De volta ao Jurassic World

12 O fogo da liberdade - Final


Notas iniciais
Heeeey! Eu finalmente voltei, com o último capítulo. Eu fiquei um ano sem postar porque meu computador me deixou na mão e eu não pude escrever. Teria mais dois capítulos, mas para compensar, eu juntei tudo, e esse se tornou o maior capítulo da série.

–Não podemos perder tempo! – Disse Joey, começando a correr.

–Sim, vamos... – Assentiu Fred, enquanto todos abandonavam o corpo de Lane e começaram a correr.

No meio da corrida, Rana entregou o rifle lindstrat para Mike, e com um pouco de desequilíbrio, ele guardou o mesmo.

–Ele está indo pro vale dos galimimos – Afirmou John.

As hélices balançavam o ar e respectivamente as folhas das árvores. A grama abaixo do helicóptero fazia um círculo, como se estivesse se ajoelhando para um rei. O helicóptero se mantinha firme no ar, porque aterrissar não era uma escolha agradável. Dallas posicionou sua arma na janela do helicóptero, preparando-se para atacar qualquer inimigo.

–Está vendo alguém? – Indagou Michael.

–No momento, não.

Os cinco continuaram a correr em direção do helicóptero. Já estavam perto do vale.

–Realmente é um modelo de resgate – Disse Joey – Eles vão ter que pousar quando atingirem certo tempo de voo.

–O vale! – Disse John.

Eles atravessaram o local dos assustados herbívoros devido ao barulho das hélices. Por sorte, não foram atingidos por nenhum.

Após sair do campo aberto, eles viram mais duas pessoas correndo.

–Jane? – Indagou Fred.

–Cuidado! — Exclamou Jane, ao olhar para eles.

Quando eles olharam para trás, um dinossauro branco de olhos vermelhos, de aproximadamente 12 metros – aparentemente, ainda era jovem – apareceu.

Suas enormes garras iam em direção de Mike. Mas as mesmas foram presas por vários cipós resistentes.

–Não... – Disse John, em um tom dramático.

O dinossauro rasgou os cipós e começou a correr novamente atrás deles.

–Era coisa da sua cabeça. – Disse Frank.

–Não, Franklin – Retrucou Dallas.

–Espera – Bret interrompeu — eles estão ali!

Sete pessoas saíram das árvores, porém, um lagarto enorme também surgiu, entortando todas as fracas árvores.

Bret gelou e gaguejou coisas sem sentido. Dallas apontou a arma para o grande réptil e começou a atirar.

–Isso só vai gastar munição! – Gritou John.

Dallas parou de atirar e abriu a porta de trás. Havia apenas três bancos.

–Eu entro primeiro para ficar no esqui do outro lado. – Afirmou Joey, sem fôlego.

–Eu também. – Concordou John.

–Mike, você e... Hard? Você e Hard ficam desse lado.

Joey e John pularam no helicóptero e passaram para o esqui direito, logo, Jane, Rana e Fred se sentaram nos bancos. Mike pulou no esqui, e Hard ainda se aproximava.

–Nós precisamos sair logo! – Disse John.

–Não! – Negou Mike — Nós não vamos deixar ninguém para trás!

–Mike, não é hora para isso!

–Segura minha mão! – Mike a estendeu.

A apenas alguma passos do helicóptero e do dinossauro, Hard estendeu sua mão, e quando tocou os dedos de Mike, ele foi pego pelas garras do animal e levado para cima. A ação fez Mike se desequilibrar e soltar o suporte superior, segurando-se agora apenas no esqui.

–Mike!

O dinossauro se virou e sua cauda atingiu a cauda do helicóptero, fazendo com que o helicóptero se desequilibrasse e fumaça saísse do mesmo.

–Droga! Precisamos de um local de pouso! – Exclamou Frank.

O helicóptero pegou altitude, enquanto Mike se segurava no esqui. A rabada foi realmente forte. A aeronave começou a percorrer a ilha e ia em direção ao pântano.

Mike subiu uma das portas, e então ele ouviu um grande estalo. O helicóptero começou a perder o equilíbrio. Logo, ele iria cair. Mike conseguiu abrir a porta do meio, quase caindo.

