma outra forma, afinal reconhecia que dar e receber são prazeres completamente diferentes. Pediu entre gemidos:

— Viktor, vira… de frente… por favor. Quero ver seu rosto!

Pedido atendido e imediatamente Katsuki puxou o fotógrafo para perto de si, dando-lhe outro beijo caloroso.

As estocadas de Yuuri somada aos movimentos de Viktor, a masturbação, os outros beijos, os toques… não queriam mais parar aquele momento sublime, entretanto o ator e o fotógrafo desejavam muito, mas muito mais.

Continuaram a troca de energias, sensações boas, sensações indescritíveis, prazeres até Viktor começar a gemer forte o nome do ator, sentir ele tremer o corpo mais todas as outras sensações típicas de um orgasmo. A beleza do outro lado do eros de Viktor superou os sonhos de Yuuri, era algo quase transcendental de tão belo.

Mesmo após ter atingido o orgasmo, estar quase sem forças diante de tanto cansaço, Viktor continuou em sua posição. Não deixou Katsuki mudá-la, pois queria ter o vislumbre completo do clímax do ator. Demorou, mas quando veio… ah, como era maravilhoso o ator chegando ao ápice do seu prazer, o outro lado do eros de Yuuri. Se o Nirvana existir, Yuuri Katsuki tendo um orgasmo era a personificação disso.

Viktor teve apenas forças para sair de dentro de Yuuri, auxiliá-lo a retirar e jogar a camisinha no lixo, e capotar na cama, exatamente nos braços de Yuuri. Não precisaram falar mais nada, o abraço e principalmente o sorriso que deram um para o outro representava mais do que qualquer palavra que pudesse ser dita. Ficaram ali, abraçados, até o efeito refratário de um deles passar um pouco. Como um dos efeitos da cocaína é justamente diminuir o tempo dele, obviamente Yuuri recuperou-se mais rápido. Pediu licença para Viktor, foi até o mini system, pegou o celular, retirou Fiona Apple do repeat e deixou rolar a próxima música da playlist, Dopethrone da banda inglesa de Stoner Rock e Doom Metal Electric Wizard. Além de ser uma banda na qual Yuuri amava o som, era uma das banda favoritas do fotógrafo — uma doce descoberta durante o ensaio.

Voltou para os braços de Viktor e bem abraçados um ao outro, ficaram curtindo e cantando junto a música. Não precisavam de mais nada, tanto que ao som do álbum, após Viktor recuperar-se do efeito refratário, eles foram tomar banho, onde obviamente rolaram descobertas de novos prazeres tão intensas quanto as no quarto. Após o descanso no banheiro, devidamente enxugados e limpos, eles voltaram para o quarto e continuaram a explorar cada vez mais novas maneiras de prazer até Yuuri praticamente deixar Viktor sem energias.

— Quantas mil vezes já foram? — perguntou o fotógrafo, extremamente cansado após mais um ato sexual intenso.

Yuuri deu um riso malicioso e respondeu:

— Foram 13, fora as vezes que ficamos só nas preliminares até gozarmos.

— Já tinha pensado nisso, mas seu vigor é ótimo.

— Você também não fica muito atrás, não, tá! — provocou o ator para logo em seguida dar um selinho em Viktor.

— Ó quem fala, o cara que tem vigor de adolescente, que já está pronto para outra em menos de dez minutos. Yuuri… — Viktor pensou em perguntar se o ator usou alguma coisa para “turbinar” a performance dele, mas aí lembrou de que se Yuuri tivesse usado algo do tipo, ele teria gozado e continuaria com o pênis em riste. Nem cogitou na possibilidade de cocaína, pois lembrava dos amigos que costumavam usar a droga retratarem que ela te deixa tão “fissurado” a ponto do pênis não levantar, mesmo para usuários esporádicos. Mal poderia imaginar que, na realidade, esse efeito variava muito de pessoa para pessoa. No final, preferiu deixar para lá e mudar de assunto. — você tem algum compromisso amanhã?

— Não, até onde eu me lembro. Por quê?

— Topa fazer uma maratona de filmes do Bergman no meu apartamento? — perguntou o fotógrafo.

— E tem como recusar? Recusar Bergaman seria uma ofensa principalmente se de bônus, vier com a sua companhia, Viktor. — finalizou o ator com um beijo ardente no fotógrafo mais um selinho. Continuaram abraçados, ouvindo música até Nikiforov dormir.

Yuuri admirava o sono do fotógrafo, mesmo dormindo era lindo. Por outro lado, queria sair dali, queria ir no banheiro cheirar cocaína, porém ficou com medo de se mover e acordar Viktor, então resolveu lutar silenciosamente contra a “fissura” até conseguir pegar no sono, com a banda grunge Alice in Chains de trilha sonora.

“(…) Como o desejo mais frio do inverno

O paraíso ao seu lado

O inferno dentro

E você pensa que ainda tem isto

O paraíso dentro de você (…)”

(Heaven Beside You — Alice in Chains)

Notas finais
Link para quem quiser ouvir "Heaven Beside You" do Alice in Chains (sim, panfletando de novo AIC em uma fanfic minha, porque AIC é amor u.u): https://www.youtube.com/watch?v=TEAylKJb-to Até o próximo capítulo!