Notas iniciais
Oi oi povo lindo! Espero que gostem e tenham uma ótima leitura ♡

POV. de Harry

Depois daquela noite, Dumbledore me devolveu a Capa, bom eu suspeitava que era ele, pois quando fui me deitar na noite da floresta, ela estava dobrada em minha cama, com um bilhetinho: "Creio que você irá precisar futuramente...".

Os dias foram se passando lentamente e não havia dúvidas de que Fofo continuava vivo e bem seguro atrás da porta trancada.

Fazia um calor de rachar, principalmente na sala das provas escritas. Os alunos tinham recebido penas novas e especiais para fazê-las, previamente encantadas com um feitiço anti-cola.

Houve exames práticos também. O Professor Flitwick os chamou à sala de aula, um a um, para verificar se conseguiam fazer um abacaxi sapatear na mesa.

A Professora Minerva observou-os transformarem um camundongo em uma caixa de rapé e conferiu pontos pela beleza da caixa, e os descontou quando a caixa tinha bigodes.

Snape deixou-os nervosos, bafejando em seu pescoço enquanto tentavam se lembrar como fazer a poção do esquecimento, fiz o melhor que pude, tentando ignorar as dores lancinantes que sentia na testa e que o incomodavam desde a ida a floresta.

O último exame foi de História da Magia. Uma hora respondendo a perguntas sobre velhos bruxos gagás que inventaram caldeirões automexíveis e estariam livres, livres por uma semana maravilhosa até saberem os resultados dos exames:

— Estava fácil até, bom, eu achei fácil — comentou Mione enquanto estavam sentados na beira do lago, descansando. — Eu nem precisava ter aprendido o Código de Conduta do lobisomem de 1637 nem a revolta de Elfric, o Ambicioso.

— Fale por você — disse Ron. — Provavelmente fui mau em poções e em História da Magia.

— Acabaram-se as revisões — suspirou Gina, contente, esticando-se na grama.

— Você podia fazer uma cara mais alegre, Harry, temos uma semana inteira até descobrir se nos demos mal, não precisa se preocupar agora — disse Ron.

— Eu gostaria de saber o que significa isso! — digo aborrecido me deitando ao lado da Gina — Minha cicatriz não para de doer, já senti isso antes, mas nunca com tanta frequência.

— Não estou gostando nada dessa sua dor na cicatriz — Gina disse pensativa enquanto mexia em meus cabelos, eram tão bom.

— Procure Madame Pomfrey — Mione sugeriu.

— Eu não estou doente – digo. — Acho que é um aviso... Significa que o perigo está se aproximando...

— Eu sei que você pode estar certo — começa Gina -, mas não tente pensar negativo.

— Harry, relaxe, a Gina tem razão, a Pedra está segura enquanto Dumbledore estiver por aqui. Em todo o caso, nunca encontramos nenhuma prova de que Snape tenha descoberto como passar por Fofo. Ele quase teve a perna arrancada uma vez, não vai tentar outra tão cedo. E Neville vai jogar Quadribol na equipe da Inglaterra antes que Hagrid traia Dumbledore

Gina riu do último comentário de Ron o que levou a eu rir também, ela tinha uma risada contagiante e logo nos quatro riamos sem motivos. Mas Ron tinha razão, Hagrid nunca trairia Dumbledore.

— As vezes fico imaginando, como Hagrid conseguiu o Ovo de Dragão — diz Gina pensativa.

Começo a pensar e logo me ponho de pé em um pulo, assustando Gina que ainda continuava com as carícias em meu cabelo.

— O que foi Harry? — pergunta Mione se levantando também e ajudando Gin a se levantar.

— Temos que ver o Rúbeo agora – digo.

— Por quê? — pergunta Ron se levantando também.

— Vocês não acham um pouco estranho — digo, subindo às carreiras, a encosta gramada -, o que Rúbeo mais quer na vida é um dragão, e aparece um estranho que por acaso tem ovos de dragão no bolso, quando isso é contra as leis dos bruxos? Que sorte encontrar Rúbeo, não acham? Por que não percebi isto antes.

— Do que é que você está falando? — perguntou Rony, mas saí correndo pelos jardins em direção à floresta, e não respondi.

Hagrid estava sentado em um cadeirão na frente da casa: tinha as pernas das calças e as mangas enroladas e descascava ervilhas em uma grande tigela.

— Olá — disse, sorrindo -, terminaram os exames? Têm tempo para um refresco?

— Temos, obrigado — disse Rony, mas eu o interrompi.

— Me desculpe Rúbeo, mas não, estamos com pressa, Rúbeo, preciso lhe perguntar uma coisa. Sabe aquela noite que você ganhou o Norberto? Que cara tinha o estranho com quem você jogou cartas?

— Não lembro — respondeu Hagrid com displicência -, ele não quis tirar a capa...não é nada de mais, tem muita gente esquisita no Hogsmead, o pub do povoado. Podia ser um vendedor de dragões, não podia? Nunca vi a cara dele, ele não tirou o capuz.

