Dead

1 Annie?!


Notas iniciais
Hello hello.
Esta one, como eu já mencionei, é escrita para o aniversário da Brubs, parabatai minha, melhor pessoa ever. Espero que goste ♥

— Percy! Ei Percy!

Eu me virei para trás ao ouvir aquela voz insistente me chamando, era Grover, correndo na minha direção, ele estava sem o paletó, e a gravata, agora frouxa, voava para trás conforme ele corria cada vez mais rápido.

— Oi Grover, como vai?

Ele parou, ofegante, com as mãos nos joelhos tentando recuperar o folego, depois de alguns segundos, ele arruma a postura e diz:

— Que tal ir naquele barzinho do lado da lanchonete hoje? Ou que tal aquela boate nova?

Pensei por um momento na proposta de Grover, mas então lembrei-me que já tinha planos para aquela noite de sexta.

— Hoje não vai dar, sinto muito Grover, prometi ao meu pai que iria visita-lo no sitio dele neste fim de semana, e vou pegar a estrada ainda esta noite, quero chegar bem cedo.

Grover não ficou muito abalado com a minha resposta, mas também não me pareceu muito convencido com ela, fazia um tempo já que eu dava desculpas esfarrapadas para não sair com ele em bares e boates da cidade, vou marcar de ir com ele em algum lugar na semana que vem, eu andava sendo um péssimo amigo. Ele ajeitou um pouco a gravata, jogou o cabelo cacheado para trás, me deu as costas e foi andando em direção ao estacionamento do escritório, para depois passar por mim com seu carro branco e dar uma buzinada alta.

Eu entrei no carro e comecei a dirigir pelas ruas movimentadas até o meu apartamento no centro, eu estava com sono, uma pilha de papeladas para preencher, e uma promessa de ir ao sitio visitar meu pai, ele ficaria extremamente chateado se eu não aparecesse por lá no fim de semana. Então é claro que eu iria. Parei no semáforo vermelho e fiquei pensando no tanto de trabalho que eu tinha para fazer, até que eu perdi o fio dos meus pensamentos e eles se dirigiram a um único rosto de uma mulher, a mesma mulher que dominava meus pensamentos nas horas vagas, e as vezes, invadia os meus sonhos. Annabeth.

Annabeth era minha namorada, ela era delicada feito flor, com cabelos loiros e olhos cinza, feito tempestade, ela conquistava multidões com seu sorriso fácil que iluminaria o lado escuro da lua, mas o destino infelizmente a tirou de mim, contra a minha vontade, ela se fora cedo demais.

Voltei a mim quando o sinal abriu, eu acelerei o carro e dirigi até o meu apartamento, tentando tirar Alicia dos meus pensamentos.

Quando cheguei em casa, o sol já começava a se por, deixando o céu em tons alaranjados, contemplei o céu um momento, e então entrei no prédio com um maço de folhas para preencher debaixo do braço, o elevador não estava funcionando, então tive que subir até o terceiro andar pelas escadas, cheguei na porta do meu apartamento cansado e com as pernas doendo, não estava mais acostumado a fazer esforços físicos maiores do que carregar arquivos e livros de um lado para outro no escritório.

Deixei todos aqueles papeis em cima da mesa de jantar, cuidaria deles quando voltasse do sitio do meu pai, e me dirigi ao banheiro. Tirei o paletó, a gravata que estava me incomodando desde aquela manhã, eu odiava usar gravata. Joguei uma agua no rosto para me despertar um pouco. E com as mãos apoiadas na pia do banheiro, eu me encarei no espelho com a agua escorrendo pelo meu rosto, um par de olhos verdes me encarava de volta do espelho, eu balancei a cabeça um pouco e me dirigi ao quarto, onde troquei a roupa do escritório e coloquei uma calca qualquer e a primeira camiseta que apareceu na minha frente, juntei mais umas roupas extras, joguei em uma mochila e estava pronto para pegar a estrada.

Peguei as chaves do carro e desci as escadas novamente até o estacionamento, abri a porta, joguei a mochila no banco de trás e dei partida no carro, dirigindo pelas estradas agora menos movimentadas da cidade, saído do movimentado centro em direção ao interior.

