De Tudo ... Um Pouco !
7 Capítulo 7
_Agora, dê um beijo na sua mãe.
Ele o pegou no colo para que ficasse na altura dela.
Adam estalou um beijo molhado em sua face, não estava cabendo em si de felicidade.
_Tchau mamãe.
_Juízo meninos.
_Tchau amor ... até à noite. — Grissom a beijou nos lábios.
_Como assim, até à noite ? Pensei que estivesse brincando ?
_Nós vamos para a farra, não é filho ? — Ele piscou para o garoto, se divertindo.
_Você disse para eu não contar e já está contando ?
Sara se fingiu de brava e pegou na orelha de seu marido, brincando.
_Pois vou deixar os dois de castigo, se comportem, senão ...
Ela viu quando ele levantou o garoto em seus ombros, o segurando pelas pernas. Adam segurou em seu queixo e ela ouviu ele falar com o pai.
_Também quero cortar o meu cabelo !
_Hum .... nós temos que pedir à sua mãe.
_Vai pedir a ela também para cortar o seu ? — Ele perguntou assustado.
_Ah ... eu não te disse ? Também vou ficar de castigo se aparecer cabeludo.
Enquanto ele abria a porta de trás de sua suv, e o ajeitava, ela ainda ouviu:
_Você acha que a mamãe é brava, papai ?
_Hum ... eu não sei ... o que você acha ?
_Ás vezes ... mas só um pouquinho ...
Ele começou a rir e olhou para dentro, balançando a cabeça. Ele viu sua mulher na porta e correu até ela.
_Ele pode cortar o cabelo, querida ?
_Sim … mas peça ao Joseph para não inventar, essas crianças adoram cortes malucos !
_Sim senhora … — ele lhe deu outro beijo. _Tchau ! Qualquer coisa estou com o celular.
Ela acenou para o garoto e eles saíram.
Os dois se acomodaram nas cadeiras, em fgrente a um enorme espelho. Joseph era um velho conhecido, trabalhava com o filho Liam e achava Adam quieto demais para a idade dele.
_Você está passeando com seu pai, hoje ?
_Hãham ... só nós dois ... nós vamos em um monte de lugar, não é papai ?
_Sim ... em todos que você quiser.
Enquanto Liam cortava o cabelo de Adam e o distraia com perguntas sobre aviões, Joseph começou a conversar com Grissom.
_Deve sentir muita falta dele, não é ?
_às vezes, até demais !
_Essas coisinhas crescem tão rápido. Como vai a Sara ?
_Muito bem, obrigado !
_Ela também deve sentir a sua falta, minha mulher reclama quando vou para minhas viagens de pescaria ... imagine você !
_Acho que somos homens de sorte ... geralmente as mulheres reclamam de nos ter por perto.
_Minha mulher ? Ah ... ela não! Adora ter o tempo livre, sozinha, ela se sobrecarrega.
Grissom ficou pensando nas palavras dele, ele tinha razão. Muita coisa ele havia perdido, alguns aniversários deles, outros dos amigos, comemorações diversas. Mas nas festas de seu filho, fez questão de estar em todas elas.
Houve um aniversário de sua mulher que ele enviou um presente e chegou três dias depois. Tinha ficado super chateado.
Em reuniões da escolinha, participou de apenas algumas, ele sentia o quanto Sara ficava orgulhosa quando podia comparecer. Mas ela nunca, em momento algum, reclamara.
Antes dela engravidar, ele voltava para casa a cada três ou quatro semanas. Depois, o máximo que se ausentava eram duas semanas. Acontecia apenas ocasionalmente.
Ele olhou para o filho, seus olhinhos brilhavam. Estava sorrindo com frequência, e o olhava a todo instante.
Sabia que o garoto sentia saudades dele, tinha sido um período difícil. Sentiu vontade de largar tudo, muitas vezes e voltar para casa.
