De Vida Nova

8 Capítulo oito


Notas iniciais
Descuuuuulpem pela demora, tive pelo menos uma prova todo dia nas últimas duas semanas, então tava difícil escrever, mas pelo menos esse cap tá grande. Boa leitura!

Percy e Silena juntaram-se ao grupo, que estava descansando em alguns bancos que havia espalhados por lá.

–O que a gente vai fazer agora? — Perguntou Grover, que estava sentado ao lado de Juníper.

–Acho que a gente devia ficar por aqui um pouco, para descansar, e depois voltamos e fazemos o piquenique. — Piper sugeriu.

–Pode ser, mas o que vamos fazer enquanto isso? — Silena entrou na conversa, e lançou um olhar para Percy, algo que ninguém mais, além dele, notou.

–A gente podia jogar verdade ou consequência. — Percy continuou, com uma inocência forjada.

–Aah não, brincadeira de 5ª série não né Jackson. — Thalia entrou na conversa também.

–Gente, eu e o Jason vamos dar uma volta. — Piper foi logo se levantando, e os dois andaram em direção à pequena floresta mais afastada.

–Nós vamos também. — Foi a vez de Juníper e Grover levantarem.

–Iiih, vai rolar uma pegação verde, fechem seus ouvidos. — Leo falou alto, para todos ouvirem,

–Cale a boca, Valdez. — Dito isso o "casal verde", como foram apelidados, foi para o outro lado da pequena ilha.

–Até depois. — Chris berrou quando já estava longe com Clarisse.

Restaram apenas Percy, Annabeth, Silena, Beckendorf, Thalia, Nico, Rachel e Leo.

–Então, que tal a minha ideia de antes? — Percy perguntou novamente.

–Por mim tanto faz. — Rachel deu de ombros.

E ao mesmo tempo Annabeth exclamou:

–Nem pensar! — Mas ela continuou. — Eu até sei por que você quer "brincar" disso, mas não!

–Aah, vamos Annie, vai ser divertido! — Silena estimulou-a.

–É, eu até imagino o seu "divertido". — A loira murmurou.

–Vai ser legal sim, vamos! — Leo tentou encorajar também.

–Thalia, me ajuda. — Annie olhou suplicante para a amiga.

–Por mim tanto faz também.

–Você prometeu que não ajudaria ele. — Annabeth sussurrou só para Thalia ouvir.

–Estou neutra. — Mas a morena tinha um sorrisinho no rosto, mostrando o quão "neutra" estava.

–Então, vamos começar? – Percy tinha expectativa brilhando nos olhos.

–Mas como sem qualquer garrafa ou qualquer coisa assim? Não vai dar. – Annie torcia para que estivesse certa.

Então Leo voltou para o grupo, a loira nem tinha percebido que ele havia saído.

–Achei uma garrafa na beira da lagoa, está lavada e pronta para ser usada no nosso jogo.

–Droga! – Annabeth exclamou.

–Sinto muito Annie, parece que mais nada vai impedir isso. – Percy deu uma piscadela.

–Então, vamos começar! – Disse Silena, batendo palmas. – Eu começo girando.

Ela girou a garrafa, que parou em Rachel.

–Verdade ou consequência?

–Verdade.

–Você já ficou com quantos garotos Rach? – Os olhos da morena brihavam.

–Dois, eu acho. – Rachel deu de ombros.

Todos olharam para ela, espantados, e o que Annie falou na noite da festa de Piper veio à cabeça da ruiva: “É tão normal uma garota linda e extrovertida como você ter vários garotos correndo atrás!”. Será que todos pensavam assim?

–Então né, continuando. – Rachel girou a garrafa, e esta parou virada para Nico.

–Consequência. – Ele disse, desafiadoramente.

–Hm... Você vai ter que fazer uma declaração de amor pra Thalia.

Todos começaram a rir, a não ser Nico e Thalia, que coraram absurdamente.

–Ah, vamos, está tranquilo ainda, estamos só esquentando. – Percy tinha um sorriso nos lábios.

–Tudo bem, lá vai... – O garoto virou para Thalia – Lia, desde aquela primeira vez que a gente se beijou eu me senti preso a você, — Ela fez uma careta. – Não, não! De um jeito bom, como se estivesse hipnotizado ou algo assim. Enfim, aí a gente passou essa semana juntos e eu vi que o encanto não passou, e isso nunca tinha acontecido antes. Então é isso, eu acho... – O rubor de Nico já tinha aumentado e ele estava parecido com um pimentão.

–Aaaaawn, que coisa mais linda! – Silena dava pulinhos de alegria. – Viu? Não foi tão difícil.

