Dead Is Alive 2
2 Capítulo 2
Uma criatura olha para Leon com um olhar feroz, uma criatura que nunca haviam visto. O crânio completamente ao descoberto consegue enojar Rebecca que rapidamente se apressa a esconder-se por trás de Billy. O inimigo mantêm-se imóvel e Leon fica confuso em relação ao que fazer. Joana dá um passo em frente mas rapidamente fica sem a sua preciosa faca, quando a língua deste selvagem animal a tira. Leon dispara acabando por descartar as últimas balas que lhe restavam. Agora o que fazer? O chefe dos S.T.A.R.S. hesita e isto quase lhe custa a vida. É Patrícia quem evita a tragédia perfurando o crânio do licker após lhe arrancar brutamente a língua. A F.B.I. olha para Leon com um olhar desaprovador deixando-o desconfortável com a situação. Irritada com o que se havia passado alerta os colegas para que isto não volte a acontecer. Tem de ser fortes naquele momento e hesitações daquele género pode-lhes custar a vida. Após isso não há volta a dar! Os S.T.A.R.S. compreendem e ficam envergonhados ao depararem-se com a coragem demonstrada pelas irmãs Duarte e afirmam que é algo que não se voltará a repetir.
Todos estão exaustos. Não comem há dias, não dormem e para piorar ficaram sem balas. É certo que pouco falta para chegarem ao destino mas será que encontrarão as tais balas que lhes podem garantir a sobrevivência ou a esperança que lhes restava será demolida com uma visão ausente do que procuram? Tudo pode acontecer, o futuro é incerto. Só descobrirão a verdade se conseguirem alcançar o local e para isso é necessário arriscar sem quaisquer munições, sem qualquer segurança de que ficarão bem. Patrícia e Joana estão confiantes mas os restantes membros, apesar de não demostrarem, temem que criaturas semelhantes voltem a colocar-se nos seus caminhos.
Os polícias dão um último fôlego profundo e sobem as escadas, virando a esquina com precaução. Nada encontram e acabam por prosseguir, sempre com um olho em cada canto, sempre com o coração a demonstrar que o perigo os acompanha, o medo de encontrar algo inesperadamente. Conseguem chegar ao fim do corredor sem enfrentarem qualquer zombie ou criatura do género. Antes de entrarem no gabinete dos polícias um silêncio arrebatador toma conta de todos. Se nada encontrarem estarão perdidos. Leon toma iniciativa e abre a porta autoritariamente. Nada, nenhum perigo à vista. Percebendo que estão em segurança os polícias espalham-se pela sala à procura de possíveis pistas. Leon é o primeiro a dirigir-se às armas da R.P.D. ficando satisfeito com o que encontra. Rebecca fixa perplexa com a diversidade de armas tal como os restantes colegas. Contudo não é esta situação que desperta a atenção de Patrícia e Joana. Segundo os arquivos encontrados uma transferência havia sido feita dias antes do sucedido na cidade. Uma criminosa, intitulada, Alexandra Silva, foi transportada para aquela esquadra e aguardava transporte para a mais temível prisão de Raccoon que, segundo a data, iria acontecer dias depois da contaminação. Tudo isto deixa ambas a pensar. Se ela ainda se encontrar na R.P.D. poderá ser um alvo para os zombies ou até mesmo uma ameaça para eles. Contudo Patrícia decide ir à procura desta assassina. Não ficará de consciência tranquila se abandonar uma cidadã que aguarda um julgamento que decidirá a sua vida para sempre. Joana apoia a decisão mas os restantes membros mostram o seu desagrado, recusando-se a salvar uma criminosa sem escrúpulos.
