De Volta A Vida

11 Piper e seu colar


Notas iniciais
Eu sei que ficou pequeno, mas eu fiquei o dia todo no colegio então só voltei agora a pouco, mas tá aí.

Jason's POV

-Então essa é a história da cachinhos de ouro? -Piper me perguntou com os olhos grudados nos meus.

-Sim. -Eu disse enquanto fazia carinho em seu cabelo.

Eu tive dificuldades para dormir, e parecia que Piper também. Depois de um tempo eu desisti de dormir e, quando fui ver, Piper estava acordada, olhando para o nada.

Ela sorriu para mim e pediu para que eu contasse para ela a história da cachinhos de ouro e dos três ursos. Então estavamos na cama de cima do beliche desde isso tudo. Ela havia deitado em meu colo e eu tinha contado a história.

-E por que a menina estava andando sozinha pelo bosque? -Piper agora pegou uma de minhas mãos e brincava distraidamente com meus dedos.

-Sei lá. -Eu disse jogando meus ombros para trás, mas eles bateram na parede. Eu não me lembrava de toda a história, então havia contado só a ideia principal dela.

Uma garota com cabelos cor de ouro achou uma casa no meio do bosque ou floresta e entrou. E sabia os detalhes sobre as três sopas e as camas, mas não me lembrava do que acontecia depois que os ursos achavam ela.

Ela sorriu, como se minha resposta tivesse respondido tudo.

E eu sorri de volta.

Ficamos um pouco mais ali, em silencio, só olhando um para o outro. Os olhos de Piper brilhavam, e eram os mesmos olhos de sempre, mas em seu pescoço o colar que Atena havia dado para ela balançava, me lembrando dessa magica estranha que estava sobre Piper.

Ela deve ter percebido que meus olhos estavam praticamente esmagando o colar só com o olhar.

-Eu não posso tirar ele. -Ela disse e eu tirei rapidamente meus olhos daquele colar idiota, me concentrando só em Piper, na velha Piper que eu teria de volta.

-Eu só não entendo isso. -Disse simplesmente.

-As vezes nem eu entendo. -Ela disse triste. -Mas eu sei que eu não posso tirar ele, não se eu quero ajudar a Annabeth.

-Você não precisa dele para ajudar ela. -Eu disse um pouco alto. — Você pode ser você mesma, respondendo só o que você sabe, e eu tenho certeza de que isso vao ser o suficiente para ela.

-E se não for? -Seus olhos estavam quase sem brilho algum agora. -Eu não posso confiar nisso, o colar é uma certeza, uma certeza de que eu conseguirei ajudar ela.

-Eu não vejo ele como isso. -Disse tentando desviar de seus olhos, eu não aguentava ver eles daquele jeito, queria poder parar essa conversa agora e abraçar ela, beijar ela, mas não podia desviar dessa conversa por mais tempo, eu já tinha chegado no meu limite. -Eu só consigo ver que ele está sumindo com a Piper que eu conhecia.

-Por favor. -Sua voz era quase um sussuro. — Não fala assim. Eu ainda sou aquela Piper, ou pelo menos estou tentando continuar como eu era.

-A gente não pode só fingir que está tudo bem...

-Podemos tentar deixar tudo bem. -Ela segurou meu rosto e fez com que eu olhasse para seus olhos, como se ela estivesse sentindo que eu estava desviando deles. -Não importa o fato de eu estar tentando?

-Claro que importa. -Eu disse rapido demais. — Acho que isso é uma das poucas coisas que importa no meio de tudo isso. -Não sabia se ainda estava falando do fato dela estar tentando em si.

Ela deu um sorriso lindo, seus olhos com aquele brilho natural que estava voltando. Eu coloquei minha mão sobre a sua, que ainda estava em meu rosto.

Ela se levantou, ainda com a mão em meu rosto. Ela ficou sentada na minha frente e se inclinou um pouco, juntando nossos labios.

Não me lembro de por quanto tempo ficamos ali, nos beijando, um nos braços do outro.

Um barulho veio de uma das beliches perto da nossa, Piper se afastou um pouco, curiosa com o que estaria acontecendo.

Nós dois olhamos para a cama de baixo, a nossa direito, Nico estava deitado, tendo algum pesadelo, dava para perceber isso pela forma como ele se mexia de um lado para o outro, se debatendo e suando.

Desci rapidamente da beliche, com Piper logo atrás de mim.

Paramos na frente de Nico e Piper colocou a mão na testa dele.

-Ele está com uma febre muito forte. -Ela disse meio assustada.

-Devemos acordar ele? -Perguntei. -É seguro?

-Acho que não tem problema. -Ela disse e olhou para ele, ele se debateu de novo. -Na verdade eu acho que a gente devia acordar ele agora.

Começamos a chacoalhar ele, mas ele não parecia mostrar que estava percebendo a gente.

-Nico... -Eu o chamei e nada.

As luzes daquele quarto se acenderam, mas se apagaram logo depois.

-Ahhh. -Nico gritou, se levantando da cama em um pulo.

Ele nos olhou assustado, suor caia por seu rosto.

-Chamem os outros. -Ele mais ordenou do que pediu. -Precisamos conversar.

Notas finais
Então, acham que mereço uma recomendação????

Me o que vocês querem agora, labirinto de novo?