Notas iniciais
Finalmente mais um capítulo lindo! Em plena segunda para animar essa semana! Obrigado por acompanhar essa aventura que está sendo essa fanfic.

– Ca... – Porém se reteve diante da companhia presente — ...ramba! – Salvo! — Príncipe, eu já passei pela frente do seu prédio umas milhares de vezes, e sempre achei ele grande, mas nossa! Ele é ainda maior de perto. – O loiro afirmou com os olhos arregalados.

– Wade...! – O moreno lamuriou sem graça. Sabia que seu lar era atípico – com suas muralhas e câmeras e janelas blindadas -, mas o outro não precisava ficar apontando isso, ne?

Infelizmente para Peter, essas pareciam ser as únicas palavras que Wade conhecia no momento. O outro as repetia em diferentes variações por todas as partes do prédio em que chegavam. O menino estava cada vez mais sem graça, pois além das exclamações do colega, ainda tinha que lidar com as explicações pouco humildes de seu pai sobre todos os aspectos futurísticos da Torre.

No duro, parecia que queriam lhe matar de tanta vergonha!

Quando chegaram à cobertura, Peter quase chorou de alívio. Isto é, até uma voz, parecendo emergir de pleno ar, JARVIS, um mordomo de inteligência artificial, os recepcionou com sua polidez britânica programada.

– Senhor Stark, senhor Peter, senhor Wilson. – A voz nada neutra, os cumprimentou amistosamente. – Lembrem-se colocar os casacos no cabide a sua esquerda. Sabemos como o Capitão gosta das coisas ordenadas.

— Fica falando como se esse negócio de “ordem” não fosse um complô seu com o Steve – Tony retrucou com seu típico sorriso indulgente enquanto obedecia sem pensar.

Wade olhava confuso, de um lado para outro, procurando de onde saia aquela voz.

– Vocês... Tem um narrador dentro de casa? – Perguntou ao encarar pai e filho, ainda procurando a origem da voz.

– Não, Wade. – Tony sorriu, orgulhoso e charmoso como sempre — Esse é JARVIS, nosso mordomo virtual, — Explicou, coçando sua nuca – Ou, melhor dizendo, ele é uma avançada inteligência artificial, criado por mim para me ajudar nas minhas invenções, na organização da casa e dos demais empregados.

O queixo do loiro caiu comicamente, eliciando uma pequena risada Peter e Tony repleta de cumplicidade. Sim, eles sabiam o quão especial JARVIS era.

– Eu não acredito! Vocês tem um robô de mordomo! Um robô! Meu Deus! Isso é muito fo… — Opa! Fora por pouco, mas conseguira se conter mais uma vez — Maneiro! – Exclamou o loiro, excitado, olhando para cima e procurando as saídas de som, mas não encontrando nenhuma.

Tony não aguentou. Acabou caindo na gargalhada com animação do mais novo. Steve tinha razão, não podia se julgar um livro pela capa. Wade parecia uma criança em seu primeiro parque de diversões e não um jovem adulto de quase dois metros de altura. Era enternecedor e Tony se viu gostando mais do garoto com o passar das horas.

Ele era um bom garoto, decidiu de maneira magnânima. Podia ser amigo de seu principezinho.

– Bem, meninos, eu vou para minha oficina. – Anunciou, puxando sua gravata solta. — Wade sinta-se à vontade. Divirtam-se e não façam nada que eu faria! – Exclamou ao sair do cômodo, descendo as escadas até seu sanctum santorum. – JARVIS, cuide das crias.

– Sim, senhor Stark. – O sistema respondeu. – O jantar demorará um pouco para ser servido, senhor Peter.

– Tá bom então, JARVIS. – Peter sorriu, educado com seu pai o havia criado para ser — Eu e o Wade vamos para meu quarto, ok? – O sistema fez um som de confirmação e tudo se silenciou. – Vem, Wade. – Peter disse, animado e ansioso, pegando o outro menino, ainda admirado, pelo braço e o puxando para que ele viesse consigo. — Meu quarto é por aqui.

Seguiram até o quarto do menor, passando por grande parte do que a penthouse podia oferecer. Seu quarto, afinal, se encontrava no lado leste da torre, pegando a melhor vista da Grande Maçã e da luz do sol da manhã. O loiro, desperto de seu estupor de admiração, mantinha a animação, mirando tudo em volta e comentando sobre tudo de incrível que via.

