Notas iniciais
Carlos fez o projeto de um Presídio com muros bem altos e escorregadios, para evitar fugas. Dentro desse lugar, projetou uma enfermaria para atendimento médico, quadras grandes para prática esportiva, salas de instrução e alfabetização, bibliotecas, lavanderias, cozinhas, oficinas de arte, oficinas de marcenaria, de cestos e de cerâmica. Ou seja, um lugar onde o criminoso tivesse a chance de se regenerar. Depois de aprovado, demorou dois anos em construí-lo, com material comprado em parceria entre governo, donos de banco e empresários. A única coisa que Carlos jamais imaginou, é que esse recinto penal seria inaugurado por ele mesmo.

Augusto e Filomena ficaram frente ao povo, pela primeira vez, emocionados, carregando um filho no colo, com todos os revolucionários ao seu redor, que levantaram os braços em sinal de triunfo.

Abelardo e Marlene, junto aos pais de Filomena distribuíram entre o povão comida, roupas, e um grupo de músicos instalou-se no meio da multidão, para alegrar a festa. Iniciaram-se os cantos, as danças, com grandes sonhos de mudanças sociais.

Houve celebração até o amanhecer.

Os corpos dos rebeldes que morreram na luta foram enterrados com honras, e seus nomes registrados numa placa, embaixo de um monumento público, levantado em homenagem a eles.

E o mundo ficou na espera dessas mudanças prometidas.

A primeira coisa inteligente que Augusto fez, foi designar Reginaldo como chefe geral de tropas. Solicitou-lhe um contingente armado para o Palácio, com roupas lindas e elegantes, vigilância aos criminosos de rua mais de perto, e a construção de um recinto penal moderno.

Carlos fez o projeto de um Presídio com muros bem altos e escorregadios, para evitar fugas. Dentro desse lugar, projetou uma enfermaria para atendimento médico, quadras grandes para prática esportiva, salas de instrução e alfabetização, bibliotecas, lavanderias, cozinhas, oficinas de arte, oficinas de marcenaria, de cestos e de cerâmica. Ou seja, um lugar onde o criminoso tivesse a chance de se regenerar. Depois de aprovado, demorou dois anos em construí-lo, com material comprado em parceria entre governo, donos de banco e empresários.

A única coisa que Carlos jamais imaginou, é que esse recinto penal seria inaugurado por ele mesmo.

Depois da inauguração desse Presídio, onde foram instalados todos os assassinos condenados à cadeia perpétua, Augusto convidou Tiago, Mário, Fabiano, Carlos e Reginaldo para uma reunião no Palácio. Sentaram ao redor de uma mesa, e Augusto então lhes falou:

— Quero que todos vocês viagem para a cordilheira o mais depressa possível. Levem escavadeiras e vasculhem tudo, pois devem existir tesouros escondidos. Investiguem, e me tragam o que encontrarem de mais valioso...

Mário perguntou:

— Mas, por que nós, cara? Temos coisa mais importante a serem feitas... Envia teu pelotão de soldados a fazer isso...

— Não estou pedindo nada, cara... Estou mandando-os a fazerem isso...

Reginaldo ficou verde de raiva, e gritou apontando com o dedo:

— Eu ouvi bem? Mandar? O Chefe do Exército sou eu!... Tu estás ali por que eu te coloquei ali... Nós, todos nós, te colocamos ali... Tu não mandas nada de nada, seu ignorante de uma figa...

Imediatamente, 40 soldados, muito bem vestidos, com uma espada afiadíssima na mão, apareceram do nada, e rodearam a todos. Amarraram-nos nas mãos, nos pés, colocaram capuz negro na cabeça e empurraram-nos para fora do palácio. Depois os fizeram subir num camburão e “desapareceram” com todos eles.

Para obrigá-los a cooperar, Rosa, Eloísa e Simone foram presas e colocadas na ala feminina dessa cadeia, junto de ladras e assassinas ameaçadoras.

