Notas iniciais
Mil desculpas! Espero que me perdoem pela demora, estava voltando a velha e boa rotina. Queria agradecer pelos comentários e por estarem dando uma chance a essa fanfic que escrevo com muito carinho, espero que gostem do novo capítulo. Boa leitura

Liguei pra minha mãe avisando que eu voltaria pra casa, pedi a ela que Mag, a senhora que sempre cuidou de mim quando eu era criança, desse uma geral em meu apartamento que em poucos dias eu estaria de volta.

Se passaram cinco dias até que eu conseguisse deixar todas as coisas em ordem e conseguisse viajar, não era muita coisa, mas tinha que me despedir de alguns amigos. Pensei em ligar pra Harry, já não nos falávamos por dois meses, mas decidi fazer uma surpresa.

Solto um sorriso bobo e alegre quando paro em frente à casa de meus pais, o jardim estava lindo, coberto pela neve e totalmente enfeitado. Essa visão me trouxe uma feliz lembrança da minha amada infância. Como eu fui feliz nessa casa. Era uma casa belíssima. Nós tínhamos uma condição financeira bem confortável, meus pais eram dentistas, mas agora já aposentados, mas mesmo assim mantêm um consultório dentário, não muito longe daqui.

O motorista de taxi me ajudou colocar todas as bagagens na porta de casa e saiu logo em seguida, abri meu melhor sorriso e apertei a campainha. Meu coração dava pulos enquanto esperava alguém abrir. Não demorou muito e minha mãe abriu a porta e logo em seguida caiu no choro de emoção e felicidade, a envolvi em meus braços e sussurrei “surpresa” em seu ouvido, ela me devolveu um belo sorriso.

– Bem-vinda filha – Minha mãe falou abrindo espaço para que eu entrasse.

– Obrigada, mãe – Falei dando um sorriso. Entrei em casa, fui direto pra sala esperando encontrar papai lendo ou vendo o noticiário da noite, mas não o encontrei – Mãe! – A chamei – São 19h, cadê papai?

– Foi comprar soda para o jantar – Ela respondeu simplesmente e voltou para cozinha.

– Soda?! – me interroguei, papai não toma refrigerante de noite, papai nem gosta muito de refrigerante. Deixei meus pensamentos de lado e levei minhas malas pro meu antigo quarto, eu passaria uns dias aqui. Não demorou muito e eu ouvi a porta de entrada se abrindo e fechando, dei um sorriso espontâneo, só podia ser meu pai.

– Pai! – Falei assim que eu o vi e dei um abraço apertado.

– Minha querida, que saudades eu estava – Meu pai falou retribuindo o abraço – Não esperávamos você aqui hoje.

– Eu sei, resolvi fazer uma surpresa – Falei animada e logo depois observando outra pessoa no local. Dei um sorriso na direção da pessoa ou melhor da linda menininha agasalhada das cabeças aos pés – Quem é essa linda garotinha? – Eu perguntei indo em sua direção.

– Essa é a adorável Rose – Meu pai me respondeu, ela apenas me olhava. Me agachei assim que cheguei a sua frente e estendi minha mão em sua direção.

– Eu sou a Hermione – falei me apresentando.

– Eu sei – Ela falou com a voz fina e apertando minhas mãos – Vovô Tony me falou muito sobre você – Ela falou e eu olhei rindo pro meu pai.

– Vovô Tony?! – Repeti a resposta.

– É, seu pai, é meu vovô Tony emprestado – A menina tentava me explicar e agora eu entendia, ela deveria ser filha de algum amigo da vizinhança. Meu pai apenas observava a nossa conversa – Você é muito bonita, mais bonita que nas fotos – A menininha falou me olhando e eu sorri.

– Obrigada – Agradeci – Rose, né? – Perguntei e ela assentiu – Só não sou mais bonita que você – Falei e ela sorriu.

– Ah ai estão vocês, demoraram! – Minha mãe falou pegando a sacola que meu pai segurava – Vejo que já conheceu Rose, filha.

– Sim mãe, ela é uma adorável garotinha – Falei isso e Rose sorriu.

– Nós demoramos porque Rose me fez para pra gente fazer anjos na neve – Meu pai falou a pegando no colo.

