De volta ao Jurassic World

10 Próximos ao resgate


Notas iniciais
Eu fiquei toda essa semana sem postar porque eu tinha muito trabalho da escola pra fazer. Eu fiquei a semana toda escrevendo pequenas partes desse capítulo e só consegui terminar hoje.

Vários galhos a cutucavam, e sua noite de sono não foi nada confortável. Jane abriu seus olhos e viu as folhas interagindo com a brisa da manhã. Aquela árvore foi o melhor abrigo que ela achou durante a noite. Havia se perdido dos outros no ataque do dinossauro branco. Estava caminhando há dois dias, sua única refeição foi a carne de um edmontossauro que ela achou. Por sorte estava fresco, ela fez uma fogueira e o assou. Comeu e subiu em uma árvore para se manter viva durante a noite

Ela desceu a árvore e continuou andando. Estava com muita fome, mas não desistiu. Via pequenos microceratos rodeando a grama. Olhou para o céu e via pássaros. Mais nada. Não sabia há quanto tempo caminhara, mas era bastante. Percebera que tinha chegado a uma planície, e ouviu barulhos de passos.

–Hã?

Ela olhou para o lado e não acreditou no que viu, uma manada de bípedes parecidos com galinhas estavam correndo, em sincronia. Não demorou pra perceber que eles estavam indo a direção de Jane.

–Droga!

Ela correu e pulou para debaixo de um tronco, os galimimos passaram por ela, e num momento mais calmo, ela correu para um buraco feito em uma montanha próxima. Um dinossauro diferenciado passou, depois outro, e depois dois, até totalizar nove. Ela foi até aonde os outros foram, espiou por um pequeno morro, e observou o que estava acontecendo. Os nove animais, marrons, alguns com partes brancas na coluna, estavam rodeando uma carcaça. Eles eram agressivos, arrancavam a carne da presa rapidamente e logo pegavam outra, eles estavam disputando a comida.

Um jovem tentou entrar no meio deles para pegar sua parte, mas um dos adultos o jogou para fora, o jovem voltou e mordeu a batata do adulto, que se irritou e deu uma mordida no pescoço do jovem, que morreu na hora.

–Incrível, não? – Uma voz surgiu atrás de Jane.

–O quê?! – Jane se assustou e caiu no chão, quando olhou ao redor, viu um homem, sem parte da manga direita de sua roupa, que estava cobrindo sua perna.

–Quem é você?! – Ela interrogou.

–Hard – Ele disse – Sam Hard.

Jane permaneceu em silêncio.

–Uma dessas criaturas matou todos os meus amigos. – Disse Hard.

Jane tentou evitar contato oral, achou o homem estranho, quando voltou a olhar os dinossauros, percebeu que eles estavam em estado de alerta, e olharam diretamente para Jane.

–Eles nos viram! – Disse Jane.

–Que beleza...

Os lagartos deram um passo para frente e começaram a subir o morro, Jane, sem perder tempo falando, começou a correr junto de Hard. Os dinossauros começaram a correr dando golpes um nos outros, Jane pulou um galho e se segurou em outro para não cair, um dinossauro foi até ela e saltou sobre o galho, ela caiu e se arrastou para trás. O dinossauro dava fortes cabeçadas no chão, parecia o suficiente para quebrar o maxilar, era uma forma de intimidação. Quando ele estava pronto para pegá-la, uma mandíbula branca o pegou, o dinossauro enorme, de 13 metros de altura, branco e bípede se revelou e jogou a vítima no chão, já morta. Ele olhou para Jane, que já havia fugido.

–Aqui! – Disse Hard – Eu não vou te matar!

Jane obedeceu e tentou deixar de lado as expectativas dele estar louco. Quando chegou até ele, ouviu o barulho do vento sendo rodado violentamente pelo ar, e viu um helicóptero.

Duas horas antes

–Isla Nublar, péssimo local para se perder.

–Deus não é misericordioso quanto falavam.

–Você já passou da idade de ser um ateu revoltado, Frank.

Cinco pessoas estavam em um helicóptero de resgate: Michael, o piloto; Frank, o copiloto; Dallas, um fuzileiro; Hudson, outro fuzileiro; e Bret, um médico.

–Vocês não acham isso muito arriscado? – Indagou Bret.

