Porque era mais ou menos assim que tudo acontecia. E não importava se a frase começava gramaticalmente errada por ser subordinada, ou se de início o sentido não estiver completo.

Não precisava fazer sentido, uma vez que tudo acabava com os lábios partidos, olhos revirados, roupas rasgadas e gemidos sôfregos. Tudo acabava com uma pitada de amor e outro tanto de dor, em uma cama desfeita e cabelos bagunçados sujos de tinta ou bebida, cortados ou não.

Sangue que fazia seu rastro nas paredes da casa e não incomodava ninguém, nem mesmo aquele que gritava entre três paredes de um cômodo irregular onde passava as noites mais prazerosas de sua vida.

“O privilégio é meu, senhor”, resmungava enquanto sentia-o afundar mais e mais dentro de si, os dentes afiados mordendo cada pedaço de seu peitoral. Ele escutava a risada maliciosa e tremia ao ver as mãos com unhas longas enterrando-se nas laterais de seu abdômen.

Talvez houvesse se apaixonado por um monstro, mas isso não importava contanto que sua boca estivesse no lugar certo.

E seus olhos rubros se encontrarem nas horas certas.

Notas finais
Não sei o que me levou a escreve-la, ou o que se passava na minha mente na hora '-' pensem o que quiserem, porque nem eu sei em que situação as personagens foram colocadas.De qualquer modo, espero que tenham gostado~>,
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!