De repente irmão
11 Mágoa
Notas iniciais
Finalmente, depois de muitas manhas do Sasuke, ele ficou bom. Perdeu o resto da semana de aula, mas ficou bom e já não sente mais nada.
Então resolvi seguir o conselho da minha namorada soberana, Izumi, e pensar num programa bem legal pra fazer com o Sasuke, assim nos conhecemos melhor. O grande X da questão é: O que vamos fazer ?
Pensei num parque de diversões, mas o Sasuke já está muito grande pra brincar no carrossel. Parque aquático... Não, não, pois provavelmente ele tentará me afogar ou alguma coisa do tipo. Circo ? Argh, credo, odeio palhaços. Teatro ? Não, vou acabar dormindo. Cinema também não é uma boa, pois só vamos ver filme e nem vamos poder conversar. Quem sabe um zoológico... Isso ! Do zoológico ele deve gostar.
Vamos passear como dois irmãos que se amam, vamos conversar, comer e vamos nos entender. Perfeito !
Itachi, você é um gênio.
Cheguei em casa após ter ido ao supermercado pra fazer umas compras e vi o Sasuke deitado na cama dele, ou melhor, no sofá; ainda está de pijama, enrolado no lençol e mexendo no celular.
– Oi maninho — Fui entrando com as sacolas, coloquei tudo na cozinha pra arrumar depois e voltei para a sala — Tive uma idéia — Me sentei no sofá menor e notei que a criaturinha sequer desviou os olhos do celular — Ei, eu tô falando com você.
– Porcaria ! — Praguejou antes de bloquear a tela do celular e olhar para mim — Eu estava jogando, ia quebrar o meu recorde e você me atrapalhou.
– Bem, voltando ao assunto, eu tive uma idéia — Voltei para a minha empolgação anterior, mas a cara de desânimo do Sasuke consegue entristecer qualquer um — Que tal sairmos para fazer alguma coisa juntos ?
– Você vai me esquecer aonde dessa vez ? — Esse moleque tá caçando um jeito de apanhar.
– Não vou te esquecer em lugar nenhum — seu pé no saco — eu quero passar um tempo com você, pra nos conhecermos melhor.
– Foi a Izumi quem te deu essa idéia ? — Garoto esperto... Muito esperto.
– Não vamos entrar em detalhes — Sorri sem graça — Então, o que acha ? Hoje é sábado, nenhum de nós tem aula e podemos nos divertir um pouquinho.
– Tudo bem — Deu de ombros e voltou a mexer no celular — Pra onde vamos ?
– Pro zoológico.
– Sério ? — Ele largou o celular na hora e me olhou com certa expectativa e surpresa. Não falei que o garoto ia gostar ?
– Sim, aqui tem um enorme. Você gosta ?
– Na verdade eu nunca fui — Respondeu — Suna não era uma cidade tão grande, tinha um bosque com alguns animais, mas zoológico mesmo não tinha.
Ótimo, vai ser uma novidade pra ele, então com certeza o pirralho vai gostar.
– Então nós vamos depois do almoço, pode ser ?
– Por mim tudo bem.
Peguei o celular para mandar uma mensagem pra Izumi, contando que o plano deu certo.
Eu:
"Amorzinho, o pirralho aceitou sair comigo.
Vamos pro zoológico.
Reza pra dar tudo certo."
Namorada soberana:
"Para de chamar seu irmão assim, amor.
O nome dele é Sasuke !"
Ah, Izumi, a defensora das criancinhas indefesas. Eu sabia que o Sasuke ia virar o xodó dela, só espero que ela não o acostume mal, pois criança é que nem cachorro, se acostumar mal já era.
Eu:
"Ok, foi mal...
Enfim
Vamos sair hoje."
Namorada soberana:
"Tenta não dar mancada.
Acho que o Sasuke ainda não se divertiu desde que chegou aqui.
Espero que os dois aproveitem.
E conversem como pessoas civilizadas.
Sem brigas.
Não perca a cabeça com ele.
Só repreenda se for realmente necessário e meça suas palavras."
