Notas iniciais
Oi seus fofos! Quanto tempo! Mais um novo capítulo, com bastante atraso mas aqui está! Eu e minha beta andamos super ocupadas, mas não desistiremos da fanfic não. Boa leitura!

A semana passou em ritmo ridiculamente devagar para ambos os jovens que estavam demasiado ansiosos. O encontro ficara marcado para o sábado que estava por vir, porém a estranheza entre ambos permanecia no ar. O beijo não trocado havia deixado consequências. Wade havia cessado totalmente a troca de toques, até mesmo os mais castos.

A falta era ainda mais gritante quando suas mãos estavam próximas e não podiam segura-las, ou até mesmo quando o rosto do menor estava sujo e Wade não se permitia limpar. Odiava aquilo. Queria cuidar dele. Peter merecia ser cuidado.

Em contrapartida, o moreno sentia falta daquelas trocas que o deixavam tão feliz e leve; sentia falta do calor do maior que se aconchegava ao seu lado e ele se aconchegava de volta, em um ato de pura vulnerabilidade. Nunca tivera aquilo antes. Gostava. Gostava de Wade.

A falta de comunicação entre os dois frustrava a quase todos que os cercavam principalmente o casal Venom e Eddie, cujo maior lema era a comunicação. Sem organização prévia, dois fronts de embate foram acionados para resolver a situação. Enquanto o casal ia botar senso na cabeça do loiro, os amigos de Peter resolveram convocar um conclave para resolver a situação.

Aproveitando para ter a tal conversa quando os pais do menor não estivessem em casa, o grupo enviou uma mensagem para Peter para que eles pudessem se falar por meio do Skype.

— Oi pessoal! — Peter anunciou olhando para a webcam e usando o microfone de seu headset. Apesar de sua melancolia, Peter ainda era uma visão de fofura. Seu set tinha um par de orelhas de gato e seu genuíno entusiasmo, mesmo triste, lhe dava ares de filhote e fazia os corações de quem o via bater mais forte. — Tudo bem?

Cada um respondeu em seu tempo e a conversa seguiu guiada por um tema aleatório até Gwen finalmente chegar ao porquê da reunião. — Peter, você parece meio caído.

— Levanta a cabeça princesa, senão a coroa cai — Mary Jane adicionou.

— Aconteceu alguma? — Gwen continuou, palavras de preocupação passando pelo sorriso que MJ despertara.

— Ah — Peter vacilou, incerto. Achava que ninguém tinha reparado. Sorriu sem jeito, sem saber o que dizer. — Não é nada, Gwenstifer. É só.. sei lá..

— Esse é um espaço seguro, Petey — Harry sorriu daquela maneira charmosa que só ele conseguia conjurar. — Estamos todos aqui em comunhão de dores. Fala. O que houve?

O que mais restava a Peter a não ser explicar? Respirando fundo, o moreno se fortificou e começou a explicar a história desde o início. Tomou cuidado, sem saber exatamente o porquê. Todo mundo já sabia de seu... relacionamento com Wade. Mas... tinha medo.

Tinha medo de acharem que ele estava sendo um idiota. Tinha medo de acharem que ele era ingênuo. Tinha medo que o achassem infantil. Tinha medo de estar pondo os pés pelas mãos. Não sabia o que estava fazendo! Era seu primeiro relacionamento. Tinha medo de estar estragando tudo!

Quando terminou, houve uma longa pausa. E então, som. E fúria.

— Então quer dizer que você vai ter um encontro com aquele delinquente? — Harry foi o primeiro a falar. — Um idiota sem futuro, como o Wilson? Um babaca que não sabe manter as mãos para si mesmo?! Você enlouqueceu, Peter? — Exigiu com um rugido — Era melhor você sair com um... um macaco! Por favor, Peter! Seus pais sabem disso? — Harry perguntou antes que o moreno pudesse responder.

— Bem... N—não exatam--

— E você está aí se debulhando em lágrimas por causa disso? Por causa dele?! Me poupa, Peter. Eu tô vazando. — E com isso desconectou, deixando todos pasmos com sua explosão.

—Desculpa, gente... — Peter pediu, suspirando e envergonhado. — Eu sei que é meio bobo e-

— Não é bobo, Peter. — Mary Jane interveio, sua expressão gentil e franca. — É o que você está sentindo. É válido.