Principalmente à noite, ou quando ele choramingava, sentindo falta dele.
No mês anterior, ele havia ligado sozinho do celular de sua mãe, para lhe contar que tinha o visto na TV.
Sara tinha ficado surpresa coma iniciativa dele, depois contou que ele quis dormir com ela, agarrado ao seu travesseiro. Aquilo o deixou arrasado. Ainda faltava um mês para terminar a expedição, chegou a verificar horários de voos na cidade de Durban, mas acabou ficando preso por causa de uma tempestade. Quando conseguiu falar com sua mulher ela o tranquilizou que tudo corria bem.
_Papai, posso passar gel ?
_Acho que sim.
_Ele quer o cabelo parecido com o seu.
Ele começou a rir, ia ser difícil, já que seus cabelos eram extremamente finos e lisos.
Grissom viu Liam puxar o cabelinho dele para trás e seus olhos apaixonados admiraram aquele rostinho lindo.
_Gostou papai ?
_Muito ... parece um homenzinho !
Seus olhos coloridos brilharam como nunca. Adam estava orgulhoso e radiante.
Eles se despediram depois Grissom quis saber onde ele queria ir.
_No museu do avião e ... depois podemos almoçar no aeroporto ?
Desde muito pequeno eles perceberam suas afinidades e o gosto por aeronaves, ficava vidrado em propagandas, desenhos animados e tudo o mais que dizia respeito a esses objetos.
Nas visitas aos parques de diversões, eles travavam uma batalha para tirá — lo dos brinquedos que possuíam asas. Ele sempre chorava, e só conseguiam distraí- lo com balões e brinquedos de pelúcia, desde que fossem aviões.
Frequentemente almoçavam no restaurante do aeroporto. Ele sempre sentava na janela panorâmica e se esquecia da comida enquanto observava as aeronaves levantando voo ou aterrissando.
Era a diversão predileta dele.
..........................
Agarrado à sua mão, ele parecia hipnotizado com as maravilhosas engenhocas de toda a história da aviação. Mesmo para alguém que não se interessava pelo assunto, os objetos eram totalmente impressionáveis.
_Esse eu tenho .... mas não dessa cor ... e esse ? Olha papai, nós podemos levar um ?
Ao lado de todas as máquinas, havia a opção das miniaturas para montar.
_Não quer terminar de ver ? Alguns modelos também não conheço, são novos !
Ele continuou fissurado nas peças, as analisava meticulosamente. Estar ao lado dele exigia muita paciência, mas quem era ele para reclamar ?
Eles fizeram um pacote generoso e acabaram levando três unidades.
Sentados, esperando o almoço, Grissom viu Adam acompanhar com os olhos alguém que se aproximava, depois presenciou uma cena muito inusitada, o que lhe valeu um juntar de sobrancelhas totalmente surpreso.
_Gilbert ?
A morena, alta como sua mãe, mas com uma roupa estranha, o puxou para um abraço, que pareceu bem íntimo para ele.
_Sherry, você por aqui ?
Ela lhe deu um beijo demorado em sua face, enquanto uma de suas mãos, repousava em concha sobre seu rosto.
_Vim buscar minha sobrinha e o voo está atrasado. Este é seu filho ? Mas que garoto lindo ! Que olhos são esses ?
Ela beijou Adam, depois limpou seu rosto, com as pontas dos dedos.
_Então você é o Adam ? Seu pai não parava de falar de você !
Ele ficou olhando para ela, estranhando muito sua mão agarrada ao braço de seu pai, que parecia totalmente sem graça.
_E da minha mãe, ele falava também ?
Ela arregalou os olhos, muito surpresa !
_Sim ... claro ! De sua mãe também, o tempo todo.
_Hum … ela não está aqui porque meu pai e eu combinamos de sair juntos … mas ela ficou triste … minha mãe é o máximo.
Mas o que ele estava fazendo, tagarelando daquele jeit ? Grissom estava abobalhado, assim como sua amiga de trabalho.