— O que foi que você conversou com ele, Rúbeo? Chegou a mencionar Hogwarts? — pergunta Gina, acho que ela entendeu aonde eu queria chegar com aquilo

— Talvez — disse Hagrid, franzindo o cenho, tentando se lembrar -, é... Ele me perguntou o que eu fazia e eu respondi que era guarda-caça aqui... Depois perguntou de que tipo de bichos eu cuidava... Então eu disse... E disse também que o que sempre quis ter foi um dragão... Então... Não me lembro muito bem... Porque ele não parava de pagar bebidas para mim... Deixa eu ver.. Ah, sim, então ele disse que tinha um ovo de dragão, e que podíamos disputá-lo num jogo de cartas se eu quisesse... Mas precisava ter certeza de que eu podia cuidar do bicho, não queria que ele fosse parar num asilo de velhos... Então respondi que depois do Fofo, um dragão seria moleza...

— E ele pareceu interessado no Fofo? — pergunto ansioso.

— Bom... Pareceu... Quantos cachorros de três cabeças a pessoa encontra por ai, mesmo em Hogwarts. Então contei a ele que Fofo é uma doçura se a pessoa sabe como acalmá-lo, é só tocar um pouco de música e ele cai no sono — Hagrid, de repente, fez cara de horrorizado. — Eu não devia ter-lhe dito isto. Esqueçam que eu disse isto! Ei, aonde é que vocês vão?

Saímos correndo para o Saguão de Entrada que parecia frio e sombrio ao se comparar com o jardim, paramos para respirar, pois acho que não era só meu pulmão que clamava por ar.

— Temos de procurar Dumbledore – falo. — Rúbeo contou àquele estranho como passar por Fofo e quem estava debaixo daquela capa era ou o Snape ou o Voldemort, deve ter sido fácil, depois que embebedou Rúbeo. Só espero que Dumbledore acredite na gente, aliás, onde é a sua sala?

Olhei a toda volta, na esperança de ver uma placa apontando a direção certa. Nunca alguém me havia dito onde trabalhava Dumbledore, tampouco conheciam alguém que tivesse sido mandado à sala dele.

— Acho que teremos de... — comecei, mas inesperadamente ouviram uma voz do outro lado do saguão.

— Que é que vocês estão fazendo aqui dentro? — dizia uma voz fria, era a Professora Minerva McGonagall, carregando uma pilha de livros.

— Queremos ver o Professor Dumbledore — disse Hermione.

— Ver o Professor Dumbledore? — a Professora Minerva repetiu, como se isso fosse uma coisa muito suspeita para alguém querer fazer. — Por quê?

Engoli em seco. "E agora?"

— É uma espécie de segredo — digo, mas desejei na mesma hora que não tivesse dito, porque as narinas da Professora Minerva se alargaram.

— O Professor Dumbledore saiu faz dez minutos — informou ela secamente. — Recebeu uma coruja urgente do Ministro da Magia e partiu em seguida para Londres

— Ele saiu? — exclamo frenético. — Agora?

— O Professor Dumbledore é um grande mago, Potter, o tempo dele é muito solicitado — diz Minerva.

— Mas é importante — choraminga Ginny.

— Alguma coisa que você tenha a dizer é mais importante do que o Ministro da Magia, Srta. Weasley?

— Olhe — digo, mandando a cautela às favas -, professora... É sobre a Pedra Filosofal...

Seja o que for que a Professora Minerva esperava, certamente não era isso. Os livros que levava despencaram dos seus braços, mas ela não os apanhou.

— Como é que vocês sabem? — deixou escapar.

— Professora, acho... Que Sn... Que alguém vai tentar roubar a pedra. Preciso falar com o Professor Dumbledore — diz Gina pegando seus livros do chão.

Ela a olhou com uma mescla de choque e desconfiança.

— O Professor Dumbledore volta amanhã — disse finalmente enquanto pegava os livros do braço da Gina e a agradeceu com um sorriso. — Não sei como descobriram sobre a Pedra, mas fiquem tranquilos, não é possível ninguém roubá-la, está muitíssimo bem protegida.

— Mas, professora...

— Sr. Weasley sei do que estou falando — disse ela. — Sugiro que vocês voltem para fora e aproveitem o sol.

Mas não voltamos, fomos em rumo ao Salão Comunal.

— É hoje à noite – digo. — Snape vai entrar no alçapão hoje à noite. Ele já descobriu tudo o que precisa e agora tirou Dumbledore do caminho. Foi ele quem mandou aquela carta, aposto que o Ministro da Magia vai levar um choque quando Dumbledore aparecer.

— Mas o que é que podemos...

Hermione perdeu a fala. Eu, Gina e Rony se viramos e vimos que Snape estava parado ali.

— Boa tarde — disse com suavidade.

Ouvi Ginny murmurar um "Ferrou" e vi que Ron, assim como Hermione estavam assustados.

