Uma nova força renasceu entre as irmãs. O próximo passo será então encontrar Alexander que poderá já nem estar vivo. Estando tão focada neste objectivo Patrícia esquece-se do que tinha visto na biblioteca, a planta que a levaria ao laboratório. As emoções vividas foram tão intensas que lhe absorveram completamente essa informação. Prosseguem o caminho discutindo qual será o melhor local por onde ir mas a mansão é tão grande que será muito pouco provável encontrarem o colega nas próximas horas. Ambas tentam relembrar o local por onde este se havia deslocado mas a adrenalina que haviam sentido quando procuravam Richard foi tão grande que não se consegueguem recordar. Estas continuam a discutir possibilidades e estão tão focadas nisso que nem se apercebem que algo as persegue, no silêncio da noite, algo demoníaco, algo com uma fome imensa procura uma vítima para devorar. De repente a criatura, sem avisar, sem sequer dar um pequeno sinal, surpreende ambas. Estas quase têm um ataque, Joana por impulso dispara sobre a perna do zombie que acaba por cair, sem se aperceber, num primeiro instante, que está perante John. Patrícia alerta-a para o que avistara e só depois Joana tem essa mesma percepção. Segundo o que lhes fora contado fazia sentido o facto de este estar transformado. Pensando que tinham resolvido a questão tentam contornar o suposto cadáver, no entanto este volta a levantar-se. Joana fica abismada e dispara novamente, desta vez sobre o peito. Este fica atordoado mas continua em direcção a ambas, o que deixa as irmãs confusas. Subitamente a chefe relembra-se que anteriormente os zombies haviam sido aniquilados mas todos por um tiro na cabeça. Será esta a chave? Patrícia dispara sobre a cabeça deste, explodindo o cérebro do colega que não volta a ter qualquer reacção, caindo de peito. Tudo aquilo parece ser mais complexo do que julgavam. Ao que tudo indica o vírus tem uma influência sobre o pensamento dos indivíduos que acabam, não só por tornarem-se zombies, como perdem todas as memórias experienciadas em vida. A chefe aproxima-se do corpo e algo lhe chama a atenção. Joana disparou sobre a perna e posteriormente sobre o peito no entanto este apresentava mais marcas do que seria suposto. Um tiro sobre as costas é o facto que as leva a questionar se este já teria encontrado algum polícia antes delas. Esta situação causa-lhes algum desconforto. Teria John feito alguma vítima? Este novo facto leva-as a acelerar um pouco. Uma hora se passa e nada, absolutamente nada encontram, nem S.T.A.R.S. nem Alexander. Subitamente Patrícia solta um palavrão ao relembrar-se da planta da mansão. Joana, por sua vez, questiona-lhe o que se passava e é neste momento que a chefe partilha o que havia descoberto com a irmã, que se mostra completamente perplexa. Esta explica-lhe que não conseguiu encontrar uma forma de chegar ao local, talvez uma passagem secreta fosse a chave. A F.B.I. propõe assim que se desloquem até lá e que descubram por elas mesmas. Patrícia concorda e começam a correr cautelosamente. Ao percorrem um corredor da mansão ouvem alguém que parece estar ferido, Joana encosta a sua orelha junto à porta e ouve um respiração ofegante acompanhada de uns gemidos que transmitem dor. Estas fazem um sinal entre si, Patrícia ergue a arma e ao sinal da irmã entra pelo quarto a dentro. ALEXANDER! – grita a chefe.
