De repente amor

9 Capitulo 9 - Cheiro de Confusão


Notas iniciais
Minaaaaa Demorou mais chegou

Laxus

Olhando no espelho arrumo a gravata no meu pescoço. Alguém bate na porta do meu quarto e entra.

–Achei Sting, na verdade meu namorado achou. Ele está lá em cima trancado no quarto – informa Cana se jogando na cama. Ela usa um vestido longo verde com um rasgado na perna direita e decote mostrando quase todo o peito.

–Guildarts deixou você sair de casa assim? – Pergunto a vendo pelo espelho.

–Já sou grandinha. – responde mal humorada e começa a mandar mensagem.

Guildarts e vovô Makarov sempre foram amigos e companheiros, foi assim que Cana e eu nos conhecemos. Aguento essa mulher desde criança. Cana tem dinheiro o suficiente para nunca trabalhar, mas segundo o que diz eu não iria viver um dia na empresa sem ela.

–Com quem está falando?

–Chamando alguns amigos para festa.

–Sabe que é uma festa privada.

–Relaxa. Não vou chamar nenhum terrorista.

Olho feio para ela e nem se importa.

–Já estão prontos? – Ouço Lucy perguntar entrando no quarto se jogando na minha cama. — Chamei algumas amigas para me fazer companhia, você se importa?

–Parece que não.

–Então vamos. – diz levantando.

Quando olho para Lucy não sei o que mais chama atenção, seus peitos quase pulando para fora ou a falta de pano nas costas.

–Onde pensa que vai com essa roupa?

–Qual é Laxus ela é quase uma mulher. – diz Cana defendendo Lucy

–Ela pode ser o que for, mas assim ela não vai.

–Vai sim porque não temos mais tempo. Já estamos atrasados. – informa Cana olhando para tela do celular.

Saindo do quarto ponho minha capa grande em cima do corpo de Lucy. Pelo menos isso iria tampar algumas coisas.

No corredor do lado de fora Sting está encostado na parede esperando.

–Posso conversar com você? – Pergunta ele.

As garotas apressam o passo e vão para a garagem.

–Depois. Agora faz um favor, trocar de roupa.

–E Natsu?

–Resolvo com ele depois, nos encontramos lá.

–Tem certeza? Não tem problema se eu ficar aqui...

–Sting, eu to mandando. – digo jogando a chave da Mercedes vermelha e saio deixando-o sozinho no corredor.

Lucy havia alugado uma limousine para se divertir com as amigas enquanto eu e Cana íamos no meu carro. Chegando à festa sou o alvo dos paparazzi e dos flashes das câmeras. Os seguranças gentilmente os afastam, dou a volta no carro, abro a porta e ofereço o braço para Cana.

Quantas matérias já li de uma possível relação entre nós, até perdi a conta. Cana não se importa e muito menos eu. Tem algumas que são até absurdas, como uma vez um jornalista escreveu que eu era Gay, nada contra, mas não sou e nunca serei. O que eles querem é que eu fale da minha vida amorosa e pessoal abertamente.

Sou um cara que gosta de privacidade.

Entrando no salão vejo que todas as pessoas importantes da cidade estavam aqui, até mesmo consigo reconhecer algumas amantes.

–Estão ali. – diz Cana apontando para esquerda.

Sorrio abertamente quando vejo os caras. Jellal, Freed, Evergreen, Bickslow, Lyon e o namorado da Cana, Bacchus.

–Há quanto tempo, por onde tem andado? – digo puxando Jellal para um abraço. Ele viaja o mundo todo por causa da sua profissão e raramente usa o celular. Jellal é um arqueólogo.

–Na África e depois Egito – responde depois do abraço.

–Vai ficar por quanto tempo?

–Ainda não sei.

–É bem vindo para ficar na minha casa se quiser.

–Laxus! – alguém me chama.

Vovô esta vindo à minha direção com um cara gordo que tem uma cara de gato junto com três garotos, um moreno alto, um branquelo e um branquela baixinho.

–Laxus, quero que conheça...

Vovê estava falando alguma coisa, mas não prestava atenção em uma palavra se quer. Descendo as escadas, Mirajane chamava atenção de qualquer homem presente. Seu vestido preto destacava seus cabelos brancos e olhos azuis, o decote na frente fazia qualquer homem tropeçar para poder cair em seus braços. Se eu estivesse andando eu seria esse homem caído.

–Me deem licença – falo sem dar a mínima para o que estava sendo dito na minha frente.

Ela estava bem longe de mim, quando penso em chegar até ela Evergreen passa por mim e avisa discretamente.

–Olha quem chegou.

Olhando para a entrada vejo Orga o único cara da fase da terra que desprezo com todo prazer. O cara é um aproveitador e tarado. Na época da faculdade ouvi coisas absurdas que ele fazia com as garotas dos campos, mas nunca soube se era verdade ou não.

Como um dos anfitriões da festa meu dever é de recebê-lo, ou no meu caso expulsa-lo dali.

–Tenha cuidado – avisa Cana no abraço de Bacchus dançando na pista.

Afastando do meu objetivo, pego uma taça de champanhe e vou até ele que está olhando todas as mulheres do salão de cima em baixo procurando alguém.

–Orga. – comprimento.

–Laxus.

–Não lembro ter te convidado.

–Você não é o único rico na cidade Laxus, eu posso comprar meu próprio convite. – responde ele acenando para alguém atrás de mim e sai caminhando pelo salão.

A musica para e a banda começa a tocar uma valsa. Volto a procurar Mirajane e não consigo encontra-la em nenhum lugar, dou a volta no salão e nada de encontra-la até vê-la nos braços de Orga dançando a valsa que tocava.

Pelos seus olhos posso ver que ela estava tentando enganar o nervosismo, para disfarçar ela compensava em um sorriso nos lábios. Sem pensar duas vezes entro no meio da dança e interrompo a conversa e a dança dos dois.

–Acho que é minha vez de ter a honra de dançar com a senhorita Strauss

Orga me dá um daqueles seus risos irritantes e volta a olhar para ela.

–Ainda não acabamos de conversar. – diz ele tirando-a de seus braços e saindo da pista de dança.

Coloco uma mão na sua cintura e pego seu braço conduzindo-a para uma dança. Mirajane não piscava e nem falava nada, foi então que percebi que ela estava tremendo. Mirajane tremia de medo.

Notas finais
Espero que gostem Beijos Comentem please
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.