Abelardo correu desesperado pelas ruas com Fernanda, e escondeu-a na sua mansão, num subterrâneo destinado aos seus vinhos mais nobres. Depois trouxe Nina, deixou Marlene cuidando delas, e tentou comprar a liberdade de Rosa e demais amigas. Mas, elas só foram livradas, ao troco de uma pequena fortuna, e depois que os maridos consentiram partir para as montanhas, levando apenas a roupa do corpo. Tiago, Mário, Fabiano, Carlos e Reginaldo saíram da prisão num camburão com 50 soldados armados, e uma caravana com mais 60 veículos, cujo carregamento era material de escavação, mineração, explosivos, e ferramentas para construção, ou, para abrir a mata fechada.

E foi assim que teve início a época mais sádica e cruel de toda a história da humanidade.

Os homens inteligentes, gênios, sábios, foram evacuados às montanhas a realizar pesquisas para o governo. Eles simplesmente foram tirados de casa no meio da noite, amarrados, deixando a família para trás. Os primeiros a partir foram todos os rebeldes que haviam colocado Augusto no poder. Era como um “muito obrigado”, cheio de traição.

E nunca ninguém entendeu o que foi que acontecera.

Abelardo e o pai de Filomena acreditavam que Augusto se havia vendido aos antigos governantes, pois em pouco tempo, Franco e seus capangas regressavam das ilhas. Também Augusto abandonou Filomena e seu filho, roubando-lhe todo seu dinheiro. Filomena ficou pobre como por encanto, e seu pai teve que levá-la para casa, pois até sua mansão foi transferida para Augusto. No palácio, a nova rainha, uma jovem de 18 anos, entrou nesse recinto luxuoso para fazer a felicidade do novo rei.

Mas houve coisas ainda piores.

As pessoas que dormiam ao relento, sem teto para morar, apareciam mortas ao amanhecer, de forma misteriosa. Às vezes, boiando nas águas do rio, outras vezes, no meio dos Lixões fora da cidade, ou desapareciam sem que ninguém soubesse onde estavam os cadáveres.

Pouco a pouco, Abelardo e o pai de Filomena começaram a evacuar gente, que partiam em surdina durante a noite. Centenas de “sem tetos” seguiam a pé, ou em barcaças de madeiras pelo rio, pois viver nas cidades era agora uma sentença de morte.

E para combater essas fugas, e com medo de um novo golpe, o ditador Augusto inaugurou o “chamado para se recolher”.

Cada vez que as trombetas dos soldados soavam dentro dos quartéis, as pessoas eram obrigadas a correr para dentro de casa. Quem caminhasse pelas ruas depois desse sinal, era chacinado sem perguntas. Quem dormia ao relento era eliminado e seu corpo jogado no rio.

Em menos de três anos, Augusto era dono de oito Usinas de “óleo combustível”, 5 Metalúrgicas, e 10 fazendas agrícolas. Também mandou construir o Castelo mais lindo de todos os tempos, revestido de ouro, com cortinas de seda, cristais, um luxo exuberante, nunca antes imaginado. Ou seja, a “Liberdade” nunca chegou a existir. O ditador se ergueu poderoso, dono desse mundo e do destino de todos os homens. Como um Deus iluminado. E, sem miseráveis nas ruas, pois eles desapareceram fugindo, ou, morrendo na empreitada.

Enquanto isso nas montanhas, os gênios tiveram que construir suas próprias casas para viverem, enquanto os soldados construíam a “sede de governo” e erguiam um quartel militar para três mil soldados.

Quando essa cidade de madeira ficou pronta, um Comandante do exército começou a governar. Distribuiu tarefas, entre soldados e civis, e enviou todo mundo a trabalhar, com ordenados bem baixos. Apenas o suficiente para comprar comidas, pouquíssimas roupas, e mais nada. Proibiu reuniões, festas, e para ir até os pomares a recolher frutas, havia que pedir autorização por escrito.