–É sério tudo isso? – Thalia perguntou baixinho, apenas para Nico ouvir.

–É. – O moreno virou o rosto, corando ainda mais, como se isso fosse possível.

E Lia tinha um enorme sorriso no rosto.

–Pode girar Nico. – Percy falou, tirando os dois daquele momento íntimo.

Ele girou e dessa vez a garrafa parou em Annabeth, que deu um suspiro de derrota.

Nico ergue uma das sobrancelhas, a pergunta implícita naquele gesto.

–Verdade.

Silena foi até Nico e cochichou algo no ouvido dele, Annie não gostou nem um pouco daquilo, até ela, que tinha acabado de se juntar ao grupo, sabia que Silena era famosa por querer juntar casais.

–É verdade que sentiu ciúmes quando a Calypso falou do Percy aquele dia na festa?

Leo e Annabeth fizeram uma careta, enquanto Percy sorriu.

–E-eu... Senti um pouco. – A loira falou a última parte baixinho, abaixando a cabeça e corando.

Percy abriu ainda mais o sorriso, mas não falou nada, tinha medo que Annie ficasse mais brava com ele, e não era isso que tinha em mente, queria que ela fosse baixando a guarda, para que pudesse tentar algo.

Annabeth olhou de canto de olho para o moreno, ainda com a cabeça abaixada, e ele a encarava, com um pequeno sorriso, ela sentiu as bochechas esquentarem ainda mais, virou o rosto e girou a garrafa.

E a ponta parou em Rachel.

–E aí? Verdade ou consequência?

–Aai, de novo eu! Verdade.

–Ai gente, que saco, só teve uma consequência até agora! – Thalia reclamou.

–Mas está só no começo, daqui a pouco vão vindo as consequências. – Beckendorf retrucou.

–Espero, porque já ficou chato. – A morena murmurou.

–Enfim, o que a Rachel vai ter que responder Annie? – Silena perguntou, para evitar qualquer briga.

Annabeth parou um pouco e pensou.

–Você não quer mesmo nunca se apaixonar, nem nada assim?

Rachel não precisou nem parar pra pensar.

–Não, pra mim isso não é de verdade mesmo, não existe. – Ela deu de ombros.

–Tudo bem então... – Annabeth não entendia muito bem aquilo ainda.

A ruiva girou a garrafa, que parou em Beckendorf, e ele nem esperou.

–Consequência. – Disse olhando para Thalia e erguendo as sobrancelhas.

–Liga pro pai da Si e fala que ela ta grávida e que vocês dois vão morar juntos pra criar o bebê. – Rachel deu um sorriso malicioso, e todos começaram a rir.

Silena e Beckendorf ficam brancos, mas ele tira o celular do bolso e disca o número do sogro.

–Alô, Sr. Beauregard? Ah, eu queria dar uma notícia para o senhor, é que... A Silena está grávida. –Ele parou um pouco, ouvindo o que o homem tinha para dizer. – É, sim, eu pretendo assumir o filho, e nós iremos morar juntos para criar o bebê. É, tchau.

Até esse momento todos estavam segurando a risada, mas, quando Beckendorf desligou, gargalhadas explodiram.

–Cara, que merda, quero só ver quando você vai poder ir na casa dela de novo. – Leo estava enxugando lágrimas no canto dos olhos.

–Eu vou lá ligar pro meu pai para explicar tudo. – Silena saiu rindo também.

–Pode girar Beckendorf. – Rachel disse quando conseguiu se acalmar.

Ele girou, carrancudo, e a ponta parou em Percy.

–Consequência.

–Hm... Convença a Annabeth a te beijar, e, se não conseguir, vai ter que pular nessa água gelada sem roupa.

E as risadas recomeçaram, altas, a única que ficou quieta foi Annabeth, que não gostou nem um pouco daquilo.

–Tudo bem. – Percy foi chegando perto dela devagar. – Annie, você está realmente linda hoje.

A loira corou, e tentou se afastar um pouco, mas ele a segurou.

–Sabe, essa blusa amarela fica realmente sexy com esse bronzeado. E você fica mais sexy ainda corando desse jeito. – Percy segurou seu queixo quando Annabeth quis virar o rosto. – Quando você ficou emburrada porque eu te coloquei no caiaque eu realmente achei lindo seu biquinho.

Aquelas palavras e o jeito que ele falava aquilo, com uma voz rouca e quase sussurrando, estavam deixando Annabeth louca, ela tinha que, literalmente, se segurar para não pular no pescoço de Percy.

O moreno tinha se aproximado ainda mais, eles estavam à apenas alguns centímetros de distância, o efeito era inebriante.

