De Volta para Dezembro
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Angelina (N): Todas as histórias sempre começam com era uma vez ou com olá meu nome é tal e etc., mas essa história não começa com um início assim. Na cidade de Oxford, morava uma adolescente que se chamava Angelina, e ela não gostava nem um pouco de sua vida, mas o que vocês não sabem é que essa adolescente sou eu, há algum tempo atrás. Era dia 23 de dezembro e lá estava eu reclamando mais uma vez da minha vida como eu dizia sem sal, mas o que eu não tinha idéia era que estava por vim uma drástica aventura onde meus olhos se abririam para uma porta cheia de esperança.
Pai: Angelina venha logo, já estamos atrasados.
Angelina: Pai já disse que não gosto quando me chamam desse nome ridículo, por que vocês o colocaram logo em mim não podia ser algo mais criativo? E eu vou quando estiver pronta.
Pai: Filha, eu não sou apressadinho, mas simplesmente quero chegar na hora, para de drama e venha logo... Coloque o cinto de segurança.
Angelina: Pai...POR QUE VOCÊ TEM QUE FICAR RELEMBRANDO DE MEMÓRIAS QUE PREFIRO ESQUECER?
Pai: Angelina entenda, não fique assim, sua mãe teve a hora dela, assim como vai ter a minha, a sua e de todos do mundo, é assim que funciona. Várias crianças como você já perderam a mãe ou o pai, ate os dois, então vamos à diante, temos uma maravilhosa viagem de natal para Londres. Sei como se sente em relação aquela cidade, mas não posso deixa — la aqui sozinha, o natal é uma data importante onde devemos ficar juntos e já está na hora de enfrentar seu medo. Angelina você esta me escutando? Angelina?
Angelina (N): Minha mãe morreu há alguns anos, quando estávamos indo passar mais um natal em Londres, meu pai havia ido antes para ajudar na decoração, minha mãe e eu ficamos em Oxford, para comprar meu presente, então, quando estávamos em uma curva perigosa, havia um caminhão descontrolado na nossa pista, vindo em nossa direção; e então minha mãe virou o carro para a outra pista, então o caminhão passou, mas quando minha mãe foi fazer a curva, já ia virar para a pista correta, mas viu um carro em sua direção e como não podia atravessar para a nossa pista, pois havia um engarrafamento a causa das chuvas constantes provocando enchentes, então ela virou o carro para o barranco, e com o barulho acordei (estava dormindo no banco de trás sem o cinto) e ela disse abra a porta e pule que esse carro vai explodir e eu respondi e você? Ela respondeu vou logo atrás de você, então eu pulei, mas ela ficou agarrada ao cinto e não pode se salvar. Quando me virei para abraça — la, vi a explosão. A ambulância chegou e encontraram um corpo queimado, e nesse momento eu desmaiei, não podia ser minha mãe, mas não havia mais ninguém no carro, estava óbvio que ela havia morrido imediatamente. Dias depois acordei no hospital com meu pai ao meu lado que me disse que eu estava bem, mas a mamãe havia morrido então ele me entregou uma boneca de porcelana meio queimada de um lado, então percebi que era esse o presente que minha mãe iria me dar. Fui para casa no dia 29 de Dezembro e desde então nunca mais passamos o natal em Londres. E depois de me lembrar disso, dormi profundamente.
Angelina: [aaaaaaaaaaaaaaa, mãe, mãe]
Pai: Filha tudo bem?
Angelina: Tudo só tive um pesadelo.
(Chegamos em Londres)
Angelina (N): Meu tio veio correndo a meu encontro, me deu um abraço apertado e falou:
Tio: Angelina, quanto tempo não ti vejo, você cresceu tanto e esta tão linda. Pensei que nunca iriam vim mais passar o natal aqui conosco.
Angelina: Também jurava que isso se tornaria real.
Angelina (N): E saí. Sei que fui grossa, mas eu estava diferente, desde o acidente.
Pai: Desculpe por isso, ela esta sofrendo muito.
Tio: Imagino, mas já faz mais ou menos uns três anos.
Pai: Ela não superou, não queria vim e no caminho teve um pesadelo bem no local do acidente. Estou muito preocupado, já fiz de tudo, mas ela vai ter que superar esse trauma. Já esta com 14 anos, esta na hora e achei que vir aqui seria o primeiro passo.
Tio: Você esta certo, venha comer um churrasco. Você ainda bebe?
Pai: Não, desde o acidente não, você não tem idéia de como é difícil criar uma adolescente sozinho.
Risos.
Angelina (N): Enquanto meus tios e meu pai contavam histórias engraçadas, e riam eu fui até a sala e lá estavam meus primos, naquela época nada podia piorar mais que isso.
Rafael(P): Desculpe, está procurando alguma coisa, ou alguém?
Angelina: Haha, isso é tão engraçado Rafa.
Rafael: Qual a graça? Por que se você me conhece é bem provável que eu ti conheça também, seu nome ajudaria bastante sabia?
