De Repente, um Pokémon (Interativa)

7 Capítulo 6 - Revelações - Parte 2


Notas iniciais
Muito bem, aqui está a segunda parte do Capítulo 6 como prometido para essa semana! Também, como prometido, falei que esse capítulo faria um papel importante para a entrada no verdadeiro caminho que essa história vai tomar e vocês vão encontrar isso aqui também! Devo dizer me inspirei muito nessa parte já que usei grande parte do meu conhecimento sobre comportamento anime para colocar aqui. Então, espero que estejam preparados para o que verão nesse capítulo! Também tenho um aviso importante para dar, mas será postado só nas notas finais. Quando terminarem, façam questão de ler porque é uma surpresa boa para vocês, leitores!

Sabe aquele momento que você vê nos filmes em que há algo para ser contado a outra pessoa, mas teme a reação dela a depender do assunto? Não, acho que isso vem mais de novelas. Mas enfim, era um pouco desse jeito que estava me sentindo agora que estava a não-sei-quantos quilômetros de altura acima da Floresta de Petalburg. Minha insegurança naquele ponto quanto a uma possível queda já tinha se esvaído por completo já que, se acontecesse alguma coisa comigo, Jet e Jetta iriam me salvar... Provavelmente... Mas eles não pareciam ser gente mal, afinal. Então, havia decidido confiar neles.

O problema ainda era como eu iria contar meu segredo para os dois. Sendo Pokémons, apesar de Lendários, duvido que acreditem numa baboseira sobre um humano de outro mundo vindo a esse e ser transformado em um Riolu. Eu mesmo não acreditaria se estivesse na posição deles, até porque o trabalho de Palkia era garantir que “acidentes” como esse nunca acontecessem no espaço dimensional ou então, Arceus mesmo poderia facilmente corrigir o erro. Mas até agora não houve nenhum sinal dessa correção e isso estava me deixando um preocupado para ser honesto já que, com esse pensamento, eu estava crente que eu voltaria para casa o mais rápido possível. Então, o único curso de ação que me restava era só buscar a ajuda de um Lendário de alguma forma...

Mas será que eles vão rir de mim? Hmm, pior que é bem provável mesmo... (Sighs) Mas é como dizem: se quiser chegar a algum lugar, é preciso continuar indo em frente. Só espero não ser humilhado em público quando voltar lá para baixo. Nunca me dei bem com essas coisas na minha infância...

Com mais um leve suspiro, limpei minha mente de pensamentos distrativos e observei os dois dragões Lendários que me observavam ansiosos para minha explicação. Bem, essa é a hora de mostrar minha verdadeira identidade a esse mundo.

Então, comecei:

– Apesar de vocês me verem como um simples Riolu, na verdade não sou o que realmente sou. – Eles franziram a testa em resposta. Hehe, às vezes é massa criar uma pequena charada. Deixei que processassem essa informação para ver se já captavam onde eu queria chegar com isso, mas, pelo tempo que ficaram com os olhares confusos, devo assumir que preciso ser mais direto. – Meu nome verdadeiro é Mike Barreto Rocha Neto, um humano do planeta chamado Terra onde não há a existência de Pokémons. Bem, pelo menos não no mundo real...

A próxima reação era algo que eu já esperava. Ambos arregalaram seus respectivos olhos e se encararam como se tivessem descoberto uma nova espécie de Pokémon. Ainda bem que consegui esconder meu riso para eles não pensarem que é uma brincadeira, até porque a coisa é séria mesmo. Mas a melhor coisa na vida de uma pessoa é surpreender alguém, falo isso por experiência...

– Então, quer dizer que você é humano- — Jet começou.

– de outro mundo, transformado em um Riolu. – Jetta completou.

Eu assenti. – Se quiserem provas, podem vasculhar minhas memórias. Eu sei que vocês Psíquicos sabem entrar nas cabeças dos outros e ler mentes, então é a única maneira de saberem que não estou mentindo. Só não entrem em partes... pessoais, por favor...

E assim, com a permissão dada, os olhos dos dois Lendários começaram a brilhar num tom azul, indicando que haviam começado o processo. Dentro da mente, eu conseguia sentir o toque suave de cada um enquanto reviravam meu passado em busca das respostas que procuravam. E após uns dois minutos de investigação, percebi os olhares de Jet e Jetta voltarem ao normal mas ainda surpresos. Parece que funcionou mesmo...