– Baby boy, você é realmente um príncipe! Olha só quantos quartos! – O loiro exclamou surpreso pelo tamanho, o moreno apenas riu baixo em resposta. [O quarto dele é longe de tudo~.] Uma voz cantarolou em sua mente. [Podemos fazer coisas e ninguém irá ouvir.]. (Tipo tocar guitarra.). [Você está de sacanagem, né? A única coisa que eu quero tocar nesse momento é nessa bunda maravilhosa]. Realmente a bunda do príncipe é suculenta. Grandinha, empinadinha... [Pensa que gostoso deve ser segurá-la enquanto você entra bem fundo entre elas? Maravilhoso.]. (Deve ser bom mesmo, mas ainda quero tocar guitarra.).

– Wade! – Peter chamou mais alto, visto que já tinha chamado o nome do outro umas três vezes. Wade parecia estar no mundo da lua, julgando por seu sorriso.

– Oi?! – O loiro tencionou de supetão, seus olhos focando no moreno que segurava uma porta aberta para que ele passasse. – Ah... tá. – Entrou no quarto, sorrindo em forma de desculpas.

– Pode colocar a sua mochila ali. – Peter dispensou o sorriso – não havia sido grande coisa, afinal de contas – e apontou para um espaço ao lado da escrivaninha. – Quer jogar videogame? Ou ver um filme? Ou prefere já estudar?

– É contigo baby boy, mas eu costumo sentir sono depois que eu como. – O loiro respondeu, lançando a mochila no canto designado e se jogado na cama. – Que delicia! Poderia dormir aqui o dia inteiro. – Suspirou, se aconchegou entre as cobertas macias que cheiravam a amaciante e ao perfume do menor. [Se a gente ficasse aqui a última coisa que faríamos seria dormir.]. (Pode ter certeza.). Ainda o colchão é de molas, mínimo esforço e resultado máximo.

– Então, vamos estudar logo! Aceita uma água? Um suco? Um refrigerante ou – estalou seus dedos, tendo um momento de eureca – Que tal um energético? – Seu quarto tinha um frigobar embaixo de uma bancada, onde Steve fazia questão de deixar frutas e lanches. Seu pai sabia o quanto havia puxado à Tony e se recusava a deixar seu filho passar fome de qualquer jeito – Ou quer alguma coisa para comer? Você se importa de eu colocar uma música, é que eu só estudo com música.

– Gente rica é outra história… — Wade comentou, abrindo seus olhos para absorver tudo o que o outro garoto tinha ao seu dispor. — Eu aceito um refrigerante. E pode colocar música, sim. Mas nada careta. – Pediu ao observar o outro menino se abaixar um pouco para pegar uma lata e, ao mesmo tempo, fazendo com que suas belas nádegas ficassem destacadas por cima da calça jeans.

– Coca-cola, Pepsi ou Sprite? – O menor perguntou, focado em sua tarefa e não no lobo que o devorava com os olhos em sua cama.

– Coca-cola. – Wade respondeu, mordendo seu lábio inferior. Jesus, piedade sobre nós pecadores. [Amém.] (Amém.).

– Aqui está. – Tirou a lata do frigobar e a levou até o outro rapaz antes de dar meia volta e ligar o som. Solo Dance de Martin Jensen começou a tocar do ponto onde Peter havia parado e o menino enfim se largou na cama ao lado do colega. – Eu vou ficar com energético. – Confidenciou com um sorriso de cumplicidade, apesar de saber que Wade não entenderia. Seu pai Steve detestava que ele tomasse energéticos, mas nunca iria reclamar se ele acreditasse que fosse um convidado o tomando.

Peter abriu sua latinha e só depois de um longo gole, voltou a falar. – Nossa, estava precisando mesmo disso...! Vamos estudar, então? – Perguntou, puxando sua mochila da cama e tirando dela o seu livro de Química e seu caderno, além do seu estojo e algumas folhas de rascunho. – Eu, a Betty e Gwen; a gente estuda na cama, tem algum problema? Só tira os sapatos para você poder colocar o corpo todo na cama. – Pediu educadamente. Sua cama podia ser grande, mas Steve tinha martelado regras de limpeza e ordem na cabeça de seu rebento.

– Não, não – Wade já estava chutando fora seus sapatos — Fica até melhor assim. – Concordou, se deitando de bruços, com dois travesseiros embaixo de peito enquanto tomava sua Coca-cola.

– Então, já está em casa. – Peter riu com a atitude do outro, negando com sua cabeça e terrivelmente enternecido. – Vamos lá, então. – Deitou-se ao lado do loro, tomando extremo cuidado com suas bebidas enquanto abria o livro na matéria mais recente. – Quer parte você não está entendo?

– Que tal, a porra toda? – O loiro disse sem qualquer sombra de vergonha, tomando mais um gole do refrigerante.

– Tá bom. Então, vamos do começo. – O moreno abriu o caderno em suas primeiras anotações e o livro nos primeiros capítulos.

A música mudou, indo para a próxima de na lista e mudando completamente o ambiente. Peter não reparou de cara, distraído com equações e teoremas, mas Wade tinha. A música tocava bem baixinho, quase como uma respiração, deixando o momento leve e propício ao romance.