O membro do F.B.I. está ferido e Patrícia prepara-se para o socorrer quando é advertida pela irmã que lhe relembra os eventos passados. Ambas prosseguem com cautela mas rapidamente se apercebem que este não foi mordido mas sim baleado. Joana questiona-lhe se foi mordido mas este responde negativamente, deixando-a convicta que não havia qualquer perigo. Estando seguras da resposta do colega aproximam-se tentando perceber o que aconteceu. Patrícia tenta estancar-lhe o sangue que lhe escorre pelo braço enquanto Joana tenta compreender a razão do ataque. Alexander começa a enunciar o que havia sucedido deixando ambas completamente pálidas. O F.B.I. recusou-se a confiar em desconhecidos e demonstrou que tinha razões para isso. Após as equipas terem sido divididas este ouviu uma das conversas entre os agentes. “Esperemos que eles dêem cabo delas”, disse o chefe da equipa, o agente conhecido por Leon. “Não nos podemos dar ao luxo que descubram o que andamos a fazer aqui!” acrescentou. Alexander assustou-se de tal maneira que ao tentar fugir denunciou a sua presença. Começou a fugir ouvindo ao longe “APANHEM-NO!”.
Consegui fugir – disse. Mas entretanto, quando menos esperava, um deles disparou contra mim! Kevin foi o nome que ele proferiu.
Patrícia suspirou – o S.T.A.R.S. desaparecido…
Sim…disse Alexander! Entretanto consegui despistá-lo e chegar até aqui mas estava demasiado fraco e não consegui chegar até vós. Juro que tentei avisá-las mas faltaram-me as forças...desculpem...desculpem...
Patrícia, extremamente irritada, tenta acalmá-lo dizendo que ele não teve qualquer culpa e que devia ter confiado na sua palavra. Como posso ter sido tão cega?! Questiona-se ao levantar-se. Segue-se a vez de Joana tentar acalmá-la. A chefe anda de uma lado para o outro, nervosa, sem saber o que fazer. Joana, por sua vez, tenta retirar mais informações do colega, que se demonstra inútil. Tudo o que sabia já havia partilhado. De seguida esta chama a irmã para junto dela. Juntos conseguirão pensar em algo. Alexander propõe matá-los a todos mas Patrícia logo repreende essa opção, o que deixa o colega confuso. Porque manter vivos quem nos querer matar? Joana ao perceber onde queria chegar a irmã afirma que é uma excelente ideia o que vai na mente da chefe. Na verdade, segundo os S.T.A.R.S. apenas Alexander sabe do sucedido portanto estas podem aproveitar esta vantagem sobre eles. Bruscamente o colega interrompe a linha de pensamento dizendo que Kevin sabe que ele está vivo e certamente contará aos colegas que terão qualquer aproximação em conta.
Patrícia discorda e afirma – ainda sei fazer o meu trabalho! Eles nem vão suspeitar o que lhes vamos fazer. Observando a confiança de ambas Alexander concorda por fim colocando apenas uma limitação. Se elas pretendem levar aquele plano avante ele não as poderá acompanhar. Patrícia acena que sim, atribuindo razão ao F.B.I. que as incentiva a prosseguir dizendo que ficará bem. Combinam assim encontrarem-se mais tarde após o serviço estar terminado. Ambas despendem-se do colega com um gesto característico da equipa e prometem que não o abandonaram.
Ainda incrédula Patrícia começa a discutir pormenores do que irão fazer de modo a que não haja nenhuma falha. Joana consegue ver pela expressão da irmã que esta não está apenas irritada mas também desiludida. Esta conseguiu ver a atracção que esta sentiu por Leon e ela própria está desiludida pois havia sentido também algo por Steve. Tentando acompanhar a irmã esquece aqueles pensamentos, lançando um último suspiro. A partir de agora não há nada que lhe possa amolecer o coração, a guerra começou. Manter os inimigos por perto é o plano principal. Vingança é agora o único pensamento que as move.
Nada disto teria acontecido se não fossem estes. Dave estaria vivo, tal como John e Alexander não estaria ferido. Patrícia olha para a irmã com um olhar gélido, o coração desta congelou, apagou para sempre os sentimentos e no lugar dele apareceu uma mente racional, que não pensará mais, não seguirá mais ordens nem opiniões que possam vir deste. A partir de agora tudo mudou…"Sou uma pessoa mais racional, nada me poderá deter agora. Podes ter a certeza que acabarei por ter a minha vingança!"
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