–Me ajuda! – Disse Mike, mas acabou caindo. Porém, se segurou na perna sadia de Hudson. – Me ajuda! – Hudson, desesperado e quase caindo junto com Mike, balançou a perna e o mesmo acabou se soltando de sua perna e caiu no pântano.

–Peguem os paraquedas – Ordenou Michael – Não podemos levar a vida de todos embora!

Sem questionar, todos procuraram seus paraquedas. Fred, Rana, Jane e Dallas pegaram seus paraquedas.

–E vocês? – Indagou Rana.

–Você já pulou em um rio quilômetros acima da superfície? – Indagou Joey.

–Na verdade... Já – Respondeu John.

Os dois pularam, e o resto, com seus paraquedas.

–Tenha calma! – Ordenou Hudson, porque Bret estava desesperado.

Bret pegou um paraquedas, mas em uma tentativa falha de roubo, Hudson derrubou o mesmo no chão.

–Seu idiota! – Hudson pegou o último, o armou, e pulou.

–Espera! – Bret se agarrou nele enquanto o mesmo pulava.

Hudson abriu o equipamento.

–Me solta! – Hudson se balançou e Bret caiu.

Não passou alguns segundos e Hudson colidiu com uma árvore, sendo separado do paraquedas e caindo no chão, apenas com pequenos arranhões.

–Droga – Ele murmurou.

Um vulto passou por ele.

–Quem está aí?!

Ele olhou ao lado e viu uma silhuete no meio do mato. Era bípede e tinha aparência de crocodilo na cabeça.

Hudson pegou uma faca e “rasgou” o gesso ao meio. Ele pegou os restos, se levantou com dificuldade, pegou força e jogou o gesso para longe.

A silhueta foi atraída pelo gesso.

O vulto voltou.

–O quê?!

Uma cabeça saiu da folhagem. Ela era bela como a de um filhote. Ele devia ter menos de um metro.

–Que diabos é você?

Argolas saíram de seu pescoço formando dois V’s enquanto ele arregalava a boca. Ele produzia um som semelhante à de uma cascavel.

Hudson se levantou e correu com dificuldade, mas um líquido pegajoso atingiu sua perna normal, em alguns segundos, o local ficou dormente e Hudson caiu.

–Frank, acho melhor você ejetar, não podemos mais...

–Você que sabe – Frank apertou um botão de emergência e a cadeira se ejetou, abrindo um paraquedas no ar.

Michael fechou os olhos enquanto tentava pegar altitude para amortecer a queda. Então, a sensação de cair parou. Michael abriu os olhos e viu que havia pousado. Ele pegou o rádio.

–Frank, eu consegui! Nós ainda podemos sair daqui!

–Eu vi, fina – estática – O que é aquilo?

Michael olhou para o lado e viu uma enorme piscina. Viu também que algo gigante se movimentava por ela. Michael gelou e deixou o rádio cair. Então uma criatura aquática gigante saltou da água e agarrou a cauda do helicóptero, puxando o mesmo para a água.

–Droga! Droga! – Frank começou a subir uma escada rapidamente e ao chegar ao teto de um edifício, ele pôs suas mãos sobre seus joelhos, tentando processar o que havia acontecido.

Algo cortava o ar.

Ele viu um tipo de pássaro no ar que se aproximava dele. Era pequeno, mas tinha mandíbulas enormes e com dentes muito afiados. Frank tentou fugir, mas a ave o atacou, cobrindo sua cabeça com suas asas. Frank gritava enquanto o segurava com suas mãos. Mas não teve sucesso, e o pássaro mordeu seu nariz, o arrancando. Ele hesitou, caindo no chão, e logo começou a ser devorado.

–Sai de perto de min! – Ordenou Hudson.

O dinossauro se preparava para ataca-lo, mas um pequeno “dinossauro voador” investiu no mesmo, fazendo os dois se distanciarem de Hudson.

O lagarto bípede tentou mordê-lo, mas a ave desviou e voou para suas costas, mordendo sua coluna. O bípede relinchou e pegou a ave, jogando a no chão. A mesma alçou voo e rodeou o bípede, mas o mesmo esguichou o mesmo líquido em sua asa direita.
A ave sentiu sua asa não funcionar mais e começou a planar em direção ao rio. Quando se esborrachou no mesmo, tentou escapar da correnteza, mas um dinossauro com cabeça de crocodilo e com um polegar gigante apareceu a abocanhou o pássaro.

