Dead Is Alive 2

9 Capítulo 9


Flashback de Patrícia

Patrícia começa a recordar os acontecimentos que se sucederam antes de chegar à mansão. Em primeiro lugar recorda-se de acordar num local rodeado de corpos. Confessa que num primeiro instante congelou de pânico e não percebia absolutamente nada do que se havia passado. Ainda sentada olha para si e vê-se coberta de sangue, o que a deixa ainda mais em pânico. Levanta-se, posteriormente, e analisa o local onde se encontra. Afirma que foi um instinto, o investigar, como se algo a chamasse para isso. Tomando conhecimento de que é agente, tudo lhe parece fazer sentido agora. Diz ter visto algo que lhe despertou a atenção, uma fotografia de uma antiga mansão. Sentiu de imediato algo e soube que teria de chegar a esse local para que tudo fizesse mais sentido. Analisou os corpos e observou que todos foram mortos contudo há algo demoníaco nestes. Não parecem seres humanos mas sim criaturas modificadas. Prosseguiu e chegou a um corredor onde encontrou um segurança. De imediato chamou por ele e pediu lhe ajuda. O segurança ficou incrédulo com a presença de uma mulher na Umbrella e ergueu a arma. A F.B.I. instintivamente percebeu que algo não estava bem e saltou novamente para o laboratório. Começou a ficar extremamente nervosa, sem saber o que fazer, quando olhou para uma faca em cima de uma das mesas. Correu rapidamente até ela e escondeu-se. Quando o segurança entrou espetou-lhe a faca no crânio e fica em choque por não ter sentido quaisquer remorsos. Sentiu que era algo que já fazia há anos.

Percebendo que nada fazia sentido naquele local tentou encontrar algum armamento para se defender, apesar de não fazer ideia se saberia manejar uma arma. Caminhou com cautela até chegar a uma sala com televisões espalhadas por todo o lado. De lá conseguia ver praticamente todas as divisões da empresa. Observando atentamente deu conta que os seguranças estavam espalhados por todo o lado e que se encontravam mais concentrados numa sala que não conseguia decifrar o que escondia. Decidiu que era para aí que tinha de ir. A arma que roubou ao segurança tinha algumas balas e com estas conseguiria aniquilar alguns mais. Se fosse retirando as balas das outras armas chegaria ao local pretendido completamente armada. Com este pensamento na mente iniciou a missão a que se propôs. Foi matando um por um, todos os indivíduos que encontrou, chegando à sala que estava rodeada por cerca de 5, 6 agentes. Elaborou uma estratégia mentalmente e começou a jogar com as suas mentes. Um pequeno ruído foi suficiente para chamar a atenção destes. Dois agentes rapidamente se apressaram a ir em direcção ao ruído provocado por uma simples bala. Patrícia escondeu-se e viu estes a afastarem-se. Mais quatro para despistar. A agente não poderia matá-los todos porque precisava de pelo menos um que conhecesse o código requerido. Planeou mais uma manobra de diversão e através de um dos rádios que também adquiriu anteriormente conseguiu dispersar mais dois. Restavam apenas dois. Agora tudo seria mais fácil. Bastava denunciar a sua presença e simular que ia fugir a seguir. Os dois vêm na sua direcção e o primeiro leva uma cacetada tão forte que fica inconsciente de imediato. O outro quando dá por si já tem uma arma apontada à cabeça. Patrícia guiou-o até à sala e ordenou-lhe que a abrisse. Num primeiro instante o segurança recusou-se mas percebendo que a mulher, que estava perante ele não estava para brincadeiras, obedeceu. Patrícia quando viu que era seguro entrar e que nada mais era pedido dá um tiro na cabeça do indivíduo e começou a investigar a sala. Ficou extasiada com a quantidade de armamento que encontrou à sua frente, pensando que tudo isto poderia ser-lhe muito útil mais para a frente. Completamente equipada inicia mais uma jornada, chegar à mansão que avistou na foto. Sem saber bem por onde ir despertou o segurança a quem havia batido e exigiu que este lhe desse indicações. Pensou melhor e achou por bem que ele a guiasse até lá, assim sairia da empresa em segurança e conseguiria chegar à mansão sem problemas.

