Notas iniciais
Hello! Espero que gostem!

Pov Bonnie

Acordei escutando um barulho da descarga no banheiro, olhei no relógio e eram 05:00. Olhei para o lado e Peter não estava lá, levantei e fui até o banheiro, Peter estava sentado na tampa do sanitário com as mãos na barriga.

Bonnie: anjo? O que foi?

Peter: não me sinto bem mamãe.

Bonnie: onde dói?

Peter: minha barriga- eu apertei um pouco e ele gemeu.

Bonnie: acho melhor irmos ao médico.

Peter: ta bom.

Fui até a sala e Kai dormia no sofá, cheguei perto e comecei a chama-lo e balançar ele.

Kai: hã... o que foi?

Bonnie: temos que ir ao médico com Peter.

Kai: o que foi?- falou bocejando.

Bonnie: ele está com dor na barriga, já vomitou uma vez.

Kai: aham, vamos lá.

Ele levantou e foi vestir uma camisa e um casaco, peguei meu casaco vesti um short jeans e peguei o casaco de Peter, Kai o pegou no braço e o levou até o carro. Fomo até o hospital. Chegando lá ficamos esperando um pouco e logo fomos atendidos.

Doutor: e então, o que esse garotão comeu pela ultima vez?

Bonnie: nós comemos pizza.

Doutor: hum... onde dói garotão?

Peter: minha barriga- ele apalpou um pouco e Peter gemeu.

Doutor: bom, vamos fazer um exame de sangue. Acho que vai tomar um pouco de soro também.

Kai: você é forte, né garotão?

Peter: sou sim.

Doutor: que bom- ele sorriu- vou pega as coisas- ele saiu.

Bonnie: está com frio, meu amor?

Peter: um pouco- coloquei o casaco nele.

Kai: papai ta aqui, ta bom?

Peter: uhum.

O doutor veio, coletou o sangue e ficamos esperando o resultado. Sentei em uma cadeira ao lado da poltrona de Peter, um homem entrou e ficou olhando para minhas pernas, me senti desconfortável.

Kai: amor, ta com fome?- Kai perguntou pra mim.

Bonnie: hã?- ele piscou- ah, não amor, estou bem.

Kai: certo- ele tirou seu casaco e pôs nas minhas pernas.

O resultado veio e Peter tinha que tomar soro. O Doutor injetou o soro e ficamos lá esperando, Peter estava sonolento, ele encostou na parede e cochilou um pouco.

Bonnie: nós mães passamos cada dor- falei alisando o cabelo de Peter.

Kai: imagino- ele riu e eu sorri.

Meu celular começou a tocar e eu fui atender.

Bonnie: alô?

Enzo: onde você tá?

Bonnie: como assim? Você já ta em casa?

Enzo: fui na sua casa e você não estava.

Bonnie: como eu fiquei sozinha, Kai me chamou para ir dormir lá com Peter, eu fui. Mas agora estamos no hospital.

Enzo: como assim dormir lá?

Bonnie: sério? O mais importante da conversa foi essa parte?

Enzo: ok, melhoras ao Peter. Agora responde minha pergunta.

Bonnie: Enzo, não fui pra lá por Kai. Fui pelo Peter.

Enzo: a ta, e ele não se aproveitou da situação?

Bonnie: não, ele até dormiu no sofá.

Enzo: olha só o anjinho.

Bonnie: Enzo, não vou discutir agora. Quando eu chegar nós conversamos.

Enzo: quando você vai chegar?

Bonnie: amanhã.

Enzo: o quê?

Bonnie: Kai vai me deixar em casa e depois vai com Peter para a escola.

Enzo: ta, então amanhã quando eu chegar nós conversamos.

Bonnie: ok- ele desligou.

Voltei até onde Peter estava, Kai estava alisando o cabelo dele e olhando para ele, vendo eles dois tão perto deu pra ver ainda mais as semelhanças. Fiquei em pé ao lado de Kai.

Kai: quem era?

Bonnie: Enzo.

Kai: já imagino a conversa- rimos- quer que eu vá te deixar em casa?

Bonnie: não, eu vou amanhã.

Kai: sério Bonnie, eu vou te deixar. Assim você não tem problemas.

Bonnie: e o seu fim de semana com o Peter?

Kai: ainda posso ficar com ele, amanhã ele vai estar na sua casa são e salvo- rimos.

Bonnie: valeu.

Kai: quando sairmos daqui eu te levo pra casa.

Bonnie: ok- enviei uma mensagem pra Enzo dizendo que eu chegaria em casa hoje.

Ficamos esperando o soro terminar, quando terminou levamos Peter ao médico e ele liberou. Fomos para o carro e Kai me levou pra casa.

Bonnie: quando ele acordar você explica a ele, ok?

Kai: pode deixar- sorri.

Bonnie: obrigada.

Kai: de nada- sorri mais uma vez e desci do carro.

Kai foi embora e eu entrei em casa. Estava tudo ajeitado, então fui fazer algo pra comer. Fiz uma torrada com um copo de suco de laranja. Não demorou muito para alguém bater na porta.

Bonnie: oi- Enzo entrou- ah claro, entre por favor- falei com ironia.