O bípede se voltou contra Hudson. O mesmo se lembrou de uma pistola reserva. Ele a pegou e apontou diretamente em seu olho, mas o dinossauro esguichou veneno em sua cara, ativando seus reflexos e fazendo-o atirar. Porém, errou o ataque.

Ele retirou a gosma da cara e apontou de novo para o dinossauro. Porém, sua visão começou a ficar embaçada, depois escureceu aos poucos, até tudo ficar preto.

Ele ficou cego

Ele atirou várias vezes até ficar sem munição. Então jogou a arma. Logo sentiu seu estomago ser queimado. Tocou no local da dor, e o que sentia era tudo que estava dentro de sua barriga. Ouviu passos e então alguma coisa mordeu sua cabeça.

Mike caiu de uma árvore que havia amortecido sua queda. Ele até relembrou quando havia chegado à ilha. Havia vários cortes em seu corpo, mas nenhum parecia ser profundo e não mostrava possibilidades de hemorragia. Ao rotacionar sua visão, percebeu algo branco caindo no rio. Ele correu até lá e o que viu era um homem vestido de branco, que estava sendo levado para a correnteza. Ele parecia estar desacordado. Mike o pegou pelo pulso e o puxou. O homem acordou tossindo e se firmou sobre a terra.

–Quem é você? – Indagou Mike.

Bret continuou tossindo até ver quatro pessoas descendo de paraquedas.

–Bret — Ele correu até onde os quatro caíram, mas não achava Hudson.

–Dallas! Você viu Hudson?

–Bret? Não, eu não o vi.

Bret sentiu uma dor na perna e a mesma ficou bamba por alguns segundos.

–Vocês estão aqui! – Joey e John corriam até eles.

–Quem são vocês? – Indagou Jane.

–Bret – Ele disse ofegante.

–Dallas.

–Rana.

–...Joey.

–Não temos tempo para apresentações, precisamos logo sair daqui – Disse John, impaciente.

–Eu já conheço Fred e... Mike?

–É. Eu estou vivo.

–Adenina, citosina, guanina e timina... Adenina, citosina, guanina e timina. – Murmurou John.

–O que é isso?

–Os quatro componentes do Dna.

–Pra que vamos ligar para a cadeia genética desses répteis? Nós vamos morrer de qualquer jeito! – Bret já estava um pouco descontrolado.

–Não são répteis, são aves.

–Se são galinhas ou lagartos, isso vai dar na mesma! – Ele aumentou o tom de voz – Nós todos vamos morrer!

Depois do grito desesperado de Bret, Joey o pegou pelo ombro de o encostou sobre a superfície de uma árvore.

–Eu sei que você está com medo de morrer! Todos estamos, mas se você continuar falando assim, nós realmente vamos morrer! Então, se não tem nenhuma ideia, fique calado! – Bret fez que sim com a cabeça e Joey o soltou.

–Eu só... – John foi interrompido por Mike.

–John.

–O quê?

–Para onde você ia no avião?

–Eu já disse, ia me mudar para Miami.

–A verdade.

–Está bem... Eu ia para um aeroporto particular da InGen na América do Norte, de lá eu iria para San Diego, para a sede da InGen. De certa forma, eu estou... envolvido nisso.

–Maldito! – Mike correu até John e deu um soco na cara dele, fazendo-o cair. Ele só não continuou porque Dallas o segurou.

–Foi por sua culpa que estamos aqui!

–A BioSyn confessou tudo!

–Mas vocês não destruíram a ilha, mesmo depois do que aconteceu!

–Mike, se acalme! – Ordenou Joey – Botar a culpa nos outros não vai mudar em nada!

–Foi por isso que teve medo de contar... – Mike se acalmou e foi solto.

–Alguém tem um plano? – Indagou Fred.

–Eu tenho – John se levantou – Só preciso de um mapa.

–Eu tenho um – Disse Dallas – Havia outro, mas estava com Hudson.

–Me empresta ele.

–Aqui – Dallas entregou o mapa para ele.

