Dead Pirate
1 One-shot
(Era um hábito
Ele adorava a pirataria. Adorava a sensação que surgia após cada saque. Adorava o jeito de como ele era temido, o Diabo dos Mares. E acima de tudo, adorava o mar.)
As celas de prisão estavam quase se tornando uma segunda casa para ele. Quando ele não era um homem livre no mar, era prisioneiro de sua própria rainha.
(Ela realmente achava que ele iria aprender a lição. Uma, duas, três vezes ela estava disposta a tentar.)
Ele já passou por isso antes, por isso ele está casualmente encostado na parede ignorando as lamúrias dos prisioneiros que estavam naquela cela imunda com ele, assistindo divertido aquilo tudo.
(Alguma coisa dentro dele que ele deveria ter pena daqueles homens, mas ele não é Gales, ele não se importa tanto com a vida humana como seu irmão mais velho)
O carrasco entra, o puxa de maneira nada delicada e o arrasta corredor a fora. Inglaterra, não, o Capitão Arthur Kirkland conhece esse caminho melhor do que ninguém. Ele reconhece com um quase sorriso os múrmuros da platéia ansiosa, quando ele se aproxima de sua sentença.
(O sol está brilhando lá fora e Arthur consegue ver sua sombra se projetando no chão de pedra. Agora ele está sorrindo, não vai ser a última vez.)
O loiro subiu no cadafalso de madeira, sabendo exatamente onde ficar. Os olhos verdes da nação se encontram com o de sua soberana. Atrás dela, está Gales – por um momento Arthur pensa que seu irmão até parece feliz- esperando a sentença.
(Ele não ia morrer. Ia apenas ficar parado sem respirar ou mover por algumas semanas, talvez meses, mas não ia morrer.
Punição inútil.)
“Arthur Kirkland, você é acusado de crimes de pirataria e crimes contra a coroa, condenado a forca por ordem de sua Majestade Real, Elisabeth.”
A ilha revirou os olhos quando o homem declarou mais uma série de crimes, mesmo que o loiro não os visse como crimes. Ele só queria liberdade.
O laço foi colocado em volta de seu pescoço. “Se Sua Majestade não se importa que eu diga, eu nunca vou ser o cavalheiro brilhante atrás dela. E ela nunca vai depender tanto dele como depende de mim.” Diz com um brilho de divertimento nos olhos e em seguida a monarca furiosa se levantou, fazendo o sinal para abaixarem a corda.
(Um estalo alto e ele não sente mais nada)
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Gales nunca aprovou a teimosia do seu irmão. Mas mesmo assim, passou uma faixa ao redor do pescoço do corpo imóvel, sob o olhar atento de Elisabeth.
“Vai deixar uma cicatriz.” Ele informa e ela dá de ombros.
“Talvez dessa vez ele aprenda”
Anos mais tarde, Gales reconhece que Elisabeth tinha feito um bom trabalho.
(E quando passa os dedos ao redor da cicatriz ao redor do pescoço do seu irmão, adormecido ao seu lado, não pode deixar de sentir um pouco de ciúmes da rainha morta.)
Arthur nunca amou ninguém como amou Elisabeth.
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