– O jantar saí em uma hora – Minha mãe falou.

– Eu te ajudo.

– Não, não, não, amanhã você me ajuda, hoje vá conversar com seu pai e Rose – Ela falou indo em direção a cozinha. Quando olho em volta aqueles dois já sumiram.

Fui andando em direção a sala, e lá estavam ele, Rose no colo de meu pai, estavam parados em frente a grande estante de livros e a pequena apontava para vários livros.

– Aí vovô não sei qual escolher – Ela falava indecisa – Quero aquele do gato.

– O gato de botas?

– Esse mesmo – Ela falou e meu pai pegou o livro e se sentou na poltrona aninhado Rose em seu colo e abrindo o livro, assim como ele fazia comigo, sorri nostálgica.

– Posso me juntar a vocês – Perguntei assim que entrei no local.

– Mais é claro.

Me sentei no chão de frente pra poltrona e fiquei escutando a história, conhecia aquela história de trás pra frente. Não me cansava de escutar, ainda mais quando era meu pai quem contava. Não demorou muito, mamãe nos chamou para o jantar.

– Quantos anos você tem Rose? – perguntei e ela abriu a mão – Cinco? – perguntei novamente e ela assentiu – Você gosta de livros?

– Muitão, assim – Ela respondeu abrindo os braços para explicar o tanto que gostava, ri com o gesto.

– Você sabia que eu também gosto muitão assim também – Falei repetindo o mesmo gesto – Eu sou escritora, você sabia? Eu escrevo livros – Assim que falei isso, os olhinhos extremamente azuis dela brilharam.

Meus pais apenas nos olhavam com sorrisos bobos no rosto, eu ri da expressão deles, mas não liguei e comecei a conversar coisas aleatórias com Rose, ela era uma garota muito esperta, mais que o normal para sua idade, ela tinha apenas 5 anos e falava muito bem, ajudei ela a comer assim que terminei a minha refeição. Depois do jantar meu pai e Rose se direcionaram novamente para sala, na tentativa de terminarem a leitura e eu fui tomar um banho, assim que sai de meu banho fui até a cozinha procurar uma sobremesa e encontrei Rose e minha mãe dividindo um mesmo pedaço de torta de morango. Parei novamente para observar a cena. Percebi o quanto Rose era especial para os meus pais, nessas poucas horas pude perceber que ela que não os deixavam cair na solidão, ela dava vida aquela casa.

– Vovó Lisa – Rose falou chamando minha mãe e me tirando dos devaneios, apenas fiquei da porta esperando quais seriam suas próximas palavras – Eu gostei muito da Hermone – Rose falou e minha mãe riu.

– Hermione, Rose.

– Her… Herm, é um pouco difícil o nome dela – Ela falou e dona Lisa riu mais uma vez – Então, eu gostei dela, ela me falou que conheceu vários lugares e ela me ajudou comer e também sabe ler e também escreve livros – Rose desatou a falar – Eu quero escrever livro igual a Herm... – Rose tentou falar mais uma vez – Igual a sua filha vovó, eu quero ser igual a Herm quando eu crescer – Minha mãe escutou aquilo e ficou emocionada – Que foi vovó? – Rose perguntou a minha mãe.

– Nada minha querida, só estou emocionada. Acho que a Hermione ficaria muito feliz de saber que você quer ser como ela.

– Será que ela gostou de mim? – Rose perguntou e dessa vez eu quem iria responder aquela pergunta.

– Mas é óbvio que eu gostei de você – Respondi entrando na cozinha e indo em direção a bancada, onde elas estavam – Como eu não iria gostar de uma garotinha tão linda e inteligente?! – Falei e passei o dedo em seu pequeno rostinho, como um gesto de carinho.

– Quer torta Herm... Herm... – Rose tentou falar novamente e eu ri – Aí, eu não consigo falar seu nome. Quer torta? é de morango.

– Posso te contar um segredo? – Perguntei e Rose fez um movimento com a cabeça que sim, me aproximei de seu ouvido – Torta de morango é a minha preferida.

– A minha também – Rose falou empolgada – Ainda mais a da vovó Lisa, é melhor ainda.

– Acho que somos amigas né, Rose? – A menina assentiu com um sorriso – Então que tal você me chamar de Herm, como você já me chama ou se preferir Mione – Ela deu uma risada.