— Você deveria falar com ele. — Gwen sugeriu com um sorriso incentivador.

— Ele obviamente gosta de você e te dá ouvidos. — Betty relembrou. — Tenho certeza que ele vai querer saber se algo te incomoda ou não.

— Mas... — O que Harry dissera ainda estava muito fresco na memória de todo mundo.

— Esquece o Harry. Eu vou falar com ele. — MJ relevou, dando os ombros. — Fala com o seu boy, Peter. Coragem.

— Vocês... tem certeza? — Peter perguntou ainda incerto

— Absoluta. — Gwen respondeu de maneira quase seca.

— Inquestionável — Mary Jane adicionou, puxando seu telefone para começar a repreender Harry.

— Sem sombra de dúvida — Betty sorriu, levantando seus dois polegares, fazendo Peter rir.

Peter abaixou seu rosto, sem jeito como sempre diante do pilar de apoio que eram suas melhores amigas. Corou, sorrindo de maneira doce e agradecida para as três — Valeu, meninas... Eu-Valeu.

— Ai que gracinha! Vou apertar essas suas bochechas de gatinho — Betty exclamou, fazendo caretas para a câmera.

— Ai Betty! Vou ter pesadelos! — Mary Jane reclamou.

— Vai na fé, Petey. Vai ficar tudo bem — Gwen concluiu antes de lhe dar um sorriso maroto e confiante. — Eu quero saber mais como vocês planejaram o encontro!

E assim, Harry foi esquecido. Pelo menos, por aquela tarde. Suas palavras esquecidas, dando lugar a brincadeiras, risadas e boas lembranças.

Assim que terminou a conversar, o moreno se jogou de volta na cama, seus olhos presos no teto. Seus pensamentos iam e viam; voltando para Wade, passando por suas amigas, parando em Harry antes de voltar para o loiro em um ciclo vicioso. Harry sempre fora sociável e charmoso... Não conseguia entender porque ele estava agindo daquela maneira tão irritadiça de repente!

Mas se bem que... Harry só parecia explodir quando tocavam no assunto de Wade. Será que ele tinha um problema com o loiro? Ou será que Wade havia feito algo com seu amigo? O pensamento lhe encheu de tensão, seu instinto protetor gritando para que tirasse satisfação com o delinquente antes que sua cabeça pudesse considerar a hipótese completamente. Peter podia não saber lidar com seu bullying, mas jamais deixaria que ele ocorresse com seus amigos.

O pensamento, no entanto, acabou descartado. Wade, afinal, o havia confessado que ele só ia atrás de alunos que mostravam comportamento violento com os outros. O que, em si, era bom. Deu-lhe calma. Mas também era ruim, pois estava de novo na estaca zero.

Suspirando de maneira cansada, acabou fechando os olhos e quase imediatamente dormindo. Dormiu sem sonhos, uma benção em todos os sentidos para um dia emocionalmente carregado, e, enfim, descansou. Só foi acordar quando JARVIS suavemente anunciou que seus pais haviam chegado.

Uma súbita carência o sobreveio. O conforto de suas amigas fora um alivio para sua mente tribulada, mas agora Peter ansiava por amor maior. Viu-se levantando, correndo para buscar seus pais que estava calmamente trocando farpas e afetos.

— Papai, pai! — O moreno interrompeu, se jogando nos braços de ambos os pais e se enfurnando em seu enlaço coletivo.

— Rebento! — Tony exclamou, sorrindo surpreso. Mesmo depois de um dia cheio no escritório, ele ainda conseguia ter energia para agir como se nada acontecera; em seu estado de charme natural. — Nossa, como está pesado! Seu pai está te dando chumbo para comer?

— Só por que o vibranium acabou. — O loiro retrucou, escondendo seu rosto visivelmente esgotado e alguns roxos contra os cabelos de seu filho. — Está tudo bem, campeão?

— Tudo bem, sim, pai. Tava só com saudades — Peter admitiu sem qualquer sombra de vergonha. Ele sabia que podia ser um pouco infantil diante de seus pais. — Dia ruim para vocês dois? — Perguntou o moreno menor de maneira empática.