— Vocês não deviam estar dentro do castelo num dia como este — falou com um sorriso estranho e torto.

— Estávamos... — comecei, sem fazer ideia do que ia dizer.

— Vocês precisam ter mais cuidado. Andando por aqui assim, as pessoas vão pensar que estão armando alguma coisa. E Grifinória realmente não pode se dar ao luxo de perder mais nenhum ponto, não é mesmo?

Corei juntamente aos três. Viramos para sair, mas Snape os chamou de volta:

— E fique avisado, Potter, se ficar perambulando outra vez à noite, vou providenciar pessoalmente para que seja expulso. Bom dia para vocês!

Gina olhou para trás e viu que Snape estava bem longe e disse:

— Ninguém pode negar que aquilo foi uma ameaça.

— Pois é – concordo.

Fomos em direção à sala de professores. Lá fora, nos degraus de pedra, me virei para os outros.

— Certo isto é o que vamos fazer. Um de nós tem que ficar de olho no Snape, esperar do lado de fora da sala de professores e segui-lo se ele sair. Hermione é melhor você fazer isso.

— Por que eu? — pergunta a castanha.

— É óbvio — disse Rony -, você pode fingir que está esperando pelo Professor Flitwick sabe, como é — e fazendo voz de falsete — "Ah, Professor Flitwick. Estou tão preocupada, acho que errei a questão catorze b..."

—Ah, cala a boca — disse Hermione, mas concordou em vigiar Snape.

— E é melhor ficarmos no corredor do terceiro andar — digo para Gina a Rony. – Vamos.

Já estávamos na porta do Fofo, esperando para que o plano funcionasse, estava abraçado a Gina brincando com seus cabelos flamejantes, não sei porque mas abraça-la me deixava seguro, Ron estava sentado no chão com cara de tédio, quando simplesmente Minerva brotou do nada.

— Suponho que você ache que é mais difícil alguém passar por você do que por um pacote de feitiços! – esbravejou. — Chega de bobagens! E se eu souber que você voltou aqui outra vez, vou descontar mais cinquenta pontos de Grifinória! É, Potter, da minha própria casa!

Voltamos à sala comunal. Acabo de dizer "pelo menos Hermione está na cola de Snape", quando o retrato da Mulher Gorda se abriu e Hermione entrou.

— Sinto muito, Harry — lamentou-se. — Snape saiu e me perguntou o que eu estava fazendo, então disse que estava esperando Flitwick, e Snape foi buscá-lo, e me mandei, não sei aonde ele foi.

— Bom, então acabou-se, não é? – digo. Os outros três olharam para mim em busca de respostas. — Vou sair daqui hoje à noite e vou tentar apanhar a Pedra primeiro

— Você ficou maluco! — exclamou Rony.

— Você não pode! — disse Hermione. — Depois do que a Professora Minerva e Snape disseram? Vai ser expulso!

— E DAÍ? – grito. — Vocês não percebem? Se Snape apanhar a pedra, Voldemort vai voltar! Vocês não ouviram contar como era quando ele estava tentando conquistar o poder? Não vai haver Hogwarts para nos expulsar! Ele vai arrasar Hogwarts, ou vai transformá-la numa escola de magia negra! Perder pontos não importa mais, vocês não entendem? Acham que ele vai deixar vocês e suas famílias em paz, e Grifinória ganhar o campeonato das casas? Se eu for pego antes de conseguir a pedra, bem, vou ter que voltar para os Dursley e esperar Voldemort me encontrar lá. E só uma questão de morrer um pouquinho depois do que teria morrido, porque eu nunca vou me aliar aos partidários da magia negra! Vou entrar naquele alçapão hoje à noite e nada que vocês dois disserem vai me impedir! Voldemort matou meus pais, estão lembrados?

Pensei que iriam explodir comigo, a primeira que esboçou reação foi Gina, que me abraçou fortemente, retribuí na mesma intensidade.

— Posso te achar maluco por fazer isso — diz ela rindo. — Mas querendo ou não eu vou ser maluca junto com você, não vou te deixar sozinho nessa

— Eu...eu...- tentava dizer mas as palavras não saiam da minha boca, então só a abraçei mais forte, fazendo seus pés saírem do chão.

Logo Ron e Mione se juntaram ao abraço.

— Estamos juntos nessas Harry — diz Mione.

— É cara, se for pra se foder, melhor se foder em conjunto — diz Ron arrancando risadas de nós.

— Nossa hein, que profundo – zombei.

— Não precisa sentir ciúmes tá, Gininha — brinca Ron.

— Ciúmes do que Roniquinho? — pergunta a ruiva arqueando as sobrancelha.

— O Harry elogiou a minha frase — fala o ruivo rindo.

— Querido, o Harry vive me elogiando — diz Ginny entrando na brincadeira. — Não é Sr. Potter?

— Você sabe que você é linda! — digo galanteador.

— Obrigada — diz ela rindo. — Dois beijos, Ron.

