De volta ao Jurassic World
10 Próximos ao resgate
Notas iniciais
Vários galhos a cutucavam, e sua noite de sono não foi nada confortável. Jane abriu seus olhos e viu as folhas interagindo com a brisa da manhã. Aquela árvore foi o melhor abrigo que ela achou durante a noite. Havia se perdido dos outros no ataque do dinossauro branco. Estava caminhando há dois dias, sua única refeição foi a carne de um edmontossauro que ela achou. Por sorte estava fresco, ela fez uma fogueira e o assou. Comeu e subiu em uma árvore para se manter viva durante a noite
Ela desceu a árvore e continuou andando. Estava com muita fome, mas não desistiu. Via pequenos microceratos rodeando a grama. Olhou para o céu e via pássaros. Mais nada. Não sabia há quanto tempo caminhara, mas era bastante. Percebera que tinha chegado a uma planície, e ouviu barulhos de passos.
–Hã?
Ela olhou para o lado e não acreditou no que viu, uma manada de bípedes parecidos com galinhas estavam correndo, em sincronia. Não demorou pra perceber que eles estavam indo a direção de Jane.
–Droga!
Ela correu e pulou para debaixo de um tronco, os galimimos passaram por ela, e num momento mais calmo, ela correu para um buraco feito em uma montanha próxima. Um dinossauro diferenciado passou, depois outro, e depois dois, até totalizar nove. Ela foi até aonde os outros foram, espiou por um pequeno morro, e observou o que estava acontecendo. Os nove animais, marrons, alguns com partes brancas na coluna, estavam rodeando uma carcaça. Eles eram agressivos, arrancavam a carne da presa rapidamente e logo pegavam outra, eles estavam disputando a comida.
Um jovem tentou entrar no meio deles para pegar sua parte, mas um dos adultos o jogou para fora, o jovem voltou e mordeu a batata do adulto, que se irritou e deu uma mordida no pescoço do jovem, que morreu na hora.
–Incrível, não? – Uma voz surgiu atrás de Jane.
–O quê?! – Jane se assustou e caiu no chão, quando olhou ao redor, viu um homem, sem parte da manga direita de sua roupa, que estava cobrindo sua perna.
–Quem é você?! – Ela interrogou.
–Hard – Ele disse – Sam Hard.
Jane permaneceu em silêncio.
–Uma dessas criaturas matou todos os meus amigos. – Disse Hard.
Jane tentou evitar contato oral, achou o homem estranho, quando voltou a olhar os dinossauros, percebeu que eles estavam em estado de alerta, e olharam diretamente para Jane.
–Eles nos viram! – Disse Jane.
–Que beleza...
Os lagartos deram um passo para frente e começaram a subir o morro, Jane, sem perder tempo falando, começou a correr junto de Hard. Os dinossauros começaram a correr dando golpes um nos outros, Jane pulou um galho e se segurou em outro para não cair, um dinossauro foi até ela e saltou sobre o galho, ela caiu e se arrastou para trás. O dinossauro dava fortes cabeçadas no chão, parecia o suficiente para quebrar o maxilar, era uma forma de intimidação. Quando ele estava pronto para pegá-la, uma mandíbula branca o pegou, o dinossauro enorme, de 13 metros de altura, branco e bípede se revelou e jogou a vítima no chão, já morta. Ele olhou para Jane, que já havia fugido.
–Aqui! – Disse Hard – Eu não vou te matar!
Jane obedeceu e tentou deixar de lado as expectativas dele estar louco. Quando chegou até ele, ouviu o barulho do vento sendo rodado violentamente pelo ar, e viu um helicóptero.
Duas horas antes
–Isla Nublar, péssimo local para se perder.
–Deus não é misericordioso quanto falavam.
–Você já passou da idade de ser um ateu revoltado, Frank.
Cinco pessoas estavam em um helicóptero de resgate: Michael, o piloto; Frank, o copiloto; Dallas, um fuzileiro; Hudson, outro fuzileiro; e Bret, um médico.
–Vocês não acham isso muito arriscado? – Indagou Bret.
–É claro – Afirmou Michael – Afinal, esse é nosso trabalho, e nós só vamos rodear a ilha sem tocar no chão.