Enzo: explica tudo- cruzou os braços.

Bonnie: sinto muito, não tenho o que explicar- cruzei os braços.

Enzo: tem sim, por que foi dormir lá?

Bonnie: ah desculpe, eu só não queria correr o risco de ser morta em casa por estar sozinha.

Enzo: isso é desculpa, tem a Caroline e a Elena.

Bonnie: elas têm os namorados delas, não tenho por que ficar chamando elas.

Enzo: ah por favor, você só queria uma oportunidade pra ficar com o Kai.

Bonnie: Enzo, que ciúmes são esses? Pelo amor de Deus. Eu não sou uma vagabunda que namora um cara e quer ficar com outro. Por favor né.

Enzo: vai me dizer que não rolou nem um beijo.

Bonnie: não rolou. Olha aqui, um relacionamento é na base da confiança, se não confia em mim acho melhor ir embora.

Enzo: ta terminando comigo?

Bonnie: você está querendo isso.

Enzo: não aceito isso.

Bonnie: problema se...- parei por que ele deu um tapa na minha cara, caí no chão.

Enzo: eu não aceito isso.

Bonnie: sai daqui- falei ainda no chão com a mão no rosto.

Enzo: Bom...

Bonnie: SAI DAQUI AGORA!- gritei.

Enzo: isso não vai ficar assim- ele saiu com raiva.

Eu comecei a chorar assim que ele saiu. Eu o amava e olha isso. Eu não acredito nem um pouco nisso. Me levantei e fui até o banheiro, a marca estava no meu rosto. Passei água e esperei que saísse. Tomei meu café e depois lavei o prato e o copo.

Fui para a sala e comecei a assistir. Eu ainda chorava um pouco, por causa da dor. Não a dor do tapa. A dor de ter sido magoada por alguém que amava. Mas esse é o problema. A decepção dói porque ela nunca vem de alguém que você odeia. Não demorou muito para baterem na porta de novo.

Bonnie: oi- falei abrindo a porta.

Kai: ele se recusa a ficar longe de você- Peter entrou e Kai também.

Peter: estava com saudades.

Bonnie: own meu amor, só ficamos minutos longe.

Peter: mas meu coração é seu- rimos- estava chorando mamãe?

Bonnie: não amor.

Kai: garotão, vai lá em cima assistir um pouco e fica esperando o papai pra jogar um pouco. Eu e a mamãe precisamos conversar.

Peter: ok- ele subiu correndo.

Kai: o que foi?

Bonnie: nada- minha voz já estava embargada.

Kai: vocês brigaram?- não aguentei e desabei.

Kai me abraçou e me levou até o sofá, me sentou e foi até a cozinha, depois de alguns segundos veio trazendo um copo de água.

Kai: o que houve?

Bonnie: brigamos sim.

Kai: foi só uma briga? Ou foi a briga?

Bonnie: ele...- eu não sabia se dizia ou não, mas achei a coisa certa a fazer- ele me bateu.

Kai: o quê?- falou se levantando.

Bonnie: Kai, não agrava a situação. Peter vai te escutar gritando, vai querer saber o que foi.

Kai: como ele...- ele respirou fundo- me diz como foi isso, porque senão eu saio porta a fora agora e vou até a casa dele.

Bonnie: senta- ele sentou.

Contei tudo pra ele, ele parecia ainda mais furioso, segurei sua mão como prova de que ele não ia sair dali.

Kai: como ele pode machucar uma coisinha tão delicada?- ele passou seus dedos pela minha bochecha.

Bonnie: eu não o quero mais.

Kai: diz isso a ele.

Bonnie: ele não aceita.

Kai: vai ter que aceitar.

Bonnie: Kai, me promete uma coisa.

Kai: sim.

Bonnie: amanhã traga o Peter pra casa, não deixe que Enzo toque no meu filho.

Kai: não vai, acredite- sorri fraco- você está bem mesmo?

Bonnie: uhum.

Kai: acredite, eu me arrependo muito.

Bonnie: de quê?

Kai: de ter insistido que você viesse pra casa- ele começou a alisar meu rosto de novo- eu devia ter te levado pra minha casa.

Bonnie: eu devia ter aceitado.

Ele se aproximou mais e olhou no fundo dos meus olhos, eu não protestei, eu realmente quero que ele volte pra mim. No momento que nossos lábios iam se tocar...

Peter: mãe?- nos separamos rapidamente.

Bonnie: oi... oi anjo.

Peter: tudo bem? Estão demorando.

Kai: ta sim garotão. Vamos brincar?

Peter: uhum, acha melhor eu trazer pra cá?

Kai: traz lá- ele subiu de novo- desculpe.

Bonnie: desculpe a mim- rimos.

Kai: bom, acho melhor me preparar para mais uma corrida de carrinhos- rimos.

Bonnie: quer almoçar aqui?

Kai: se não for incomodo.

Bonnie: que nada.

Fui para a cozinha e Peter e Kai ficaram brincando. Depois de um tempo vieram me ajudar. Fizemos a comida e depois comemos e conversamos bastante. Como uma verdadeira família.

Notas finais
Quase um beijo... aff! Espero que tenham gostado, beijos!