– Mione é engraçado, vou te chamar de Herm – Rose falou levando uma garfada da torta em minha direção e eu abri a boca para receber o pedaço – Está muitão bom né.

– Muitão – Falei de modo divertido e sujei o rosto dela com o chantili da torta.

– Aí Herm, agora eu estou toda melada – Ela falou com cara de nojo e eu a sujei ainda mais e ela começou a rir. Olhei para os lados e minha mãe havia saído da cozinha – Herm – Rose me chamou e assim que eu a olhei, sua pequena mão foi direto ao meu rosto me lambuzando de chantili.

– agora você não escapa do meu ataque de cosquinha – Falei abrindo meus braços e a cobrindo de cosquinha.

– Você, Herm... Herm você... venceu – Rose falou entre uma risada e outra.

– Meninas olhem pra cá – Minha mãe chamou e assim que a olhamos ela bateu uma foto, depois bateu outra em seguida. Fiz uma careta e Rose logo me imitou, minha mãe bateu outra foto. Mas o que veio em seguida me pegou desprevenida, Rose se atirou em meus braços e beijou meu rosto e ficou parada, logo entendi que era pra foto, sorri com a espontaneidade dela e a abracei forte.

– Agora que tal nos lavarmos?! Estamos toda melada – Perguntei a Rose que estava em meus braços e ela concordou – Fui em direção ao banheiro e assim que chegamos, limpei ela primeiro e depois fui lavar meu rosto.

– Herm, termina de ler pra mim aquela historinha? – Ela pediu com um olhar animado – Acho que o vovô Tony deve estar cansado – continuou tentando me convencer.

– Mas já são 22h Rose, já está tarde, acho que você deveria estar dormindo não?

– Por favor Herm, só até a minha titia vir me buscar – Pediu com uma carinha de quem queria muito algo.

– Ok, mais se ela não chegar até as 23h eu paro, por que você tem que dormir – Falei e ela abriu um sorriso lindo.

– Obrigada Herm – Ela falou saído em disparada para sala e eu logo fui ao seu encalço, quando cheguei a sala ela já estava com o livro na mão.

– Deixe-me ver – Falei me sentando na poltrona que anteriormente meu pai havia se sentado, Rose me entregou o livro e ficou parada em minha frente – Sente Rose – Falei e ela olhou a sua volta e logo se sentou ao chão – Posso começar?

– Herm, tem como você sentar do meu lado, é que eu gosto de ver os desenhos.

– E por que você não se senta no meu colo? – Perguntei e Rose logo se levantou e se aninhou em meu colo.

– Eu pensei que você não fosse gostar, fiquei com medo.

– Gostar de que? – Perguntei sem entender.

– Que eu ficasse sentada no seu colo oras – Respondeu como se fosse obvio.

– Claro que não, minha lindinha, nunca tenha medo de mim, ok? – Falei a aninhando melhor – Agora vamos a leitura.

Comecei a ler de onde meu pai havia parado, li dois capítulos até Rose me interromper.

– Herm, você gosta do Natal?

– Eu amo o Natal – Respondi querendo saber o motivo da pergunta – E você? – Perguntei e Rose ficou pensativa.

– Eu posso vir te ver no natal? – Me surpreendi com a pergunta.

– Mas é claro que pode, você vem aqui me ver, ver o vovô Tony e a vovó Lisa, que tal?

– muitão bom – Rose falou com os olhos brilhando – E a gente vai fazer anjo na neve, também vamos fazer um boneco e vamos jogar bolinha também.

– Vamos fazer o que você quiser – Respondi sorrindo pela animação da garota.

– Amanhã eu posso te ver?

– Eu estarei aqui – Respondi.

– Se meu papai deixar eu venho aqui e vou trazer o meu livro, aí você lê pra mim, foi o vovô Tony que me deu.

– Eu vou adorar, e se seu papai não deixar eu falo com ele e ele deixa – Falei sincera – E que tal a gente voltar pra leitura? – Perguntei e Rose concordou animada.