Como previsto saíram ambos sem problemas daquele local e já mais distantes, Patrícia resolveu interrogar o segurança para obter algumas respostas do que ali se passava. Com um medo enorme de morrer o indivíduo falou tudo o que sabia, dos zombies, do que a empresa fazia, até mesmo do Nemesis, inclusive pontos fortes e pontos fracos. Patrícia não fazia ideia de que seria um Nemesis contudo pela descrição percebeu que não seria algo propriamente fácil de aniquilar. Quando o segurança lhe falou numa injecção que o enfraqueceria a F.B.I. ficou mais tranquila.

Subitamente surgiram alguns zombies, ou como o indivíduo lhe explicou “Humanos geneticamente modificados, desenvolvidos para serem um exército invencível, comandado por alguém que desconhecia”. Não eram muitos contudo a F.B.I. não sabia bem que fazer e deixou o segurança agir. Ele explicou-lhe que não importava quantos tiros lhes desse se estes fossem no corpo. O objectivo era acertar na cabeça. A solução que os modificou foi colocada no cérebro e só aí poderia ser destruída. Portanto, a única forma de matar zombies seria aniquilar de alguma forma a cabeça, um tiro, uma facada, o que fosse. Bastaria que fosse algo eficaz. Antes de Patrícia se aproximar de um, o indivíduo chamou-lhe a atenção para o facto de não poder ser mordida ou ficaria como eles e muito menos ser tocada porque a força que eles tinham era suficiente para lhe provocar uma enorme ferida que levaria ao mesmo efeito. Desta forma, Patrícia aproxima-se com cautela e com a faca destruiu por completo aquele ser morto-vivo. Percebeu que fora fácil demais. Apenas não percebeu o porquê na altura. Prosseguiram até que chegaram à floresta de Raccoon, local de onde já avistavam a mansão. Patrícia teve um calafrio, não percebia bem porque razão aquele local lhe despertava tanta atenção. Começou a ter alguns flashbacks de uma criança a rondar o local mas não percebeu de imediato se seria ela. Continuou, mas antes que pudesse dar mais um passo, o segurança chamou-a, dizendo-lhe o quanto era perigoso prosseguir. Sabendo que o que procurava estaria, provavelmente ali, decidiu prosseguir. Contudo não poderia deixar o indivíduo denunciar a sua presença ali e decidiu que o melhor a fazer seria matá-lo. Fingiu que o deixaria ir e quando este lhe virou as costas ergueu a arma. Preparou-se para disparar quando algo o atacou subitamente. Uma espécie de cão começou a devorá-lo e Patrícia disparou contra ele mas quando se aproximou nada havia mais a fazer. Este estava morto. Resolveu então correr até à mansão pois o perigo rondava o local. Quando chega, finalmente, à porta e já dentro da mansão observou alguém a vir na sua direcção. Não compreendeu de imediato até que consegue distinguir a roupa do segurança. Algo de muito errado se estava a passar e não conseguia compreender bem o que era. Quando o indivíduo se aproxima mais consegue perceber que se tornou numa das criaturas e com um tiro na cabeça terminou com o assunto. Percebeu o que ele queria dizer há horas atrás, o facto de serem mordidos, e a partir daí tornou-se mais cuidadosa. Analisou o hall principal na mansão e mais uns tremores sentiu. Algo de muito errado se passava e não conseguia compreender o que era na realidade. Quando entrou num dos quartos uma nova visão, novamente uma criança. Mas tudo parecia confuso. Era como se ela a observasse, ou seja, não seria ela a criança mas outra pessoa. Começou a ficar cada vez mais confusa e mais, começou a entrar em choque e acabou por desmaiar. Acordou minutos depois com o som de algo intenso, tiros.

Percebendo que alguém poderia estar em perigo, seguiu-se o som dos tiros, anteriormente ouvidos. À medida que foi percorrendo os corredores da mansão sentiu calafrios. Aquele local era lhe demasiado familiar contudo não conseguia perceber porquê. A sua mente voltou ao local quando ouviu gritos de alguém. Apressou-se, chegando mesmo a tempo para ajudar quem para ela eram desconhecidos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.