De repente irmão
13 Flagrante
Notas iniciais
O Sasuke melhorou e eu fiquei super aliviado, acho que estou começando a gostar desse pirralho de um metro e meio de altura. Ele me lembra a mamãe.
Deixei ele dormir na minha cama essa noite porque sou um irmão maravilhoso, mas ele que não vá se acostumando mal, pois vai já voltar pro sofá. Ora essa, preciso de espaço na minha cama, sem falar que tenho outros motivos pra querer o Sasuke longe da minha cama...
Domingo, um dia maravilhoso, mas depressivo. Maravilhoso porque não tem aula, depressivo porque você precisa dormir cedo pra poder levantar cedo e com o mínimo de ressaca possível na maldita segunda feira.
Sasuke passou praticamente a tarde toda estudando, ele está puto da vida por ter perdido tanta aula e está dando uma revisada no assunto que estava vendo na escola. Bem, ele tá no lucro, pior sou eu que terei que fazer prova substitutiva, já que alguns professores só deixam o aluno fazer segunda chamada com um atestado médico, enquanto que outros já são de boa. Infelizmente eu não dei sorte e não farei segunda chamada.
Izumi passou a tarde aqui, foi até divertido ver um filme de comédia com ela e com o Sasuke quando o garoto terminou de estudar.
Foi a primeira vez, desde que o garoto chegou, que eu o vi rindo desse jeito, dando gargalhadas de uma forma tão alegre e descontraída como se fosse uma criança pequena. Acho que é isso que falta, mais momentos divertidos para que o Sasuke fique mais feliz e para que ele se solte mais.
Percebi também que ele gosta muito da Izumi e ela, como uma pessoa louca por crianças e que quer ser pediatra, também gosta muito do Sasuke. Bem, pelo menos isso, já que eu tive medo de ela não gostar muito quando descobrisse sobre o Sasuke, pois, querendo ou não, agora tenho menos tempo pra ela por ter uma criança pra cuidar... Ok, uma criança já bem crescida, mas não deixa de ser uma criança.
O importante é que, por ter aula amanhã, o moleque dormiu cedo. Ah, agora somos eu, Izumi e a minha cama.
– Itachi ! — Ela me repreendeu quando eu a joguei de uma forma nada delicada na cama, o que obviamente fez barulho — O seu irmão está dormindo lá na sala.
– Ele é uma pedra quando dorme — Ignorando completamente meu irmãozinho que deve estar sonhando com coisas inocentes lá na sala, beijei o pescoço da minha namorada daquele jeito que provavelmente vai ficar marcado amanhã. Foda-se, ela usa maquiagem e esconde essa merda.
Escutei um suspiro baixo que fez meus pêlos se arrepiarem, Izumi puxou a minha camisa para cima e então a retirou com a minha ajuda, logo em seguida passou as unhas levemente pelas minhas costas, subindo até a minha nuca, daquele jeito delicado e excitante que só ela sabe fazer.
Retirei seu vestido com pressa e sorri ao ver que ela está sem sutiã, tendo uma visão perfeita da minha namorada semi nua, apenas com a calcinha vermelha rendada que logo será retirada também.
Senti suas mãos passarem pelo meu peitoral, descendo lentamente até finalmente desabotoarem minha bermuda jeans, então retirei aquela peça de roupa que estava me incomodando, ficando apenas com a cueca boxer branca.
Izumi mordeu o lábio inferior ao ver o volume que se formou na minha cueca e eu amo quando ela faz isso, acho sexy.
Tomei seus lábios num beijo intenso e demorado, senti suas mãos fazerem um carinho gostoso nos meus cabelos enquanto eu apertava a bunda dela com vontade, deixando meus instintos me guiarem, sentindo meu coração bater mais forte.
– Você é muito gostosa... — Sussurrei no ouvido dela e senti um leve arranhão em minhas costas.
Não aguento mais, estou morrendo de tesão, preciso estar dentro dela o quanto antes.
Tirei sua calcinha rendada, podendo vê-la finalmente completamente nua. Abri gentilmente suas pernas perfeitas e passei a língua pelo seu clitóris, escutando um gemido baixo... Adoro isso.
A intensidade dos gemidos e suspiros aumentou conforme eu investia no sexo oral. Quem é mesmo que estava preocupada com o fato de que o Sasuke poderia acordar ? Ah, dane-se ele.
Tirei minha cueca boxer, expondo minha ereção que, modéstia à parte, é enorme. Desculpa aí sociedade, eu sou um cara bem avantajado.
Após colocar o preservativo que peguei na primeira gaveta do meu criado mudo, posicionei meu membro na entrada da minha namorada e então a penetrei, arrancando dela um suspiro prazeroso.