Li por mais alguns minutos até perceber que Rose dormia tão confortável em meu colo. Passei a mão em seus cabelos ruivos lhe fazendo carinho. Achei engraçado de como nós nos demos bem de cara, também era muito fácil se apaixonar por aquele ser tão lindo e inteligente. Agora eu sei porque meus pais gostam tanto dela. Me permiti cochilar com Rose em meus braços, até porque não seria por muito tempo, logo a viriam pegar e eu estava muito cansada. Puxei a manta que ficava na poltrona e joguei em cima de nós. Como forma de proteção eu a abracei e caí no sono.

– Hermione, filha! Acorde – Escuto a voz de minha mãe me chamando.

Abro meus olhos e sinto Rose se mexendo, olho para o relógio e me assusto, dormimos apenas por 40 minutos, ainda eram 23:10.

– Vá para cama filha.

– Mas e Rose? Ela me falou que a tia dela viria busca-la.

– Ela me ligou falando que chegaria um pouco tarde devido a neve, então eu falei pra que Rose dormisse aqui, que seria melhor. De qualquer forma amanhã é sábado mesmo, Rose não tem aula.

Me levantei cuidadosamente com Rose em meus braços pra que ela não acordasse. Subi as escadas e assim que cheguei no topo da escada, olhei para baixo, procurando minha mãe.

– Aonde eu a coloco? – Perguntei sem saber aonde ela dormiria.

– No quarto ao lado do seu, é lá que ela costuma dormir quando fica aqui – Minha mãe respondeu simplesmente.

Acho que Rose fica nessa casa mais tempo que eu pensava.

Assim que entro no quarto, todas as minhas dúvidas se esvaíram, Rose com toda certeza frequenta muito essa casa. Esse quarto é dela, paredes rosa, uma cama com colcha lilás, uma prateleira com bonecas e uma pequena cômoda, um quarto simples, mas bonito e aconchegante. Assim que deposito Rose na cama ela abre os olhos.

– Herm? – Ela me pergunta com a voz sonolenta e com os olhos semiabertos.

– Você vai dormir aqui hoje, na casa do vovô Tony e da vovó Lisa.

Rose apenas sorriu e se virou, voltando a dormir. Acendi o abajur que tinha ao lado de sua cama, e apaguei a luz do quarto.

Me deito a cama, estou exausta, o dia foi longo. Meu corpo está pesado, devido ao cansaço, mas me sinto feliz de estar de volta. Senti falta de casa, dos meus pais, dos meus melhores amigos. Harry e Gina, quanto tempo que eu não os vejo, farei uma visita a eles amanhã. Logo pego em um sono pesado.

– Herm, Herm... Herm acorda – Escuto uma voz doce sussurrando pra que eu acordasse, logo identifiquei sendo Rose, só ela me chama de Herm. Abri os olhos e lá estava aquele mar azul me fitando.

– Aconteceu alguma coisa Rose? Que horas são? – Pergunto me sentando na cama.

– Eu não sei ver horas – Rose responde, e eu olhos pro meu relógio que me informa que são 4 horas da manhã – Eu não estou conseguindo dormir – Rose fala sem graça.

Eu me deito novamente, abro espaço na cama e levanto meu braço dando espaço debaixo da coberta. Rose apenas me olha.

– Não vai deitar aqui comigo? – Eu pergunto e ela abre um sorriso se deitando ao meu lado – Como está? Está tudo bem? – Rose balança a cabeça que sim.

Eu abraço Rose na tentativa de que ela se sinta protegida, não queria que ela tivesse medo de algo.

– Herm, eu tenho medo de escuro – Rose fala se virando pra mim.

– Eu também tenho – Falei verdadeiramente pra ela e acendi o abajur – Não precisa ficar com medo, eu estou aqui – Falei passando minhas mãos em seus cabelos – Quer que eu te conte uma história pra você tentar dormir?

– Não precisa.

– Ok, qualquer coisa eu estou aqui, é só me chamar – Eu falei e Rose segurou minha mão e fechou os olhinhos. Depositei um beijo em sua pequenina mão e fechei os olhos também e peguei no sono.

Notas finais
Gostaram? Me deixem suas opiniões, aceito qualquer tipo de crítica. Qualquer erro de português é só me avisar. Beijos da B! P.S.: Para os leitores de "Caminhos Traçados" logo estarei atualizando.