Notas iniciais
Oi, oi meninaa!! Como vocês estão? Espero que todas beem ^^ Seguinte, Vih Correa meu amooor :3 Muuuito obrigada pela recomendação, eu amei, amei, ameei *----* Espero que você e todas as outras, gostem do capítulo :) Tenham uma boa leitura :D

Era incrível como apenas uma pessoa era capaz de mexer tanto comigo.

Ele me desestabilizava, me abalava, me deixava desanexa do mundo. Ele era a droga feita especialmente para mim.

Aquela que você usa por um bom tempo, tem as melhores sensações para depois perceber que tudo o que ela fizera fora sugar suas energias e te destruir.

Quando você para de usar, fica anos sem consumir daquelas sensações embriagadoras, acha que superou o vício, que está curada.

Humpf, isso até encontrar com ela novamente e descobrir que ainda é totalmente dependente.

—E então a Madeleine e o John se separaram. – erguendo os olhos para Renée, percebi que eu havia perdido boa parte de sua história.

Limpando os lábios com o guardanapo fiz cara de espanto, apostava que ela estava falando sobre a vida algum vizinho. Minha mãe não perdia nada do que acontecia nas redondezas e agora, queria me deixar a par de cada acontecimento importante —ou não— que ocorrera nos últimos dez anos.

—Renée, será que você não percebe que está deixando Bella entediada com esses assuntos? – Charlie proferiu rolando os olhos. —Nem todo mundo acha interessante a vida dos vizinhos.

Prendi o riso olhando para minha mãe, ela o encarava cinicamente.

—Bella adora que eu lhe conte tudo o que aconteceu enquanto ela estava fora. – mordi os lábios com suas palavras. —Não é filha?

Não, não adorava.

Na verdade, minha mãe era péssima para contar algo, pois, ela gostava de narrar cada respiração que a pessoa dera, aumentando o suspense com coisas que geralmente, não eram nada.

—É claro. – eu não seria cruel de dizer isso a ela, até porque Renée era super dramática e quando ela ficava de bico, não adiantava tentar agradá-la.

—Está vendo só, seu intrometido. – apontou lhe dando a língua. —Porque você não vai para a sala, hein? Vou acabar lhe colocando para lavar a louça.

Charlie bufou, terminou de tomar a cerveja que estava em seu copo e então se colocou de pé. Afagando minha cabeça, deixou um beijo em minha testa.

Sorri para ele sendo rapidamente retribuída.

—Boa sorte, querida.

Desejou antes de sair da sala de jantar. Minha mãe resmungou algo, que eu não compreendi, antes de me olhar sorridente.

—E então, como foi o almoço com Alice?

Suspirei, pegando a taça de vinho, beberiquei o liquido tinto me deliciando com o sabor agridoce.

—Foi ótimo. – sorri amena. —Ela me convidou para ser madrinha do bebê.

Conter o entusiasmo dentro de mim, fora realmente difícil. Renée saltou na cadeira, batendo palmas animadamente.

—Oh, não acredito! – sua mão pegou a minha. —Fico muito feliz por você, querida.

—É, eu também estou muito feliz.

—Hoje eu encontrei com Esme. – disse se arrumando na cadeira, enquanto juntava os três pratos sujos em uma única pilha, deixando os talheres sobre eles. —Você sabe, nós fazemos ioga juntas. – mordendo o lado interno da minha bochecha, eu assenti. —Ela ficou radiante quando disse que voltou para cá e quer muito te ver.

Não evitei o sorriso, Esme sempre fora muito doce, assim como Carlisle.

—Tenho certeza que vamos acabar nos esbarrando. – disse meio amarga, me relembrando do fato de agora, ser vizinha do filho dela.

—Como assim? – Renée me estudou com os olhos.

Soltei o ar pela boca, juntando as duas taças e o copo, me levantei seguindo para a cozinha. Renée caminhou atrás de mim, sua curiosidade era quase palpável.

A dúvida sobre contar e não contar a ela duelaram bravamente, até que, por fim, decidi lhe dizer, afinal, ela iria saber mesmo.