–É o mapa operacional. Me sigam, porque se tudo der certo, nós sairemos daqui hoje!

...

Todos caminhavam pelas estradas presentes na ilha há algumas horas. John seguia atentamente o mapa.

–Você... tem filhos? Fred interrogou Bret.

–Sim, eu tenho uma menina. – Ele respondeu.

–Eu tenho um casal de gêmeos. Eles me amam, e eu não sei como reagiriam a minha perda. Por isso, nós temos que sair daqui.

–Você tem razão. – Bret sorriu.

–O que vamos fazer? – Indagou Mike.

–Chegamos — Disse John – a primeira etapa do plano.

Eles estavam perto de um estabelecimento pequeno com duas portas, que aparentavam levar a um andar de baixo, devido ao tamanho do local.

–E qual é o plano? – Perguntou Rana.

–Vocês têm três rádios?

Bret, Dallas e Joey mostraram seus rádios.

–Ótimo. Eu vou seguir a norte para ativar a energia principal. Joey, você vai ficar aqui esperando, o meu sinal pelo rádio. Quando eu der o sinal, você entra pela porta direita, procura o gerador, e ative. Depois, avise os outros. O resto vai por esse lugar — John entregou o mapa para Dallas. — Devem demorar umas duas horas para chegar lá a pé. Nós temos cinco. Vocês procurarão essa árvore, abrirão por meio de uma maçaneta e ativarão as câmeras – que é extremamente importante — apertando o botão verde. Depois, Joey segue por aquele caminho, e o grupo de Dallas segue o mapa para que cheguem ao estabelecimento central.

–Exceto que – Contrariou Mike – Nós poderemos demorar muito mais do que 5 horas para completar tudo.

–Nós daremos um jeito, eu tenho certeza. Só preciso de um rádio.

–Pega o meu – Disse Bret, eu fico com Joey.

–Eu também – Disse Mike.

–Ok, todos às suas posições.

John começou a correr para norte, até passar por perto do aeroporto e ver um helicóptero destruído e um jipe. John, sem tempo para intender, pegou o Jipe que estava com suas chaves já dentro, o testou, e o ligou. Deveria demorar menos de duas horas para chegar.

Joey, Bret e Mike estavam parados dentro do estabelecimento, esperando ao sinal de John.

–Vocês ouviram isso? – indagou Joey.

–Não — Os dois responderam.

–Vem da porta esquerda. Eu vou verificar. – Joey pegou sua arma de porte médio e abriu a porta esquerda, logo ela fechou sozinha.

Lá dentro, Joey começou a descer as escadas. À apenas alguns degraus da porta, um vulto passou pelo lado dele e ele quase atirou. Mas percebeu que era o mesmo dinossauro de 30 centímetros da última vez. Ele riu, mas outro pulou em seu ombro. E então um se agarrou em sua perna direita. E depois vários deles estavam espalhados pelo seu corpo.

–Droga! – Na tentativa de se soltar deles, Joey caiu por escada abaixo e sua arma ficou no quinto degrau.

Joey rolou pelos degraus e se espatifou no chão. Ele começou a retirar os dinossauros de seu corpo, e quando finalmente se levantou, começou a chutar vários deles. Então eles se afastaram.

–Mas que droga é essa?

Eles voltaram a se aproximar, porém em maior quantidade. Eles avançaram em Joey, e o mesmo na tentativa de fugir, bateu em galões de gasolina, fazendo-os cair e espalhar o líquido pelo chão. Os comps alcançaram-no e começaram a arrancar pedaços de sua pele. E enquanto Joey gritava, seu sangue se espalhava pela gasolina.

John continuava dirigindo em direção norte. O vidro estava quebrado, mas não atrapalhava sua visão. Quando finalmente chegou perto do local, pegou sua escopeta e saiu do carro. Quando andava no meio da selva, observando o centro de controle exterior sedo sugado pela natureza, algo ativou seus reflexos, um barulho na mata, ele olhou para trás e viu um suchomimo. Ele estava prestes a ataca-lo, mas John apontou sua arma para ele. O dinossauro hesitou. Típico dos dois espinossaurídeos da ilha, eles descobriram que armas podem feri-los, então passaram a viver pacificamente com os outros dinossauros no pântano, até o recuo dos humanos.