–É claro – Afirmou Michael – Afinal, esse é nosso trabalho, e nós só vamos rodear a ilha sem tocar no chão.

O helicóptero estava sobrevoando a ilha fazia alguns minutos, procurando por sobreviventes.

–Precisamos pousar – Disse Michael, preocupado.

–Você está louco?! – Disse Hudson.

–Não posso mantê-lo no ar por muito tempo, esse modelo não permite.

–Tem um prédio ali – Disse Dallas.

–Ok, vamos pousar ali.

O helicóptero pousou em um local plano do prédio.

–Podemos descer para procurar algum sobrevivente. – Sugeriu Dallas.

–É, pode ser – Disse Hudson.

–Nós iremos ficar aqui – Afirmou Frank.

–Positivo – Dallas e Hudson abriram a porta do helicóptero e saíram.

Eles andaram até uma entrada e abriram, encontraram uma escada que ia para baixo e desceram os degraus.

–Esse lugar é claustrofóbico – Disse Hudson.

–Pensei que tinha opção de falar se era ou não claustrofóbico no contrato – Disse Dallas.

–Eu não preciso ser um para achar.

–Ahan.

–A luz está acesa?

–Alguém passou por aqui... – Dallas viu um interruptor com marcas nele.

–Pelo menos não precisaremos gastar pilhas de nossas lanternas.

Eles continuaram descendo a escada, até que Dallas examinou um degrau e parou.

–O que foi? – Indagou Hudson.

–Uma pegada – Dallas apontou para uma pegada constituída de três dedos, semelhantes à de um pássaro.

–O que...

–Raptor.

–Droga.

–Vamos continuar seguindo.

Eles continuaram andando, até que chegaram ao local.

–Armas de fogo no teto – Percebeu Hudson.

–Deve ser um estoque.

Eles checaram a sala até que Hudson encontrou algo.

–Dallas, eu encontrei dois mapas – Ele os checou – Um deve ser turístico e o outro operacional.

–Nenhum sinal de ser vivo – Afirmou Dallas – Pegue esse mapa e vamos cair o fora daqui.

–Como quiser, só que tem um fio aqui segurando um deles.

–Arranque.

–Ok... – Ele tirou uma bigorna que estava sobre o fio e ele se soltou, rasgando um pedaço do mapa – Droga!

As armas no teto se soltaram e caíram, Dallas e Hudson pularam no chão para não serem atingidos, mas Hudson encontrou algo a sua frente.

–Ah, Deus... – Murmurou Dallas olhando para o dinossauro verde na frente de Hudson.

O raptor abriu suas mandíbulas e se preparou para pegar Hudson, mas uma arma pesada segurada pela fiação o atingiu e o fez cair no chão.

–Eles fizeram uma armadilha! – Hudson se levantou e correu pelas armas balançando no ar.

–Estão evoluindo cada vez mais...

Dallas olhou para trás e viu um deles se balançando em uma arma.

–Se abaixa! — Os dois pularam no chão, incrédulos com a situação. Dallas pegou sua arma e atirou no raptor, que caiu no chão, levando mais um tiro, morrendo ali mesmo.

–Droga! – Hudson se levantou, mas um raptor pulou nele, Dallas desferiu vários tiros, mas ele só morreu quando a munição acabou.

–Eles são resistentes! A escada, vamos para lá!

Hudson se lembrou do mapa e recuou para pegá-los. Ele teve sucesso e foi até a escada para fugir. Porém foi atacado por outro velociraptor em um degrau maior da escada. Ele caiu e o raptor se aproximou lentamente dele, Hudson teve sucesso em pegar sua metralhadora e atirou várias vezes, mas o lagarto desviou da maioria e os que foram acertados quase não tiveram efeito. Quando o raptor estava no ar, Hudson fechou os olhos e apertou firmemente o cano da arma, e ouviu um rosnado e pequenas substâncias pegajosas e quentes no seu rosto. Ele abriu seus olhos e percebeu que uma lança acoplada a arma atingiu o raptor, nem mesmo Hudson sabia desse equipamento.