Ambas ficam extasiadas com o que assistem. Leon, por sua vez, não se manifesta, deixando a sua opinião clara aos olhos de ambas. As irmãs preparam-se para sair, completamente recarregadas em termos de armamento e despendem-se dos S.T.A.R.S.. Subitamente o chefe dos S.T.A.R.S. grita pela a F.B.I. um grito que faz estremecer o seu coração, acabando por dizer – Estamos todos juntos nisto…até ao fim! Patrícia fica surpreendida com o sucedido e apenas acena afirmativamente, deixando os restantes presentes confusos com a troca de olhares. Uma troca de olhar que revelou algo mais, que revelou não só preocupação como algo mais profundo. Acabam por seguir as ordens do superior sem levantar qualquer questão. Leon sabe exactamente onde tem de ir para chegar ao local de prisioneiros e para tal segue em primeiro lugar. Ao descerem as escadas deparam-se com uma noite escura, fria, algo demoníaca mas essencialmente aterradora. O dia já havia terminado e nem se aperceberam, no entanto é necessário continuar. Alguns corredores, salas e afins são percorridos, contudo, nada encontram, nada que os fizesse temer pela vida. Tudo corre bem até que as luzes se apagam subitamente. Jill expressa rapidamente uma expressão de desagrado – Mas o que raio está a acontecer agora? O pânico invade o coração dos restantes quando ouvem algo a aproximar-se, algo que está cada vez mais perto, prestes a atacar. Leon, a sangue frio, dispara sem direcção específica, apenas segue o seu instinto. Algo cai e no espaço de tempo entre a falha das luzes e o ataque, Chris consegue alcançar uma lanterna que trazia consigo. Novamente com alguma luz percebem que o alvo foi atingido com sucesso e que podem prosseguir. A luz não é muito intensa mas é suficiente para iluminar o caminho. Os polícias estão quase a chegar ao local pretendido quando ouvem gritos. Todos ficam surpresos, mas ninguém toma iniciativa de prosseguir. Patrícia, impulsivamente, abandona os colegas e corre em direcção ao ouvido. Leon arranca das mãos de Chris a lanterna e segue-a, acabando por encontra-la junto da prisioneira Alexandra. Esta assassina estava prestes a ser atacada quando a F.B.I. a salva. Um grupo de zombies consegue invadir a cela e aproximava-se desta. A sala, surpreendentemente, estava iluminada. Situação explicada posteriormente por Leon. Um gerador garantia, num período de 2 horas, electricidade na prisão mas apenas na divisão onde se situavam os prisioneiros. Ao fim de 1 hora e 30 minutos as celas abriam-se e nos 30 minutos seguintes as luzes iriam apagar-se definitivamente. Leon, após explicar o procedimento dirige-se à gaveta dos guardas e encontra algumas lanternas, que são posteriormente distribuídas pelos colegas. Billy e Chris ficam encarregues da prisioneira enquanto que os restantes são incumbidos de os proteger, na sua demanda para sair do departamento policial (R.P.D.).
Conseguem sair dali, em segurança e o passo que se segue é interrogar a prisioneira, que se manteve calada durante todo o caminho. O forte olhar e determinação revelam uma alma poderosa e incapaz de ceder a simples provocações. Com isto percebem que nada saberão, inocente ou não, a questão é que têm mais uma pessoa em mãos. Dar uma arma a uma suspeita poderia ser uma decisão fatal portanto optam apenas por soltá-la. Alexandra mantem-se próxima dos polícias, percebendo que não escapará facilmente. A oportunidade certa chegará certamente e é por ela que esta espera. Alguns quilómetros são percorridos até que os polícias se veem praticamente encurralados. Era por isto que a assassina esperava. Vendo os inimigos distraídos com outro perigo foge. Patrícia apercebe-se do movimento e corre atrás desta. Os restantes tentam acompanhá-la mas não conseguem, acabando por ficar cada um para seu lado. Patrícia está quase a alcançar a prisioneira, corre através de uma ruela da cidade quando é surpreendida por um zombie que a deita ao chão. A criatura conseguiu imobilizar a F.B.I., esta não consegue alcançar a arma e a força do morto-vivo é superior. Patrícia não tem qualquer hipótese, a boca do zombie está cada vez mais perto do seu pescoço. Sabe que se for mordida morrerá e ficará como eles. Luta com todas as suas forças mas não se consegue soltar-se até que acaba por ser salva por alguém que conhece há muito, alguém que tomava como morta.
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