Ele entrou no local, retirou as vinhas e o musgo de um interruptor, tentou ativá-lo, mas não conseguiu. Procurou uma chave de fenda, achou e retirou o interruptor, e o ativou bforçadamente. Tudo movido à energia principal foi ativa.

–Ele já está lá a um tempão. – Disse Mike – Melhor vermos o que aconteceu.

Os dois foram até a porta e a abriram. Mas tudo o que viram foi a arma que Joey usava e vários procompsognatos com sangue na boca subindo os degraus. Mike pegou lentamente a arma, até os comps avançarem, e Mike se retirar rapidamente, fechando a porta.

–Jo – estática – Está – estática — í?

Bret pegou o rádio jogado no chão e o ativou. Logo Mike pegou o rádio.

–Cara, o Joey...

–Mike?

–Eu e Bret vamos fazer o combinado – Ele desligou o rádio.

–Vamos – Mike foi até a porta direita e a abriu.

Eles desceram os degraus, iluminando o local branco com uma lanterna. Ao chegarem ao local, eles acharam o gerador e o ativaram. As luzes do local também foram acesas.

–Conseguimos! – Exclamou Mike, mas a felicidade durou pouco. Um raptor verde apareceu na frente deles e rosnou.

Ele parecia inteligente, avançou no horário da distração, e ainda bloqueava a saída. Quando ele se preparou para avançar em sua presa e a dilacerar, outros dois raptores – agora marrons – avançaram nele, e começaram a mordê-lo e arranha-lo.

–Droga, vamos! – Mike correu e puxou Bret, que estava paralisado, tendo em mente a sua morte.

Mike pegou a arma que estava com Joey, e já que ela estava destravada, apertou o gatilho. A arma caiu e o tiro acertou de raspão a cabeça de um velociraptor marrom.

O raptor ficou atordoado com o golpe e abandonou a luta. O único verde aproveitou a situação e deu um golpe forte no que sobrou. O marrom pulou em uma plataforma sustentada por correntes — usada para trabalhadores – e o verde pulou em outra. O marrom pulou em uma mais alta, e o verde pulou na que ele estava antes. O raptor verde examinou o local em que seu inimigo estava: perto dos fios de eletricidade. O mesmo avançou na plataforma que ele estava, e repetindo a ação para não ser pego, o outro raptor pulou nos fios, mas não foi eletrocutado. Apenas ficou preso. Ele não devia funcionar.

Quando ele menos esperava, o outro raptor pulou em suas costas e se prendeu nele, fazendo os dois caírem e se separarem no chão. O verde foi o primeiro a se levantar e rugiu. E na vez do marrom, ele deu um leve rosnado e começou a bater seu queixo violentamente no chão, tentando intimidar seu inimigo com sua forte resistência. Mas o raptor não ligou, avançou nele, cortando um pouco de sua pele reptiliana com suas garras, que foi sucedido por um ataque do raptor marrom: uma mordida em seu pescoço, dando a oportunidade de jogá-lo no chão. Ao tocar o chão, a cauda do raptor tocou os fios e ele recebeu um choque que não seria mais forte porque só alcançou a ponta de sua cauda. O raptor provocou seu inimigo, rosnando e balançando a cauda. Quando finamente o marrom avançou, o raptor desviou fazendo-o bater no chão. Quando ele estava se levantando, o velociraptor abocanhou seu pescoço e o jogou fortemente nos fios de eletricidade. O raptor começou a ser eletrocutado, e quanto mais ele tentava de libertar, mais fraco ficava. Ele não aguentou e desistiu de lutar pela sobrevivência.

Enquanto o raptor verde rugia e sinal de vitória, o outro raptor marrom conseguiu se soltar dos fios não funcionais e mirou para o inimigo. Quando o raptor olhou para cima, o outro velociraptor pulou lá de cima, atravessando quase a metade de seu pescoço com sua garra em forma de foice.

Mike e Bret correram para fora do local, e quando chegaram a superfície, Bret ligou seu rádio.

–Dallas, já pode iniciar a sua parte.

Depois de desligar o rádio, ele se lembrou do tempo que gastariam ao ir até lá.

–Como nós vamos chegar a John tão rápido?

Mike olhou para cima e olhou para um trem, um monotrilho.