Porra, não preciso de tantas instruções, principalmente porque é a primeira vez que eu vejo o Sasuke realmente animado desde que chegou aqui e isso é um tanto quanto gratificante.
Eu:
"Tudo bem, sargento.
Eu vou cuidar bem do pirralho.
Ou melhor, do Sasuke.
Nada de ruim vai acontecer, será um passeio sem tretas."
Namorada soberana:
"Kkkkkkk ok então.
Beijocas"
Esquentei duas lasanhas de quatro queijos no microondas, uma para mim e outra para o Sasuke, então almoçamos juntos na sala -até porque não tem mesa na cozinha- e não discutimos, apenas comemos juntos e depois fomos nos arrumar.
Tomei banho primeiro e quando saí o Sasuke já estava na porta do banheiro esperando para entrar depois de mim. Fui pro meu quarto e vesti uma calça jeans com uma camisa preta, fiz um rabo de cavalo baixo no cabelo e calcei um par de tênis também pretos.
Conversei mais um pouquinho com a Izumi pelo WhatsApp e quando saí do quarto já vi meu irmãozinho arrumado na sala, vestindo uma bermuda jeans, camisa azul clara e calçando um par de tênis All Star. Ele está distraído, mexendo no celular, e, olhando direitinho para seu rosto sério, -concentrado em seja lá o que ele esteja mexendo- dá pra ver que ele tem alguns traços do papai, embora se pareça muito mais com a nossa mãe.
– Já tá pronto ? — Indaguei, então o garoto me olhou e assentiu com a cabeça — Então vamos ?
– Tá, vamos.
Mesmo estando animado esse moleque tem uma cara de desânimo. Será que ele era assim antes ou piorou com a morte da mãe ?
Fomos de carro até o zoológico de Konoha, demorou mais ou menos meia hora pra chegar, mas ficamos em silêncio durante o trajeto, uma vez que Sasuke não fez questão de conversar.
Os olhos do garoto brilharam quando nós chegamos, mesmo que discretamente, Sasuke está muito animado. Entramos no zoológico e Sasuke observava tudo com atenção, o rapazinho morava numa cidade pequena e obviamente que nunca teve oportunidade de ir num lugar como esse. Bem, acho que tenho muitos lugares para levá-lo aqui.
Será que ele já foi num museu, numa pista de gelo ou será que já jogou beliche ? Cara, eu tô ficando empolgado.
– Eu adoro ver os leões, vamos lá ? — Chamei e Sasuke prontamente assentiu. É claro que vamos rodar o zoológico inteiro, mas eu amo ver os grandes felinos.
Lembro de como eu gostava de vir nesse zoológico com a minha mãe, acredito que Sasuke e eu teríamos nos divertido muito aqui se tivéssemos crescido juntos. Não só aqui, como em outros lugares também.
– Olha os tigres — O garoto se aproximou da jaula dos tigres — Que legal...
– Gostou ?
– Sim, gostei.
– Os leões estão logo ali, vamos lá.
Depois de mim, os leões são as criaturas mais perfeitas que poderiam existir. São realmente lindos. Nos aproximamos da jaula para olharmos os bichos, Sasuke pareceu ter gostado.
– Eles são muito bonitos — Disse o garoto.
– Já tinha visto um ?
– Sim, no circo, mas faz tempo.
Ficamos andando pelo zoológico para ver os animais, mas o Sasuke ficou bastante calado, apenas fazia alguns comentários sobre os animais e só isso.
Depois de andar um pouco, achei que seria legal parar pra comer e tomar uma bebida gelada, então fomos procurar por alguma lanchonete vazia, pois isso aqui tem mais gente do que a turma dos reprovados em Cálculo 1. Pegamos uma mesa vazia que por sorte está perto de uma árvore e faz uma sombra gostosa, pedimos um cachorro quente completo e um copo de suco pra cada.
Ele ficou distraído, olhando para o lado, parecendo pensativo... Sasuke é bem quieto e às vezes parece uma verdadeira incógnita... Argh, credo, incógnita me lembra de Cálculo.