— Vocês são otários assim mesmo? — pergunta Mione que estava morrendo de tanto rir.

— Acho que são problemáticos mesmo — diz Gina dando ombros.

— Não sei o que se tá falando aí — diz Rony rindo. — Você é a mais problemáticas de nos quatro.

— Eu? Olha o bullying comigo Ronald Billius Weasley — diz a ruiva colocando as mãos em sua cintura.

— Olha, já está querendo exibir a cinturinha — brinco e ela me lança o dedo.

— E você ama pegar nessa cintura — diz Mione já vermelha de tanto rir.

— Claro que amo! Ela se encaixa perfeitamente em meus braços — digo rindo vendo Gina corar furiosamente.

— Chega de indecência com minha irmã, Potter — fala Ron.

Ficamos rindo por mais alguns minutos, até todas as risadas cessarem. Depois do jantar sentamos nervosos em um canto do salão comunal. Ninguém nos incomodou, afinal nenhum aluno de Grifinória tinha mais nada há dizer à nos. Está era a primeira noite que isto não me incomodava. Hermione folheava seus livros, esperando encontrar um dos feitiços que queriam anular. A sala foi ficando vazia conforme o tempo que passava.

— É melhor apanhar a capa — murmurou Rony, quando Lino Jordan finalmente saiu, se espreguiçando e bocejando. Corri até o dormitório às escuras, pegou a capa e correu de volta ao salão comunal.

— É melhor vestirmos a capa aqui para ter certeza de que cobre nós quatro — sugere Gina.

— O que é que vocês estão fazendo? — perguntou uma voz a um canto da sala. Neville saiu de trás de uma poltrona, agarrando Trevo, o sapo, que parecia ter feito uma nova tentativa para ganhar a liberdade.

— Nada, Neville, nada — respondo, escondendo depressa a capa por trás das costas.

Neville olhou bem para nossas caras cheias de culpa.

— Vocês vão sair outra vez.

— Não, não, não — nega Hermione. — Não vamos, não. Por que você não vai se deitar, Neville?

Olhei para o relógio de parede junto à porta. Não podiam nos dar ao luxo de perder mais tempo, Snape talvez estivesse naquele instante tocando para adormecer Fofo.

— Vocês não podem sair — disse Neville -, vocês vão ser pegos outra vez. Grifinória vai ficar ainda mais enrolada

— Você não compreende! — exclamo. — Isto é importante.

Mas Neville estava claramente tomando coragem para fazer alguma coisa desesperada.

— Não vou deixar vocês irem — disse, correndo a se postar diante do buraco do retrato. — Eu... Eu vou brigar com vocês.

— Neville — Rony respirou fundo -, se afaste desse buraco e não banque o idiota.

— Não me chame de idiota! Acho que vocês não deviam estar desrespeitando mais regulamentos! E foi você quem me disse para enfrentar as pessoas!

— Foi, mas não nós — respondeu Gina imediatamente mandando um olhar reprovador para o irmão. — Neville, você não sabe o que está fazendo.

Ron deu um passo à frente e Neville largou Trevo, o sapo, que desapareceu de vista.

— Vem, então, tenta me bater! — disse Neville, erguendo os punhos — Estou esperando!

Olhei para Gina pedindo ajuda.

— Faça alguma coisa — peço desesperado e Gina se adiantou.

— Neville, eu realmente lamento muito

Ela ergueu a varinha.

— Petrificus Totalus! — apontou para Neville.

Os braços de Neville grudaram dos lados do corpo. As pernas se juntaram. Com o corpo inteiro rígido, ele balançou no mesmo lugar e, em seguida, caiu, duro como uma pedra.

— O que foi que você fez com ele? — pergunto.

— O Feitiço do Corpo Preso — respondeu Gina infeliz. — Sorry Nev!

— Tivemos de fazer isso, Neville, não temos tempo para explicar — digo.

— Você vai entender mais tarde — disse Rony.

— Desculpas — pede Mione.

Mas deixar Neville deitado imóvel no chão não parecia um bom presságio. No estado de nervosismo em que estavam, cada sombra de estátua lembrava Filch, cada sopro distante do vento parecia o Pirraça assombrando-nos.

Alguns minutos depois estavam lá, no corredor do terceiro andar e a porta já fora aberta.

— Bom, aqui estamos — digo baixinho. — Snape já passou por Fofo.

A visão da porta aberta por alguma razão parecia causar neles a impressão do que os aguardava. Debaixo da capa, me virei para eles e falo decedido.

— Se vocês quiserem voltar, não vou culpá-los. Podem levar a capa, não vou precisar dela.

— Não seja burro — respondeu Rony.

— Estamos com você — disse Hermione me encorajando.

— Nem que tenhamos que morrer — diz Gina sorridente. — Mas prefiro não morrer!

— Se depender de mim você não vai morrer — digo rindo de seu ultimo comentário.

Empurro a porta que rangeu baixinho, dava para ouvir os rosnados surdos. Os três focinhos do cachorro farejaram furiosamente em sua direção ainda que o bicho não pudesse vê-los.