– Então, é verdade... – Jetta suspirou, com seu irmão assentindo do lado dela. Depois, ela olhou para mim. – Quer dizer que Pokémons são personagens fictícios em seu mundo?

Acho que ela viu as partes que mostravam os animes. – Sim, lá vocês são criações de um homem chamado Satoshi Tajiri, que recentemente estou começando a acreditar que tem ligações com seu lorde Arceus.

– Impossível! Nenhum humano tem sido convidado para o Salão das Origens há milênios! – Jet protestou. – Nosso Lorde foi bem claro quando nos avisou que seres humanos não são para serem confiados. Principalmente, quando o clan que chamam de Equipe Rocket tentou capturar os Três Guardiões Alados há três anos humanos atrás. Felizmente, o plano dos humanos não foi bem sucedido como haviam planejado.

Três Guardiões Alados? Será que é assim que chamam Moltres, Articuno e Zapdos? Devo admitir que é um nome bem digno. Ainda por cima, a Equipe Rocket existe nessa dimensão. He, as coisas estão começando a ficar interessantes aqui...

– Tudo bem, tudo bem. Deixando isso de lado, ainda preciso saber o porquê de eu ainda estar aqui. Creio que tanto Palkia como também Arceus poderiam resolver uma situação desse tipo em um segundo. – Eu disse.

Foi aí que os dragões se entreolharam novamente e pelas faces que estavam mostrando, alguma coisa me disse que não era nada bom.

– Devemos dizer para ele? – Jetta perguntou para o irmão. – A Ordem não vai gostar se vazarmos segredos sobre nossa situação atual.

Situação? Que situação?

Jet suspirou. – Eu sei irmãzinha, mas as coisas mudaram. O problema já se alastrando de uma maneira que está começando a envolver outras dimensões.

Espere, problemas com outras dimensões? Foi então que percebi o que queriam dizer e com isso, senti meu sangue quase gelar de medo.

– Não me diga que... – Mas antes que eu pudesse terminar, Jet me interrompeu com um simples levantar de sua garra pedindo que eu parasse. Como estava na presença da nobreza do mundo Pokémon, decidi dar a palavra a ele.

– Neto, receio que sua chegada em nosso mundo seja um dos resultados dos problemas que estamos passando recentemente. A Ordem dos Lendários nos fez prometer em manter essa informação sobre sigilo, mas acredito que agora não podemos mais guardar isso entre nós Pokémons já que a situação acaba de se tornar mais complicada do que esperávamos. Deixe-me explicar. Desde quatro meses humanos atrás, nosso Lorde vem agindo de forma estranha em nossas reuniões mensais. Não se comportava mais como o mesmo Lorde Arceus que nós conhecemos. Raramente prestava atenção em nossos relatórios, vivia distante de tudo ao seu redor inclusive de suas obrigações com o mundo e também se mostrava como se estivesse cansado e dolorido. Vulnerável, em outras palavras. Então, três meses humanos atrás, aconteceu uma coisa que nenhum de nós Lendários esperava acontecer. Nosso Lorde Arceus cortou nossa passagem para o Salão das Origens e também tirou a Flauta Azul da face da terra, como se não quisesse que ninguém entrasse mais em sua moradia. Com Seu isolamento, nós só podíamos especular o que estava acontecendo.

Daí, ele fez uma pausa antes de continuar. – Depois, 45 dias atrás, nós perdemos contato com Dialga, Palkia, Darkray e Yvetal por razões desconhecidas mas que logo ficaram claras semanas depois. De alguma forma, eles se tornaram renegados juntamente com Pokémons do tipo Fantasma e Negro, atacando tudo o que viam pela frente. O palco principal das batalhas até agora está na região que os humanos chamam de Sinnoh e por enquanto, estamos conseguindo nos segurar contra essa horda. Mas recentemente, estamos ouvindo relatos de massacres em outras regiões, todos sobre Pokémons do tipo Fantasma e Negro fora de controle. Até agora, os outros tipos continuam inalterados e estão ajudando a revidar contra a esses ataques, mas um pressentimento me diz que isso ainda vai piorar. E então, hoje os Lendários fizeram uma reunião emergencial para selecionar um grupo de investigação para averiguar as possíveis causas disso tudo e como eu e minha irmã somos os mais rápidos, nos voluntariamos a ser essa equipe. Depois, voltamos para cá para como o refúgio estava e daí você sabe o resto.

