Notas iniciais
Gente nesta fic, haverá um pouco de tudo, cenas tórridas de romance, afinal estão casados .... um pouco de drama, algumas briguinhas e muitos, mas muitos bons momentos de Grissaom interagindo com sua família linda.
Desta vez deixei o cão de lado, mas como sou uma amante deles, talvez mude de ideia.
Obrigada pelos reviews, amei cada um deles, muitissimo obrigada.

Era muito cedo e ela preparava algumas panquecas em sua cozinha muito bem equipada, quando a porta se abriu e ele surgiu.

_Gil !

Ele empurrou as malas para dentro, depois duas caixas enormes, fechou a porta e abriu os braços.

_Olá, querida.

Ela correu até ele e o abraçou com força, depois trocaram um longo beijo.

_Que saudade … você está bem ? — Suas mãos tocavam todo seu rosto, os cabelos, os ombros, como se não acreditasse em sua presença. _Meu Deus, senti tanto a sua falta, Gil !

_Eu também … nunca mais faço isso, nem mesmo para realizar um sonho !

Ela sorriu e beijou seu nariz, enquanto ele segurava sua cintura.

O rosto, pescoço e braços pareciam bem bronzeados, ele estava diferente, o rosto liso, os cabelos cheios, precisando de um bom corte.

_Você tirou barba ?

_Eu fui apará – la e … fiz um estrago, tive que raspar !

Eles se soltaram e ela olhou para toda aquela bagagem.

_Trouxe metade da África, querido ?

Ele riu, havia marcas profundas em seu rosto, talvez fosse o cansaço, ou o sol escaldante. Mas agora, ela cuidaria dele, com certeza.

_Deveria ter me ligado para te pegar no aeroporto.

_Peguei uma carona com a Sherry, a mãe dela foi buscá -la.

_Hum … e quem é Sherry ? — ela quis parecer despretensiosa.

_Cientista também. Fazia parte da equipe … ela e o noivo, Bruce !

Havia um noivo no meio, que bom !

Ela empurrou todas aquelas malas para um canto e o puxou pela mão.

_Estou fazendo panquecas … venha !

_O cheiro está ótimo. — Ele olhou para as escadas. _O Adam está dormindo ?

_Sim … sabe como ele é. Só acorda cedo nas férias para passear, eu o peguei na janela ontem com seu telescópio, quando fui ver se estava dormindo, já era quase madrugada.

_E o que estava fazendo acordada ?

_Quer mesmo saber ?

_Huhum. — Ele colocou um pedaço de panqueca na boca e olhou para ela, curioso.

_Pensando em você … nas suas mãos … na sua boca ….

Ela deu a volta no balcão e colocou as duas mãos em seu peito, o olhar enigmático.

Seu coração bateu muito forte e ele largou o garfo imediatamente a puxando para si, encaixando – a entre suas pernas.

_Foi o que mais fiz … todas as noites … estava enlouquecendo … querida !

Ela sentiu alguma coisa muito firme a tocando na altura de seu quadril e mordeu os lábios.

Ele procurou sua boca e ela se entregou totalmente àquele beijo. As mãos dela puxaram seus cabelos para trás e se agarrou a ele como se estivesse à beira de um precipício.

_Meu Deus … não sei como sobrevivi sem isso ! Eu te amo tanto !

Um outro beijo e a chaleira apitou, fazendo – o rir.

Ele entortou a cabeça, olhando para a peça de inox, tremulando no fogo.

_Senti falta de você também !

Ela se virou e a pegou com cuidado, despejou sobre o pó e um cheio delicioso invadiu a casa.

_Papai ?!

Eles olharam rápido para a ponta da escada.

O filho, de pijama e meias, os cabelos para cima, esfregando os olhos.

Ele correu para o colo do pai num segundo e o agarrou muito forte, uma lágrima escorreu em seu rosto perfeito.

_Oi garotão… que saudade !

Ele começou a chorar e ele o apertou mais ainda.

_O que foi, filho ?

_Eu … sonhei … o avião … tinha caído.

Sara arregalou os olhos e se abraçou a eles.

_Foi só um sonho, meu amor … está tudo bem … o papai voltou e nós estamos juntos.

Ele fungou e olhou bem perto para o rosto de Grissom.

Ele acariciou seus cabelos desalinhados e ajeitou a gola de seu pijama, as duas mãozinhas dele pousaram em seu rosto .

_Tá diferente … papai !

Ele quase não o via com o rosto liso.

_É a barba, eu tirei. — Ele beijou seu rostinho e o apertou mais uma vez, fechando os olhos.

_Ainda é muito cedo … campeão … volte para a cama !

_Vem comigo, papai … até eu pegar no sono ?

Ele olhou para a mulher, ela tinha um dedo na boca, e roía o canto da unha, estava com pena dele.

_Claro, meu pequeno.

Ele carregou o garoto no colo, enquanto conversava carinhosamente com ele.

_Mamãe me disse que tem usado seu telescópio.

_Hã hãm.

Assim que ele o colocou na cama, se ajeitou ao lado dele.

Ele colou seu ouvido em seu peito e ficou prestando atenção nas batidas de seu coração, era um hábito dele. O acalmava,e assim, dormia muito mais depressa.

Suas mãoszinhas se instigaram por baixo dele, quase se escondendo.

_Ela me disse que ficou acordado até tarde ?

_Ela ficou brava comigo … mas é que … eu queria ver seu avião ! Mas eu não consegui … e fiquei com medo.

Seu coração bateu mais forte, emocionado. Por isso o pesadelo !

_Devia ter contado à mamãe.

_Hã hãm.

_Da próxima vez vai falar comigo ou com ela, está bem ? Não quero que durma com medo de nada.

_Hã hãm.

_Adam !… Tem que me prometer !

_Eu prometo … papai !

Adam esfregou os olhos e bocejou.

_Durma … meu filho … papai vai ficara aqui … com você.

Ele fechou os olhos e enroscou suas pernas nas do pai, depois agarrou a gola de sua camisa, escondendo o rosto em seu pescoço.

Seu cabelinho fino cheirava a shampoo suave e ele aspirou profundamente. Sentiu tanta falta dele … do cheiro daquele quarto … de tudo que faziam juntos.

Ele beijou sua cabecinha e ouviu sua respiração ficar regular.

Bem devagar ele saiu da cama e o cobriu, ainda estava fresco.

Estava saindo quando olhou em cima da escrivaninha e viu um desenho. Ele pegou o papel colorido e desceu as escadas.

Sua mulher ainda estava na cozinha e lavava uma pequena louça.

_E então ? Ele está bem ?

_Sim … sabe o que ele me disse ? Que estava procurando meu avião, e não conseguiu ver … e que foi dormir com medo.

_Ai … Gil … ele é tão quieto … devia ter me avisado.

_Eu disse a ele … fiz ele prometer que nos avisaria, da próxima vez que estivesse com medo de alguma coisa.

_Fez muito bem …. querido ! — ela suspirou orgulhosa.

_Você viu isso ?

Sem se virar, ela completou.

_O desenho ? Vi sim …

Era um esboço até bem feito dele, com alguns traços desencontrados que mostravam sua barba e os olhos azuis, em volta dele o que parecia ser uma tela de computador.

Geralmente as crianças desenhavam os pais de mãos dadas com elas, mas ele desenhara aquilo. Uma sensação estranha tomou conta dele.

Ele chegou por trás dela e beijou seu ombro, depois a abraçou ainda com o papel na mão.

_Sara … eu sinto que … preciso mudar isso.

_Você está fazendo um bom trabalho, amor … não se preocupe !