— Poderia ser melhor. — Steve respondeu com um sorriso, passando a mão pelos cabelos do filho antes de se afastar.

— Uma bela mer-- Um saco, rebento — Tony bufou, desfazendo sua gravata. — Com a sua tia Pepper de férias, foi cheio de reuniões inúteis! E ainda tivemos um problema de novo como projeto que temos com a OsCorp. E nem me deixe começar com os carregamentos de Wakanda. — O inventor foi listando, movendo sua mão como uma matraca — A Shuri está uma arara, querendo tirar a cabeça do Norman e colocar em uma exposição.

— Você ainda não conseguiu se entender com o Osborn? — Steve perguntou no meio de todo o discurso, curioso e reservado. Assim como Tony, havia no soldado um desgostar pelo empresário que Steve não conseguia descrever em palavras. Mas que estava lá e se recusava a ser ignorado. Porém, diferente de seu marido, o capitão não deixava estes sentimentos vazarem para o seu modo de lidar com o homem em questão ou qualquer coisa que dele vinha. Peter admirava isso em seu pai; a sua sensatez de lidar com tudo, até mesmo com homens preconceituosos como Norman Osborn.

— Não, ele continua intragável. — Tony estremeceu, como se tivesse engolido algo amargo e desagradável. — Mal consigo ficar mais de meia hora na mesma sala de reuniões que ele. — Tony suspirou e voltou sua atenção para seu filho, que sorria diante da troca de seus pais. — Mas e você, minha cria? Tem algo de interessante que nos queira contar do colégio? Um outro acidente com o bico de Bunsen?

— Ah pai! Sinceramente! — Peter corou, revoltado — Isso foi ano passado e você sabe disso! — Steve ria baixinho da cara de desagrado adorável do filho. — Mas... — A pausa chamou a atenção de ambos os adultos — Eu queria contar algo para vocês que eu ainda não contei.

Steve se sentou no braço do sofá de maneira casual e aberta, já silenciosamente convidando o menino a seguir seu exemplo e conversar. Seu pai era bom nisso também, Peter notou. Principalmente quando ele sorria de maneira encorajadora enquanto deixava tempo para o menino se organizar.

— Pode falar, meu filhote de homem — Tony disse, invadindo aquele tempo e o espaço de Peter para lhe puxar em um meio abraço. — Nada pode ser tão difícil quanto entender a teoria das cordas!

— Ah, pai! — Peter bufou, fugindo de Tony para cair no sofá — Não é nada disso!

— Então, pode falar, Pete — Steve disse, calmamente passando sua mão pelos cabelos do menino em um gentil cafuné enquanto Tony se sentava na mesa de café.

Isso. Era isso que buscara ao acordar. Era isso que precisava agora. O jovem começou a contar toda a história com Wade, revelando os seus sentimentos que apareciam quando o tinha por perto, também sobre o quase beijo e, claro, o encontro. Com cada fase explicada, Peter foi se sentindo mais leve, mais livre. A presença constante e firme de seus pais lhe reconfortava e finalmente toda aquela ansiedade foi o deixando.

Acabou por dizer que iria sim conversar com Wade e que realmente acreditava que tudo ia ficar bem. Abraçou ambos, seu coração leve como uma pluma. Era incrível o que apenas conversar com seus pais lhe fazia. Neles, Peter sabia em seu coração, tudo realmente ficava bem.

Infelizmente, ou felizmente, Peter não viu os sorrisos de Tony ou Steve desaparecerem e o terror inimaginável que os sobreveio quando ele falou a palavra “encontro.”

Wilson chamou o menor para um café depois da aula para que pudessem conversar de maneira calma e clara. O levou para um café pouco conhecido pelos alunos essa privacidade em mente. Peter gostou do local, mas nunca em sua vida conseguiria imaginar Wade ali. Era elegante e discreto demais para o loiro.

Enquanto o menor foi comprar bebidas — nada ajudava um tête-à-tête como café —, o maior foi pegar uma das mesas na parte interna que estava vazia, principalmente por causa do tempo levemente chuvoso.

— Então... o que você queria me dizer, Wade? — O menor perguntou, sem jeito; sem saber como esse tipo de conversa deveria fluir.

