Dead Roses

4 The Beauty of Dead Roses


Notas iniciais
Olá, gente, como vocês estão de feriado (principalmente após o capítulo de hoje de Yuri on Ice, SEN OR)? Na verdade, era para eu ter postado esse capítulo ontem, mas como estava no celular, então... por isso, excepcionalmente, vou postar o capítulo atrasado mais o capítulo de hoje! Boa leitura ^^

Na época em que Yuri largou a fria e gélida Rússia para ser cantor no Japão, pois desde que se conhecia por gente era um aficionado por J-Rock e Heavy Metal japonês, se inscreveu na primeira agência que viu pela frente, com a placa escrita “audição para cantores” e passou. Entretanto, a aparência de Yuri era muito problemática para o que agência queria: usar seu “rosto angelical” e sua voz de timbre marcante como contraste, dentro do conceito “príncipe moderno”, para o novo grupo idol no qual queriam encaixá-lo. Obviamente ao ouvir a proposta da agência, Yuri ficou muito frustrado e com raiva, pois ele veio para buscar seu lugar ao sol através do Rock, do Heavy Metal como seus ídolos, nunca através do J-Pop; entretanto lembrou que estava em um país desconhecido sem emprego, sem teto para se abrigar, sem conhecer ninguém e principalmente sem dinheiro, porque torrou todas suas economias entre passagens e trâmites para o visto permanente. Sem saída, Yurio aceitou a muito contragosto a proposta da agência: cobrir todas suas tatuagens e retirar todos os seus piercings para fazer parte do grupo como vocalista principal, onde a partir daquele momento a liberdade de Yuri Plisetsky morreu e a conveniência de Yurio nasceu, onde dali para o “refúgio” através da cocaína e a anorexia foram apenas uma questão de tempo.

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Dentro do quarto do artista Kenjirou Minami, famoso por tatuar celebridades e ganhar vários concursos, Yurio testava os limites dos desejos do ficante, naquele momento sentado na cama, primeiro arrancando violentamente todas as roupas do rapaz, depois retirando sensualmente cada peça de roupa na qual vestia. Primeiro o macacão no formato de esqueleto, depois as luvas, em seguida as meias mais o tênis preto e, por último, a cueca com estampa de tigre. A cena de Yurio pelado, sensualizando na porta do banheiro conforme o ritmo da música tocada na festa, naquele momento, agradava muito o tatuador, porém este olhou nos olhos do cantor e falou:

— Você esqueceu de tirar o principal, gatinho arisco! Vai lá! — finalizou mandando um beijo aéreo para Yurio, que deu um sorriso e fechou a porta do banheiro da suíte do quarto.

Minami, assim que ouviu as águas do chuveiro caírem, entrou em um estado de relaxamento peculiar, brisando com o barulho típico vindo dali. Puxou mais um trago do cigarro de maconha que fumava e deixou os pensamentos rolarem, desconexos conexos, relaxantes. Voltava os pensamentos para a época em que conheceu o idol, três meses atrás, em um show da banda de Stoner Rock Church of Misery. Lembrava do susto ao vê-lo daquele jeito, pela primeira vez, depois o fascínio pelo verdadeiro eu do rapaz e, por fim, o desejo que levou a primeira de várias ficadas dali por diante… Não ouvia mais nenhum barulho do chuveiro ou da banheira, mas não estranhava quando Yuri demorava bastante para sair, mesmo após tomar banho. Naturalmente retirou pegou a camisinha na gaveta, abriu a embalagem, pôs, ajustou o preservativo, terminou de fumar seu cigarro e começou a acarinhar o próprio pênis.

A porta foi aberta, Yuri saiu. Kenjirou deu um assobio de aprovação ao que viu e até se abanou, enquanto o idol andava na direção dele, admirado com o que via: a real beleza do ficante. Yuri Plisetsky, na realidade, tinha os dois braços fechados por uma gama vasta de tatuagens, um tigre tatuado na virilha, duas tatuagens com efeito 3D nos dois ombros imitando o arranhar de um tigre na pele, duas listras pretas nas coxas e duas asas diabólicas que cobriam toda as costas do rapaz; sendo que as tatuagens 3D foi Minami quem fez. Somado a isto, ele também tinha vários piercings espalhados pelo corpo: nove na orelha direita, dois na orelha esquerda, dois no supercílio direito, um em cada bochecha, um no nariz, um no septo nasal, um na boca, dois na língua, um no mamilo esquerdo e um na nuca, no total de vinte e dois.

Yuri estava bem próximo de Minami. Deu uma volta para o ficante e perguntou, todo insinuante:

— E então, qual deles é o mais bonito: Yurio ou Yuri?

— Você sendo você mesmo, gatinho arisco! — respondeu o tatuador, dando um sorriso malicioso para o ator.

— “Gatinho arisco”, ó quem fala! O ser que quando é passivo comigo só topa fazer “papai e papai” e “estilo cachorrinho” quando está a fim, porque “não tem graça”.

— E qual é a graça de só receber prazer, beijar na boca, se não posso interagir com todo o seu corpo? Sexo, para mim, não importa se estou como ativo ou passivo, tenho que interagir por completo.

