De Tudo ... Um Pouco !
3 Capítulo 3
Ele comia suas panquecas muito quieto e concentrado.
Enquanto isso Sara desfazia suas malas, ali mesmo, separando tudo. As roupas usadas por eles, geralmente eram de suplex, com reforços de lona nas partesmais suscetíveis ao atrito como os joelhos e cotovelos. Elas eram confortáveis de secagem rápida e adaptáveis ao clima.
Deixou de lado as caixas, depois conversariam sobre elas.
Ela parou por um instante e ficou o observando, na testa, vincos de preocupação, seu olhar parecia distante.
_Gil …
Ele levantou a cabeça rapidamente e a olhou.
_Você não me parece bem. O que você tem ?
_Nada querida, estou apenas muito cansado.
Ela se levantou e foi até ele, precisava tirá – lo daquele mundo só dele. Não gostava quando fazia aquilo.
Ela se encostou no balcão o obrigando a encará – la.
_Vai falando …
_Não é nada, amor …
_Grissom ! Você não me engana !
Ele empurrou o prato e limpou a boca com um guardanapo.
_Fui convidado para participar de uma expedição na Argentina … e não aceitei.
_Isso está o incomodando ?
Ela rezou em silêncio para que sua resposta fosse negativa. Estava apreensiva.
_Não … de jeito nenhum. Não trocaria uma viagem a nenhum lugar do mundo, para estar com vocês, agora ! Quero aproveitar nossas férias.
Adam estava de férias da escola, e ela do laboratório. Assim que soube a data de deu retorno, acertou seus dias com Cath.
Os olhos dela brilharam e ela agradeceu aos céus por ele ter dado a resposta certa.
_Isso é sensato … o que o preocupa, amor ?
Ele suspirou.
Sara o puxou pela mão e foram se sentar no sofá.
Ele olhou para o móvel e sorriu.
_Tinha me esquecido do quanto é confortável.
Geralmente dormiam em sacos de dormir a maioria do tempo.
_Nossa cama também é.
_Disso não me esqueci … e nunca vou me esquecer. — ele apertou sua mão.
_E então … estou esperando …
_É o Adam … eu estou preocupado com ele. Tenho estado muito ausente … ele é apenas uma criança … e precisa de mim.
_Você é mais presente do que pode imaginar. Vocês se falam quase todos os dias, ele o adora e não tenho notado nada de errado com ele.
_Eu sei … isso é … bom … mas tenho a sensação que é muito pouco.
_Gil … — ela segurou suas mãos entre as dela._Já disse a você que está fazendo um bom trabalho. Foi aquele desenho ?
_Acho que sim. Pode significar muitas coisas.
_Não sei se concordo. Ele é um garoto inteligente … pode ser apenas que tenha desenhado por que adora aquele computador. Eu mesma vivo impondo limites a ele.
_Não sei não, querida ! — Ele estalou a língua e olhou para ela. _E o pesadelo ?
_Pare de colocar coisas na cabeça, Grissom ! Toda criança tem pesadelos, medos, ansiedades, não podemos superprotegê – lo, não vai fazer bem a ele. Você se cobra porque não pode participar do dia a dia dele, mas isso não o torna um pai ausente, ou um mau exemplo. Ele o idolatra, sabe disso. Qualquer um vê.
Ele suspirou mais uma vez.
_Vamos fazer o seguinte. Asim que ele acordar nós vamos falar com ele, sutilmente, quero provar a você o quanto está errado. Agora desmanche essa ruguinha de preocupação. Vou encher a nossa banheira, e você vai repousar sua cabeça em algo macio ao som de Tchaikovski. Isso vai fazer com que se sinta muito melhor.
_Obrigada querida … não sei o que faria sem você. Sabe o quanto te amo, não sabe ?
_Não ! Depois que estiver descansado pode me mostrar, estou louca para que me prove.
Ele sorriu … daquele jeito doce que a fazia derreter por dentro.
Mesmo depois de alguns anos juntos, ela o amava como se estivessem começado a se encontrar.
_A quela banheira é … grande demais paraapenas um !
Ela sorriu maliciosa.
_Eu sei … está me fazendo um convite ?
_Vai depender do quando sentiu minha falta.
_Acho que já teve sua resposta.
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