– Então, tá gostando do passeio ? — Merda, eu só sei perguntar isso. É foda não ter assunto com uma pessoa.
– Você já me perguntou isso umas quinze vezes, Itachi — Ele riu — Sim, eu tô gostando.
– Que bom — Cara, a melhor idéia que já tive foi pensar nesse passeio, nem acredito que esse purgante tá gostando — Você parece preocupado.
– Tô pensando nas matérias que eu perdi — Suspirou — Vai ser tenso correr atrás do prejuízo.
– Eu posso te ajudar em algumas matérias e você também pode pedir ajuda pra algum amigo...
– Eu não tenho amigos — Ele me cortou.
Ainda por cima é anti social. Ninguém deve aguentar esse pirralho na escola, no mínimo ele é aquele aluno nerd calado que sofre bulling e vive excluído.
– É a menina do cabelo rosa ? — Questionei, com um fio de esperança de que ele tenha pelo menos conversado com um ser humano do sexo oposto.
– A Sakura ? — Pelo jeito que ele pronunciou o nome da garota e pela experiência que eu tenho, meu irmãozinho ainda vai ficar com ela, tenho certeza — Ela é só uma colega de classe.
Ele finge que me engana e eu finjo que acredito.
– Fala com ela, pede pra ela te ajudar — Isso, Itachi, a melhor coisa que você pode fazer pelo seu irmão que está entrando na puberdade é dar uma de cupido para ajudá-lo a descobrir os prazeres da vida — Se você quiser chamar a Sakura pra ir estudar lá em casa, fique a vontade.
– Não, obrigado — Esse moleque corta pro outro lado ? — Ela é irritante.
Ah, aquela fase em que os garotos não gostam de se misturar com as garotas por elas serem irritantes... Mas, com o tempo, o clube do bolinha vai se desfazendo e aí os garotos vão querendo se aproximar das meninas aos poucos, é quando acontecem as primeiras descobertas.
– Bem, aí quem decide é você.
Gente, que tipo de pré adolescente não se aproveita do fato de poder estar sozinho em casa com uma garota ?
Uma moça muito linda veio trazer nossos lanches. Itachi, você tem namorada, não olhe para outras garotas mesmo que isso não arranque um pedaço... Bem, não arranca se a Izumi não estiver por perto.
– Você vem sempre aqui ? — O garoto perguntou enquanto pegava seu cachorro quente, provavelmente tentando contornar o assunto.
– Na verdade eu não venho aqui desde criança — Levei os lábios até o canudo e tomei um pouco do suco de laranja, depois peguei meu cachorro quente — A última vez que vim aqui foi com a mamãe.
– Putz... — Falou de boca cheia, logo em seguida limpou com um guardanapo a boca que sujou um pouco com molho. Ele abaixou o olhar, com certeza ficou abalado por eu ter falado da Mikoto — Ela também passeava bastante comigo. Nós vivíamos grudados e todo fim de semana fazíamos um programa divertido... Quando era inverno e fazia frio, ficávamos em casa assistindo filmes e comendo pipoca com brigadeiro de panela. Não importava como, nossos fins de semana sempre eram divertidos.
Isso foi nostálgico, me fez lembrar de quando minha mãe ainda estava aqui e nós dois sempre fazíamos coisas divertidas.
– Sinto muito — Falei, me sentindo um bosta por ter falado dela perto do Sasuke. Ele ainda não deve ter superado a morte da mãe.
– Tudo bem... Eu já aceitei que ela não volta, mas ainda dói um pouco.
– Entendo — Suspirei — Também me senti assim quando ela simplesmente sumiu do mapa sem dizer o porquê.
– Você era bem pequeno, não é ? — Sasuke forçou um sorriso, pareceu receoso ao me fazer essa pergunta. Deve achar que esse assunto me machuca. Bem, machucou por muito tempo, mas agora já não machuca mais.
– Sim, eu tinha uns sete ou oito anos, por aí — Falei indiferente — Ela foi embora e nunca mais voltou. Fiquei órfão de mãe.
