De Tudo ... Um Pouco !
24 Capítulo 24
_Gris ?
_Oi querida.
Sara entrou no banheiro, enquanto ele escovava os dentes, estava apenas de toalha.
Suas mãos deslizaram pelas costas nuas, distribui vários beijos pela pele que cheirava bem, depois suas mãos se moveram para o peito, o abraçando.
_Você estava tão nervoso !
_Não sei … acho que fiquei surpreso. Para falar a verdade tinha um presentimento estranho, talvez fosse por Adam estar tão apreensivo.
Algumas coisas entre pai e filho eram misteriosamente inexplicáveis !
_Você mesmo me disse que o melhor é fazer o que tiver que ser feito ! Quanto à essas impressões acha que nunca vamos conseguir desvendar.
Muitas vezes ela acordava do nada e ia até o quarto do filho. Dezenas de vezes ele estava sentado na cama por conta de pesadelos ou por estar com saudades do pai. Era um ligação muito forte, os laços de família.
_Eu sei …Bem ... acho que me sinto um pouco mais aliviado, agora !
_Pensando bem, isso me deixou mais tranquila, sei que vai dar certo ! Olhe para você ! Quer exemplo melhor ?
_Verdade … você tem razão !
_Engraçado como são as coisas … você era tão arredio !
Ele levantou apenas uma sobrancelha e não quis falar do passado. Às vezes, aquilo ainda o incomodava.
Ela percebeu.
_Deixe isso pra lá … venha para cama, amor ! Vamos dormir !
Seu corpo estava encostado nele e ela não resistiu, acariciou suas nádegas por cima do tecido felpudo.
_Está sem nada por baixo dessa toalha ?
_Estou ...
_A porta está trancada ?
_Sim …
Ele se virou, colocou suas mãos na cintura e a olhou por baixo, daquele jeito que a fizera se apaixonar por ele. Desde uma certa palestra !
_Está cansado ?
_Nenhum pouco !
Os beijos começaram no banheiro, depois continuaram na cama. A toalha jogada no chão e ela tentando se livrar de sua camisola.
Ele sorriu ao ver seu esforço.
_Precisa de ajuda ?
_Acho que sim !
Sara subiu em seu corpo e lhe beijou o pescoço. Viu quando ele se arrepiou, mordiscou o local de leve, bem suavemente.
Sua mão tocava sua ereção que naquele momento alcançava o ponto máximo.
Ele terminou de despi – la e se ajeitou sobre ela, olhando em seus olhos.
_Você tem os olhos adoráveis.
Ela sorriu. Em instantes ele a possuía com vigor, como se sua necessidade fosse constante, como se ela lhe desse a vida, se entregando daquela forma.
Fizeram tantos movimentos que acabaram atravessados na cama. Com eles, nada era convencional. Ele havia mudado há muitos anos. De um solteirão altamente pacífico para um marido vigoroso e totalmente dependente dela.
Trocaram ainda muitos beijos, depois ele se esticou na cama, ficaram lado a lado saciados, olhando para o teto, sentindo uma paz enorme.
_Amor ?
_Hum … — ele tinha uma mão na altura do peito e outra esticada na cama.
_Achei a sua mãe tão esperançosa.
Eles haviam contado detalhadamente tudo o que havia ocorrido na consulta. Sua preocupação era com a cabecinha do garoto. Do mais sabiam que ele tiraria de letra.
Ela viu seu filho naquele garoto. Grissom nunca havia lhe dado trabalho, sempre obediente e exageradamente preocupado com ela, principalmente depois da morte do pai !
_Eu acho que as coisas estão indo bem … claro que existem riscos, como tudo que acerca uma cirurgia, mas tudo sempre passa !
Ela sorriu, estava cansada, mas muito satisfeita.
_Vamos dormir ? Amanhã bem cedo temos que levar sua mãe até o aeroporto.
_Claro querida.
Eles se ajeitaram e acabaram adormecendo um nos braços do outro !
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