De Volta ao Passado
4 A famosa Alice
Notas iniciais
Abri os olhos e estava num salão pequeno e baixo, cercado de várias portas, mas apenas uma estava aberta. Havia também uma garrafa vazia e ao lado um bilhete; \"Beba-me\". Alguém já passara por ali... Também encontrei uma caixa e um bilhete \"Coma-me\", porém, só havia migalhas dentro.
- Ai Ai Ai! Está ficando tarde! Elas está atrasada! — disse uma voz familiar.
Fui em direção à porta, mas vi que era pequena demais para sair. Voltei a pegar a garrafa. Da última vez que bebi uma dessas, fiquei menor.
Ainda tinha um restinho da bebida. Sem hesitar tomei tudo num gole só, e diminuí. Passei pela porta facilmente, e me deparei com um jardim muito bem cuidado. Havia flores por todas a parte, plantas estranhas e vários cogumelos.
O mais estranho de tudo era uma lagarta azul, que fumava um comprido narguilé. Ela olhava calmamente para mim. Ficamos alguns minutos em silêncio, até que ela disse.
- Mais uma humana nesse país... Qual é o seu nome mocinha? — ela cruzou os braços e voltou a fumar.
- Alice Longbottom.
- Então você é Alice? — ela perguntou, surpresa.
- Sou... — respondi. Mas eu não era a única Alice do mundo.
A lagarta lançou o olhar para um coelho branco, e ele veio até lá, rapidamente.
- O que foi? — perguntou o Coelho, infeliz.
- Essa garota diz ser a Alice! — falou a Lagarta, apontando pra mim.
O Coelho pareceu mais contente e vários animais me cercavam como se eu fosse assim tão especial. Todos gritavam e não pareciam achar que eu sou a Alice.
- Silêncio! — pediu o Coelho e todos ficaram quietos. — só há um jeito de saber se essa é a verdadeira Alice. — se virou pra mim e continuou. — Como chegou até aqui?
- Bem, eu ia saindo de casa quando encontrei uma garrafa com um bilhete pedindo pra eu bebê-lá. Eu tomei tudo e diminuí, fiquei com uns 25 centímetros. Peguei a carta que estava debaixo da porta, ela pedia para eu seguir o rastro de pedrinhas que começava na minha casa. Fiz isso e encontrei um buraco. Pulei e vim parar aqui.
Todos fizeram silêncio, eu aguardava ansiosa uma resposta. Seria eu a Alice que eles precisavam?
- Ela é a Alice! — disse o Coelho, eu não pude evitar um sorriso. — Fui eu que deixei todas essas dicas... Bem, estou atrasado! Não posso ficar aqui nem mais um minuto! — disse o Coelho indo embora e levando o resto dos animais com ele.
Fiquei parada por um tempo. Aquilo tudo era muito maluco... E agora o que eu posso fazer nesse lugar maluco?
Um homem estava numa mesa grande, tomando chá. Fui até lá, esse seria o próximo a me conhecer.
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