— O que é isso nos pés dele ? — sussurrou Hermione.

— Parece uma harpa — respondeu Rony. — Snape deve tê-la deixado ai

— Então vamos logo — apressa Gina. — Antes que o "Fofo" acorde.

Abri a portinha do alçapão.

— Quer entrar primeiro, Hermione? — pergunto.

— Não, eu não! — nega ela.

— Tudo bem, eu vou — diz Gina e logo pula no buraco.

— Gina sua doida! — exclama Mione. — Tá tudo bem?

— Uhum... Só tá meio escurinhos sabe — responde a ruiva.

— Espera, tá um... AAAHHHHHHHH

— O QUE ACONTECEU? — grita Gina de lá de baixo.

— AAAHHHHH O CÃO — grita Mione.

— AAAAAAHHHHHHH — ouço Gina grita, e me desespero mais, o cão tinha acordado e a Ginny em apuros lá embaixo.

Empurro Mione e Ron para o buraco e logo em seguida eu pulo, a queda foi macia, era uma espécie de planta que havia, e essa planta estava agarrando a Ginny. Tento ir ajudar ela mas a planta começa a me agarrar. Hermione conseguiu se desvencilhar antes que a planta a agarrasse para valer, parecia que a planta havia a engolido. Lutávamos para se livrar da planta, mas quanto mais nos esforçávamos, mais depressa e mais firme a planta se enrolava em nós.

— Parem de se mexer — mandou Hermione. — Sei o que é isso. É visgo do diabo!

— Ah fico tão contente que você saiba como se chama, é uma grande ajuda — resmungou.

Rony, tentando impedir que a planta se enroscasse em seu pescoço.

— Cala a boca, estou tentando me lembrar como matá-la! — disse Hermione.

— Bom, anda logo, não consigo respirar — ofegava Ginny, lutando com a planta que se enroscava em torno de seu peito.

— Visgo do diabo, visgo do diabo... O que foi que a Professora Sprout disse? Gosta da umidade e da escuridão...

— Então acenda um fogo! — sugiro.

— É... É claro... Mas não tem madeira... — lamentou-se Hermione.

— VOCÊ ENLOUQUECEU ? — berrou Rony — VOCÊ É UMA BRUXA OU NÃO É ? A MAIS INTELIGENTE DE TODOS OS TEMPOS!

— Ah, certo! — exclama Mione, creio que estava corada. — Lumos Solem!

Uma luz invade o local, depois só sinto meu corpo se chocar contra o chão, e ouço um "Aí, merda" de Gina que me faz rir fracamente.

— Estamos vivos — comemora a Ruiva agitando os braços, o que fez Mione a olhar intrigada e me fez rir mais ainda. — Passamos por um desafio e não morremos!

— Que sorte que você presta atenção nas aulas de Herbologia, Hermione — digo, quando me levantei com uma certa dificuldade, e fui ajudar a ruiva que estava esparramada agradecendo a Merlim.

— É — comentou Rony que já estava de pé -, e que sorte que Harry não perde a cabeça numa crise, "não tem madeira", francamente.

— Cala a boca — diz Mione corando, enquanto Gina ria e eu a acompanhava.

— Por ali — digo, apontando um corredor de pedra que era o único caminho que havia.

Só o que podíamos ouvir além de nossos passos eram os pingos abafados da água que escorria pela parede. O corredor começou a descer e me lembrei de Gringotes. Com um sobressalto, lembrei dos dragões que, segundo o que diziam, guardavam os cofres-fortes no banco dos bruxos. Se encontrarmos com um dragão, um dragão adulto. Norberto já foi bastante ruim.

— Você está ouvindo alguma coisa? — Rony cochichou.

Um farfalhar acompanhado de ruído metálico parecia vir de um ponto mais adiante.

— Você acha que é um fantasma? — pergunta ele novamente.

— Não sei... Para mim parecem asas — diz Mione.

— Há luz à frente, estou vendo alguma coisa se mexendo — diz Gin.

Chegamos ao fim do corredor e nos deparamos com uma câmara muito iluminada, o teto abobadado no alto. Era cheia de passarinhos, brilhantes como joias, que esvoaçavam e colidiam pelo aposento. Do lado oposto da câmara havia uma pesada porta de madeira.

— Você acha que nos atacarão se atravessarmos a câmara? — perguntou Rony.

— Provavelmente — respondeu Gina. — Eles não parecem muito bravos, mas suponho que se todos mergulhassem ao mesmo tempo... Bom, não tem remédio... Vamos correr.

Tomei fôlego, abracei Gina, a protegendo com meu corpo e corremos até a porta, esperava sentir bicos afiados e garras me atacando a qualquer minuto, mas nada aconteceu. Alcançou a porta incólume. Gina abaixou a maçaneta, mas a porta estava trancada. Os outros dois nos seguiram e tentaram usar a força para abrir a porta, mas ela nem sequer se moveu, nem mesmo quando Hermione experimentou o seu feitiço Alohomora.