...

...........

.................

...Cara, fiquei... absolutamente sem palavras. Até fiquei um pouco envergonhado por causa do meu egoísmo em só querer sair desse lugar de qualquer jeito. Mas como é que eu ia saber que tinha um apocalipse em andamento por aqui? Digo apocalipse mesmo, porque, quando o próprio Deus Arceus está com problemas, só pode significar desastres... e dos grandes. Imagino como estejam as coisas lá em Sinnoh. Batalha após batalha com Palkia, Dialga, Darkray e Yvetal na liderança desse exército renegado. Espero que ainda estejam se segurando...

Depois de algum tempo refletindo comigo mesmo, finalmente tive a coragem de dirigir minha palavra de volta. — Sinto muito por ouvir essa notícia. Como os outros Lendários estão se saindo diante disso tudo?

Por um momento, notei um sorriso leve em Jet. – Bem, nós estamos fazendo o melhor que podemos com estratégia e determinação para resolver tudo logo antes que o problema se complique. Por agora, nossa líder temporária, Lugia, está se encarregando de coordenar as frentes de batalha de cada Lendário disponível para a luta, mas alguns ainda foram deixados em seus postos em suas respectivas regiões caso as coisas piorem por lá também. Mas pelo menos estamos conseguindo manter a linha com a ajuda dos treinadores. – Ele explicou.

Eu assenti, entendendo a estratégia que tinham em mente. Era até bem simples se você passasse para um visual de um jogo. Imagine que as 9 regiões sejam bases aliadas que estão sofrendo ataques constantes e você precisa distribuir seus heróis (Lendários) entre elas para liderar a resistência contra um exército que só tende a crescer. A base principal do inimigo fica em Sinnoh onde a maior parte da luta está ocorrendo já que os líderes inimigos estão todos aglomerados naquelas imediações, então, na minha concepção, a tática que Lugia usou é bem prudente na divisão da defesa.

Mas era estranho pensar dessa forma ao mesmo tempo em que sua mente implorava para não se envolver nessa guerra. Só que esse mesmo pensamento de não fazer nada a respeito, não batia bem com minha cabeça também porque minha saída desse mundo dependia da volta à normalidade de, pelo menos, Arceus já que só ele é capaz de me transformar e me mandar de volta para a Terra.

Então, com um simples acenar da cabeça, contei meus novos planos:

– Quero ajudar vocês a acabar com isso. – Mas aí fiz uma pausa para considerar meus atuais defeitos, o que eram muitos. – Eu sei que ainda não me acostumei em como agir do jeito igual a um Pokémon, mas estou disposto a fazer o necessário se isso for preciso para terminar essa situação. – Eu sei que isso provavelmente vai significar minha morte, mas se eu fingir que nada está acontecendo também vou acabar morrendo de qualquer jeito. Então, eu não tinha escolha nesse ponto...

Jet e Jetta franziram suas testas, surpresos. – Colocaria sua pele em risco para nos ajudar, mesmo sabendo que essa luta não é sua? – Ela perguntou.

Eu assenti sorrindo. – Seria melhor do que ficar fazendo nada e tentando aprender a ser um Pokémon sozinho. Mas, o que eu quero mesmo é ver esse mundo de volta ao que estou acostumado na televisão. Pacífico e muito extrovertido. – Disse fazendo os dois dragões sorrir também.

– É uma causa nobre, Neto, e garanto que Arceus, apesar de não estar conosco neste momento, agradece sua oferta. – Jet disse, só que agora com sua boca formando um sorriso tão maroto que me lembrava daqueles de lobos de desenho animado que eu assistia quando era criança. O nome da referência me escapa agora... – Estou começando que você poderia ser o macho perfeito para minha irmã, sabe? — ...Wha-? – Faz algum tempo que ela vem procurando alguém que seja digno do amor dela, mas todos que se apresentaram até agora eram uns imbecis que só a queriam por seu status. O que acha dele, irmãzinha?

Whou whou, espera aí! Ele está falando sério!? – Ele pode ser pequeno, mas sei que vai virar um Lucario formidável algum dia. – Aí, ela se aproximou de mim e ficou cara-a-cara comigo a uns 30 cm um do outro, me olhando sedutoramente o que me fez corar e sentir minha temperatura corporal subir rapidamente. – E com um coração valente como esse qual é a fêmea que não vai se apaixonar?