– Você deve ter sofrido bastante...
– Sim, principalmente porque o meu pai não me dava atenção, a vida dele era o trabalho — Abaixei o olhar quando lembranças da minha infância vieram à minha mente. Infância que foi feliz até o momento em que minha mãe foi embora — Digamos que eu fiquei órfão de pai e mãe ao mesmo tempo.
– Me dá raiva de ouvir você falar nesse homem — O garoto ficou sério, com certeza guarda muita mágoa do pai que sequer conheceu — Minha mãe sofreu por causa dele e teve que se humilhar pra ele me registrar como filho, teve que viver do outro lado do mundo por medo, sem falar que eu nem pude...
Sua frase morreu no ar, ele abaixou o olhar e sua expressão foi ficando triste.
– Você nem pôde ? — Indaguei, dando uma deixa pra ele continuar o que iria dizer anteriormente.
– Eu nem pude conviver com o meu irmão — Admitiu — Só podia ver fotos antigas e ficar imaginando como seria ter um irmão mais velho por perto.
Sasuke também pensa como eu ?
Bem, hoje, após ter descoberto a existência dele e ter convivido um pouco, eu fico imaginando como seria se nós dois tivéssemos vivido juntos desde que ele nasceu. Pelo visto, Sasuke também imaginava isso quando via as minhas fotos.
– Foi um choque quando eu descobri sobre você, eu quase caí pra trás — Dei uma risadinha e Sasuke também não conteve um riso — Eu sempre quis ter um irmãozinho quando era pequeno e, da noite pro dia, descobri que tenho um irmão já crescido.
– Deve ter sido estranho mesmo. Eu tive medo da sua reação, tive medo de você não me aceitar ou não acreditar que eu sou seu irmão.
Será que esse moleque não percebe que é só olhar pra ele que dá pra perceber que somos irmãos ?
– Sasuke, foi só conhecer você que eu não tive dúvidas — Expliquei ao mesmo tempo que o garoto deu uma mordida no cachorro quente que melou sua bochecha com maionese. Não pude deixar de rir da bagunça — Você é filho do meu pai, não tenho dúvidas quanto à isso... Ele podia ter as dúvidas dele e talvez não quis fazer um exame de DNA por estar com raiva da mamãe, então fizeram aquele acordo ridículo de que ele só te registraria caso ela não desse mais as caras.
– Você se esqueceu da parte que ele ameaçou a minha mãe — Sasuke não esconde a raiva que tem o papai, e com razão — Impediu você de ver sua própria mãe e ainda fez ameaças... Que tipo de monstro faz isso ?
– Infelizmente as decisões erradas de uma pessoa podem afetar outras, esse foi o nosso caso — Tomei um gole de suco antes de prosseguir — O casamento dos nossos pais não deu certo, infelizmente a separação deles não foi nada amigável e isso também nos prejudicou.
– Eu preferia não ser um Uchiha... Preferia não ser filho do Fugaku, mas nunca duvidei da minha mãe; se ela disse que ele é meu pai de sangue, então acredito. Mas, sempre que me perguntavam sobre isso, eu dizia que não tinha pai.
Imagino como deve ter sido pra ele, crescer sem pai e descobrir toda essa história horrível, saber que tem um irmão e não poder conhecê-lo... A infância do Sasuke com certeza deve ter sido cheia de amor e carinho, mas ainda assim o garoto deve ter sofrido.
– Não vou dizer que você está errado por sentir raiva do papai, porque eu sentiria a mesma coisa no seu lugar. Só digo que essa mágoa toda guardada não faz bem... Sabe, por muito tempo senti raiva da mamãe por ter me abandonado e raiva do papai por nunca me dar atenção, sem falar que a mamãe foi embora por causa dele, depois de uma briga. Mas eu superei isso, entende ? Não gosto de pensar nisso ou de tocar no assunto, mas não guardo raiva.