— E agora? — perguntou Rony.

— Esses pássaros... Não podem estar aqui só para enfeitar — disse Hermione.

Observei os pássaros voando no alto brilhando.

— Brilhando? — murmuro.

— Eles não são pássaros! — Ginny exclamou de repente — São chaves! Chaves aladas, olhe com atenção. Então isso deve querer dizer... — e olhou à volta da câmara enquanto eu apertava os olhos para enxergar o bando de chaves no alto — Olhe! Uma vassouras! Temos que apanhar a chave da porta.

— Mas como vamos saber qual é? Tem milharem de chaves aqui — diz Mione.

— Fácil Mionezinha — diz Ron fazendo pose de mandão. — É só olhar a fechadura — Ron vai até a porta e examina e fechadura. — Uma chave grande e velha, e prateada.

— Uau, estou impressionada Roniquito, você tem cérebro! — exclama Ginny divertida. — E por uma vez na eternidade você o usou! Estou orgulhosa de você Maninho.

— Cala a boca, Gina — diz Ron envergonhado.

— Agora vamos lá Apanhador, pegue uma chave grande, velga e prateada!

— Pode deixar ruiva — digo rindo, e observei as chaves aladas, até achar a certa. — Achei.

— O que está esperando? Vai logo, Criatura — apressa Mione.

Ri do desespero dela e monto na vassoura e logo dou um impulso para subir, aquela chave era tão rápido quanto o Pomo. Depois de um tempinho, com um pouco de dificuldade, agarrei a chave e desci.

— Aí sim hein — diz Gina me abraçando. — Vamos logo, o Snape já deve ter chegado.

A câmara seguinte era tão escura que não dava para ver absolutamente nada. Mas, ao entrarem nela, a luz inesperadamente inundou o aposento, revelando uma cena surpreendente. Estávamos parados na borda de um enorme tabuleiro de xadrez atrás das peças pretas, que eram todas mais altas do que eles e talhadas em um material que parecia pedra. De frente para eles, do outro lado da câmara, estavam dispostas as peças brancas. Senti um frio em minha barriga.

— Agora o que vamos fazer? — pergunto.

— É óbvio, não é? — falou Rony animado. — Temos que jogar para chegar ao outro lado da câmara.

— Como? — perguntou Hermione, nervosa.

— Acho que vamos ter que virar peças — murmurou Gina.

Rony se dirigiu a um cavalo preto e esticou a mão para tocar seu cavaleiro. No mesmo instante, a pedra ganhou vida. O cavalo pateou o tabuleiro e seu cavaleiro virou a cabeça protegida por um elmo para olhar Rony.

— Temos que nos unir a vocês para chegar ao outro lado — o cavaleiro preto confirmou com a cabeça. Rony virou-se para nós que estávamos de boca aberta (pelo menos eu estava) e falou.

— Isto exige reflexão, suponho que a gente tenha que tomar o lugar de quatro peças pretas...

Ficamos quietos, observando Rony refletir, quando Mione quebrou o silêncio:

— Agora não vão se ofender, mas nenhum nós é tão bom assim em xadrez.

— Não importa, só o Rony falar o que fazer, que nós vamos fazer — digo.

— Bom, Harry, você toma o lugar daquele Bispo e, Hermione, você fica ao lado dele substituindo a Torre.

— E você?

— Vou ser o cavaleiro.

— Mas calma — disse Gina — E eu?

— Você não vai jogar — diz Ron como se fosse óbvio.

— O...

— Ron tem razão Gina — digo com cautela.

— ATÉ VOCÊ HARRY POTTER — ela explode. — DEPOIS TUDO QUE PASSAMOS JUNTOS VOCÊS VEM ME DIZER PRA FICAR DE FORA !

— Gin...

— GIN NADA RONALD! EU VOU JOGAR NEM QUE SEJA A ÚLTIMA COISA QUE EU FAÇA.

— Você pode se machucar — insisti indo até ela, tentava abraçá-la mas a mesma se esquivava.

— ME SOLTE HARRY POTTER! EU VOU JOGAR E SE EU MORRER FODA-SE PELO MENOS VAMOS PEGAR A PEDRA, OU TENTAREMOS!

— Você acha que eu vou ter forças pra continuar se você morrer? — pergunto.

— Ron, deixe ela jogar — diz Mione.

— Mas...

— Ela não vai dar o braço a torcer — diz a castanha e ouço a Ruiva murmurar um "Não vou mesmo". — E enquanto vocês discutem o Snape já está com a Pedra.

— Mione tem razão — digo me dando por vencido, sabia que não valeria discutir com a ruiva. — Mas ela fica do meu lado.

— Ok, você assume a Rainha — diz Ron emburrado. — Mas cuidado !

Se dirigimos ao nossos lugares e as brancas começaram, e logo depois Rony começou a comandar as peças pretas. Elas se mexiam em silêncio indo aonde eram mandadas. Meu joelhos tremiam. E se nos perdemos?