— Então príncipe, estamos estranhos um com outro. Não gosto disso. — [Faca Shinso 9000, corta tudo]. (Que isso, mais afiada que a katana do Samurai X). Mas a katana dele era cega. (Não era afiada ao contrário para poder fazer o estrago quando ele usava a técnica doida dele). [Você tem certeza?]. (Absoluta!). Se você diz.

— Wade, a cara de maníaco. — Peter alertou e dando graças a Deus por estarem sozinhos. Ele já havia se acostumado, mas crianças, e certos adultos, ainda se assustavam com aquela cara.

— Não mude de assunto, baby boy. — Retrucou de maneira gentil, querendo evitar qualquer mal-entendido.

Peter voltou seu olhar para o capuccino em suas mãos e depois suspirou. Mexeu seus dedos nervosamente e tomou um gole da bebida quente, ignorando a queimadura em sua língua. Wade realmente estava tacando aquilo em seu colo? Ele não sabia o quão... Incompetente ele era naquele assunto de relacionamentos? Peter não sabia de nada! O encarou. O loiro esperava pacientemente e calado.

Droga...

— É... É que parece que você está me evitando. Sabe? Você... Você evita ficar muito perto de mim e você as vezes nem olha para mim direito. E aí, tá tudo bem e de repente, você me evita como um europeu do século XIV evita a Peste Negra. — Acabou lhe escapando, tímido, porém ainda com um tom de decisão.

Wade franziu seu cenho. — Você disse que queria ir devagar. Então, eu achei melhor recuar, para não te assustar e não te afastar. — Nossa, até nas comparações ele é inteligente. [Acho que estamos com uma ereção]. (Sim é com certeza uma ereção induzida por inteligência).

— Era para ir devagar, mas não voltar à estaca zero. Ou o nosso equivalente de estaca zero! Você sempre foi muito carinhoso comigo e...! E... Eu sinto falta disso. — Peter fungou, seu olhar caindo de volta para o cappuccino, corado pela declaração que fizera.

— Petey... — O loiro passou a mão pelo tampo de madeira da mesa e pegou delicadamente a mão do menor e a apertou em seguida. ­— Eu te entendo, porque eu sinto o mesmo. Eu estava ficando louco, na verdade, mais louco. — Brincou, tirando um sorriso do menor, fazendo ambos relaxarem. — Eu sei que está sendo difícil a gente se acertar, mas eu quero isso. Gosto de está com você, do seu papo, do seu sorriso... Eu gosto de você. — O loiro corou, pigarreou, porém, não soltou a mão do menor.

— Wade... — Peter disse satisfeito, apertando a mão do maior de volta. — Obrigado.

— Não, príncipe, obrigado você — O loiro disse antes de o puxar para um beijo.

Sábado finalmente chegará e Peter estava notando que havia algo... Estranho no ar. As coisas na escola haviam voltado ao normal. Wade abraçava o menor, pegava sua mão no corredor, limpava seu rosto quando o mesmo estava sujo, até mesmo os dois trocavam beijos castos na bochecha um do outro. Mas em casa... Algo havia mudado.

Não era algo necessariamente ruim. Ou pelo menos, ele achava que não era ruim. Só era estranho.

Desde que conversara com seus pais, ele estavam mais... afetuosos. Se é que aquilo era possível! Tony lhe chamava mais vezes a garagem. Steve sempre vinha para seu quarto conversar. O tempo de família havia aumentando exponencialmente diante do aproximar do final de semana. E não era ruim! Mas Peter não entendia o porquê.

Mas algo lhe dizia que seus pais precisavam de amor e nada lhe partia mais o coração do que imaginar seus pais se sentindo mal, se duvidando, ou se sentindo sozinhos ou abandonados! Assim, o menino respondia a todos os afetos, claro. Era naturalmente carinhoso, porém essa era uma ocasião especial. Todos os seus abraços precisavam ser extra apertados.

Fez uma nota mental daquele detalhe ao acordar. Iria abraçar seus pais bem apertado antes de sair para seu encontro com Wade e talvez, na volta, trazer algo gostoso para eles comerem. Isso os deixaria felizes, ne?

Foi com o sorriso daquele plano o com que entrou na cozinha. E foi aquele sorriso que desapareceu quando a encontrou cheia; quase todos os seus tios e tias lhe esperando para o café da manhã.