O helicóptero estava sobrevoando a ilha fazia alguns minutos, procurando por sobreviventes.
–Precisamos pousar – Disse Michael, preocupado.
–Você está louco?! – Disse Hudson.
–Não posso mantê-lo no ar por muito tempo, esse modelo não permite.
–Tem um prédio ali – Disse Dallas.
–Ok, vamos pousar ali.
O helicóptero pousou em um local plano do prédio.
–Podemos descer para procurar algum sobrevivente. – Sugeriu Dallas.
–É, pode ser – Disse Hudson.
–Nós iremos ficar aqui – Afirmou Frank.
–Positivo – Dallas e Hudson abriram a porta do helicóptero e saíram.
Eles andaram até uma entrada e abriram, encontraram uma escada que ia para baixo e desceram os degraus.
–Esse lugar é claustrofóbico – Disse Hudson.
–Pensei que tinha opção de falar se era ou não claustrofóbico no contrato – Disse Dallas.
–Eu não preciso ser um para achar.
–Ahan.
–A luz está acesa?
–Alguém passou por aqui... – Dallas viu um interruptor com marcas nele.
–Pelo menos não precisaremos gastar pilhas de nossas lanternas.
Eles continuaram descendo a escada, até que Dallas examinou um degrau e parou.
–O que foi? – Indagou Hudson.
–Uma pegada – Dallas apontou para uma pegada constituída de três dedos, semelhantes à de um pássaro.
–O que...
–Raptor.
–Droga.
–Vamos continuar seguindo.
Eles continuaram andando, até que chegaram ao local.
–Armas de fogo no teto – Percebeu Hudson.
–Deve ser um estoque.
Eles checaram a sala até que Hudson encontrou algo.
–Dallas, eu encontrei dois mapas – Ele os checou – Um deve ser turístico e o outro operacional.
–Nenhum sinal de ser vivo – Afirmou Dallas – Pegue esse mapa e vamos cair o fora daqui.
–Como quiser, só que tem um fio aqui segurando um deles.
–Arranque.
–Ok... – Ele tirou uma bigorna que estava sobre o fio e ele se soltou, rasgando um pedaço do mapa – Droga!
As armas no teto se soltaram e caíram, Dallas e Hudson pularam no chão para não serem atingidos, mas Hudson encontrou algo a sua frente.
–Ah, Deus... – Murmurou Dallas olhando para o dinossauro verde na frente de Hudson.
O raptor abriu suas mandíbulas e se preparou para pegar Hudson, mas uma arma pesada segurada pela fiação o atingiu e o fez cair no chão.
–Eles fizeram uma armadilha! – Hudson se levantou e correu pelas armas balançando no ar.
–Estão evoluindo cada vez mais...
Dallas olhou para trás e viu um deles se balançando em uma arma.
–Se abaixa! — Os dois pularam no chão, incrédulos com a situação. Dallas pegou sua arma e atirou no raptor, que caiu no chão, levando mais um tiro, morrendo ali mesmo.
–Droga! – Hudson se levantou, mas um raptor pulou nele, Dallas desferiu vários tiros, mas ele só morreu quando a munição acabou.
–Eles são resistentes! A escada, vamos para lá!
Hudson se lembrou do mapa e recuou para pegá-los. Ele teve sucesso e foi até a escada para fugir. Porém foi atacado por outro velociraptor em um degrau maior da escada. Ele caiu e o raptor se aproximou lentamente dele, Hudson teve sucesso em pegar sua metralhadora e atirou várias vezes, mas o lagarto desviou da maioria e os que foram acertados quase não tiveram efeito. Quando o raptor estava no ar, Hudson fechou os olhos e apertou firmemente o cano da arma, e ouviu um rosnado e pequenas substâncias pegajosas e quentes no seu rosto. Ele abriu seus olhos e percebeu que uma lança acoplada a arma atingiu o raptor, nem mesmo Hudson sabia desse equipamento.