–Se nós ligamos a energia principal, eu tenho um plano.

–É pra já – Disse Dallas, no rádio.

–Acho que é aqui – Fred apontou para uma maçaneta em uma árvore.

–Eu não acho que era assim que se ligavam as câmeras antigamente. – Reclamou Rana.

–Vamos lá – Dallas abriu a porta de uma interface com alguns botões. Ele olhou para dois botões verdes – John não falou sobre a possibilidade de ter dois.

–O maior se chama “all cams”. – Disse Jane.

–Então é esse – Dallas apertou o botão e acionou o rádio.

–John? – Estava sem sinal.

–Precisamos ir para um local aberto – Afirmou Dallas.

Jane olhou para a floresta e teve a sensação de ter visto algo.

–O que é aquilo?

–Aquilo o quê? – Perguntou Rana.

–Deve ser só um camaleão.

Todos atravessaram a floresta, demoraram uns doze minutos pra chegar ao campo aberto.

Dallas ligou o rádio.

–John, nós já estamos indo.

Quando ele ia guardar o rádio, um tiranossauro apareceu entre as folhas e jogou Dallas para longe com sua cabeça.

Dallas logo se levantou e correu. Fred viu algo se mover entre as folhas, dando a volta no campo. Ele parecia começar a emergir das árvores bem no local onde Jane estava.

–Cuidado! – Fred tentou avisá-la, porém, Jane não se mexeu. Justo porque o dinossauro – que deixava de ser verde para se tornar branco, emergiu onde Fred estava, e acabou pegando ele.

–Oh, não!

Jane correu para onde os outros dois estavam. O lagarto branco era menor que o tiranossauro e tinha várias feridas pelo corpo; arranhões, mordidas, pele esmagada... Além do fato que ele segurava Fred. Parecia estar em desvantagem.

O lagarto branco soltou Fred, que caiu no chão e sentiu seus ossos fraturarem, mas isso não aconteceu. Ele começou a engatinhar para longe deles, mas o tiranossauro acabou pisando em suas pernas, fazendo ele se grudar nas patas do mesmo. Aquilo doía muito, principalmente quando o dinossauro voltou a pisar no chão, quase arrancando suas pernas. Mas o sofrimento acabou quando Fred se descolou dos dedos do dinossauro, e acabou sendo esmagado pelas garras dianteiras do dinossauro branco.

–Vamos sair daqui! – Dallas e as outras duas correram entre as ávores, e quando saíram delas, quase bateram de cara em Mike e Bret.

–Como chegaram aqui tão rápido?

–Olhe acima – Disse Mike – Foi o monotrilho.

–Rápido, vamos sair logo daqui! – Exclamou Bret, quase voltando.

–Mas e Fred – Perguntou Jane.

–Ele está morto – Disse Dallas.

–Não! Eu vi que os dinossauros iam lutar! Não tem sentido matar algo que só vai te atrapalhar. Eu vou ficar aqui, esperando ele.

–Eu também vou, caso algo aconteça. – Afirmou Rana.

–Está bem então – Disse Mike, indo em direção ao monotrilho.

–Peguem o meu rádio, se precisarem – Dallas entregou o rádio para Rana.

A porta se abriu, e Dallas, Bret e Mike entraram.

–Onde estão os outros? – Indagou John.

–Rana e a amiga dela ficaram esperando Fred, que eu acredito estar morto. – Respondeu Dallas.

–Eu já falei sobre Joey – Disse Mike.

–Ok, venham comigo.

–Este é um conjunto de dinossauros, uma categoria. Eles foram feitos para acha-los mais facilmente. Mas eu acabei encontrando um criptografado, que só pode ser visto se passarmos para o computador responsável pelo contador de animais. Aqui está o pendrive já com os arquivos. Mike, pegue isso e coloque naquele computador.

Mike resistiu por alguns segundos, mas hesitou e pegou o pendrive, inserindo-o no computados indicado.

–Por que você precisa das câmeras? – Indagou Dallas.

–Eu liguei para o resgate. Não aquele resgate de hoje de manhã, mas sim para um exército. Eu preciso das câmeras para traçar o melhor caminho até o local do resgate.