—Sabe aquele meu vizinho que não para em casa? – deixando as louças dentro da máquina de lavar, eu proferi.

—Sim.

Podia sentir a ansiedade em sua voz.

—Eu o conheci hoje, ou melhor, o reencontrei. – endireitando o corpo, recostei na ilha de madeira. Renée me fitou com os olhos estreitos. —É o Edward.

Sua boca se abriu em um perfeito O, eu teria rido, se aquele assunto não fosse tão complicado.

—Meu Deus, filha! – exclamou parecendo espantada. —Eu pensei que ele estivesse em Denver. – pareceu meio confusa, parando alguns segundos para refletir. —Como sabe que é ele?

—Eu quis ser simpática com meu único vizinho, então fiz uma torta e fui até sua casa, tendo o desprazer de dar de cara com ele.

Contei paciente. No fundo, nem foi um desprazer, até porque ter aquela visão dele, fora fodidamente gostosa.

Maneando a cabeça, eu afastei tais pensamentos.

—Caramba... E como você está?

Sua pergunta me deixou em alerta. Arqueando o queixo, mantive minha postura firme.

Renée não precisava saber que eu ainda não tinha superado tudo o que houve e tudo o que eu sentia —sinto.

—Estou bem, ué. – murmurei confiante. —Porque não estaria?

Ela me analisou profundamente antes de suspirar.

—Você sabe, por conta de tudo o que aconteceu e...

—Mãe, isso já faz tanto tempo. – a cortei, dizendo aquelas coisas com um tom cansado. —Já passei por cima de tudo o que houve.

O lado de bom de ser advogada: Ninguém te intimida, mesmo quando está sob pressão.

A gente sempre sabe como articular as palavras, a feição e fazer com que todos acreditem no que contamos.

—Bom, menos mal. – ela falou em meio a um suspiro. —Se bem que eu acredito que você não vai ter problemas com ele.

Aquilo me deixou curiosa.

—Porque?

—Edward mudou muito. – disse se abaixando para pegar a louça dentro da máquina. —Está muito diferente do que era antes.

Mordi meu lábio inferior com força, estava tentada a perguntar mais sobre ele, sobre o que aquele “muito diferente do que era antes” significava, no entanto, eu me calei.

Aquilo não era do meu interesse. Edward era passado e eu devia deixa-lo em seu devido lugar. Lá atrás.

Quando voltei para casa, não deixei de reparar que a sua estava toda apagada e a porta da garagem fechada.

Olhando para o relógio, eu percebi que era cedo demais para dormir o que só me levou a uma explicação lógica: Ele devia estar enfiado na cama de um motel com alguma vadia.

Respirando fundo, parei o carro na garagem acionando o fechamento do portão eletrônico.

O que eu tinha com aquilo também?

Nada.

Essa era a resposta.

Eu não tinha que me intrometer naquilo, afinal, o que Edward fazia, quem ele comia, ou saia, não era problema meu.

Dormir naquela noite foi bem difícil. Não conseguia prestar atenção em nada que passava na TV, rolando de um lado para o outro na cama.

O ditado “cabeça vazia oficina do diabo” nunca fez tanto sentido para mim, pois bastou o silencio se apossar do quarto, que eu começara a relembrar aquela noite amarga onde meu mundo desmoronara a minha frente.

O resultado foi o esperado. Dormi tarde, com uma dor enorme no peito e uma vontade gigante de ir assassinar Edward.

Isso sempre acontecia, eu sempre ficava mal e para tentar me distrair enfiava a cara no trabalho.

Tomando um gole do meu café, percebi que Edward era o grande culpado por meu estresse, ansiedade e tudo de ruim que eu havia passado.

Eu o odiava com todas as minhas forças e me odiava também por ainda gostar daquele infeliz.

Soltando um suspiro deixei aqueles pensamentos de lado, o dia estava lindo demais para ficar lastimando.

Deixando a xícara preta dentro da pia de inox, eu sorri ao ver a luz solar entrando pela cortina de linho.