— Harry, ande quatro casas para a direita em diagonal — mandou Rony.

O primeiro choque de verdade que levaram foi quando o outro Cavalo foi comido. A Rainha branca esmagou-o no chão e arrastou-o para fora do tabuleiro, onde ele ficou deitado imóvel.

— Eu tinha que deixar isso acontecer — disse Rony, parecendo abalado. — Assim você fica livre para comer aquele Bispo, Hermione, ande...

Todas as vezes que eles perdiam uma peça, as peças brancas não mostravam piedade. Dali a pouco havia uma coleção de peças pretas inertes encostadas à parede. Duas vezes, Rony reparou, em cima do lance, que Mione estava em perigo. Ele próprio disparou pelo tabuleiro comendo quase tantas peças brancas quanto as pretas que haviam perdido.

— Estamos quase chegando — Ron murmurou de repente — Me deixem pensar... Deixe-me pensar...

A Rainha branca virou o rosto vazio para Gina.

— E... — continuou ele baixinho -, é o jeito... Preciso me sacrificar.

— NÃO! — Gina grita.

— Isto é xadrez — retorquiu Rony. — A pessoa tem que fazer alguns sacrifícios, e se eu não fazer isso você morre Gina. Dou um passo à frente e ela me come, isso deixa você livre para dar o xeque-mate no Rei, Harry.

— Não — choraminga Ginny. — Ela vai me comer e também fica o caminho livre.

Estava com medo, não podia perder Ron, muito menos Gin, percebi que Mione chorava e a ruiva tentava se manter forte, mas seus olhos estavam marejados.

— Eu vou Gina.

— Não...

— Você quer deter Snape ou não? — diz Ron pálido porém decidido.

Sem dar tempo de protestarmos, ele avançou e a rainha branca o atacou e o golpeou com força na cabeça com o braço de pedra e ele caiu com estrondo no chão. Hermione e Gina gritaram, mas continuaram paradas em suas casas. A rainha branca arrastou Rony para um lado. Ele parecia ter sido nocauteado.

Trêmulo, me desloquei três casas para a esquerda. O Rei branco tirou a coroa e jogou-a aos meus pés. Tínhamos ganhado, as peças se afastaram para os lados e se curvaram, deixando o caminho livre para a porta em frente.

— Acho melhor alguém ficar aqui com ele — sugere Mione.

— Vão — diz Gina e percebi que seus olhos estavam vermelhos -, eu fico aqui com esse Cabeça Dura.

— Tem certeza ? — pergunto. — Se quiser eu fico.

— Não Harry — diz a ruiva. — Não sou que devo continuar, nem a Mione! É você... E eu sugiro vocês irem rápido, pois tem mais desafios pela frente.

Em um impulso a puxo contra mim a abraçando fortemente e ela retribuí, não sei quantos minutos ficamos assim, mas aquele cheiro floral me deixava meio perdido, tinha me esquecido que Mione estava lá, em minha cabeça era só eu e ela. Ouço Mione murmurar "Vou deixar vocês a sós" e saí para a outra câmara.

— Tome cuidado — sussurra Gina. — Quero você vivo para mim.

— Vou tomar Gin — digo acariciando seu rosto.

— Olha lá hein! — diz ela sorrindo fracamente.

— Vou voltar inteirinho pra você — digo me aproximando. — Mas antes quero fazer um negócio que desde muito tempo estou querendo fazer.

— O quê? — pergunta ela se aproximando também.

— Peço que você não me bata depois — digo sorrindo, já estávamos bem próximos, dava para contar suas sardas.

— Eu vou te bater se não fizer o que tem que fazer logo — diz ela.

Ri, rezando para ninguém nos interromper, e sem saber o que fazer, selo nossos lábios, um tanto desajeitado, mas não deixou de ser intenso, as pequenas mãos dela mexiam em meus cabelos já as minhas com certa dúvida acariciava suas costas, com medo de fazer algo que ela não goste, percebi que ela sorria em meio ao beijo, eu necessitava mais dela, mandei a cautela às favas e colei mais os nossos corpos, e aprofundei mais o beijo. Era uma sensação tão boa. Não sabia exatamente quando me apaixonei por ela, se foi no primeiro toque, o primeiro sorriso, ou no primeiro abraço; talvez eu nunca saiba, só sabia que queria fazer aquilo há bastante tempo. Ela rompeu o beijo com um selinho demorado. Quando olhei para ela, vi que estava ofegante e vermelha, sorrindo de orelha a orelha.

— Vai lá — diz ela meio sem jeito.

— Depois disso, sem dúvida volto para você — brinco.

— Bom mesmo — ela ri fracamente. — Agora vai lá antes que a Mi venha te buscar.

Dou um selinho rápido nela e corro até a outra câmara. Chegando lá Mione me olhou com um sorriso malicioso.

— Me conte tudo — diz ela rindo.