Eu já estava dirigindo a umas três horas quando o sono começou a fazer minhas pálpebras pesarem, parei em um posto de gasolina próximo para descer um pouco do carro, abasteci o carro, e comprei uma agua, que me deixou mais desperto, e peguei a estrada novamente, ainda tinha muito para dirigir, e já estava começando a ficar tarde, parte de mim queria parar em um hotel beira de estrada qualquer e esperar amanhecer para continuar, mas minha outra parte se recusava parar até chegar no destino. E essa parte ganhou.

Entrei no carro e comecei a dirigir como um louco pelas ruas desertas, queria chegar rápido. O som estava alto no carro, ele ajudava a me manter desperto, mas meus pensamentos estavam longe, eles estavam em uma lápide de mármore branco com rosas vermelhas em cima, estava junto com Annabeth.

Enquanto pensava nela, perdi a noção do tempo, e quando olhei no meu relógio de pulso, já eram 23h: 55min, estava tarde, e eu estava começando a cansar.

Era quase meia noite, eu estava caindo de sono, e faltava ainda um pouco de estrada pela frente, em mais uma hora, eu chegaria.

Quando começou a tocar uma música bem lenta no carro, e quando fui trocar o CD, desviei os olhos um momento da estrada, e quando voltei a olhar para a mesmo, havia um corpo jogado no meio da estrada, eu freei bruscamente, esfreguei os meus olhos para ter certeza que não estava tendo alucinações por causa do sono, e não estava, tinha mesmo um corpo no meio da estrada, e ele tinha aparecido do nada. Eu desci do carro e fui me aproximando vagarosamente e cautelosamente do corpo vestido de branco. Era uma mulher.

— Moça?

Eu chamei, e ela se mexeu um pouquinho, ainda estava viva, corri em direção a ela para ajudá-la, e quando cheguei perto dela, senti algo estranho, um pressentimento ruim, como se uma coisa muito, muito ruim fosse acontecer. Ao longe, eu escutava o som de rodas sobre o asfalto. Eu ajudei a moça caída a se sentar, e quando ela tirou o cabelo do rosto, quase cai para trás, chocado.

— A- Annie? Como isso é possível?

Ela estava com um vestido branco, o mesmo vestido eu usava no dia em que ela foi atropelada por aquele caminhão que a tirou de mim, o motorista estava embriagado, e não conseguiu controlar o caminhão, subiu na calçada, deixando três feridos e uma mulher morta, era Annabeth.

Ela sorriu para mim, o mesmo sorriso que tinha me conquistado naquela festa quando a vi pela primeira vez, mesmo com seu rosto estando ensanguentado, ela ainda era adorável.

— Percy...

Ela levantou-se do chão, e eu também, seus olhos estavam frios, sem vida, mas o seu sorriso ainda estava em seu rosto.

— Como? Você estava morta.

Existem muitas coisas que você ainda não compreende Percy, e acredite, a morte é bem mais complicada do que parece.

Ela se aproximava cada vez mais, e eu estava chocado demais para me mover, ela pousou as mãos sobre meu peito e sorriu mais uma vez para mim, o som de rodas ficava mais alto, e já dava para enxergar faróis vindo pela rua antes deserta.

Eu queria pedir tanta coisa para ela, mas ao mesmo tempo queria ficar apenas contemplando aquele rosto que me fez muita falta, quando abri a boca para falar, ela colocou um dedo sobre meus lábios para me impedir de falar, então ela sussurrou:

— Percy... Você não tinha planos para nós? Nós não iriamos ficar juntos para sempre?

Eu apenas concordei com a cabeça, e ela abriu ainda mais o sorriso, e seus olhos, antes sem vida, brilharam por um momento, fazendo aquela sensação ruim de antes, retornar. Então ela disse:

— Então nós vamos ficar juntos Percy, para sempre.

O seu rosto desfigurou-se, o sorriso se tornou ameaçador, surgiram garras em seus dedos, e a última coisa que eu vi antes dela me empurrar na frente do caminhão que passava em alta velocidade na pista ao lado, foi o brilho assassino e sedento de sangue em seus olhos cinza.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim!
É meio macabra pra uma fanfic de aniversário, mas eu já tinha a ideia fazia um tempinho, e como sabia que não ia conseguir escrever mais nada decente, usei ela mesmo, sim, sou preguiçosa mesmo.

Feliz aniversário amore ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!