Ainda era de manhã, umas nove e meia, um horário propício para tomar um banho de sol.

Sai pela porta da cozinha esperando encontrar meu lindo jardim paisagístico intacto, contudo, assim que meus olhos cruzaram com a grama destruída, os canteiros de flores revirados, a jacuzzi e o piso do deque todo cheio de lama eu estanquei.

O que tinha acontecido ali? Um tornado havia passado e eu não notei?

Descendo os três primeiros degraus eu quis chorar ao ver minhas pequenas estátuas de gesso tombadas sobre um monte de massa marrom, que eu quis acreditar ser lama.

—Meu Deus! – soltei ainda perplexa, querendo chorar tamanho o desastre.

Foi então que eu vi, saindo do meio dos arbustos da cerca viva que dividia meu jardim —ou o que sobrou dele— do de Edward, um cachorro.

Se é que aquilo podia ser chamado de cachorro.

Ele não era grande. Era gigante!

Sua cabeça era do tamanho de uma bola de basquete, isso sem contar as rugas de pele que se debruçavam sobre seus olhos, focinho e pescoço, ou suas orelhas caídas que eram maiores que a minha mão.

Não podia saber a cor que ele era, porque seu corpo todo estava coberto por lama.

Senti o pavor crescer dentro de mim, quando aquela besta me olhou. Seu cabeção se inclinou para o lado, aquilo até seria fofo se ele não desse dois de mim.

Engoli seco quando ele começou a se aproximar, seus passos eram lentos, desconfiados.

Meu coração bateu mais forte, devido a adrenalina e o medo que me consumiam e então, conforme ele se aproximava, eu me afastava.

Minha barriga se contraia, calafrios corriam por meu corpo e tudo o que eu queria fazer, era virar e entrar correndo.

Mas e se eu desse as costas para aquela besta e ela me atacasse?

Senti minha saliva amargar dentro da minha boca, diante da possibilidade.

Certamente eu viraria picadinhos.

Fora então que meu calcanhar colidiu com o degrau de madeira, me faltou equilíbrio e força para sustentar meu corpo que desabou para trás.

Soltei um gemido quando minhas costas se colidiram contra os outros dois degraus, uma fisgada dolorida, dera início a dor intensa que correu por toda minha região lombar.

Contudo, aquilo logo perdera a importância quando aquele cão gigante correu em minha direção. Ainda de olhos turvos pelo tombo eu o vi parar a centímetro de mim.

Prendi a respiração, ele era bem maior do que eu imaginava.

—Titiu bonzinho... – minha voz quase não saia, não sei dizer se era de dor ou de medo. —Olha o pombo.... Corre atrás do pom...

Ele me calou com um latido forte, fechei os olhos recebendo os respingos de baba em meu rosto, meu corpo tremia de medo.

Arqueando as mãos, tentei proteger meu rosto de algum ataque, mas tudo o que ele fez, foi lamber minha palma e dedos.

Abri os olhos surpresa, ainda temerosa abaixei os braços. O cachorro me fitava atento, a língua que estava para fora da boca veio de encontro ao meu rosto, subiu por meu queixo tocando o canto dos meus lábios, a lateral do meu nariz, meu olho direito e então parou em minha testa.

Dei um pulo quando ele latiu novamente.

—Awn, que nojo...

Passei minha mão no rosto, tentando secar aquela baba espessa. Eu devia ver o lado positivo, ao menos ele não me mordera, arranhara ou destroçara, como eu esperava.

—Passa. – mandei tentando soar firme. —Vai, sai de cima de mim... – receosa estiquei as mãos tocando em seu peito largo e forte para poder empurrá-lo, quando o cachorro se afastou, eu pude ver a placa dourada de sua coleira reluzir.

Cerrei os dentes sendo invadida por uma raiva gigantesca quando notei o nome de Edward na placa.

É claro que aquela besta canina só podia ser daquela besta humana.

Quando me coloquei de pé, senti minhas costas arderem e aquilo só serviu para me deixar mais irada.