–Vamos Annie, você sabe que quer. E eu também, desde o primeiro dia que te vi, entrando na sala toda envergonhada, eu quero fazer isso, você é a garota mais linda que eu conheço, brasileirinha. – Essa parte ele falou no ouvido dela, para que apenas Annabeth ouvisse.

E então o autocontrole dela se foi.

Percy viu percebeu, era como se as barreiras fossem caindo, ele via aquilo nos olhos dela, e se perguntou se mais alguém conseguia ver. Mas então deixou tudo de lado e avançou lentamente em direção aos lábios da loira.

Era como se, para ambos, toda a platéia tivesse desaparecido com o simples toque de uma boca na outra. Percy não queria assustá-la, então começou dando um leve beijo, mas depois entreabriu seus lábios, para ver se Annabeth entendia o que ele queria, e ela entendeu, pois, logo em seguida, entreabriu os seus também, e o beijo se aprofundou.

Parecia uma dança, com as bocas, as línguas e cada músculo dos dois movendo-se em perfeita sincronia, e se encaixando como se tivessem sido moldados apenas um para o outro. E aquilo continuou, aquela dança e aquele sentimento de como se fossem apenas os dois ali, continuou até que palmas começaram, e os dois retomaram os sentidos.

–Tudo bem, tudo bem, não vai precisar pular no lago, mas também não precisava dar uma visão tão detalhada da sua língua pra gente. – Beckendorf disse, fazendo uma careta.

Quando Annabeth percebeu o que tinha acontecido ficou extremamente vermelha, e tentou se afastar de Percy, mas este não deixou e segurou a sua cintura para fazê-la ficar perto.

–Eu tinha que fazer bem feito não é? – Ele tinha um sorriso vitorioso no rosto.

–Ah é? – Annabeth tirou bruscamente o braço que a envolvia. – Tinha que fazer bem feito a sua pequena “apostinha” né, eu também vou fazer bem feito! – E deu um tapa no rosto de Percy, que, pego de surpresa, não deve tempo de desviar nem levemente, e ficou com uma marca vermelha de cinco dedos no lado esquerdo do rosto.

A loira levantou e foi, com passos rápidos, em direção à floresta que Grover e Juníper tinham ido antes.

–Annabeth, espera! – Percy foi atrás dela, correndo.

–A gente vai chamar os outros e voltar para os carros pra ir arrumando as coisas do piquenique. – Thalia gritou, e o garoto apenas fez um sinal de positivo com o dedão, já longe.

[...]

–Annabeth, espera. – Percy segurou um braço de Annie, fazendo com que ela parasse.

–Me solta, Perseu.

–Para, me escuta, por favor!

–Pra que? Pra dizer que o próximo passo da aposta é me levar pra cama? O que você vai ter que fazer se não conseguir?Andar pela escola fantasiado de peixe? Porque se for, é melhor ir arrumando a fantasia. – Ela puxou seu braço bruscamente e recomeçou a andar, mas Percy parou na sua frente.

–É claro que não, seria ridículo!

–O que? A parte da fantasia ou a parte da aposta?

–Os dois! Eu nunca iria apostar algo assim, e o beijo hoje não foi uma aposta também, foi parte da brincadeira, você me deixou te beijar.

–Então foi tudo simplesmente uma brincadeira. – Annabeth soltou uma risada sarcástica.

–Pelo amor de Deus Annie, para de distorcer tudo que eu digo! Não foi só uma brincadeira, aliás, foi algo muito longe disso, já que eu realmente queria fazer isso desde que te vi. – Os olhos dele pareciam sinceros.

–Mas eu vi a cara de “eu sou o bonzão” que você fez depois, e só queria isso porque eu era nova e difícil. – Ela abaixou o rosto, para não precisar olhar para aqueles olhos.

–Claro que eu fiz essa cara! Eu consegui, finalmente, beijar a garota que eu queria há mais de uma semana! E no começo até podia ser isso, mas agora não é mais. Eu vi como você é Annie, e o que vi é incrível. – Percy segurou o rosto de Annabeth com as duas mãos e a forçou a olhar em seus olhos.

–Mas como eu posso saber que essa é a verdade? – A garota estava assustada, aquele verde a hipnotizava.

–Deixa eu te mostrar.

E assim todas aquelas sensações voltaram, eles já estavam fazendo sua própria dança com os lábios e línguas novamente, os braços de Percy escorregaram do rosto para a cintura dela, e, assim, trouxe Annabeth para mais perto.

