De princesa a Assassina
6 Não será mais
Notas iniciais
Já eram 7 da noite, e eu estava morrendo de fome. O treino havia acabado a poucos minutos, e eu estava a caminho do meu quarto. Com o tônico em mãos, abri a porta. Cama desarrumada, estante lotada de livros, equipamentos em cima da mesa. Bem-vindos ao quarto.
Guardei meu arco no armário, coloquei o resto de tônico no criado-mudo ao lado da cama e fui para o banheiro. A banheira enchia enquanto eu me despia. Entrei na banheira, e a água ficava escura cada vez mais.
Depois do banho, coloquei o uniforme e fui para o refeitório. E sim, eu tranquei a porta dessa vez.
Andando pelos corredores que levam até a cozinha, as pessoas cochicham enquanto eu passo por elas. Me olho disfarçadamente, reparando se tem algo na minha roupa. Não tem nada.
Povo estranho.
Pego minha janta e sento na mesa de sempre. Sozinha.
—O que faz aqui sozinha?
Jasper.
—Sempre sento aqui. Porque só foi se incomodar agora?
Ele senta a minha frente.
—Não precisa explodir. Só fiz uma pergunta.
Eu suspiro.
—Essas pessoas não vão muito com a minha cara.
Ele ri baixo.
—O nome disse é I-N-V-E-J-A.
—Porque teriam inveja de mim? Perco em uma luta com um garoto de 12 anos.
—O Hamel te ofereceu treinamento particular. Isso quer dizer que você tem avançado muito durante esse meses.
—Ou que eu sou tão ruim que preciso de mais treinamento por dia.
Ele ri novamente.
—Você não conhece o sistema aqui mesmo.
Não, não entendo.
—E o que vai treinar, já que ganhou essa proposta?
—Não faço ideia. Não sou fã de arquearia, não gosto de luta corpo-a-corpo...
—E luta com espadas?
Nesse momento, minha cabeça voltou no primeiro dia. As espadas gêmeas.
—Espadas gêmeas? Tem certeza disso?
Pensei alto demais.
—Tenho. Poucas pessoas aqui lutam com elas, então porque eu não posso tentar?
—Na verdade a única pessoa que usa espadas gêmeas é o próprio Arobynn Hamel.
Dessa eu não sabia. Ele é mais prestativo do que eu imaginei.
—Não será mais
X-x-x-X
Adoecei um pouco mais cedo; nem pergunte, porque eu não sei.
Tomei banho,me troquei e fui até a sala do Hamel. Bati na porta.
—Quem é?
—Medim Haviliard
—Entre.
Abri a porta, que reclamou com um chiado baixo.
—O que minha assassina quer aqui a essa hora?
Certamente vim falar com você.
—Penso no que eu lhe falei ontem?-Sim.
—E o que decidiu? O que treinar?
Sorri maliciosamente, como ele faz.
—Luta com espadas gêmeas.
Fale com o autor