Ela soltou rapidamente o braço dele, e sem disfarçar, típico de uma criança, Adam sorriu satisfeito, prestando atenção do gesto dela. “Meu pai é da minha mãe !” Não havia gostado dela pendurada em seu pai como se fosse sua dona. Somente sua tia Cath e a vovó tinham o direito de tocá — lo daquele jeito. Principalmente longe de sua mãe.
_Bem ... tchau para vocês.
Eles ficaram olhando ela se fastar silenciosamente.
Grissom ficou estarrecido, com certeza estava com ciúme dele com Sherry. Ela era meio "animada", tinha a mania de ser ser bem receptiva, mesmo com seu noivo à tiracolo. Ela não escondia que o admirava, sempre que podia, estava ao seu lado, mas ele jamais a olhou com segundas intenções. Aliás, mulher alguma. Ela era muito bonita, inteligente, possuía muito charme, mas quem quer fosse, ele não estava interessado. Havia feito uma promessa à sua mulher e não estava nem um pouco disposto a quebrá — la.
_Ela trabalha com você, papai ?
_Sim, é pesquisadora ... junto com seu “NOIVO”!
Ele o olhou sério depois abaixou os olhos para suas próprias mãos.
_Mas … ela gosta de você ?
Grissom quase engasgou com uma batata.
_Claro que não, por que me pergunta isso ?
Ele fez um gesto de desdém com o ombro sem responder, depois o bombardeou com outra pergunta.
_A mamãe conhece ela ?
_Não !
_Então tá. Você vai contar à ela que essa moça te beijou ?
Desta vez, seu pai começou a rir o deixando desconfortável.
_Posso até contar, sem problemas ! Somos amigos, filho, não há nada de errado em trocarmos cumprimentos.
Ele terminou de comer alguns nugetts e limpou as mãos em um guardanapo de papel.
_Posso levar algumas batatas para a mamãe ? Ela adora.
Um sorriso iluminou o rosto de seu pai e ele assentiu com a cabeça, chamando o garçom para embalar algumas unidades, apenas para lhe agradar.
_Onde vamos agora ?
_Hum .... ao game park do shopping e .... ao cinema ... ah ... depois podemos tomar sorvete ?
Haja energia, mas ele ia conseguir, tudo pelo seu adorado filho.
_Combinado. — Ele abriu a mão para que o garoto a tocasse, selando o acordo.
Assim que seu pai o ajeitou no banco, ele puxou a gola de sua camisa polo, deixando seu rosto a poucos centímetros do dele e limpou com sua mãozinha, alguma coisa que parecia ter visto.
_Batom !
_Obrigado, garoto.
Ele o beijou estalado, fazendo o menino rir.
_Se a mamãe ver ....
Sara era ciumenta, mas não era adepta à escândalos, nunca fora.
Adam já presenciara algumas cenas deles, e era bem esperto para percebê -las, mesmo que tentassem dissuadir.
Sempre perguntava quem era quando alguém o cumprimentava, ou então fazia algum comentário esquisito se ela percebesse alguma mulher o olhando muito. No supermercado, ele cansou de ver sua mãe balançando a cabeça e dando um sorriso muito estranho, quando percebia os olhares femininos para ele. Chegava a ser engraçado.
Houve um dia, no estacionamento do shopping, enquanto seus pais caminhavam de mãos dadas, uma mulher bonita passou por eles,e sorriu para seu pai muito brilhante” !
_Quem é ??? — Sua mãe quis saber, perplexa !
_Eu não sei, nunca vi essa mulher, querida ! Deve ter me confundido com alguém.
Adam se lembrava de ver sua mãe o olhando de rabo de olho toda hora, até que seu pai não aguentou e caiu na risada, deixando ela mais nervosa ainda.
_Não tem graça, fique sabendo.