Nem mesmo o fato de ser atacada pelo cachorro me impediu de marchar até a casa daquele cretino.

—Filho de uma mãe, desgraçado, idiota...

Não conseguia prender os resmungos deixando murros sobre a porta de madeira caramelo.

Eu o faria arrumar cada graminha que seu animal de estimação estragara, há se faria!

Apoiando as mãos na cintura, continuei batendo o pé no chão com nervosismo, bufando de ira.

—Edward seu escroto do caralho, abre a porra dessa porta logo! – gritei voltando a bater na porta.

Barulhos do lado de dentro, antecederam os das trancas e por fim, a abertura da porta.

Apertando os dentes, eu vi um Edward sonolento aparecer. Ele bocejou e se espreguiçou esticando os braços para o alto, deixando aquele peito atlético ainda mais exibido.

Pigarrei evitando olhar para o volume considerável que armava sua boxer preta. Ele tinha acabado de acordar, isso era nítido, mas precisava atender a porta assim?

Maneando a cabeça, voltei a pigarrear.

Foco Bella, foco!

—Sabe, seria bem melhor acordar com você fazendo barulho na minha cama, do que aqui fora. – sua voz estava ainda mais rouca, o que deixou os cabelos da minha nuca eriçados.

Respirei fundo arqueando o queixo.

—Sabe o que seria bem melhor para mim? Não te ter como vizinho. – apontei cerrando os olhos. —Sabe o que seria ainda melhor? Não ser obrigada a ver essa sua cara de manhã. – sem me conter, ergui a mão batendo o dedo indicador em seu peito. —E sabe o que seria excepcionalmente melhor? Não ter meu jardim destruído pela sua besta canina.

Edward estreitou os olhos antes de sorrir, mordeu o lábio inferior antes de correr sua língua vermelha por ali. Engoli seco ficando momentaneamente hipnotizada.

—Você irritada fica gostosa para caralho. – murmurou se aproximando um passo de mim. —Agora, você irritada vestindo essa camisolinha meio transparente... – ele falava de um modo tão sensual, tão envolvente. Permaneci parada a sua frente, sem conseguir me mexer ou falar.

Edward ergueu a mão, segurou meu dedo e então deixou um beijo em meu pulso.

Por segundos eu fui embriagada por arrepios e sensações calorosas que só ele fora capaz de provocar em mim.

Um estalo em minha cabeça, me trouxe de volta a realidade. A realidade onde eu estava apenas de camisola na frente do meu ex, que vestia só uma boxer e nós dois estávamos próximos demais.

Soltei um resmungo baixo, antes de deixar um tapa estalado em seu rosto.

Talvez, eu tivesse exagerado na força, visto que meus dedos ficaram ardendo pelo contato brusco, no entanto eu não me importei.

—Oh, porra Bella! – exclamou passando a mão no local afetado, cruzei os braços me sentindo vitoriosa. —Doeu.

—Foi para doer mesmo.

—Não me deixou terminar, bebê. – ele abriu um sorriso safado. —Doeu, mas foi sexy. Sempre gostei do seu lado esquentadinho, agressor e possessivo.

Suas palavras me fizeram cerrar os dentes. Me afastei dele batendo o pé no chão.

—Cale a merda da boca, Edward!

Mandei tirando a franja dos meus olhos.

—Escute aqui, aquela besta que você chama de cachorro, invadiu o meu jardim e o destruiu. – falei mantendo o foco no assunto que me levara até ali. —Me fez levar um tombo e ainda babou em todo o meu rosto. – eu quis soca-lo ao ver que ele tentava conter o riso. —Te dou cinco minutos para ir arrumar aquela bagunça e tirar aquele cachorro do meu jardim.

Edward voltou a se espreguiçar, seus dedos invadiram seus cabelos os deixando ainda mais desordenados.

Encarei os fios ruivos por um tempo, eu amava correr minhas mãos ali, ainda mais quando estávamos....

Coçando minha nuca, pigarrei.

