De volta ao passado
3 Capítulo 2 - não pode ser verdade
Notas iniciais
Capítulo 2 : Não pode ser verdade;
Tive um pesadelo, e foi o pior pesadelo de toda a minha vida, e não estou a exagerar. Eu sonhei que tinha voltado ao momento mais embaraçoso que passei em toda a minha vida. O momento que descobrir que minha melhor amiga de longos anos namorava com o idiota que eu tinha um caso. Mas eu não sabia de nada, e ela muito menos, resumindo ele fez — nos parecer duas tolas, porque ele andava a tirar aproveito de nós duas, e de outras tantas, bem em frente de nossos narizes.
Já dizia a minha avó que o amor é cego, mas no meu caso o amor era cego, mudo, e paralítico, porque eu não consegui perceber que ele andava com minha suposta melhor amiga. Eu digo suposta amiga, porque ela preferiu acreditar no namoradinho de merda, que andava -lhe a enfeitar a testa.
O idiota ainda fez o papel de vítima, e chamou — me de louca, e de Puta, e disse que não queria nada comigo, e para parar de persegui -lo.
Nesse dia eu chorei desalmadamente, porque acreditei nas palavras bonitas que ele dizia — me, apaixonei — me por ele tão facilmente, Ele tinha — me na mão dele. E depois ele pegou nos meus sentimentos e colocou no lixo. Lembro — me que nesse dia senti que era a maior idiota do mundo, por ter acreditado em alguém tão horrível, e cruel. Depois disso fiquei traumatizada, e a minha a adolescência foi uma valente merda.
Acordo, olho em volta e percebo que estou num hospital. Como é possível eu ter sobrevivido aquele acidente? Cai de um precepicio, era para estar bem morta a caminho do paraíso. Será que aconteceu um milagre comigo?
Uma enfermeira entra no quarto, mal olha para mim, mas cometa:
— A menina acabou de acordar, e tem de tomar a medicação.
— A senhora é muito gentil por chamar — me de menina, mas já tenho alguns aninhos.
Já ninguém chama — me de menina há imenso tempo, na verdade já carrego 32 anos, e ser chamada de menina nessa idade é um grande elogio. Talvez eu tenha um rosto bem juvenil e nem se quer tinha reparado.
A enfermeira sorri, e diz : — A juventude de hoje lá por ter meia dúzia de anos pensam que já são velhos. — você ainda novinha.
Comparado com a senhora, que deve ter por volta dos 60 anos, posso considerar que sou bem novinha, mas comentar que eu tenho meia dúzia de anos isso já é um exagero. Eu estou perto da meia idade. Vá faltam 18anos, mas consideravelmente perto.
— Senhora enfermeira, como eu sobrevi ao acidente?
Só espero que o carro não tenha ido para sucata, se não o meu marido vai me matar. O carro ainda nem se quer está pago. Mas pensando bem, eu cai do precipício, é impossível que ele esteja inteiro. Não sei como me safar desta. É desta vez que ele vai pedir o divórcio. Mas não quero divorciar — me. Será que alguém já avisou — lhe do acidente?
— Alguém já avisou ao meu Mari... — Quando estava prestes a perguntar à enfermeira de alguém já tinha avisado ao meu marido, ouço alguém bater à porta.
De repente entra a minha avó e o meu irmão no quarto. Já não os via algum tempo, mas não imaginária que eles estivessem tão bem conservados. Até pareciam que tinham rejuvenescido para aí 10 anos. Qual será o tratamento de anti idade que eles estão a usar? Minha avó tem menos rugas no rosto, já não parece tão caduca desde a última vez que a vi. Já o meu irmão parece um adolescente. Eu também preciso esse tratamento de anti idade.
— Minha menina a partir de agora vais ter uma alimentação mais saudável. — minha avó resmungou.
— Avó isso falta de exercício, ela precisa de exercitar. — afirmou o meu irmão, apontado o dedo para mim.
— Malta foi só um acidente
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