_Se continuar com isso, vou parar aquela maluca e perguntar de onde ela me conhece.
Seu pai havia feito mais, assim que passaram pela mulher ele diminui a marcha e abaixou o vidro. Sua mãe quase teve uma crise, agarrou o braço dele e lhe deu uma bronca feia.
_Nem se atreva, seu engraçadinho !
Adam ficou olhando para os dois, sabia que seu pai estava com vontade de rir e sua mãe muito brava, estava branca.
Seu pai ia contar a sua mãe, ah ... se ia !
Havia muitos brinquedos para as crianças interagirem com um adulto, e Adam escolheu a maioria deles. Fizeram muitos pontos na quadra virtual de basquete, depois alguns lances espetaculares com os lançamentos da bola no beisebol. Uma corrida de formula um, muitas risadas em um jogo maluco em que quando fazia pontos no boliche, uns gritinhos de alegria, surgiam no fone de ouvido, muito esquisito. Adam não conseguia parar de rir, era muito engraçado.
Havia um simulador de voo, e Grissom viu estarrecido o quanto seu filho conhecia do jogo. Sem dúvidas aeronaves eram sua grande paixão.
_Conheço este simulador, tenho no meu computador !
Compraram pipocas, refrigerantes e enquanto estavam na fila para entrarem no cinema, Adam observava outro garoto com sua mãe. Talvez seu pai também viajasse muito e não tinha tempo para ficar com ele, ou talvez ele nem tivesse um ! Ele segurou com força a mão de seu pai e olhou para cima, sorrindo. Grissom não entendeu aquele gesto, mas talvez ele estivesse agradecendo por estarem juntos.
Observar seu garoto prestando atenção à tela, era de encher os olhos. Muito quieto, ele olhava com atenção cada cena, ria de algumas delas, se mexia na cadeira, nervoso com outras. Estava envolvido totalmente com o filme.
Era um grupo de garotos que se uniram para resgatar alguns cães presos com um velho maluco e malvado no meio de uma pequena floresta. Ele usava os animais para caça e os maltratava. Havia uma enorme casa na árvore que os garotos construíram e era o posto de observação. Eles planejavam as ações meticulosamente e as executava com inteligência. Muito interessante.
_Essa garota parece a Zoe. — Grissom sussurrou em seu ouvido.
_Hãham – Ele apenas resmungou concordando e continuou obcecado pela tela.
Grissom balançou a cabeça se lembrando dele próprio.
Depois tomaram sorvete e Adam quis passar em uma doceria para levar alguns chocolates para sua mãe, ele mesmo os escolheu, sabia detalhadamente todos os gostos dela.
Quase anoitecendo foram para casa.
Ele estava cansado e entregue.
_Gostou do passeio, filho ?
_Muito, muito, muito ! Obrigado papai.
Assim que chegou em casa, sua mãe os esperava.
Tinha ficado o dia todo ajeitando algumas coisas e cuidando das roupas de seu marido. Eram muitas. Assistiu um filme na TV e respondeu alguns e-mails. Além de CSI ela ainda analisava artigos forenses para uma famosa revista mensal.
Adam correu para seus braços e ela o encheu de beijos.
_Seu cabelo está lindo !
_Hãham … o papai deixou. Estou parecendo com ele, mamãe ?
_Muito … devíamos ter te chamado de Júnior !
Ele não entendeu muito bem, mas sorriu de qualquer forma.
_Venha me contar o que vocês fizeram ... quero saber tudo.
Adam bocejou e olhou para o pai.
_Está cansado, meu bebe?
_Não sou um bebê, mamãe ! Já sou grande !
Ela levantou as sobrancelhas bem surpresa, talvez faltasse pouco para ele ter vergonha que o beijasse em frente aos seus amiguinhos. Que triste. Para ela, ele ainda era sim o seu bebê !
Grissou olhou para ela, sorrindo, depois entortou a cabeça, concordando silenciosamente.
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