Angelina: Então você não se lembra de mim? Já devia ter esperado isso, sou eu Rafael, a Angelina.
Rafael: Angelina? É você?
Angelina: Infelizmente, sim.
Rafael: UAU! Você esta muito diferente da ultima vez que ti vi, nossa, você esta ótima.
Angelina: Pena, que as aparências enganam.
Rafael: Nossa, e esta bem mudada também.
Angelina: Não posso dizer o mesmo a você.
Tia Marta: Crianças o almoço esta pronto, venham almoçar.
Angelina: Que clichê, ela chama vocês de crianças ate hoje, as coisas não mudaram mesmo.
Tia Marta: Vejo que, Angelina você veio com seu pai, como você cresceu, já esta uma mocinha. Devia ter ido cumprimentar para saber que estava aqui também.
Angelina: Ah, desculpe por minha falta de educação mortal de não ir cumprimentar, mas estava procurando um lugar que desse sinal nesse celular, mas me enganei.
Tia Marta: Tudo bem, então venha almoçar.
Angelina: O que tem de almoço?
Tia Marta: Arroz e churrasco venham antes que esfrie.
Angelina: Desculpe, mas não vou almoçar.
Tia Marta: E posso saber por quê?
Angelina: Claro, sou vegetariana.
Rafael: Desde quando?
Angelina: Há um ano e meio.
Tia Laura: Oi Angelina, venha querida almoçar.
Pai: Ela não vai, é vegetariana.
Tia Marta: Querida, o que vai almoçar então?
Rafael: Eu a levo no restaurante da esquina, mãe.
Pai: Então, aqui está o dinheiro.
Angelina: Mandou bem hein pai, cinquentinha, tem alguma loja perto daqui?
Pai: Isso é para você comer os três dias que vamos ficar aqui Angelina, não vá gastar tudo.
Angelina (N): Indo para o restaurante...
Angelina: Por que você esta vindo comigo, podia ter só me dito onde era o restaurante que eu ia sozinha, não preciso de um bebezão.
Rafael: Para você ter alguma companhia.
Angelina: Eu posso não ti querer por perto, pensa nisso.
Rafael: Ha.
Angelina: Qual a graça, por acaso eu tenho cara de palhaça?
Rafael: Não, é que não vai ter ninguém alem de mim pra ti aturar, todo mundo cansou.
Angelina: Como podem estar cansados, se não nos vemos a mais de dois anos?
Rafael: Você já foi mais esperta do que agora, eu tenho uma irmã que tem mais ou menos a sua idade.
Angelina: Ah, desculpe não ligar a mínima para sua família e esquecer da Gabriela.
Rafael: Haha, quantos anos você tem mesmo?
Angelina: O bastante.
Rafael: Geralmente as meninas respondem a idade.
Angelina: É, mas eu não sou uma delas.
Rafael: Eu já estou com quinze, eu gosto desse seu jeito, sombrio por trás de um rosto lindo.
Angelina: Ah, chegamos, agora pelo menos você para de falar baboseiras.
Angelina (N): Almoçamos e depois do almoço, na volta para casa:
Rafael: Agora fiquei curioso, o que significa o bastante? O bastante para o que?
Angelina: Para ter minhas próprias decisões e minha vida.
Rafael: E como uma menina como você, pode ser vegetariana?
Angelina: Você não tem internet não? Nunca viu aqueles vídeos de como se mata os animais? Eu sou contra, posso viver bem com pouco, assim é com minha comida, posso viver não comendo carne.
Rafael: Você é fascinante.
Angelina: Não.
Rafael: Não o que?
Angelina: Não vou sair com você.
Rafael: Que pena!
Angelina (N): Rafael era repugnante, como eu podia ter alguma coisa com ele? Era o que eu pensava. E o resto do dia eu passei no computador, como? Internet sem fio.
Pai: Você ainda não saiu desse computador?
Angelina: Acho que você já descobriu a resposta.
Pai: Amanhã os seus primos vão sair para ir à cachoeira e quero que vá junto.
Angelina: Ah, não estou a fim, vai você.
Rafael: E por quê?
Angelina: Imaginei que você pediria para eu ir à cachoeira, por isso não trouxe biquíni e não adianta, é difícil ter um biquíni que me agrade.
Pai: Rafael, sua irmã pode emprestar algum para esse anjo aqui? Sei que elas têm o mesmo gosto.
Angelina: Ah, fala sério, como se fosse caber um biquíni de uma menina de 11 anos em mim. E tem outros problemas.
Pai: Ah é, então deixa para lá.
Angelina (N): Rafael não fazia idéia de que problemas eram esses, então lá foi ele me perguntar:
Rafael: Que problemas?
Angelina: Use seu cérebro, se é que tem um.
Notas finais
Rafael: Não, mas deixa pra lá, então...
Angelina: Não, é serio. Vem.[...]
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