De Volta A Alagaesia...

5 O Que Sabe a Bruxa Angela


Notas iniciais
Oi, leitores lindos! Sei que prometi capítulo novo há muito tempo, mas aqui estou.
Bem, boa leitura!

Arya

Desde que eu entrei no Salão do Castelo de Nasuada, houveram muitas coisas que nos deixaram a todos pasmos. Mas, o que mais surpreendeu foi Nasuada falar que era hora de chamarmos Eragon.

É claro, que no momento em que ela disse isso, as presentes pessoas enlouqueceram em mais conversa ainda do que havia tido no assunto anterior, a história dos Galbatorix's. Nenhum de nós ainda havia compreendido bem o que eram, mas todos ferviam de raiva de Angela. Não perdi o controle assim, nem a Rainha Islanzadí. Nós, elfos, sabíamos que para pessoas que nos são consideradas sábias, como Angela, ocultar algo sim pode ter sido importante. E, a não ser que eu muito me enganasse, provavelmente, o motivo dela era óbvio; esse assunto não deveria vazar do Salão e do Conselho. Não por enquanto, pelo menos. Então, a Bruxa Angela, creio, não contou, porque realmente não queria pessoas intrometendo-se em suas pesquisas por aí. E isso era perigoso. Há um motivo para a magia de trazer espíritos dos mortos de volta ser proibida. O exemplo mais fortes disto são os Espectros. Os horríveis Espectros. Eu podia sentir a preocupação de todos os presentes refletidas em mim. Não eram, de forma alguma, boas notícias.

Mas, o que verdadeiramente abalou minha alma, foi, como disse, a proclamação final de Nasuada. Convocarmos Eragon. Não fossem todos os meus anos de vida, de exercício no controle de minhas emoções, teria começado a tremer. Em vez disso, aparentei uma calma fria.

– Mas, Rainha Nasuada, como pretende fazer Eragon voltar? Creio que todos aqui estamos cientes da "profecia" da Bruxa Angela, que arrancou Eragon de nós. — Oric disse isso mostrando seu desprezo por profecias e sua raiva contra Angela, por profetizar que Eragon, o seu irmão de Clã, o Dûrgrimst Ingeitum, iria embora.

– Sim, Rainha, como pretende fazer isso? — o tom de Murtagh era irônico, e também raivoso, creio que pela mesma razão de Oric: a ida permanente de Eragon.

A Rainha Nasuada respirou fundo e disse:

– Angela, nós precisamos que Eragon volte. Obviamente, ele deve voltar, e, francamente, não acredito na sua profecia. Se ele não devesse voltar um dia, porque precisamos dele?

Angela pareceu refletir durante alguns minutos. A expressão dela era de profunda seriedade, totalmente diferente de sua expressão cômica diária.

Finalmente, se pronunciou.

– Há, no ramo de profecias, segredos que nem mesmo os elfos mais longínquos de vida e mais esforçados em suas buscas e pesquisas conseguem desvendar por completo. Um desses, é a presente questão: As profecias são realmente inabaláveis e irredutíveis?

"Há alguns anos, não quero especificar quantos, eu e mais dois elfos, Tartin e Faodur, penetramos fundo nessa questão. Sempre fomos muito interessados neste ramo, e começamos a procurar e olhar, ler e analisar cada pequena parte do que há para ver sobre isso. Fizemos experiências, viajamos durante meses sem conta.

Finalmente, chegamos a o que podemos considerar o mais correto ponto de vista sobre o assunto.

O fato é simples. Tão simples, mais tão necessitado de trabalho para poder ser afirmado.

Descobrimos, que, apesar das nossas profecias terem, na grande maioria das vezes, a verdade... Elas não são totalmente seguras de se confiar.

Entra aí um grande conflito de muitos assuntos, de muitas culturas. Por exemplo, tenho certeza que o presente mestre anão Oric pode nos dizer que na cultura anã, eles não acreditam em profecias, porque, segundo eles, seus deuses não teriam interesse em criá-los, se já fossem criados com o futuro escrito, quase sem o livre-arbítrio de fazer suas próprias escolhas.

O que acontece quando profetizamos algo, é que vemos o mais provável caminho que as coisas vão tomar. Geralmente, o futuro de uma pessoa é afetado por escolhas de tantos outros, e nós, profetas, vemos as escolhas que tem mais chances de serem feitas.