E foi desta forma que Tiago, Mário e seus amigos, converteram-se em escravos.

Acordavam ao som dos clarinetes do Quartel, tinham uma hora para se alimentar, e depois se encaminhavam à pirâmide para trabalhar decifrando códigos e fórmulas.

Tudo que havia dentro e fora dessa pirâmide devia ser decifrado, escrito, e entregue aos soldados. Foi assim que Mário descreveu, com exatidão, um recinto secreto onde havia joias, objetos de porcelana, cristais, um tesouro magnífico deixado para trás, soterrado nos confins desse vale. Tudo isso foi carregado pelos soldados, para fazer a alegria do Ditador.

Como agradecimento ao esforço dos gênios, Augusto decidiu enviar-lhes as esposas e as noivas. Foi-lhes permitido levar alguns pertences, como roupa de cama, panelas, mantas, para viver ao lado de seus homens. Foram revistadas, para evitar carregar armas, e Abelardo só conseguiu autorização para Fernanda levar seu carro, e Nina seu jipe. A bicicleta de Rosa foi amarrada na parte traseira do automóvel de Fernanda. Rosa e Eloísa sentaram ao lado da Fernanda para a longa travessia. Simone sentou ao lado de Nina, e o jipe enfileirou atrás do carro.

Abelardo, que chorava mais do que a Marlene e suas outras filhas, viu-as partir. Ao seu lado, seus amigos, pais das outras prisioneiras, choravam junto, pois o resto delas partia nos camburões, rodeadas de homens armados.

O reencontro de todos foi emocionante.

As mulheres caíram por cima das camas com seus maridos aos beijos, pois viverem separados era o único sofrimento que os fazia morrer. Nina estendeu a manta grossa que trouxera junto, e enfiou-se embaixo das cobertas, pois estava em pleno inverno com um frio de doer. Mário adentrou junto, e embaixo desse manto grosso se amaram entre lágrimas, por tudo acontecido.

Como Nina ficaria em casa, proibida de ir junto, ela e suas amigas fizeram planos para o futuro. Nina dedicar-se-ia a fazer cerâmica, faria panelas, pratos, xícaras, utensílios que dividiria com as amigas. Fernanda arranjaria autorização para construir um tear, trabalhar a lã, e tecer mantas quentes. Simone, Eloísa e Rosa se prontificaram para ajudar as amigas, e trabalhar junto com elas. Todas juraram jamais chorar em frente aos militares, nem se queixar pela pobreza, pois o amor os faria sobreviver a todos.

Enquanto isso, os maridos decifravam o conhecimento e depois o alteravam.

Cada escrita sobre átomos, ou sobre os componentes da matéria era mudado. Durante o tempo da morte alguém podia inventar uma bomba, mais cedo ou mais tarde. Tiago e Mário mudavam algoritmos, no próprio muro, para que as pesquisas sobre o átomo nunca dessem certo, e para que naves intergalácticas do futuro explodissem no ar.

Fabiano, para despistar os vigias que não saíam de perto, encarregou-se de fazer o contrário. Descreveu procedimentos para fabricar coisas corriqueiras que chamassem a atenção dos ignorantes. Pediu ajuda aos outros gênios para construir um “Parapente”, que cairia da montanha voando como um pássaro, com um pequeno motor, e que funcionaria com óleos vegetais. Escreveu tudo em um papel grande, com desenhos, linhas, medidas, para ser fabricado em escala por algum construtor da cidade.

Carlos, Arquiteto e gênio da engenharia, com Reginaldo como ajudante, entrou na pesquisa do primeiro relógio de pulso. Um mecanismo simples, cuja invenção exigiria a construção de um laboratório e de uma fundição de metal. Fazer relógios demoraria muito mais tempo do que os outros inventos, e podiam enrolar o tempo que quisessem.