— E é por isso que a gente se dá tão bem, gatinho arisco. — disse o cantor para logo em seguida, tomar os lábios de Minami com tudo, encaixar-se no colo do outro e começar a ser penetrado, empurrando os próprios quadris para baixo e fazendo o pênis de Kenjirou a ir cada vez mais fundo lá dentro, com muito jeito e paciência. O tatuador nem precisou se questionar mais nada, apenas continuou a aproveitar o beijo e os movimentos dos quadris de Yuri, pois entendeu perfeitamente que o ficante demorou no banheiro para fazer a higiene íntima mais a preparação adequada desta, com muito lubrificante íntimo, para o sexo anal.

O tatuador desfrutava e era desfrutado ao máximo pelo cantor, desde os beijos calorosos do cantor, passando pela múltipla sensação do calor da língua dele com o frio dos piercings, principalmente com o roçar dos dois piercings no canto da boca mais o do mamilo esquerdo de Minami, até os movimentos firmes, porém ritmados do outro durante o sexo.

Já para Yuri, só havia algo “melhor” do que cantar algo que lhe agradasse de verdade, ser ele mesmo e os efeitos de prazer da cocaína: transar cheirado e bêbado, ou com uma pitada de Viagra. O cantor fazia parte daquele percentual que a droga diminuía todo o apetite sexual, portanto era comum ele tomar alguma bebida alcoólica antes de transar para, segundo palavras do próprio Yuri, “equilibrar a pira” e assim, conseguir ter uma ereção para fazer sexo, ou dividir um comprimido do estimulante sexual em quatro e tomar apenas uma parte “só para manter o tesão e a ereção”, pois ele sabia do risco de overdose e ataque cardíaco que a mistura de cocaína com o estimulante sexual poderia oferecer.

Kenjirou e Yuri mudaram de posição. Naquele momento, o tatuador estava em pé, em cima da cama, penetrava forte em Yuri ao mesmo tempo em que o masturbava. O cantor também estava em pé, mas com a perna direita levantada, apoiada no ombro, segurando forte na cintura do ficante e no chão para driblar a diferença de altura de vinte centímetros entre eles — Kenjirou media 1,60 m, já Pilsetsky media 1,80 m.

O tatuador adorava a posição, apesar do trabalho, porque ela fazia ambos atingirem o orgasmo muito rápido, além de poderem se beijar e interagir bastante um com o outro. Yuri deixava com prazer as costas arranhadas do outro, beijava-o muito na boca, enquanto Minami continuava a penetrá-lo de maneira gostosa.

Cheiro inebriante de sexo, os gemidos do tatuador misturados aos seus, abafados pelos beijos, os carinhos pelo corpo, a penetração em si e o efeito da mistura fizeram Pilsetsky ter um clímax muito intenso e depois de um tempo passou a admirar o orgasmo franco e também intenso de Minami. Por um outro lado, como um dos principais efeitos do Viagra é manter o pênis rijo mesmo após um orgasmo e reduzir drasticamente o efeito refratário; assim que o efeito retardatário do tatuador passou, eles voltaram a fazer sexo gostoso, só que com Yuri de ativo.

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Após o ato sexual ainda mais intenso do que o anterior e tirarem uma soneca, Minami e Yuri conversavam, abraçados na cama do tatuador sobre um assunto importante para os dois:

— Yuri, quando é que você vai se livrar disso?

— Daqui uma semana meu contrato acaba e eu não vou renovar ele. Vou finalmente ser o músico que sempre quis ser: o que canta seus sentimentos. — respondeu Yurio — Kenji, promete duas coisas? — pediu o cantor, olhando profundamente nos olhos do tatuador.

— Depende…

— Se um dia acontecer qualquer coisa comigo, você lança meu CD solo?

— Ai, credo, Yuri! Que papo mais mórbido! — respondeu Minami, tentando mudar o assunto, pois por algum motivo, quando ouviu isso sentiu um arrepio estranho na espinha e o estômago gelar. Entretanto, o cantor era muito sério em suas palavras.

— Promete ou não promete? — perguntou o cantor, olhando bem nos olhos do tatuador. O arrepio intensificou-se. Por um estranho medo, respondeu.

— Prometo.

— E a segunda é… mesmo que aconteça, no futuro, da gente não ficar mais e ficarmos só amigos de novo… você promete que nunca vai me abandonar, Kenji? Promete?

Prometo. — entretanto o tatuador percebeu que o cantor tremia e chorava. Pensava ser uma reação muito adversa da mistura de Viagra com álcool, por isso, apenas deu metade de um calmante para o rapaz tomar, porém a realidade era bem mais cruel. Yuri estava “na fissura” pela droga, já que não cheirou no banheiro, os tremores eram simplesmente esse sinal da síndrome de abstinência da cocaína reprimida. Queria, ao mesmo tempo, que Minami saísse dali para poder cheirar e que ele ficasse junto a ti. Em seguida o tatuador de 23 anos completou — Yuri, vamos tomar banho para depois eu te ajudar “naquilo”, beleza?! — o cantor concordou. Foram até o banheiro, tomaram banho e depois de enxugados, Minami aguardou Yuri a retirar todos os piercings para depois ajudá-lo a passar a base que escondia todas as tatuagens do corpo.

Yurio voltou.

Notas finais
Preparem os lenços, porque o próximo capítulo é o lemon Victuri/Vikturi (e ele será dividido em duas partes)! Até daqui a pouco xD (e a autora agradece, se quiserem comentar neste capítulo)