Mas antes que as coisas ficassem mais... quentes, consegui recuperar o controle do meu corpo e dirigir minha palavra de volta:

– Jet, Jetta, com todo o respeito, VOCÊS PERDERAM O JUÍZO!? – Claro, não aumentei tanto a voz para não encararem isso como uma agressão. – Eu sou um HUMANO num corpo de um Riolu, pelo amor de Deus! Tenho certeza que isso é contra as leis naturais desse mundo!

– Mas você é um Riolu agora. – Jetta observou, ainda agindo sedutoramente. – O que faz de você um caso es-pe-ci-al... Então o que me diz, hmm?

Okay, acho que não fui bem claro ainda. – Não quero entrar para a pokéfilia! – Eu posso ter sido um forever alone em toda minha vida, mas, antes de vir aqui, eu já estava considerando chamar uma colega minha de universidade, que eu gostava, para sair. Além disso, pokéfilia é quase a mesma coisa que zoofilia, o que é nojento e perturbador.

Foi então que os dois Lendários começaram a rir do nada como se tivessem visto um número de um palhaço.

– Qual é a graça? – Eu perguntei, ainda um pouco furioso.

– Você. – Jetta respondeu, me fazendo franzir a testa confuso. – Não acredito que caiu nessa!

Foi aí que me toquei. Dória, sua maldita troll, você vai me pagar. – Aquela filha de uma mãe! Devia saber que isso era tudo plano de Dória.

– Você devia a cor do seu rosto quando Jetta tentou te seduzir, Neto. Vocês, humanos, são tão divertidos de sacanear. – Jet acrescentou.

– Pessoal, PODEMOS nos concentrar no assunto sério, por favor? – Eu falei já mostrando minha irritação no rosto.

– Está bem, está bem! Estraga-prazeres... – Encarei a Latias com um olhar penetrante. – Certo, sério agora, você tem certeza que é essa sua escolha?

– Tenho e antes que me pergunte de novo, absoluta.

Jet assentiu. – Muito bem, então vamos descer para você possa dizer adeus a seus amigos.

Franzi a testa de novo. – Eles não vão com a gente?

– Só se quiserem e francamente, quanto mais ajuda melhor. Mas não podemos obrigar a todos a se alistarem. – Jet disse enquanto se preparava para descer junto com Jetta. – Vamos voltar irmãzinha, ficamos parados tempo demais.

– Mas valeu a pena!

– Valeu.

Valeu o cacete!

...

Quando voltamos para o solo, a maior parte dos Pokémons tinham se dispersado pela floresta, sobrando alguns poucos incluindo a turma composta por Choque, Sienna, Ticko e a troll da Dória. Rapaz, eu juro que um dia eu vou me vingar dela. Só não vou agora porque tenho coisas maiores para resolver.

Logo nos aproximamos deles para mais uma discussão:

– Então, suponho que tudo esteja em ordem? – Choque começou. – Vocês levaram um bom tempo para voltar.

Mas antes que eu pudesse responder, Jet já estava bem a frente de mim. – Receio que só estão piorando, Choque. E por causa disso, não temos muito tempo para continuarmos aqui. Ah, também devo alertá-los que o jovem Neto aqui vem junto conosco.

Todos no grupo arregalaram os olhos com a notícia surpresa. – Mas por quê? – Foi Sienna que perguntou.

– Digamos que ele é um indivíduo vital para os Lendários. – Jetta respondeu. Mas dizer que sou vital já é bem um exagero, não acha? Mas foi então que percebi um poder dentro da mente, como se tivesse envolvendo uma pequena parte do meu cérebro.

Pronto, agora me escutem. – Whou, essa não é a voz da minha consciência. Minha voz nunca foi tão grave assim.

Claro que não é, Neto! Aqui é o Jet, envolvendo vocês em uma conexão psíquica conosco.

Que legal!

Não é? – Eu ouvi o pensamento de Ticko.

Silêncio todos. O que eu tenho para dizer é de grande importância. Uma coisa que vocês, da Floresta Densa, não sabem ainda por ter encontrado esse perigo ainda.

O que é? – Dessa vez, foi Dória.

Nós, Lendários, guardamos essa informação por semanas com o intuito de evitar pânico geral entre a população selvagem de Pokémons, mas tememos que isso não seja mais viável após nossa conversa com Neto. Então, espero que estejam prontos para ouvir.

