De volta ao Clã

3 Cap. 3 - Proteja ao Clã! Proteja!


Notas iniciais
O clã sofre o primeiro ataque e Beatrice descobre um poder oculto e muito poderoso.

New Orleans, 2015...

Fiona entrou pela porta da mansão com um cigarro entre os dedos e com Dianna ao seu lado.

– Bem-vinda a minha mansão, irei lhe apresentar a LaLaurie — Fiona caminhou pelo corredor em direção a cozinha.

– Quem é você ? — Megan estava sentada no meio da escada, também fumava um cigarro e tinha um castiçal de velas acesas ao lado.

– Quem faz as perguntas aqui sou eu — Fiona virou-se e encarou a garota que nunca tinha visto antes — Quem te trouxe aqui ?

– A bruxa gorda — Megan deu de ombros e tragou o cigarro — Você deve ser a tal Fiona, bem mais velha do que eu imaginava.

– Posso colocar fogo nela ? — Dianna entrou na frente de Fiona.

– Tenta colocar, vadiazinha — Megan levantou-se e caminhou até a garota, parou a sua frente, tragou o cigarro e soltou a fumaça em seu rosto.

– Sim, sou Fiona Goode — A bruxa levantou a mão e empurrou Megan com a força da mente, a mesma voou e caiu deitada na escada — Nunca mais me chame assim — Fiona caminhou mais um pouco e ficou por cima de Megan — Estamos entendidas ? — Disse enquanto apertava forte o pescoço da garota.

– FIONA, PARE — Laurie e Beatrice entraram no cômodo apressadas — Deixe a garota — Laurie segurou no braço de Fiona e empurrou.

– Quem são as garotas ? — Fiona tirou o cabelo do rosto e encarou Laurie.

– Bruxas jovens, ora essa — Laurie pegou na mão de Megan e a colocou de pé — Salvei as garotas no salão de Marie.

– E o que faziam lá ? — Fiona encarou Beatrice.

– Elas se confundiram, não sabiam que Marie mantinha o salão lá, entraram para algumas informações... — Laurie falou antes que Beatrice pudesse se manifestar — foram impedidas de sair, senti a energia vital e fui atrás das garotas — Laurie balançou e cabeça e observou Dianna — Essa é a outra garota ?

– Sim, essa é Dianna — Fiona ainda encarava as duas novas garotas — Um doce não é mesmo ?

Dianna deu um passo a frente e se inclinou diante Laurie, sorriu docemente e depois deu um curto aceno para Beatrice.

– Bem-vinda, Dianna — Laurie sorriu e balançou a cabeça.

– Porque estão todas felizinhas ? Não sabem o perigo que estamos correndo ? Enfrentou Marie dentro do próprio território, ela deve estar tramando algo nesse exato momento — Fiona cruzou os braços.

– Até talvez já tenha tramado — Laurie refletiu.

– Podemos preparar um ritual, feitiço ou um culto satânico — Megan balançou a cabeça.

– Calada, você enlouqueceu ? Tem ideia do que é ser de um Clã de bruxaria ? Não temos ligações com cultos satânicos — Fiona bateu o pé — Isso está relacionado ao Vodu, somos bruxas.

– Ela não sabia, não a julgue Fiona — Laurie tentou apaziguar a situação.

– Que seja...não importa o que Marie tenha feito para nós, quem vai enfrentar serão vocês — Fiona apontou para as três novas bruxas.

– O que ? Não temos condições de enfrentar algo tão forte, isso é loucura — Beatrice protestou.

– Por mim tudo bem, ótima oportunidade — Megan esfregou as mãos e balançou a cabeça.

– Gostei de você — Fiona apontou para Megan e sorriu — Agora eu preciso de um longo banho de espumas — Fiona passou por Laurie — Não passe por cima das minhas ordens, elas enfrentam — Sussurrou e depois subiu as escadas, direto para o banheiro.

Laurie olhou para as garotas, sorriu fraco e saiu. Beatrice mantinha os braços cruzados e balançava a cabeça, enquanto Megan tinha um sorriso animado no rosto.

– Vai ser legal trabalharmos juntas — Dianna balançou a cabeça.

– Não tem nada de legal, essa Fiona é maluca e pode ser perigoso — Disse Beatrice.

– Eu te protejo — Megan riu e caminhou para a cozinha.

– Não é engraçado Megan — Beatrice disse enquanto a seguia.

– Para de ser tão chata, vai ser divertido — Megan sorriu para Dianna, que retribuiu — Esperem! — As garotas se calaram e olharam para Megan — Escutem! — Megan aproximou-se lentamente da janela da cozinha e observou a escuridão na parte de trás da casa.

– Megan! O que foi ? — Beatrice disse impaciente.

– Tem algo lá fora — Megan forçava os olhos e tentava enxergar algo do lado de fora.