And from the ballroom floor we are a celebration

One good stretch before our hibernation

Our dreams assured and we are, we'll sleep well

Peter começou a explicar para loiro a matéria, mas Wade só conseguia se concentrar de verdade em seus lábios. Peter sempre parava, perguntando se este tinha entendido, fazendo perguntas relacionadas sobre o que tinha de ensinar em seguida e Wade só conseguia pensar em que outros barulhos ele poderia fazer o moreno exclamar. Peter foi guiando sua mão, e Wade foi seguindo, automaticamente, nada assentando a não ser o desejo de estar mais próximo ao outro.

You have stolen

You have stolen

You have stolen

You have stolen my heart

– Muito bom, Wade. – Peter finalmente disse – Hum... Só errou nesse balanceamento aqui. – Pegou o lápis da mão do loiro e o guiou a escrever os números certos ao lado dos que o outro tinha escrito. – Comece sempre pelo elemento que aparece primeiro. Se você errar isso o problema todo ficará errado. – Esticou-se para pega o energético, mas o loiro foi mais rápido passando o corpo por cima das anotações e ficando de frente a Peter.

Ele está tão próximo… O moreno engoliu em seco, mas não se afastou. Não conseguia. Não podia. Não… Não queria.

You have stolen

You have stolen

You have stolen

You have stolen my heart

[Nossa chance. Beije o moço!]. (Ele tem razão! Beija logo!). Mas se ele recuar? [Põe a mão no rosto dele.]. (Assim descobrimos se seremos aceitos ou rejeitados.). [Seja delicado! Senão ele vai assustar! Ele não é aquelas Staceys da vida!]. O loiro pousou a mão que estivera segurando a lata no rosto do menor, vendo-o estremecer com o toque, mas não lutando. Ele estava… fechando os olhos! [(Aceitos!! BEIJA!)].

I watch you spin around in the highest heels
You are the best one, of the best ones
We all look like we feel

O loiro se aproximou pouco a pouco, suas respirações se misturando enquanto seus olhos semicerravam. Seus lábios estavam separados apenas por alguns rebeldes centímetros que imploravam para serem transpostos e suas bocas quase se encontravam num torturante semi roçar de lábios.

I watch you spin around in the highest heels
You are the best one, of the best ones
We all look like we feel

You have stolen

You have stolen

You have stolen

You have stolen my heart

– Wade… Espera… – Pediu de maneira inesperada, assustando ambos. Peter o encarou, corado e ofegante. – Esse vai ser meu primeiro beijo... – Mesmo com o rosto já corado a revelação fez o menor corar ainda mais. – Eu... Eu quero ir com calma... – O moreno se afastou um pouco para poder pensar melhor, sem a presença intoxicante do maior.

A gente ganhou na loteria. (Coitado bem quem ele foi atiçar...). Vamos ser bem carinhosos. [Devagar, mas vai ser a noite toda.]. O dia todo. O loiro se afastou também, pendeu a cabeça para o lado como um filhote de cachorro confuso apesar da cacofonia das vozes em sua cabeça. Como assim devagar? Se fosse mais devagar, demoraria um século para darem um selinho. Decidiu se sentar e esperar por uma maior explicação.

Peter tomou aquele tempo para respirar fundo e se centrar. Ele queria fazer aquilo. Ele queria – ...ai meu Deus! – beijar Wade Wilson! Mas não queria de qualquer jeito. Queria... queria que fosse especial. Havia demorado tanto. Esperava apenas que Wade aceitasse. – Eu quero primeiro ter um encontro com você antes de partirmos para a parte física. Não que eu não queira. – O jovem falou ainda um tanto bambo, mas firme. Ou, pelo menos, com o máximo de firmeza que poderia ter naquela situação.

– ...Encontro? – Wade engoliu a seco e meneou a cabeça positivamente, sorrindo de nervoso. Um encontro...

[(S.O.S!)]

– ...Mas Venom! Por favor! – Wade implorou, juntando suas mãos em súplica de seu ponto ajoelhado no chão – Por favor! Por favor! Por favor! Você não tá entendendo – Pediu, se lançando e segurando na camisa do amigo de uma maneira que ilustrava bem seu desespero. – Me ajuda, pelo amor da Santa Teresa dos Tacos!

– Essa santa nem existe e nem católico você é. – Venom retrucou, sua resposta foi seca, mesmo que por dentro estava começando a padecer. Cruzando seus braços, suspirou. Não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Estava em pé, no meio a sala do pequeno apartamento que ele dividia com seu namorado, enquanto encarava a situação patética que estava se desenrolando aos seus pés. Só Wade Wilson, pensou, negando com sua cabeça. – Para com isso, Wade. Levanta.

