Por Grace.
—Vamos Grace, levanta!.
—Não Sophia! Eu vou ficar aqui pra sempre.
Ela riu e se abaixou ficando sentado ao meu lado no chão.
—Para, não é tão difícil.
—Pra você! Olha só o tamanho desse salto Sophia, já reparou que ele deve ter uns 30 cm?-Disse apontando pro salto que estavam nos meus pés.
Ela continuou rindo.
—Você consegue! E esse salto tem exatos 10 cm.
Eu a olhei.
—Porque eu não posso simplesmente usar uma sapatilha? Fica tão bonitinho sapatilha com vestido.
—Não com vestidos longos Grace. Levanta e tenta de novo.
—Eu sei que eu vou cair, pra que tentar de novo?
Ela me olhou séria.
—Tá bom!-Bufei e me levantei.
—Isso, agora olha pra mim.-Eu a olhei.- Você já está andando corretamente na linha imaginária e também não está andando somente pelas pontas do salto parecendo um robô, mas sabe o que realmente falta?
—Você deixar eu tirar esse trosso e irmos jantar?
Ela riu.
—Não, falta confiança! Confie em você Grace! Lembra que eu disse que uma princesa sabe andar de salto perfeitamente, que é basicamente um dom natural? -Eu assenti. -Agora você só precisa acreditar nisso.
—Tá bom, eu Grace Stuart acredito que não vou cair dessa escada que está debaixo dos meus pés em forma de sapato.
—Isso!-Ela deu uma risadinha.-Agora ande, pense como se tivesse no seu all star horroso.
Eu a olhei ofendida.
—Pra sua informação meu All Star é lindo!
—Que seja, parece que você está é enrolando pra não andar.
—Claro que não!-Disse.
—Então ande!
Comecei a andar.
Eu não vou cair, não vou cair!
Dei uma volta pelo salão todo e adivinhem? Eu não cai!
—Sophiiiiiiia!!!!! Eu não caí.-Disse dando pulinhos.
—Eu falei que você conseguia!-E ela sorriu pra mim.
Então eu corri até ela para lhe abraçar de felicidade, mas infelizmente não cheguei ao meu destino, muito pelo contrário! Eu tropecei em algo enquanto corria a dei de cara com o chão.
—Aii. -Choraminguei.
Dando risada, Sophia me ajudou a levantar. A olhei séria e perguntei.
—Posso tirar essa coisa?
Ela assentiu.
Depois de terminar de colocar meu sapato olhei Sophia sorrindo.
—Obrigada Sophia.-Disse de uma forma sincera.
—Por te ajudar com o salto?-Ela perguntou confusa.
—Nao! Por dizer que eu só preciso acreditar mais em mim.
Ela sorriu mais uma vez.
—Agora é só praticar que estará divina na sua coroação.-Ela disse indo em direção a porta.
Ela já ia embora.
—Sophia.
—Sim...
—Eu adoraria conhecer você melhor! O que acha de você, Julie e eu fazermos uma festa do pijama hoje pra isso?
Ela sorriu.
—Eu nunca fui a uma festa do pijama.
—Então está a fim de ir em uma?
—Claro! Será uma honra!
—A honra será toda nossa!
—E o que se faz em uma festa do pijama?
—Ah, a gente faz pipoca, brigadeiro, assistimos filmes, ouvimos música e conversamos.
—Então vou pedir para prepararem os lanches.
—Não, não precisa incomoda-los,nós mesmo fazemos.
—Vocês sabem fazer essas coisas?
Eu ri.
—Encontrei uma coisa que você não sabe fazer.
—É que nunca foi preciso.-Ela disse meio sem graça.
—Sem problema, nós te ensinamos, você vai ver é bem divertido. Vamos pra cozinha depois do jantar pra preparar as coisa tá bom?
Ela assentiu e saiu. Não esperei muito e sai correndo em direção ao quarto da Julie, bati na porta de um jeito desesperado enquanto dizia.
— Julie, Julie!!! Abre essa porta!
Ela abriu.
—Que foi? Que agonia é essa? Vai tirar alguém da forca?
—Eu chamei a Sophia pra nossa festa do pijama de hoje a noite.-Disse com um sorriso descarado.
—Mas eu nem sabia que a gente teria uma. Entra e me explica isso direito.
Eu entrei e me sentei em sua cama.
—É que eu queria conhecer ela melhor então tive essa idéia! E combinei de preparamos as coisas depois do jantar.
Ela assentiu.
—Vamos logo jantar então que eu estou com uma fome de uma 15 pedreiros.
Eu ri.
(...)
—Pra onde fica a cozinha, Sophia?-Perguntou Julie.
—Que alívio!!! Achei que só eu estava perdida.-Comentei e a Julie riu.
—Só me sigam!-Disse Sophia assim fizemos.
Assim que chegamos encontramos as cozinheiras jantando, assim que nos viram uma delas se levantou automaticamente.
—Altezas! No que posso ajudar?-Perguntou a senhora sorrindo docemente.
—Perdão como é o nome da senhora?-Perguntei.
—Ah querida, pode me chamar de Nana.
—Então Nana, Nós só vamos fazer algumas besteiras básicas pra uma festinha do pijama que estávamos organizando pra hoje a noite.-Eu disse e ela já foi se movimentando para preparar as coisas, mas eu segurei sua mãe a impedindo de pegar algo.