O vai e vem começou lento, mas logo intensifiquei a velocidade das estocadas, fazendo a Izumi gemer cada vez mais alto, arqueando as costas e revirando os olhos de prazer.
Ah, como eu gosto de ver essa mulher indo à loucura por minha causa.
Estávamos quase atingindo nosso ápice, senti que iríamos gozar juntos, mas a nossa felicidade acabou por culpa de uma certa pessoinha...
– Itachi ? — Ouvi a voz sonolenta do meu irmão logo depois que a porta do meu quarto foi aberta.
– Caralho ! — Berrei furioso, puxando o lençol para cobrir a minha namorada nua. Tá certo que o quarto está meio escuro, mas essa não é uma cena pro Sasuke ver.
Por falar em Sasuke, ele ficou parado, em estado de choque, com os olhos arregalados e ambas as mãos sobre a boca. O moleque então fechou a porta do quarto com força e saiu correndo, Izumi e eu ficamos sem reação.
– Merda, eu não acredito que ele nos viu — Agoniada, Izumi se levantou da cama rapidamente e saiu catando suas roupas no chão — Itachi, vai lá falar com ele.
– Puta merda !
Já era uma transa que estava sendo perfeita e ia acabar com chave de ouro.
Eu vou matar o Sasuke, vou amarrá-lo na próxima vez que for transar com a Izumi... Que bosta, eu não acredito que não posso mais transar dentro da minha própria casa.
Esse moleque se saiu um belo de um empata foda.
Vesti minha cueca e minha bermuda -obviamente que depois de tirar a camisinha que sequer precisou ter sido usada, já que nós não terminamos o serviço, e jogar em algum canto do quarto-, amarrei o cabelo de qualquer jeito e saí do quarto para falar com a criaturinha que acabou de me flagrar num momento íntimo.
Ainda estou pensando na idéia de amarrar ele.
Cheguei na sala e o vi deitado no sofá, encolhido e todo enrolado nas cobertas. Porra, será que ele traumatizou depois dessa ?
– Sasuke — Chamei, mas ele continuou enrolado nas cobertas, fingindo que eu não estou aqui — Anda, garoto, olha pra mim.
– Que foi ? — Retrucou sério, colocando a cabeça pra fora de sua fortaleza.
– Por que você entrou no meu quarto daquele jeito ? — Indaguei, repreendendo o pirralho intrometido.
– Ora essa — Resmungou, sentando-se ainda enrolado nas cobertas — Eu acordei com uns barulhos estranhos e pensei que você pudesse estar passando mal.
Passando mal eu estou agora ! Porra, eu tava quase gozando ! O pior é que não tem como não brochar depois dessa... Caralho, a transa tava perfeita, por que diabos ele foi inventar de abrir a porta ?
– Sasuke... — Suspirei pesadamente, me controlando pra não dar na cara dele, e me sentei ao seu lado no sofá — Bem, é o seguinte.... — Minha nossa, como vou explicar isso pra uma criança ? Eu não estava psicologicamente preparado pra essa situação — Sabe, quando duas pessoas se amam... Tipo, as pessoas têm várias formas de demonstrar...
– Itachi — O pirralho me interrompeu, com a face séria e uma sobrancelha arqueada — Não precisa me explicar o que vocês estavam fazendo, pois eu sei que vocês estavam transando — O que, ele já manja dessas coisas ? — Eu só não imaginei isso quando levantei pra abrir a porta.
Ah, santa ingenuidade...
– Espera aí, você disse que sabe que eu estava transando com a Izumi ? — Indaguei sério, cruzando os braços em frente ao corpo e o pirralho assentiu — E desde quando você sabe dessas coisas, Sasuke ? — Lancei um olhar desconfiado e uma expressão de confusão se formou no rosto do garoto.
– Desde que eu estudei na escola — Respondeu como se fosse óbvio. Ah é, crianças aprendem essas coisas na escola mesmo... — Eu só queria pedir pra você fazer menos barulho quando voltar pro quarto e continuar de onde parou.
— Ah claro, como se você não tivesse cortado o clima pela raiz — Bufei.
– Então façam menos barulho da próxima vez, porque eu escuto tudo daqui da sala.
– Sério ? — Arregalei os olhos.
– É — Ele deitou novamente a cabeça sobre o travesseiro e jogou folgadamente as pernas em cima de mim — Se você me der licença, eu preciso dormir porque tenho aula amanhã.
– Ok...
Levantei do sofá e fui direto para o meu quarto, dessa vez eu tranquei a porta depois de entrar. Não vou mais correr o risco de ser flagrado pelo Sasuke.
– Falou com ele ? — Izumi indagou preocupada, já de pijama, pois ela sempre deixa algumas roupas aqui em casa, e enrolada nas cobertas.
