De Vez Em Quando
2 Capitulo 2 - Lembranças De uma Cidade Sufocante
Já passava do meio dia quando Heitor acordou, o céu entrava pelas janelas do quarto , é no celular havia varias mensagens é ligações perdidas de Debora, a secretaria dele, aparentemente ele havia se esquecido da sessão de Karen, uma adolescente de 16 anos , que estava se descobrindo lésbica , o que não tinha nada de mais, a não ser que sua mãe seja fanática religiosa, é que acredita que filha esteja em surto satânico.
Não era dever de Heitor criticar a mãe da moça, mas ele achava a coisa toda uma besteira preconceituosa da por parte da mãe da garota, ele digitou que iria se atrasar um pouco mais, é foi para o banheiro.
O consultório ficava em uma rua modesta da cidade, onde havia pequenos comércios de um lado a outro da rua, ele entrou no prédio, e encontrou Debora atras da mesa na recepção, ela era uma jovem bonita, tinha 28 anos, tinha cabelos negros, olhos verdes, é também era bastante dedicada, estava para se formar em algum curso de TI, Heitor não sabia muito sobre ela, o que era bom que assim, ele não precisava falar de si mesma para Debora.
Debora sorriu para ele é disse:
Bom dia Senhor Frank , eles o esperam na sala ao lado.
Como está o humor da Senhora Verlac hoje ? quis saber o rapaz
Está como sempre... respondeu Debora revirando os olhos
Péssimo então? sorriu Heitor desanimado, ele é Debora sempre debocharam da Senhora Verlac, ela rezaria na frente da sua casa por um mês se suspeitasse que você fizesse algo anormal é do diabo na frente dela.
Certa vez ela perseguiu o jovem Henry por 1 semana, apenas por que o Garoto estava ouvindo uma musica do slipknot.
Debora dizia que a Senhora Verlac, era que precisava de um psicólogo é não a filha.
Heitor rebatia dizendo que para ela, o certo seria uma camisa de força.
Ele abriu a porta, é ela estava ela, a senhora Verlac, ela não devia ter mais que 50 anos , seus cabelos estavam amarrados em um coque , seus olhos castanhos estavam rolando pela bíblia gigante que a mesma carregava para todo canto.
Ao lado dela estava Karen, ela tinha o mesmo rosto da mãe e os mesmos olhos também, mas o cabelo tinha uma mecha roxa, e os seus olhos estavam vidrados no smartphone.
Olá senhora Verlac, Karen ? como está se sentindo hoje ?
Karen tirou os olhos do smartphone é olhou para Heitor é respondeu :
Bom dia Senhor Frank, eu vivo com uma doida religiosa como acha que estou ?
Heitor prendeu o riso, e fez um gesto para a garota entrar na sala.
Sabe...eu não entendo por que eu deveria estar aqui, são eles que precisam de tratamento, é não eu. desabafou Karen
Heitor a observou por um instante é respondeu:
concordo que sua mãe, tem certo problema na questão de super proteção, mas você tem coisas para lidar, dentro de si mesma, considere isso como uma forma para lidar com si mesma, é com a vida e o fanatismo de sua mãe no geral.
Como assim ? Perguntou Karen
Para começar, vamos voltar a ultima questão da nossa sessão anterior. respondeu o rapaz.
E assim foi, ele ficou por 50 minutos ouvindo Karen falar sobre as coisas que ela pensava, é sobre como ela se sentia presa é sufocada pelos pais, é sobre como detestava morar naquela cidade.
Heitor se deixou se perder nos próprios pensamentos, enquanto a menina continuava falando, ele também não estava mais gostando de viver em Evergreen, não gostava mais de se sentir tão sozinho, rodeado por todas aquelas montanhas,uma ideia se formava, ele iria embora dali....
Senhor Frank ? Chamou Karen
E assim ele voltou a si
Perdão Karen, você estava dizendo.... rebateu ele, com uma pontada de determinação é esperança pela decisão que acabará de tomar.
Ele iria embora , iria deixar o passado e as lembranças ruins para trás, Heitor iria buscar a paz e a si mesmo bem longe daquela casa vazia, é das montanhas daquela cidade sufocante.
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