Depois fui para o meu quarto tentar cochilar, mas escutei um barulho vindo da janela. Fui até lá e ele pediu para entrar no meu quarto. Autorizei e ele pulou a janela. Quando entrou, ele falou:

– Você falou alguma coisa de mim para o Finn? Porque ele me ligou agora a pouco perguntando se a gente tinha alguma coisa.

– Eu só falei que, por sua causa, eu parei de levar slushies na cara.

– Como assim? Como foi a conversa de vocês?

Contei tudo o que o Finn me disse e ele só escutou. Depois ele disse:

– O Finn é um babaca. Prefere ficar com a vadia da Quinn Fabray só para não levar slushie do que ficar com a garota que gosta.

– Noah, você acha mesmo minhas roupas tão ruim?

– Parece uma mistura de velha com colegial safada.

Levei ele até meu closet e disse apontando para minhas roupas:

– Não dá para salvar nada daqui?

– Berry, eu não sou gay e nem especialista em moda, mas suas roupas são horríveis. – fiquei com uma cara triste. – Mas por que essa pergunta? Quando falam da sua roupa, você nem liga.

– Porque o Finn também disse que minhas roupas são de velha.

– Sério? Você ainda liga para o que esse babaca diz?

– Eu já estava querendo uma mudança no meu armário.

– Você tem cartão de crédito ou dinheiro que você possa gastar com roupas?

– Tenho cartão de crédito, mas não posso passar o limite.

– Vou ter levar ao shopping hoje.

– Não precisa, Noah. Eu já tinha conversado com meus pais sobre isso e eles vão me levar no shopping no fim de semana.

– Quem te leva para comprar roupas?

– Meus pais. – disse confusa.

– Então, você precisa de uma opinião diferente. Agora vamos.