– Aham — Assenti, tirando a bermuda jeans para então me deitar só de cueca sobre a cama.
– E então ?
– E então que eu preciso comprar uma cama pra ele com urgência.
– Como ? — Indagou confusa, arqueando uma sobrancelha.
– Ele precisa de um quarto só pra ele.
Amanhã mesmo eu vou comprar uma cama pra ele e arrumar o quartinho da bagunça. Nunca mais esse infeliz vai dormir na sala.
[...]
Não sei se o pior foi ter flagrado meu irmão e a namorada dele no rala e rola ou se foi ver o Itachi pelado... De qualquer forma, provavelmente terei pesadelos.
Não sei como não deduzi logo de cara que os dois estava fazendo sexo, precisei ir lá confirmar e ver o que eu não queria ter visto.
Pois é, Sasuke, isso serve pra você aprender a nunca mais entrar no quarto de ninguém sem bater na porta quando ouvir barulhos estranhos no meio da noite.
A noite pareceu ter passado num piscar de olhos no momento em que eu finalmente consegui dormir. O maldito despertador tocou e isso foi um completo desânimo, justamente porque não dormi direito, mas o que eu posso fazer ? Tenho aula hoje !
Izumi dormiu aqui, mas, pela ausência de sons estranhos, ou ela e o Itachi não continuaram de onde tinham parado ou simplesmente transaram amordaçados.
Chegando na escola, mais especificamente quando entrei na minha sala de aula, já dei logo de cara com a criatura rosa e fiquei super sem graça. Poxa, ela me viu tendo uma crise alérgica e isso não é legal.
– Oi Sasuke — Falou sorridente enquanto eu me sentava — Bom dia.
– Bom dia.
– Você melhorou ? — Questionou toda preocupada, achei isso até bonitinho.
Ela parece se importar comigo mais do que o meu irmão de sangue.
– Sim, eu fui pro hospital e tomei um anti alérgico — E soro também, infelizmente, pois ficar com aquele negócio é horrível — Melhorei bem rápido e fui pra casa.
– Que bom — Disse alegremente — Eu fiquei super preocupada com você.
– Ah, eu sempre fico daquele jeito quando como alguma coisa com amendoim ou pimenta — Respondi — Sou muito alérgico.
– Putz, sério ? — Ela pareceu penalizada — Você tem alergia a que ?
– A lista é meio grandinha — Sorri minimamente — Amendoim, pimenta, alguns produtos de limpeza, poeira e só posso usar xampu e sabonete neutros, caso contrário fico todo empolado.
– Caramba, que chato — Disse a rosada — Ainda bem que eu não sou alérgica. Meus pais não têm alergia a nada, então também não sou alérgica.
– Minha mãe também não tinha... — Pensei alto.
– Então você herdou essas alergias do seu pai ? — Perguntou retoricamente.
– Sei lá — Dei de ombros. Provavelmente herdei dele mesmo, mas de que isso importa ?
– Como você não sabe se o seu pai...
– Eu não tenho pai — Interrompi a Haruno — Não tenho e nem nunca tive.
– Ora essa, sua mãe não te fez sozinha, Sasuke — Falou risonha.
– Fazer um filho não é sinônimo de ser pai, Sakura.
– Você não conhece seu pai biológico ? — Indagou confusa.
– Garota, chega desse assunto ! — Admito, fui meio grosseiro com ela — Que saco, não precisa ficar falando sobre isso. Putz, eu não gosto.
– Desculpa — Ela falou meio magoada e arrependida. Ninguém mandou ela tocar nesse maldito assunto — Eu não sei nada sobre você, então...
– Eu não gosto de falar sobre isso — Fui curto e grosso — Chega desse assunto. Minha família não é da sua conta.
Sakura pareceu um pouco preocupada e por um segundo eu pensei que ela fosse fechar o bico, mas me enganei.
– Você perdeu seus pais, é isso ?
– Merda, para de falar nisso !
Antes que essa irritante abrisse a boca pra falar mais besteira, eu peguei meu material e fui sentar em outro lugar e, por sorte, o professor chegou logo, então ela ficou no lugar dela e não veio atrás de mim.
Sinceramente, por que as pessoas insistem num assunto mesmo quando a gente diz que não gosta de tocar no assunto ? Ela estava praticamente implorando pra me ver nervoso, estava querendo me ver irritado.