Ninguém falou, o que fez Jet prosseguir para contar a mesma história que me contou a poucos instantes. Dessa vez prestei em cada detalhe da maneira mais minuciosa possível e forcei minha mente a gravar tudo para futuras referências.

Quando Jet terminou seu relato, observei as caras surpresas do grupo inteiro. Parecia até com a situação, bem distante de acontecer a propósito, em que o governo dos Estados Unidos finalmente admite a existência de alienígenas no planeta. Pelo menos, estou feliz que ele não contou sobre minha verdadeira identidade... ainda.

Como nós não notamos isso antes? Às vezes, passa um ou dois tipos Negros pela floresta! – Choque protestou.

Por agora, não temos escolha a não ser matar cada tipo Negro e Fantasma para preservar as vidas dos inalterados. Então, Pokémons e seus treinadores foram todos instruídos para batalhar com a intenção de eliminação até identificarmos a causa dessa loucura. Eu também não gosto dessa decisão, mas ou somos nós ou eles entre os vivos. E garanto que eles não terão a mesma misericórdia que nós temos no campo de batalha.

Então, Jetta se pronunciou. Por isso precisamos da ajuda de cada Pokémon disposto a lutar pelo retorno da normalidade a esse mundo e também salvarmos Arceus de alguma maneira. Eu sei que talvez seja muito para alguns de vocês que tem famílias e amigos aqui, por isso nós não criticaremos quem não quiser participar da campanha.

Não posso ir. – Ouvi Ticko dizer. Fiquei surpreso com a velocidade de como respondeu, mais até quando percebi que os outros também não mostraram reação.

Eu sei, Ticko. Sei que você valoriza sua família mais do que tudo e também sei que fará o possível para protegê-los contra essa ameaça. Você tem minha benção, mas espero que você treine para tal tarefa que o espera pela frente.

Eu irei, Lorde Jet. – Ele curvou a cabeça. E então, ambos Latis olharam os outros três.

E quanto a vocês? – Jetta perguntou.

Vou me juntar a vocês. – Choque deu um passo para frente. – Sinnoh é minha terra natal e também do meu treinador. Então, em sua memória, honrarei seu nome em ajudar da melhor maneira possível. É o que ele iria querer que eu fizesse...

Muito bem, então fique ao lado de Neto. – Jet ordenou e logo depois, Choque sentou no meu lado esquerdo.

Bem-vindo ao clube. – Eu o saudei.

Bem, eu não ia deixar você com toda a glória, sabe. – Choque sorriu de volta.

Agora é com vocês, moças. – Jet se pronunciou. – Irão conosco ou ficarão para defender suas casas?

Vou ficar. – Dória finalmente se decidiu. Agora, foi eu que não gostei disso. Assim não vou poder dar a ela minha vingança pela trollagem, mas resolvi não me expressar. – Ticko vai precisar de companhia se quiser assumir o cargo de defender a Floresta Densa. E nada melhor do que ter uma Nidoqueen por perto, não é?

Você não machuca nem um Yanmega, Dória. Imagine quando for uma Nidoqueen... – Ticko disse brincando, mas Dória pareceu não perceber isso.

Veremos. Só não venha chorar quando eu te esmagar com minha bunda grande.

Ei, eu só estava brincando, tolinha. Na verdade, estou feliz que terei uma grande amiga para me dar cobertura.

Nós todos rimos da briga de mentirinha deles. Tinha certeza que estarão bem enquanto tiverem um ao outro para se proteger. Mas aí olhei para a Sienna, assim como os outros, que faltava se pronunciar.

E então, qual é sua decisão, Sienna? – Jetta perguntou curiosa.

Eu não gosto de sentir como se estivesse abandonando meus amigos, mas acredito que se eu puder ajudar de alguma forma na luta em Sinnoh, então estarei um serviço para a Floresta Densa. E por isso, também irei com vocês. Até porque quero ficar longe de Argus por algum tempo.

Jet assentiu e ordenou que fizesse o mesmo que Choque. E assim, ela sentou do meu lado direito.

Pronto, agora que isso está resolvido, vou tirar todos da conexão psíquica para que façam suas despedidas porque sairemos em três minutos. – Daí, os irmãos deram espaço para o grupo poder dar seus adeuses.

– Bem, então é isso, né? – Choque começou. – Vamos para caminhos diferentes de agora em diante.