Que pensamentos idiotas eram aqueles?

Me repreendendo, desci o olhar para o rosto de Edward. Seus olhos verdes não se encontraram com os meus dessa vez, visto que, eles estavam focados no decote que a minha camisola de renda fornecia.

Senti minhas bochechas arderem, meio sem jeito, puxei meu robe cobrindo bem meu colo, antes de amarrá-lo em minha cintura.

Apertando os lábios, ouvi seu risinho sacana.

—Você ouviu bem, não é? – Edward me olhou. —Vá tirar aquela besta do meu quintal e arrumar cada estrago que ele fizera em meu jardim. – minha voz saiu firme e decidida.

—Heron vai ficar chateado se ouvir você o chamando de besta.

Rolei os olhos dando de ombros.

—Tire-o de lá. – mandei novamente, descendo os curtos degraus. Edward atravessou sua porta saindo na área.

Fiquei perplexa. Ele estava somente de boxer, como podia sair daquele jeito?

—Sabe, não é justo você poder me olhar só de cueca quando está envolta nesse roupão. – ele gesticulou a mão.

Bufando eu rolei os olhos.

—Eu não estou te olhando, só acho absurdo você sair de casa assim....- fiz uma rápida pausa, engasgando com a palavra. —Quase pelado. – fiquei meio sem jeito, Edward pareceu perceber abrindo ainda mais o sorriso. —E isso é um robe, não um roupão.

—Geralmente eu nem visto a boxer. – estalei os olhos, engolindo a seco. —Aposto que você se lembra, sempre gostei de dormir à vontade....

—Cale a boca, Edward! – mandei lhe dando as costas, sentia minha bochecha queimar enquanto me afastava. —Tem cinco minutos. – gritei ouvindo suas risadas altas.

Eu marchei de volta para casa, realmente irritada. Nem era tanto pelo cachorro, não o de quatro patas.

Edward me irritava; as sensações que ele causava em mim, me irritavam; os sentimentos que ele despertava em mim, mesmo depois de tudo, me irritavam.

Bufei deixando minha camisola no cesto de roupas sujas, não sem antes analisar a peça. Ela estava cheia de manchas de barro e respingos de baba, mas isso nem me incomodou muito. O que me deixara incomoda, fora o fato de Edward ter me visto com ela.

A camisola era de renda, rosa clara, as alças finas e mesmo não tendo bojo, ela valorizava bastante meus seios.

Rolando os olhos, me enfiei de baixo do chuveiro.

Senti minhas costas arderem, e depois ao olhar o local afetado, percebi as escoriações retas e roxeadas em minha região lombar.

—Tudo culpa daquele ser excomungado. – praguejei colocando a blusa peplum branca, arrumando-a por cima da minha saia justa florida, de estampa amarelada.

Meu Cone Heel era nude e caia muito bem, sendo confortável e bonito.

Antes de sair do quarto, eu soltei meus cabelos, que por terem ficado enrolados e presos em um coque, caíram em ondulações por minhas costas.

Estava prestes a voltar na casa de Edward, quando ele bateu na porta.

Incorporando minha postura mais firme e decidida, eu o olhei. Ele tinha uma expressão cansada, mas eu não me importei, apostava que ele havia passado a noite na farra.

—Já prendeu aquele cavalo, não é? – indaguei apoiando a mão na porta.

Edward riu, maneando a cabeça.

—Já sim. – concordou.

—Ótimo. – suspirei abrindo mais a porta, para que ele pudesse entrar. —Olhe como meu jardim está destruído.

Gesticulei apontando para a extensão devastada por aquele cão, queria chorar, o jardim era a parte que eu mais gostava da casa.

Era lindo, bem cuidado e agora, estava todo destruído.

—Caramba! – ele exclamou rindo, descendo os degraus da área.

—Não tem graça. – falei o fuzilando com os olhos, sem deixar claro, de reparar em como ele estava vestido.

Sua camiseta cinza, estava bastante justa deixando evidente os músculos torneados de suas costas, seu short preto delineava e muito bem, a volta de sua bunda cheia.