A noite estava muito mais escura e sombria do que o normal, um leve nevoeiro corria por entre os arbustos, a lua se esforçava para iluminar uma parte do quintal com sua luz apagada e fraca. Beatrice aproximou-se lentamente da porta, passou o trinco e olhou para as garotas com expressão assustada.

– Talvez não seja nada — Megan deu de ombros e ficou de costas para a janela.

Na parte não iluminada um bater forte de cascos contra o chão e uma respiração pesada puderam ser ouvidas.

– Que barulho é esse ? — Beatrice estava perto da porta e encarava Megan a frente da janela.

O ser barulhento deu alguns passos até ser pego pela iluminação fraca da lua, era alto e musculoso, tinha a cabeça de touro mas o corpo era de um humano e no lugar das mãos e dos pés tinha cascos, caminhou um pouco mais para frente e parou a apenas alguns metros da porta dos fundos, levantou a grande cabeça e soltou um mugido alto e prolongado.

– Que porra é essa ? — Megan recuou junto de Beatrice.

– Precisamos enfrenta-lo — Dianna estava determinada.

– Se sairmos ele nos mata, precisamos nos esconder — Beatrice se virou para correr mas foi segurada por Megan.

As garotas gritaram quando de surpresa o ser chocou o corpo contra a porta, fazendo um estrondoso barulho. O ser deu alguns passos para trás e pegou impulso se chocando novamente contra a porta, a mesma balançou e o batente se partira. Dianna se aproximou do faqueiro e pegou uma grande faca de desossar galinha, destravou o trinco e segurou na maçaneta.

– Dianna, não faça — Beatrice balançava a cabeça freneticamente.

– Faça, estarei te dando cobertura — Megan ficou por trás de Dianna.

Dianna respirou fundo, estava tensa e suava frio, girou a maçaneta e abriu de um vez só, estava preparada para lançar a faca contra o ser mas quando abriu não havia nada.

– Filho da puta! — Exclamou e caminhou para fora, com as outras garotas atrás.

O ser havia se escondido novamente nas sombras.

– Vamos entrar, não é nada seguro — Beatrice ainda não havia saído de perto da porta.

O ataque surpresa foi rápido e preciso, o ser correu com os chifres baixos e atingiu Dianna, a garota gritou quando sentiu o chifre pontudo perfurando seu estômago, o ser levantou a cabeça e jogou a garota para o alto, a mesma caiu metros de distância.

– DIANNA — Megan gritou e pulou nas costas do ser, o mesmo começou a se contorcer e rebater, mugia e batia os cascos.

Beatrice passou pelo ser e foi até Dianna que agonizava no chão, ajoelhou-se ao seu lado e pressionou seu ferimento na barriga.

– Você vai ficar bem, vai ficar bem — Beatrice repetia desesperada.

O ser acabara de arremessar Megan em um arbusto, soltou ar pelas narinas e encarou Beatrice, bateu os cascos no chão e correu em sua direção, a garota levantou-se e correu em direção contrária.

– Ajude — Dianna estava com o braço estendido em direção a janela do quarto do segundo andar, onde Fiona e Laurie observavam tudo, Laurie tinha um olhar aterrorizado no rosto, já Fiona um sorriso.

– Não podemos fazer isso com as garotas, são jovens demais — Laurie implorava.

– Pare de tentar protege-las, estão aqui justamente para aprender a se proteger — Fiona tragou o cigarro que tinha entre os dedos.

Megan estava desacordada entre os arbustos, Dianna agonizava enquanto sua barriga jorrava sangue e Beatrice havia acabado de tropeçar em uma pedra e cair ao chão.

– PARA TRÁS — Beatrice gritou com a mão a frente do corpo, um grande poder lhe subiu e ardeu, soltou tudo em cima do ser junto de um grito.

O ser foi arremessado e ficou preso na parede da casa, Beatrice levantou-se e aproximou-se com o braço levantado, não demonstrava nenhuma expressão no rosto, parecendo estar hipnotizada.

– Qual o nível da sua dor ? — Beatrice fechou a mão lentamente, fazendo o ser se contorcer de dor — Qual o nível da sua dor ? — A garota repetiu e fechou a mão com força, o corpo do ser explodiu como quando se dá um tapa em um saco de ar, órgãos e sangue foram jorrados a metros de distância, a cabeça de touro caiu ao chão e rolou até o pé de Beatrice.

– O que foi aquilo ? — Laurie olhou assustada para Fiona.

– Um magnífico poder — Fiona sorria muito satisfeita.

Beatrice saiu do transe e caiu ao chão, sentia uma dor de cabeça muito forte e se sentia fraca, girou a cabeça para os lados e fechou os olhos lentamente.

Notas finais
Obrigado aos leitores fantasma hahahaha