– Eddie! – Wade ignorou, se voltando para o outro membro da dupla dinâmica — Me ajuda pelo amor de Anjos que Inventaram os Chimichangas. – O rapaz nomeado apenas ergueu uma sobrancelha, se recusando a levantar de seu ponto de repouso e mantendo a expressão mais blasé que podia conjurar. – Eu realmente estou gostando dele! Argh! Estou gostando dele como eu gostei do Cable. – O loiro afirmou de maneira séria e convicta.

O casal se entreolhou e suspirou em uníssono. Suas expressões corporais divulgavam uma única mensagem: Wade havia vencido. Ele os havia derrotado pelo cansaço e pela gravidade da situação. Eddie passou uma mão irritado por seus cabelos castanhos e Venom pôs suas mãos em sua cintura.

– Como você sequer sabe o que um encontro? – Venom se soltando do loiro dramatico e suspirando mais uma vez – Você teve outros relacionamentos antes, peste – Relembrou ao sentr no sofá e trazendo a cabeça de seu namorado para descansar em sua coxa.

– Mas, mas, mas era tipo, sei lá? Ir para casa um do outro, transar e depois sair comer alguma coisa. – O loiro respondeu, enxugando suas lágrimas, agradecido e ainda muito desesperado. – Ele quer que seja algo, especial! Como assim, cara??

– Isso é pior que eu imaginei. – Eddie comentou, admirado e irritado com aquela loucura todas – Gênio, isso não é um encontro! Isso é uma sessão de fuck buddies não de namorados. – O futuro jornalista explicou, dando um tapa na testa de seu amigo imbecil.

– Mas todos meus namoros foram assim! – Wade justificou, acariciando o ponto atacado – E eu gostava de todas as pessoas com quem eu tava junto.

– O Peter não como seus ex, gênio! – Eddie insistiu, revirando seus olhos. – Você já deu uma boa olhada no moleque? Criado a Ovomaltine! Ele é uma criatura delicada e tem outras necessidades. Necessidades de gente normal. -–Bufou, odiando ter que explicar o óbvio – O que me lembra! Todos os seus ex são loucos! Se a memória não me falha, uma das pessoas que você namorou tem apelido de Morte.

– Deixa ela fora disso, — Wade defendeu, fazendo bico e cruzando seus braços – Ela é legal e sabe embalsamar alguém como ninguém.

– Tenho medo de perguntar como você sabe disso – Eddie negou com sua cabeça, seu rosto contorcido em reprovação.

– Ah! É fácil, meu caro amigo! Permita-me explicar! – Disse o loiro categoricamente, se tornando surdo para os protestos. – Breath play com ataduras e tipo um saco de látex. Foi uma única vez, mas foi ótimo, devo avisar. – Wade adicionou com um sorriso orgulhos; como se práticas BDSM não fossem um tabu e conhecidas por toda a sociedade.

– Isso vai ser muito mais difícil do que eu imaginei. – Venom escondeu o rosto com a mão para ocultar a frustração. – Wilson, pense em algo mais... leve. Por favor.

– Spanking? Wax play? – Tentou o loiro mais uma vez, solícito.

– Nossa! Ok! Isso vai ser um inferno, amor. – Brock riu baixinho, se aconchegando ao seu namorado.

– Wade, eu quis dizer algo mais normal. Por Deus! Como você pode gostar de Golden Girls e ser assim tão ignorante – Venom cutucou na ferida que doeria. Ninguém amava mais Golden Gilrs naquele lado do país que Wade. Sorriu ao ver o loiro se focar completamente diante do desafio e somente quando tinha toda a sua atenção, continuou: — Pensa, tipo, numa saída para algum lugar bem romântico. Ou fazer uma refeição legal em um lugar bacana. Um lugar que dá para curtir momentos simples e preciosos.

O loiro se sentou na poltrona ao lado do sofá que o casal estava e começou a pensar. Tentava se concentrar em como Peter o fazia sentir e onde poderia ver mais de seu sorriso. Pensou, pensou e pensou. Silenciou as vozes para que pudessem pensar juntos.

Finalmente, depois de uma eternidade, ofereceu: – ...Podíamos ir a Coney Island, ir no parque de diversão, comer algodão-doce, corndogs, beber refrigerantes, ver o sorriso dele quando chegarmos no topo da roda-gigante, ver se ele é medroso quando passarmos no trem-fantasma…

Venom sorriu.

– Esse o espírito, Wade. – Eddie disse, enfim. Ainda estava cansado e irritado, porém visivelmente menos do que antes.

Talvez não fosse tão difícil assim.

Notas finais
Eu e Lorage amamos comentários, então podem deixar! Agradeço por ler! Mad kisses!