Respirei fundo querendo dar cabeçadas na parede.

O que eu tinha na cabeça? Merda?

Edward havia me traído, me feito sofrer horrores e agora eu estava ali, admirando seu físico. Dando brechas para o meu tolo coração se iludir ainda mais.

Bufei, eu precisava sair dali. Nós dois no mesmo lugar e sozinhos, não ia dar em boa coisa.

—Olha, eu preciso sair. – disse a ele que se virou para me olhar. O sol bateu contra seus cabelos, causando lindos reflexos em seu tom acobreado. —Espero que deixe tudo do jeito que estava.

—Pode deixar, senhorita Swan. – bateu continência, rindo quando da minha careta de desdenho.

Dentro do carro, eu percebi que não tinha noção de onde iria, então sem esperar mais, disquei o número de Alice.

Mesmo depois de tanto tempo, ainda era fácil convence-la a sair, fora só dizer que eu precisava comprar umas roupas que ela já se animada a dizer que iria me encontrar.

—E ele foi para sua casa? – Alice me questionou boquiaberta, ainda segurando a blusa branca de véu no cabide.

Sorrindo vitoriosa, eu concordei com um aceno.

—É claro que ele foi, uma hora dessas, já deve estar arrumando a bagunça que aquela besta fez.

—Oh, Bella... – Alice suspirou. —Heron é uma gracinha, não é uma besta.

—Digo besta pelo tamanho, não tenho nada contra o cachorro dele. – expliquei passando os cabides de sustentavam as blusas na arara. —Até porque, se Edward o tivesse prendido direito antes de ir para a farra, ele não ia ter escapado e destruído meu jardim.

Ainda sentia uma dor no coração ao pensar em como ele estava, minhas flores arregaçadas, minha jacuzzi lambuzada de lama, minha grama verdinha e bem cuidada toda esburacada.

—Ir para farra? – ela me olhou sem entender. —Como assim?

Rolei os olhos antes de suspirar.

—Sim, a cara de cansaço dele não esconde! Aposto que passou a noite perdido em algum motel com alguma vadia ao seu enlaço, ou várias, não é? Vai saber... – soltei um riso, que teve um sabor bem amargo para mim.

Maldito ciúme que ainda teimava em existir dentro de mim.

Bufei voltando a olhar as blusas.

—Bella, Edward não passou a noite na farra ou com alguma vadia. – Alice proferiu, soltei um riso irônico. —Estou falando sério, ele não estava se divertindo.

—Como sabe? – me virando para ela, eu a desafiei com o olhar.

O fato de ela ficar defendendo-o, já estava me irritando. Alice era a minha amiga, não dele! Ela nem gostava dele, aliás.

—Edward trabalha a noite. – cruzou os braços. —Ele é bombeiro, faz plantões de doze horas, ontem ele estava no corpo de bombeiros. Trabalhando.

Alice fez questão de frisar a ultima palavra.

A surpresa tirou toda e qualquer reação possível de mim. Ela não podia estar falando sério, podia?

—Eu nunca mentiria para você Bella. – disse segurando minha mão. —Sei o que ele fez, como ele era, mas Edward mudou muito. – seu tom era doce e calmo. —Ele não é o mesmo cara de dez anos atrás.

Engolindo seco, me permiti ficar em silencio.

Não sabia o porquê, mas saber que ele tinha passado a noite trabalhando e não com outra mulher, tirou um peso de mim, para logo ser substituído por outro.

Ele havia passado a noite trabalhando e agora, ao invés de descansar, estava lá organizando meu jardim.

Mesmo não querendo, senti um pequeno remorso.

Talvez, eu não devesse ser tão dura com ele.

Notas finais
Porque o Edward normal já é gostoso, agora o Edward bombeiro e tatuado.... Seem Oooor! e.e Vih, mais uma vez obrigada! Por hoje é só gente, semana que vem tem mais! ^^ Fiquem bem, tenham uma boa semana :) Beijõõões da Nick :*