Sakura é uma pessoa boa e é o mais perto de uma amizade que eu tenho aqui em Konoha, mas falar sobre o meu pai, principalmente agora que a minha mãe morreu, é doloroso pra mim. Não doloroso por causa da pessoa dele em si, uma vez que aquele monstro fez a minha mãe sofrer, mas porque ele separou a minha mãe do Itachi, fez muita gente sofrer -inclusive eu-, sem falar que o fato de eu nunca ter tido um pai também mexe comigo. Eu queria ter tido um pai de verdade, alguém que estivesse sempre ali do meu lado, ao contrário do Fugaku que só me deu o sobrenome e 23 cromossomos.
Não falei com a Haruno pelo resto do dia, é claro que fui grosso e percebi isso depois que a minha cabeça esfriou um pouco, mas depois eu peço desculpa.
Ora, ela é só uma irritante, não vai me fazer tanta falta assim.
Itachi demorou pra caramba... Ele disse que não era pra eu esperá-lo na Universidade, mas para ficar na escola mesmo. Então eu esperei... Esperei... Esperei pra caramba.
Finalmente, quando eu já estava praticamente criando raiz no chão, meu querido e atrasado irmão mais velho chegou para me levar pra casa.
Misericórdia, tô ficando azul de fome e ele demora mais de uma hora pra me buscar !
– Finalmente — Resmunguei assim que entrei no carro — Pensei que você fosse me largar de novo !
– Ih, que mau humor é esse ?
Ah claro, não foi ele quem ficou um século esperando, cansado e com fome. Ainda por cima briguei com a Sakura. Não que eu me importe muito com aquela coisa irritante, mas não gosto de brigar com as pessoas.
– Você me deixou plantado te esperando — Reclamei — Nossa, tô com fome.
– Ah, eu tenho uma surpresa pra você — Sorriu de canto enquanto dava partida no carro.
Surpresa ? Eu gosto de surpresas desde que sejam boas.
– O que é ? — Indaguei super curioso.
– Em casa você vai ver.
Pense numa curiosidade... Nossa, vindo do Itachi eu espero qualquer coisa mesmo !
Será que ele engravidou a Izumi e a "surpresa" é que eu vou ser tio ? Minha nossa, coitada dessa criança... Pessoas como o Itachi deveriam ser proibidas de se reproduzir.
Finalmente em casa, quase nem pensei mais na fome de tanta curiosidade que eu estou pra saber qual é a tal surpresa.
Pra ele estar feliz assim, no mínimo arrumou alguma família pra me adotar... Caramba, será que ele ficou com tanta raiva depois do flagra de ontem ? Poxa vida, eu não imaginei que eles estavam transando, caso contrário não teria passado nem perto da porta do quarto.
– Qual é a surpresa ? — Perguntei afoito assim que colocamos os pés pra dentro de casa.
– Vai lá no quartinho da bagunça.
Naquele quartinho cheio de poeira e coisas que já deveriam ter sido jogadas fora ? O que ele quer que eu veja lá ?
Enfim, assenti e fui até o quartinho, abri a porta e me surpreendi ao ver que o quarto está, além de arrumado, com aparência de quarto mesmo e tem até uma cama.
Caramba, uma cama ! Um guarda roupa também é até cortina. Ele se deu ao trabalho de arrumar esse quarto todo pra mim ?
– Você... — Virei-me para o meu irmão que estava parado atrás de mim — Você arrumou o quarto pra mim ?
– Sim, eu saí da aula mais cedo e a Izumi também — Explicou — Ela me ajudou a escolher as coisas na loja e também me ajudou a arrumar.
– Cadê ela ?
– Deixei ela em casa antes de ir buscar você — Respondeu — Agora você não precisa mais dormir na sala.
Acho que julguei muito mal o meu irmão, pois achava que seria mais fácil ele me colocar pra dormir num tapete na varanda do que arrumar um quarto pra mim.
– Obrigado — Agradeci.
– Agora você só precisa arrumar suas roupas.
– Isso é o de menos, só de ter um quarto só pra mim já é ótimo.
Eu já estava até me acostumando com o sofá, mas nada se compara com uma cama... E agora o Itachi e a Izumi podem transar à vontade sem medo de me acordar.
Ok, tenho quase certeza de que o Itachi fez isso mais por ele do que por mim, e agora estou vendo o lado bom de ter flagrado ele e a Izumi no rala e rola.
– Que bom que você gostou, isso me deixa feliz — Ele virou as costas para ir até a cozinha — Quer lasanha ?
Lasanha congelada, tenho certeza... Ah, dane-se, o importante é que é lasanha.
– Óbvio que quero — Joguei a minha mochila na minha nova cama e saí correndo para a cozinha, uma vez que meu estômago está implorando por comida.
Nunca pensei que o Itachi fosse evoluir tanto, na verdade pensei que jamais fosse me dar bem com ele, mas vejo que eu estava redondamente enganado.
Acho que, finalmente, estamos começando a ser irmãos de verdade.
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