E foi durante esse tempo, que Reginaldo pediu ajuda aos amigos para assassinar Augusto, pois todos os achados iam diretamente para ele. Enquanto almoçavam sentados no chão, embaixo de uma árvore frondosa, os planos começaram. Reginaldo foi o primeiro a falar:

— Que tal colocar uma bomba no primeiro “Parapente”? Eu faço uma bomba e Augusto arrebenta no céu como um trovão... Nossa! Só de pensar nisso meu coração fica mais leve...

Carlos respondeu-lhe:

— Melhor inventarmos um relógio bomba, todo banhado em ouro, como um presente especial. Podemos explodir o castelo inteiro...

Fabiano, gênio e biólogo, disse para os amigos:

— Para que bombas-relógio, cara? Uma gota de veneno do sapo verde mata um homem em menos de 3 minutos e não há remédio contra isso... E este mato está cheio dessas lindas criaturas...

Tiago, engenheiro metalúrgico, fechou a conversa:

— Hum... Poderíamos colocar uma agulha envenenada, que acionaria depois de uma semana de uso. Augusto vai sentir a picada da morte, e cair duro ao chão...

Mário, também gênio na metalurgia, complementou a ideia:

— Isso... Vamos colocar no relógio alguns diamantes... Algo que fascine o homem... Um modelo bem masculino, bem grande... Para disfarçar inventamos alguns relógios femininos para as amantes dele...

E foi assim que os dias de Augusto terminaram.

A picada da agulha envenenada funcionou durante um jantar, e ele caiu morto em cima do próprio prato de comida, diante de todos os seus assessores. Os médicos do hospital examinaram o sangue e diagnosticaram a morte como “intoxicação alimentar”. Como represálias foram enforcadas todas as cozinheiras do palácio.

Filomena recobrou sua antiga fortuna multiplicada.

Os sacerdotes não reconheciam a segunda esposa, e alegaram diante do novo governo que a única herdeira de Augusto era ela, e que desobedecer às leis dos Deuses era correr perigo de morte.

Durante o funeral, Filomena olhou indiferente para os militares cercando o caixão homenageando o Rei. E se preparou mentalmente para o futuro. Ajudaria suas amigas da cordilheira, de alguma maneira, e casaria com o homem mais lindo dessa cidade. A imagem de Eugênio ficou nítida na sua mente. Abriu os olhos e ele estava-a encarando. Nossa! Sentiu um calor invadir seu corpo como fogo. Afinal, ele era o motorista de seu pai, vestia uniforme rigoroso, e nunca falava nada. Sorriu com seus negros pensamentos. Se o escolhesse como marido, seu pai a deserdaria. Riu alto desta vez. Com a morte de Augusto, tudo na sua vida seria possível.

Enquanto Augusto era levado para um cemitério, o “General em Chefe do exército” assumia o poder na frente do povo, sem perguntar a opinião de ninguém, pois dali para frente, quem governaria seriam os “donos das armas”. E esse novo General governou com mão de ferro, superando Augusto na crueldade e na ambição, até o dia em que o primeiro helicóptero foi inventado na montanha, e chegou voando na cidade como um mosquito gigante. Um mês depois, ele explodiu no ar como uma bomba, matando-o junto a mais quatro generais.

Nos anos seguintes, a morte de um governante não chamava mais a atenção de ninguém. Os Generais do alto comando do exército confabulavam entre si, assassinavam quem obstaculizava seus caminhos, e assumiam o poder. E essas ditaduras eram uma pior do que a outra.

Enquanto isso, a evacuação dos gênios com destino às cordilheiras nunca mais parou. Todos os anos, casais inteligentes eram transferidos a ralar para a grandeza do Império. Os filhos de gente rica eram poupados, em troca de uma generosa contribuição para o Rei.