Hudson zombou do corpo gesticulando seus lábios, enquanto outros raptores tentavam subir as escadas pulando nos degraus. Ele olhou para o lado e seu sorriso resultante da vitória se desmanchou, ele havia visto a sombra de dois raptores no corredor direito. Em desespero, ele jogou o corpo escada abaixo e correu para a porta, a abriu e apertou um botão que dizia Tranca automática. Hudson saiu do local e a porta se fechou.

–Q-quase... – Hudson suspirou aliviado.

Foi aí que ele ouviu um barulho de impacto, olhou para trás e viu um dos verdes velociraptores entre a porta e a fechadura, sendo quase esmagada pela mesma. Outro velociraptor pulou na brecha que havia sido feita, e cursou sua trajetória para Hudson. O mesmo correu para o helicóptero que já estava decolando e pulou, se segurando na mão de Dallas.

–Segura com força! – Disse Dallas.

O raptor, não aceitando a derrota, pulou em Hudson e fincou suas garras e dentes na calça grossa do mesmo.

–Brett, pegue a arma! – Gritou Dallas.

–E-eu-eu – Bret se paralisou e gaguejou; seus trabalhos de resgate nunca chegaram a um nível parecido.

–Nós vamos subir mais! – Gritou Frank – Outro desses pode atacar o helicóptero a essa altura!

–Não podemos! – Contrariou Dallas – Se subirmos eu não vou aguentar o peso e Hudson vai cair!

–Nós precisamos! – Gritou Michael.

–Nós fazemos missões de resgate! Nossa obrigação é salvar os que estão em apuros.

O raptor escalou Hudson, que gritava para ser socorrido. Bret carregou uma pistola de tranquilizantes, alguns dardos caíram por sua tremedeira. Ele conseguiu e atirou no réptil que já estava na altura da cabeça de Hudson. O alvo deslizou e fincou sua garra na perna, próximo ao nervo femoral, Hudson soltou um grito agonizante e o raptor voltou a escalar. Dessa vez, Dallas pegou a pistola com a mão livre e atirou no olho do raptor, que soltou um rosnado e caiu.

–Vamos sair daqui! Vamos sair daqui! – Bret gritou em desespero enquanto Dallas ajudou Hudson a entrar no helicóptero, fechando a porta.

–Precisamos pousar e cuidar do ferimento de Hudson! – Ordenou Dallas.

–Você está louco! – Protestou Bret – Você viu o que aconteceu aqui! Não podemos pousar novamente!

–Nós vamos pousar, Bret – Disse Michael – Se você não se acalmar não vai poder cuidar de Hudson.

Bret tentou se acalmar e o helicóptero pousou novamente. Bret saiu do helicóptero já calmo junto com Hudson e seu kit de primeiros-socorros. Bret passou Lixívia para desinfeccionar o ferimento e estancou a hemorragia com um pano.

–Consegue movê-la?

–Sim. – Hudson moveu lentamente a perna.

–Vou precisar engessar para que ele se recupere mais facilmente.

Bret pegou um gel anestésico e passou a cima do ferimento, logo pegou uma seringa e aplicou no local.

–O que é isso? – Indagou Dallas.

–Acelerador de partículas regeneradoras – Respondeu Bret – Um ACT-500 para ser mais exato.

–ACT? Ele não foi proibido?

–Pela burocracia. Você mesmo disse, estamos em uma operação de resgate.

–Nesse caso...

–Pode me ajudar a aplicar o gesso?

–Claro.

Dallas ajudou Bret a aplicar o gesso em Hudson.

–Se sente melhor? – Interrogou Bret.

–Não importa! – Ele respondeu – Vamos logo dar o fora daqui.

–Ele tem razão – Bret perdeu um pouco de sua calma – Não quero ser devorado aqui.

–Andem! Temos pessoas a resgatar! – Gritou Frank de dentro do helicóptero.

Os três entraram no helicóptero e sobrevoaram a ilha novamente.

–Está vendo algo? – Perguntou Michael

–Nada – Respondeu Dallas olhando em um binóculo.

–Se eles continuarem na floresta alta nunca vamos os encontrar – Reclamou Hudson – Procure na área plana!

–Hudson, nós... – Michael foi interrompido por Dallas.

–Espera, ele tem razão. Eu achei alguém!

Notas finais
Se alguém se interessa em Alien, pode dar uma visita na minha nova fic que estou fazendo se tiver interesse(essa categoria é fantasma, quase ninguém entra lá)