Mas existem pessoas diferentes. Aquelas que nem sempre seguem, por assim dizer, o roteiro escrito para elas. E, em conjunto com elas, outros fatores podem mudar o futuro mais provável delas.

Tantas outras coisas e furos podem ser percebidos, mas creio que devo voltar a nossa questão: Eragon. Ele, com certeza, pode ser dito como uma pessoa que fugiria ao roteiro. E, em conjunto com os fatos que também fogem ao roteiro, ou seja, a existência dos Galbatorix's, o futuro dele pode ser outro."

Depois desse discurso, todos estávamos pasmos, mas todos acreditamos no que Angela disse. Eu conhecia Tartin e Faodur, e eles, realmente andaram durante alguns anos com Angela, e nunca comentaram nada sobre o que estiveram fazendo.

O primeiro a sair do nosso estado de completa surpresa, foi Murtagh.

– Você está dizendo... Que Eragon pode voltar? — perguntou ele.

– Sim, Cavaleiro Vermelho. Se essa for a escolha dele, não há profecia que possa ser empecilho em sua volta.

Explodiu, então, a comemoração. Oric, Nasuada e Murtagh deram largos sorrisos, e a menina-bruxa Elva, até então calada, também se permitiu um sorrisinho. Angela observava tudo com brilho nos olhos, parecendo estranhamente misteriosa.

Apenas eu e minha mãe não começamos a trocar comemorações e sorrisos com os outros. Islanzadí me encarava, com certeza querendo adivinhar minhas reações a tão próxima, pelo que parecia, volta de Eragon.

Mas, eu não ia dar a ninguém o gostinho de ver a minha alegria sem fim. Como um jorro de esperança, calor, e a lembrança de doces olhos castanhos olhando para mim. Ninguém veria isso.

Finalmente, saindo das comemorações adversas, Nasuada retomou o Conselho.

– Muito bem, baseando-nos nos conhecimentos de Angela, creio que não devemos perder mais tempo, pois ele é curto, e devemos convocar Eragon imediatamente.

Novamente, borboletas inundaram meu estomago, e eu senti meu rosto esquentar. Mas o que estava dando em mim?

Mais uma vez, houveram as perguntas adversas de sempre: Como vamos convocar Eragon?

Apenas eu sabia do Espelho Dourado, a forma que Eragon deixou para que Nasuada pudesse contatá-lo, apenas em casos de extrema emergência.

Nasuada, então, explicou a todos a forma que tinha de contatá-lo.

– Ora, mais é um absurdo que Vossa Majestade não tenha nos informado sobre isso! — disse Oric, e todos concordaram com ele.

Nasuada, com minha ajuda, explicou que o Espelho deveria ser segredo até que fosse necessitado que ele fosse utilizado.

– Farica! — gritou Nasuada, e a aia dela apareceu.

– Sim, minha Rainha?

– Traga-nos o Espelho Dourado.

– Sim, Senhora.

Minutos depois, o grande Espelho já estava no meio do Salão, e nós já havíamos levantado e estávamos todos contemplando Nasuada ficar de frente ao espelho. Eu já começava a sentir um desespero. Queria vê-lo imediatamente.

Ela respirou fundo, chegou mais perto do Espelho.

– Eragon, eu o convoco. Problemas assolam a Paz na Alagaësia, e precisamos do nosso Líder dos Cavaleiros mais uma vez. — ela pronunciou isso majestosamente.

Então, a imagem do Espelho tremeluziu. Durante um minuto, nada aconteceu.

Tremeluziu novamente, dessa vez, mais.

E então, a imagem refletida de Nasuada desapareceu.

No seu lugar, um jovem homem, belo, de aparência Élfica apareceu.

Os cabelos louros bagunçados. Olhos castanhos apaixonantes. Um corpo de tirar folego.

Salve, Eragon Matador de Espectros, Líder dos Cavaleiros de Dragões.


Notas finais
Esse até que ficou bem grandinho, hein?
Pois é, gente, sábado, provavelmente têm mais.
Novamente, digo: quem quiser visitar minhas outras duas fics, fiquem a vontade: Kane - Os Artefatos Perdidos do Egito / Nossas Últimas Cartas - Anne&Peter
Sim, pessoal lindo, quem lê e posta reviews, muito obrigada. Será que vocês poderiam recomendar a fic também? Eu os amaria ainda mais, e capítulos iriam vir mais rapidamente :D
Beijos!