–Aquela lá não é a câmera de onde as meninas ficaram? – Bret apontou para um monitor.

–Não – Respondeu Dallas –, mas fica perto de ondes elas estão. Bem atrás.

–Espera, o computador detectou sinal térmico, mas não tem nada lá – Disse John – A não ser que... – John ligou o modo de visão térmica, e viu um dinossauro, um dinossauro camuflado.

–O quê? – Bret tremeu.

–Parece ter focinhos de buldogue e braços minúsculos. É um...

–Terminou – Alertou Mike – E parece que três dinossauros apareceram na programação.

–Três? – John correu até o computador e viu as listagens recentes – Dilofossauro, troodonte e carnotauro... É um carnotauro! Elas estão com um rádio?

–Sim – Disse Dallas.

John correu até o rádio na mesa e selecionou o canal.

Rana percebeu que o rádio estava ligado e o pegou.

–Sa – estática – Ele – estática – ca – estática –fla – co – estática.

–O sinal está péssimo, eu não consigo ouvir!

Jane observava algo na floresta. Ela sentia que tinha algo invisível ali. Até que as folhas começaram a se mexer e algo em formato de uma cabeça surgia e começava a desenhar as folhas em sua pele. Quando o viu, gritou:

–Corre!!! – Rana viu um dinossauro saindo da mata, um dinossauro verde que se tornou vermelho. Sem hesitar, começou a correr.

Jane fez o mesmo, se virou e começou a correr, mas o dinossauro a abocanhou pelo pé e começar a puxá-la para o mato.

Rana se cansou de correr e sentou no meio do solo, apoiada a uma árvore. O rádio apitou.

–Nós sabemos sua localização, fique aí.

–O que são troodontes? – Indagou Mike.

–É algo que não encontramos, e espero não encontrar.

John se sentou na cadeira e observou o monitor das câmeras.

–Nós vamos passar por essa parte, perto do jardim botânico, é o local mais rápido, de carro ou a pé.

–Tem algo passando por perto desse lugar – Observou Dallas, observando uma câmera.

–São dinossauros migrando. E eles estão indo... para onde nós vamos!

–Por favor, diga que são herbívoros – Implorou Bret.

–Não – John aproximou seus olhos do monitor- São troodontes.

–Não tem outro caminho? – Indagou Mike.

–Não, e não temos mais tempo. Vamos procurar um carro em boas condições na garagem e vamos sair daqui.

Rana ouviu passos que se aproximavam. Ela já tinha andado e corrido por muito tempo. Já estava começando a escurecer. Os passos estavam ao seu lado, então ela arriscou em olhar. Era um dinossauro. Ele carregava partes de carne em sua boca, e também tecido verde. Era a roupa de Lane. O mesmo dinossauro que atacara as duas mais cedo e foi acertado por um dardo tranquilizante na cabeça. Ela pegou de novo sua arma, a recarregou, e lentamente, apontou para a cabeça dele. Mirou no alvo e atirou. O dardo o tocou. Apenas tocou. E depois caiu. A melhor teoria era que ele já estava preparado. O dinossauro rugiu e quando abriu a boca, um dardo atingiu seu focinho, fazendo com que ele caísse, tivesse convulsões e morresse.

–Por aqui! – Gritou John, dentro do carro.

Rana correu para dentro do carro e sentou no banco de trás. Dallas dirigia, John estava no banco do passageiro, Bret do lado esquerdo e Mike, do lado direito segurando sua arma.

–Como você acertou?

–Conversa pra outra hora.

Dallas acelerou o carro e eles entraram em uma estrada estreita da floresta. Eles perceberam que olhos amarelos brilhantes apareciam entre as árvores.

–Eles chegaram – Disse John.

Eles continuaram acelerando até que um troodonte saltou da relva alta e quebrou o vidro do motorista, metendo sua cabeça lá dentro. Ele mordia o ar tentando se soltar do carro, até que Mike atirou no mesmo o fazendo cair do veículo.

–Você quase atirou em min! – Exclamou Dallas.

–Essa arma não serve só pra enfeite!

Um troodonte entrou no caminho, e acabou sendo atropelado pelo carro, que deu voltas e quase capotou. Eles estariam bem se a estrada não estivesse cheia de pedras e galhos. A dianteira acabou colidindo em uma árvore.