– Eu não sou você, Itachi. Na sua cabeça, a mamãe simplesmente tinha fugido e te abandonado, mas eu sei o que ela sofreu, ouvi a história da boca dela e vi diversas vezes ela chorar enquanto olhava as suas fotos — Os olhos dele começaram a ficar vermelhos, com certeza estava com vontade de chorar — Eu também sofria... Ela sentia saudade de você e sabia que o Fugaku devia ter te envenenado contra ela, sabia que provavelmente você tinha raiva dela por não saber da verdade. Ela sempre dizia que queria te ver de novo, se ela soubesse da morte do Fugaku com certeza teria procurado você, mas ela não sabia e tinha medo de aparecer de novo e ele fazer alguma coisa comigo. Minha mãe tinha tanta vontade de ver você de novo e morreu sem conseguir fazer isso.
Sasuke não é de se abrir, já percebi que ele é daquele tipo de pessoa que sofre quieta, mas, por algum motivo, pareceu se sentir confortável pra tocar nesse assunto comigo. Sem falar que admitiu ficar triste por não ter tido a oportunidade de crescer comigo.
Não há dúvidas de que as decisões dos nossos progenitores afetaram a nossa vida.
Tentei não mais tocar nesse assunto e falei sobre outra coisa, pois Sasuke ainda está machucado emocionalmente.
Me vi nele por uns segundos, pois senti raiva dos meus pais por muito tempo -da minha mãe por ter ido embora e do meu pai por nunca ter me dado atenção e por ter me mandado pra um colégio interno-, mas cresci e amadureci, logo isso já não me machucava mais, embora eu evitasse tocar no assunto ou até mesmo pensar sobre minha mãe ou meu pai. Por mais que eu sempre tenha estudado nas melhores escolas e tido tudo que quis, do bom e do melhor, minha infância não foi das melhores; acredito que a infância do Sasuke tenha sido muito mais feliz, pelo menos ele teve o carinho da nossa mãe até ela morrer.
Sasuke pareceu estar se soltando, tomara que ele aprenda a confiar em mim e que aprenda a gostar de mim. Quero muito me dar bem com ele.
[...]
Tenho que admitir, o Itachi é mais legal do que eu pensava que fosse. Ele me trouxe pro zoológico -tá, o passeio foi idéia da Izumi, mas pelo menos ele acatou-, passamos um bom tempo juntos, um tempo que ele poderia estar aproveitando pra estudar ou pra sair com a namorada no sábado à tarde, mas ele preferiu sair comigo para termos um momento juntos e nos conhecermos melhor.
Não gostei quando ele começou a falar do Fugaku e dizer que eu não deveria guardar mágoas. Poxa vida, a minha mãe comeu o pão que o diabo amassou por causa daquele homem e o Itachi quer que eu o perdoe ? Durante a minha vida toda eu imaginei como seria ter um pai presente -inclusive eu dava a maior força para a mamãe arrumar um namorado e se casar, mas ela queria distância de relacionamentos-, imaginando como seria ter meu irmão por perto, mas eu só podia vê-lo por foto, enquanto que eu nunca nem vi o rosto do meu pai biológico e só sei o nome do infeliz por causa da minha certidão de nascimento. Não que eu quisesse o Fugaku como pai, pois ele era um monstro, mas eu queria um pai de verdade pra me dar amor, pra conversar e me ensinar várias coisas; é verdade que a minha mãe nunca me deixou faltar nada em nenhum sentido e era mãe e pai ao mesmo tempo, mas ainda assim eu não vou negar que senti falta de uma figura paterna.
Voltamos a ver os bichos quando terminando de lanchar. Nossa, eu tô amando isso aqui ! Suna é uma cidade pequena e não tem essas coisas, eu nunca tinha visitado um zoológico e estou adorando, isso aqui é enorme e tem muitos bichos. Tô me sentindo uma criancinha, mas dane-se.
O problema é que eu não imaginei que fosse encontrar um certo ser humano irritante por aqui.
– Sasuke ? — Ouvi a voz feminina me chamar, não tendo tempo nem pra me esconder atrás de uma árvore ou de uma lixeira.
– Sakura...
Continua...
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