— Ah... — Sua mente estava em branco diante daquele mar de pessoas. — Bom dia?

— Peter! — Seus tios viraram para si e o cumprimentaram em uma súbita cacofonia.

— Meu querido sobrinho, viemos a saber que você tem um encontro no presente dia e estamos muitíssimos orgulhosos de você. — Peter conseguiu identificar a voz de Loki no meio do caos e o passar de sua mão em sua cabeça junto com um beijo em sua testa.

— Meu rebento agora é um adulto! — Seu pai anunciou, o apertando em um abraço torto — Mentira! Nunca será um adulto aos meus olhos. — Tony prontamente o amassou antes de dar chance para Steve o fazer.

— Meu campeão está crescido. — O loiro estava com os olhos marejados e fungava de leve enquanto abraçava o menor.

— Não, papai, não chora. — Peter abraçou o pai com força. Detestava quando Steve chorava. O fazia querer chorar também. — Eu só estou indo sair com o Wade.

— Corrigindo: você está indo a um encontro com Wade, Peter. Não diminuía isso para agradar seu pai. — Carol Danvers, namorada de Natasha interviu, seu tom militar, objetivo. — Você está crescendo e nenhum de nós pode fazer nada para parar isso. — A loira era como sempre direta e até mesmo um pouco insensível.

— Danvers, por que você está aqui de novo? Para matar meu marido do coração? — Tony perguntou, irritadiço a modo de cobrir a mágoa da realidade.

Isso, claro, desencadeou um caos renovado de pessoas falando uma por cima das outras. Peter ouviu tudo se sentindo um pouco deslocado, já que o assunto mudava com tanta rapidez que não havia espaço para intervir. Acabou por se juntar a seu tio Thor que comia tranquilamente enquanto os outros discutiam.

Peter admirava muito seu tio Thor. Enquanto grande parte de sua família estendida era propicia ao estresse, Thor parecia ter uma visão holística dos problemas e uma estratégia objetiva ao soluciona-los. Ele não estressou o menino com sentimentos ou perguntas incomodas sobre seu primeiro relacionamento. Thor apenas lhe serviu panquecas e lhe perguntou se ele gostara da última atualização de Skyrim.

A conversa fluiu entre eles de maneira orgânica enquanto caos reinava ao redor e Peter se viu falando a respeito de Wade. Thor apenas sorriu e lhe perguntou como era Wade; se o mesmo era forte; se era digno; e se tinha boa índole. Peter respondeu às perguntas com um sorriso sonhador nos lábios, sua voz animada toda vez que lembrava algo que o loiro mais jovem havia feito e recontando logo depois. Tão distraído estivera em sua narrativa, que mal reparara nos adultos que estavam prestando cada vez mais atenção em suas palavras.

A manhã fora boa apesar de agitada, mas Peter amou cada segundo. Eles moravam tão longe! E fazia tanto tempo que não passavam tempo juntos! Seus tios acabaram passando a manhã toda disputando quem ficaria mais tempo com ele antes de seu encontro e Peter não conseguiu mesurar forças para protestar. A família era um caos, mas o menino amava cada uma daquelas pessoas e estava feliz em revê-los.

O caos acabou se estendendo até o almoço e esse foi o momento em que precisou se afastar. Precisava se arrumar para ir ao encontro. Sua família o deixou partir, onze pares de olhos o seguindo enquanto ele trocava mensagens com Wade que havia ignorado sem querer durante a manhã.

— Barton você vai seguir o Peter nesse encontro. — Tony disse em tom de finalidade quando Peter estava fora de seu campo de visão.

— Mas-- o quê? — Clint que estava com o braço em volta do agente Phil Coulson, seu marido.

— Alguém tem que monitorar esses dois. — Steve concordou, cruzando seus braços — Quero a certeza que eles estão bem e seguros.

— Desculpe, mas o que caralhos? — Clint exigiu, franzindo seu cenho para o casal que havia aparentemente enlouquecido — Não adianta me olhar desse jeito Steve. Eu não sou babá e o Petey não é bebê. — O arqueiro profissional afirmou. — Eu não vou.

O casal disse em uníssono e finalidade. — Você vai.

Notas finais
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