–Droga! – Dallas tentava ligar o carro, mas não conseguia.

–Vamos ter que ir a pé – John saiu do carro e os outros fizeram o mesmo.

Eles começaram a correr em volta dos olhos amarelos e brilhantes. Bret não teve muito sucesso, e um troodonte o atacou por trás, mordendo seu ombro. Mas logo levou um tiro na boca, que chegou a atravessar sua pele. Dallas foi até Bret e o ajudou a levantar. Quando John viu que Bret havia sido mordido, ele disse:

–Droga, ele vai ser um peso morto, as mordidas dos troodontes possuem veneno neurológicos. Ele logo vai morrer.

–John, nós não podemos deixa-lo – Disse Rana – Isso seria desumano!

–Não temos tempo para sermos humanos.

–Se você quiser, pode ir sozinho – Disse Mike.

John não falou nada e foi embora correndo. Os outros foram logo em seguida, mas Bret sentiu tonturas e foi pego por Dallas. Eles tiveram que ir mais devagar.

Então, um vulto passou pela trilha e derrubou Dallas no chão. Bret quase caiu também, mas foi pego por Mike e Rana. Outro troodonte apareceu, e na tentativa de morder Dallas, ele conseguiu segurá-lo devido à força de sua camisa.

–Vão! – Mike e Rana começaram a correr, ajudando Bret.

Na tentativa de se soltar do troodonte, o tecido de sua roupa foi rasgado, permitindo que o troodonte o mordesse, e logo depois leva-lo pela floresta puxando-o pelo pé.

Eles corriam ajudando Bret, quase caindo desmaiado no chão. Ao chegarem a um campo um pouco aberto um velociraptor de pele um pouco acinzentada e com duas listras azuis apareceu.

–Droga! – Exclamou Mike.

–Aquele filho da mãe do John vai sair daqui e nós vamos morrer – Disse Rana.

–Não contem com isso – John apareceu – Eu pensei no que vocês falaram.

–O que você...

–Acho melhor vocês irem logo!

Mike, Rana e Bret saíram de lá, enquanto o velociraptor pulava em John.

–Há quanto tempo, Blue...

Um barulho de tiro e um grito foram ouvidos.

Eles já estavam na praia, o céu estava inteiramente preto, sendo iluminado apenas pelas estrelas e pelas luzes dos helicópteros e navios pertos dali. Mike jogou sua arma no chão e os três foram acolhidos por um homem.

–Ele está envenenado, precisa de um médico! – Alertou Rana.

Todos entraram em um helicóptero. Mike olhou para aviões que se aproximavam da ilha.

–O que estão fazendo? – Indagou Rana.

–Vão destruir a ilha...

Os aviões derrubaram bombas sobre o local, transformando-o em uma enorme bola de fogo.

–Eu me enganei sobre John, ele era uma boa pessoa.

–Você acha que o destino nos deixou viver, Mike?

–Matt.

–O quê?

–Eu me chamo Matt. Matt Michael Morris.

–Rachel.

–Eu sempre achei Rana parecido com sapo mesmo. Mas voltando ao assunto do destino... Não, eu não acredito.

Longe dali, os dois dinossauros lutavam.

Eu acredito que tudo foi... escolhas.”

O branco conseguiu desferir vários socos em seu pescoço.

As escolhas certas...”

O tiranossauro mordeu seu pescoço e o jogou, mas ele não caiu.

E as erradas...”

O branco se levantou e avançou.

Não existem. Apenas escolhas.”

O tiranossauro deu uma cabeçada em seu peito.

Se são certas ou erradas, isso depende de como você interpretou o resultado.”

O tiranossauro mordeu seu pescoço.

Porque são as escolhas...”

O lagarto branco foi jogado no chão.

“Que constrói o que chamamos de...”

O lagarto branco tentou se levantar, enquanto Rexy rugia epicamente para seu inimigo, e enquanto uma enorme bola de fogo devastava as árvores ali perto.

“Destino.”

A bola de fogo acabou por devastar a área da luta dos dois dinossauros, além também, de toda a ilha.

Notas finais
Se você não entendeu algo ou achou algum erro, fale comigo e eu tentarei explicar ou arrumar.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!