Cada vez que um caminhão do exército transportava esses gênios, Filomena escrevia longas cartas para Simone, e enviava-lhe roupas, sapatos, meias de lã quentes, roupas de cama, dinheiro escondido entre as mesmas roupas, com a tristeza de nunca mais ter encontrado amigas como essas. Contava-lhes sobre sua nova vida, casada com o ex-motorista de seu pai, um homem jovem que estava decidido a ter uma dúzia de filhos. Depois fechava o envelope entre lágrimas. Seu marido Eugênio a consolava da melhor maneira. Chamego e beijos sem fim. Afinal, ele era 15 anos mais novo, e nunca havia namorado mulher nenhuma. E Filomena era uma esposa que nunca falava “não”. Fazia amor a qualquer hora e em qualquer lugar. Estava sempre disposta para atende-lo, enchê-lo de mimos, lhes preparava as comidas mais deliciosas desse mundo, e ele era arrebatado por ela. Morreria por ela. E lhe repetia isso todos os dias, fazendo de Filomena uma mulher muito feliz.

Aos 60 anos, Tiago, Mário e todos seus amigos começaram a morrer de desgosto, com o sabor amargo do fracasso. Mário e Nina se foram primeiro e um ano depois se foram Tiago e Fernanda.

Quem mais viveu foi Reginaldo, ao lado de sua mulher, que abraçados embaixo de uma árvore florida, dormiram o sonho eterno dos justos.

Na vida espiritual, Tiago e Mário esconderam a cara de vergonha, assim que o Anjo Miguel veio cumprimentá-los. Reginaldo havia-os convencido que seriam expatriados ao “Mundo das antas”, por terem sido tão imbecis. Deixaram a humanidade na escravidão, de joelhos, e quem havia colocado os criminosos no poder, eram todos eles.

Mas, Miguel os abraçou carinhosamente, um a um, tentou consolá-los, e sua esposa Francisca se encarregou de confortar as mulheres, que choravam na maioria. Quando ficaram mais calmos, os convidaram a conhecerem “O Averno”.

Miguel fez uma corrente de mãos dadas com os homens, e Francisca fez outra corrente com as mulheres. Depois voaram ao redor do planeta, até pousarem numa Ilha virgem, selvagem, não conhecida ainda pela humanidade, cujo centro possuía uma cratera gigantesca. Desceram lentamente, até chegar numa cavidade subterrânea, com uma superpopulação de espíritos conversando. Miguel lançou lhes uma luz e todas essas almas ficaram temporariamente cegas. Só então convidou a todos a conhecer o lar dos assassinos, ladrões, infanticidas, alguns sacerdotes, soldados e “governantes”, pois todos faziam parte do mesmo pacote.

Depois de muito caminhar, avistaram Augusto e Franco ao longe, rodeados de 20.000 soldados elegantemente vestidos, fazendo os planos para a próxima encarnação. Havia um ar de festa ao redor, pois todos riam às gargalhadas, e as piadas por cima de Mário, Tiago e Reginaldo eram as mais contadas. Miguel pediu ao Reginaldo ficar quieto, pois matá-los era impossível. Para piorar as coisas, Miguel explicou que a sexta lei cármica era: “Todos os homens têm o direito de reencarnar novamente, sejam eles bons, ou sejam eles ruins”.

Notas finais
Cada vez que um caminhão do exército transportava esses gênios, Filomena escrevia longas cartas para Simone, e enviava-lhe roupas, sapatos, meias de lã quentes, roupas de cama, dinheiro escondido entre as mesmas roupas, com a tristeza de nunca mais ter encontrado amigas como essas. Contava-lhes sobre sua nova vida, casada com o ex-motorista de seu pai, um homem jovem que estava decidido a ter uma dúzia de filhos. Depois fechava o envelope entre lágrimas. Seu marido Eugênio a consolava da melhor maneira. Chamego e beijos sem fim. Afinal, ele era 15 anos mais novo, e nunca havia namorado mulher nenhuma.
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