Já ela levou suas mãos para a nuca do garoto, fazendo com que o cabelo dele escorregasse entre seus dedos e suspiros saíssem da sua boca. Até que Annie forçou-se a afastar.

–Tudo bem, eu vou deixar. – Ela disse, ofegante.

–Ainda bem, porque mais um beijo desses e eu acho que perco o controle nesse seu corpo. – Percy também ofegava, e seu olhar estava perdido no corpo de Annabeth.

–Para de me olhar assim, pervertido! – Ela deu um tapa no braço do moreno, fazendo-o acordar. – Eu vou deixar você mostrar que não está mentindo, e não o quão bom é com suas mãos.

–Tá bom, tá bom! – Percy ergueu os braços, como se estivesse se rendendo. – Então é melhor a gente voltar para o outro lado, antes que os outros achem que a gente estava fazendo algo a mais.

[...]

–Então aí está o mais novo casal de pombinhos! – Gritou Silena quando viu Annabeth e Percy se aproximando da margem.

Annie revirou os olhos, mas Percy deu um grande sorriso.

–Eu consegui! – Gritou ele.

–Ah, cale a boca. – Annabeth virou-se e empurrou de leve o garoto com seu remo.

Mas como Percy estava desprevenido, perdeu o equilíbrio e caiu na água, para a diversão de todos.

–Cara, não adiantou nada ter conseguido o beijo, foi pra água de qualquer jeito. – Leo gritou, em meio à gargalhadas, quando o moreno voltou à tona, cuspindo água.

–Ah meu Deus, é sério isso? – Annabeth começou a rir mais descontrolavelmente ainda. – Percy, já viu o que tem na sua cabeça?

Ele tocou na própria cabeça e sentiu algo gosmento.

–Finalmente vou poder me vingar de “brasileirinha”, Cabeça de Alga!

–Ah não, não acredito nisso. – Percy tampou o rosto com as mãos. Pelo menos estava em uma parte que já dava pé. – Annabeth Chase, venha aqui agora!

Ele tentou alcançar o caiaque, mas ela já tinha começado a remar até a margem, chegando lá, saltou do caiaque e pôs as mãos na cintura, esperando Percy chegar a nado.

Quando já estava a uma profundidade razoável ele começou a correr, desengonçado, na água para alcançar Annie, que já tinha começado a fugir, percebendo o que ele queria.

–Nem sonhe Percy, eu não quero ficar com frio, sai pra lá! – Ela gritou, rindo.

–Ah, mas você me derrubou, agora quero vingança.

Por mais que Annabeth corresse, não adiantaria, Percy era muito mais rápido, e era só uma questão de tempo para ele alcançá-la, então a garota decidiu simplesmente parar, já que estava cansada.

–Tá gelada a água Annie? – Perguntou o moreno quando a abraçou.

–Aaah, me solta! Eu estou congelando, saaaai! – Ele era muito forte também, então demorou até que, finalmente, Annabeth conseguisse se livrar. – Monstro!

–Deixa disso, brasileirinha, vamos lá no carro que vou pegar um cobertor que a gente se esquenta. – Percy sorriu, maliciosamente.

–Claro, Cabeça de Alga. – A loira imitou o sorriso e o moreno fez uma careta.

–Argh, calem a boca vocês dois, estão me deixando enjoado. – Grover gritou, de longe, e recebeu apenas um dedo do meio de Percy em resposta.

Quando os dois voltaram com o cobertor as coisas do piquenique já estavam arrumadas, e a turma estava apenas esperando por eles para começar a comer.

–Cara, eu tô morrendo de fome. – Leo anunciou, e pegou um dos sanduíches.

–Que novidade. – Rachel revirou os olhos.

–Não esqueçam a vodka, não foi tão fácil assim de conseguir ela. – Nico resmungou.

Annabeth estava sentada com as costas apoiadas no peito de Percy e a coberta ao redor dos dois e ela arrepiou-se quando ele sussurrou em seu ouvido:

–Que tal amanha a gente ir a algum lugar, sozinhos?

–Se estiver com sorte...

–Estou me sentindo sortudo.

Ambos sorriram, e Annabeth sentiu que esse talvez-futuro relacionamento não seria nem um pouco parecido com o anterior dela.

Notas finais
Tudo bem, eu demorei, mas poxa gente, só DOIS comentários no último cap? Fiquei realmente decepcionada e desmotivada, se não tiver muitos leitores do que adianta eu continuar a história? Mas enfim... Pelo menos a partir de semana que vem não tem mais tantas provas, então talvez eu poste mais rápido, se vier inspiração e se vocês me ajudarem a ter ela com os reviews ;). Esperam que tenham gostado, beijinhos da Miss Bia.