E enquanto eu conversava com Nana, Julie e Sophia já estavam pegando as coisas que precisaríamos.
—Não se preocupe, eu e Julie sabemos cozinhar! Pode terminar de jantar tranquila.-Eu disse a ela negou.
—Não alteza! Estou aqui para servi-lá no que for do seu agrado.
—É do meu agrado que você termine de jantar e vá descansar. Aliás, a comida estava divina como sempre!
—Gentileza a sua alteza!
—Então vá terminar de comer antes que esfrie.
—Já que insiste! Vou me retirar alteza.-Ela disse fazendo a reverência.
—Não,não não!!! Por favor nada de alteza ou reverências, me chame de Grace!
—Como desejar alt... Grace!
—Boa noite Nana!
E assim ela continuou a jantar. Me aproximei das meninas.
—Sophia, não para de mexer se não queima.-Dizia Julie enquanto estourava pipoca.
—Ai meu Deus! Eu não levo jeito pra isso não!.
E eu ri da sua expressão de assustada.
—Calma Sophia! É fácil! Você só precisa mexer um pouco mais no meio.
Depois que prepararmos tudo fomos limpar a bagunça que fizemos.
—Desculpa meninas! Mas eu não vou lavar essas panelas nao! Fiz minhas unhas hoje e não está nos meus planos estraga-las.
Eu olhei pra Julie e nós o sabíamos o que teríamos que fazer pra saber quem deveria lavar aquelas panelas.
—Pedra! Papel! Tesoura!-Dissermos em uníssono.
Ambas colocamos papel, depois colocamos tesoura e por fim eu coloquei pedra e Julie papel!
Merda.
—Eu te embrulhei!!!-Ela comemorou com pulinhos fazendo Sophia rir.
—Affs eu sempre perco!-Disse indo lavar as panelas.
Já no meu quarto, estávamos nós três sentadas na minha cama quando Julie decide quebrar o silêncio.
—Que tal irmos fazendo perguntas umas pras outras?
Nós assentimos alegres.
—EU COMEÇO!!!-Gritou Julie.
—Manda!-Eu disse.
—A minha primeira pergunta vai pra você....-Ela ficou entercalando seu olhar entre mim e a Sophia.-SOPHIIIIA!
—Ai meu Deus! Tenho até medo do que você vai perguntar-Disse Sophia fazendo careta.
—Então... você já pensou alguma vez e deixar o palácio?
—Não! Apesar de eu ter muitas tarefas eu tenho uma vida muito boa aqui e nunca pensei em ir embora.
—Agora sua vez!! Quem será sua vítima?-Perguntei.
—A pergunta vai pra vocês duas.
—Manda!!!-Disse.
—Como é viver em um orfanato? Ficar sem os pais?
—Não é nada a mil maravilhas,mas é melhor do que ficar na rua.-Disse Julie.
—Ficar sem os pais é que era o mais complicado, porque não tinha ninguém pra contar histórias pra nós dormimos, e também não havia ninguém do nosso lado quando acordavamos a noite por conta de um pesadelo.-Eu disse.
—E como era pra vocês irem pra escola?-Perguntou Sophia.
Julie começou a falar enquanto eu comia um pouco de brigadeiro.
—Íamos a escola pública mesmo! Nessa parte era como qualquer outra passoa normal.
—Vocês aprontavam muito?-Perguntou Sophia
—Quem disse que a Grace deixava? Essa garota sempre foi certinha!
—Nem bem Julie!!! Eu que que livrava de se dá mal.
Sophia riu.
—Agora sou eu ne? -Perguntei.
Elas assentiram.
—Sophia.... e os crush?-Perguntei sorrindo sinica.
—ELA FICOU VERMELHAAAAA-Gritou Julie.
—Eu não posso ter crush.
—Porque?-Eu e Julie perguntamos em uníssono.
—Eu estou noiva desdo meus 6 anos.
—O que?!!!!-Perguntamos em uníssono novamente.
—Eu estou noiva do príncipe Oliver desdo 6 anos.
—Ai credo! Casamento arranjado que coisa mais cafona!-Disse Julie.
—Mas vocês se dão bem?-Perguntei.
—Eu... eu gosto dele!
—Aaaaaaaaaaaaaaaaaaa.-Gritava Julie de um lado a eu de outro.
Sophia ficou ainda mais vermelha.
— Nos conte sobre ele!-Mandou Julie.
—Ele tem 22 anos igual a mim, e ele é gentil! Fofo! Lindo!!! Vocês não tem noção do quanto ele é lindo. E quando estou com ele parece que nada mais importa.
—Hmmmm ta apaixonada!!!!!!-Disse Julie.
—E quando vamos poder conhecer esse sortudo? -Perguntei.
—Ele vai está aqui na coroação!-Ela disse impolgada.
—Quero conhecê-lo.-Disse.
—Mas é claro! Vou te apresentar a ele assim que chegar.
—Que b...-Não terminei de falar pois Julie me acertou com o travesseiro.-Ah, mas isso não vai ficar barato!- E lhe dei uma travisseirada também.
—Meninas parem! Vão acabar se machucando.
Eu e Julie nos encaramos e a acertamos também, começando assim uma guerra de travesseiros.
Já passei por muita coisa, mas eu com certeza posso dizer "É bom estar aqui".
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