— Não aconteceu nada — minto na maior cara de pau.

— Ah Harry! Conta outra vai — diz ela rindo. — Seus cabelos estão mais bagunçados que o normal, seus óculos estão tortos, está sorrindo como um bobo.

Por um momento penso "Como ela pode saber de tudo?" acho que ela consegue ler pensamentos, pois logo responde.

— Está na cara que vocês se beijaram — diz ela como se fosse óbvio.

— Você sabe de tudo! — exclamo corado.

— Eu sei, eu sei, mas como foi? — pergunta ela rindo.

— Maravilhoso — sorri mais ainda.

— Que belezinha! Mas vamos, temos mais um desafio — diz ela.

— Vamos lá — concordo.

Observei a sala e imediatamente irromperam chamas atrás deles. E não eram chamas comuns tampouco, eram roxas. Ao mesmo tempo, surgiam chamas pretas na porta adiante.

— Olhe — Hermione apanhou um rolo de papel que havia ao lado das garrafas. Espiei por cima do seu ombro para ler o papel:

O perigo o aguarda à frente, a segurança ficou atrás,

Duas de nós o ajudaremos no que quer encontrar,

Uma dos sete o deixará prosseguir,

A outra levará de volta quem a beber,

Duas de nós conterão vinho de urtigas,

Três de nós aguardam em fria para o matar,

Escolha, ou, ficará aqui para sempre,

E para ajudá-lo, lhe damos quatro pistas:

Primeira, por mais dissimulado que esteja o veneno,

Você sempre encontrará um à esquerda do vinho de urtigas,

Segunda, são diferentes as garrafas de cada lado,

Aliás, se você quiser avançar nenhuma é sua amiga,

Terceira, é visível que temos tamanhos diferentes,

Nem a anã nem a gigante leva a morte no bojo,

Quarta, a segunda à esquerda e a segunda a direita

São gêmeas ao paladar, embora diferentes a vista

Hermione deixou escapar um grande suspiro e eu, perplexo, vi que ela sorria, a última coisa que eu tinha vontade de fazer.

— Genial — disse -, isto não é mágica, é lógica, uma charada, a maioria dos grandes bruxos não tem um pingo de lógica, ficariam presos aqui para sempre.

— E nós também, não?

— Claro que não. Tudo o que precisamos está aqui neste papel. Sete garrafas: três contêm veneno, duas vinho, uma nos ajudará a passar a salvo pelas chamas negras, e uma nos levará de volta através das chamas roxas.

— Mas como vamos saber qual delas beber?

— Me dê um minuto.

Hermione leu o papel diversas vezes. Depois passou em revista a fila de garrafas, para cima e para baixo, resmungando de si para si e apontando para as garrafas. Finalmente, bateu palmas.

— Já sei. A garrafa menor nos fará atravessar as chamas negras, rumo à pedra.

Mirei a garrafinha.

— Ali só tem o suficiente para um de nós. Não chega a ter um gole.

Nos se entreolhamos...

— Qual é a que a fará voltar pelas chamas roxas?

Hermione apontou para uma garrafa arredondada na ponta direita da fila.

— Você bebe essa — digo. — Agora, escute, volte e recolha o Rony e Ginny, apanhe vassouras na câmara das chaves aladas, elas levarão vocês para fora do alçapão e por cima de Fofo. Vão direto ao corujal e mandem Edwiges a Dumbledore, precisamos dele. Talvez eu possa segurar Snape por algum tempo, mas não sou páreo para ele.

— Mas Harry, e se Você-Sabe-Quem estiver com ele?

— Bom... Tive sorte uma vez, não tive? — falo, indicando a cicatriz. — Talvez tenha sorte outra vez.

A boca de Hermione estremeceu e, de repente, me abraçou.

— Hermione.

— Harry você é um grande bruxo, sabe?

— Não sou tão bom quanto você —

digo, muito sem graça, quando ela me largou.

— Eu! livros! E inteligência! Há coisas mais importantes, amizade e bravura e, ah, Harry tenha cuidado.

— Pode deixar Mi! Pode fazer um favor pra mim? — pergunto e ela assente. — Se eu não voltar vivo, cuide da Gina pra mim, por favor! E não a deixe se meter em confusões.

— Pode deixar — diz ela. — Mas as confusões é meio difícil

— 'Ehh — digo rindo, lembrando da minha ruivinha. — Bom, tchau... Até mais

Respiro fundo e bebo a poção que Mione me indicou, não tinha um gosto muito bom. Tomei coragem e passei pelas chamas negras. Naquela outra câmara havia alguém, mas não era Snape, muito menos Voldemort, era...

Notas finais
UHUUUL! PRIMEIRO BEIJO DO HARRY E DA GINA!! Ok, agora deixa eu ser educada né! E aí leitores, beleza? Dessa vez atualizei rapidinho! Espero que tenham gostado do capítulo, e não esqueçam de deixar sua opinião nos comentários! Beijinhos da Beazinha e até mais ♡
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.