Hudson zombou do corpo gesticulando seus lábios, enquanto outros raptores tentavam subir as escadas pulando nos degraus. Ele olhou para o lado e seu sorriso resultante da vitória se desmanchou, ele havia visto a sombra de dois raptores no corredor direito. Em desespero, ele jogou o corpo escada abaixo e correu para a porta, a abriu e apertou um botão que dizia Tranca automática. Hudson saiu do local e a porta se fechou.
–Q-quase... – Hudson suspirou aliviado.
Foi aí que ele ouviu um barulho de impacto, olhou para trás e viu um dos verdes velociraptores entre a porta e a fechadura, sendo quase esmagada pela mesma. Outro velociraptor pulou na brecha que havia sido feita, e cursou sua trajetória para Hudson. O mesmo correu para o helicóptero que já estava decolando e pulou, se segurando na mão de Dallas.
–Segura com força! – Disse Dallas.
O raptor, não aceitando a derrota, pulou em Hudson e fincou suas garras e dentes na calça grossa do mesmo.
–Brett, pegue a arma! – Gritou Dallas.
–E-eu-eu – Bret se paralisou e gaguejou; seus trabalhos de resgate nunca chegaram a um nível parecido.
–Nós vamos subir mais! – Gritou Frank – Outro desses pode atacar o helicóptero a essa altura!
–Não podemos! – Contrariou Dallas – Se subirmos eu não vou aguentar o peso e Hudson vai cair!
–Nós precisamos! – Gritou Michael.
–Nós fazemos missões de resgate! Nossa obrigação é salvar os que estão em apuros.
O raptor escalou Hudson, que gritava para ser socorrido. Bret carregou uma pistola de tranquilizantes, alguns dardos caíram por sua tremedeira. Ele conseguiu e atirou no réptil que já estava na altura da cabeça de Hudson. O alvo deslizou e fincou sua garra na perna, próximo ao nervo femoral, Hudson soltou um grito agonizante e o raptor voltou a escalar. Dessa vez, Dallas pegou a pistola com a mão livre e atirou no olho do raptor, que soltou um rosnado e caiu.
–Vamos sair daqui! Vamos sair daqui! – Bret gritou em desespero enquanto Dallas ajudou Hudson a entrar no helicóptero, fechando a porta.
–Precisamos pousar e cuidar do ferimento de Hudson! – Ordenou Dallas.
–Você está louco! – Protestou Bret – Você viu o que aconteceu aqui! Não podemos pousar novamente!
–Nós vamos pousar, Bret – Disse Michael – Se você não se acalmar não vai poder cuidar de Hudson.
Bret tentou se acalmar e o helicóptero pousou novamente. Bret saiu do helicóptero já calmo junto com Hudson e seu kit de primeiros-socorros. Bret passou Lixívia para desinfeccionar o ferimento e estancou a hemorragia com um pano.
–Consegue movê-la?
–Sim. – Hudson moveu lentamente a perna.
–Vou precisar engessar para que ele se recupere mais facilmente.
Bret pegou um gel anestésico e passou a cima do ferimento, logo pegou uma seringa e aplicou no local.
–O que é isso? – Indagou Dallas.
–Acelerador de partículas regeneradoras – Respondeu Bret – Um ACT-500 para ser mais exato.
–ACT? Ele não foi proibido?
–Pela burocracia. Você mesmo disse, estamos em uma operação de resgate.
–Nesse caso...
–Pode me ajudar a aplicar o gesso?
–Claro.
Dallas ajudou Bret a aplicar o gesso em Hudson.
–Se sente melhor? – Interrogou Bret.
–Não importa! – Ele respondeu – Vamos logo dar o fora daqui.
–Ele tem razão – Bret perdeu um pouco de sua calma – Não quero ser devorado aqui.
–Andem! Temos pessoas a resgatar! – Gritou Frank de dentro do helicóptero.
Os três entraram no helicóptero e sobrevoaram a ilha novamente.
–Está vendo algo? – Perguntou Michael
–Nada – Respondeu Dallas olhando em um binóculo.
–Se eles continuarem na floresta alta nunca vamos os encontrar – Reclamou Hudson – Procure na área plana!
–Hudson, nós... – Michael foi interrompido por Dallas.
–Espera, ele tem razão. Eu achei alguém!
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