– E pensar que foi aqui que conheci todos vocês, (sniff) e agora vamos nos separar. – Sienna começou a chorar.

Ticko a abraçou, também já formando suas lágrimas. — Não se preocupa Sienna, nós vamos nos encontrar de novo. Quando chegar a hora, vai ser tudo como era antes. Nós juntos sem a menor preocupação no mundo, só pensando em se divertir e ver Dória com alguns miolos a mais.

– Ei!

Eu realmente ri juntamente com eles nessa parte, mas o momento foi logo substituído por mais tristeza.

– Se cuidem vocês dois, está bem? – Choque disse.

– Vocês também. – Daí, Ticko se virou para mim. – Neto, você é o mais forte entre nós e por isso quero que me prometa que vai tomar conta deles por mim, okay?

Eu podia sentir meus suores masculinos escorrerem dos meus olhos enquanto assistiu aquilo tudo. Que é!? É uma cena comovente, caralho!

– Espero que vocês não estejam fazendo isso para eu chorar. – Tentei brincar para levantar mais meu ânimo, mas não funcionou muito bem. No final, acabei assentindo com a proposta de Ticko.

– Eu prometo.

– Ótimo, porque eu vou cobrar quando nos encontrarmos de novo. Agora, vão. Os Latis estão te esperando.

Com bastante relutância, nós voltamos para os dois Lendários que nos esperavam ansiosamente. Ambos Choque e Sienna ainda choravam por se separarem de seus amigos enquanto eu tentava manter minha conduta de macho, o que demorou mais alguns segundos para ser totalmente ativada.

– Nós estamos prontos. – Eu anunciei.

Jet e Jetta assentiram. E logo, deram as costas para nós subirmos. Com um último olhar, observei Choque e Sienna encararem seus amigos abanarem suas patas enquanto nos distanciávamos da floresta até que ambos se tornassem apenas pontos de partículas. Agora, não podíamos mais voltar atrás em nossas decisões. A única escolha nos cabia no momento era esperar para conhecer nosso destino, que ainda era desconhecido para nós três...

Notas finais
Muito bem, vou logo direto ao assunto: Pelo poder concedido a mim por Arceus, resolvi tornar essa fanfic em INTERATIVA! Isso mesmo, seus olhos não estão te enganando! I-N-T-E-R-A-T-I-V-A! Por que tive essa ideia? Bem, acho que a maior parte da minha explicação se dá pelo fato de não ser justo em só ter minha participação aqui na fanfic e por isso, estarei abrindo NO MÁXIMO 3 vagas para 3 leitores poderem participar ativamente na história (com direito a seu próprio ponto de vista e também co-autoria)... Okay, tanta coisa boa aqui, né? Mas tem uma pegadinha: Para garantir sua participação, todos os leitores (sem exceção) terão de participar em uma seleção (como um vestibular, e eu como seu avaliador) onde irão escrever a ficha de seu personagem e eu verei se está apta a ser aceita aqui. Quanto maior for os detalhes sobre seu personagem, melhor sua chance de ser escolhido. Primeiro, as regras: 1) Não pode escolher Lendários. Eles já fazem parte da história, mas podem usar Pokémons Shinies! 2) Os Pokémons escolhidos devem estar em suas formas BÁSICAS! Tenho meus motivos para isso e acredite, é melhor para a qualidade do enredo. 3) Nada de repetições! Só pode escolher um Pokémon por candidato! Então, fiquem de olho em seus competidores a todo momento. Pensem nisso como se fosse um concurso público de verdade, okay? Aqui está o modelo de como deve ser preenchida: Nome: Sexo: Idade: País (Cidade): Personalidade: Gostos: Desgostos: Pokémon que quer ser (na história, só vão aparecer na forma básica): História de quando era humano(a) (aqui você pode esconder informações pessoais e só escrever aquilo lhes for seguro compartilhar! Não quero a polícia atrás de mim!): Hmm, mais alguma coisa? Ah sim, deixa eu botar a ficha de Neto para vocês verem como exemplo: Nome: Mike Barreto Rocha Neto ou, simplesmente, Neto Sexo: Masculino Idade: 21 anos País (Cidade): Brasil (Aracaju) Personalidade: Procura ser amigável com todo mundo a seu redor, mesmo sendo tímido com estranhos. É um cara legal e prestativo na maior parte do tempo, costuma ser otimista e sempre ver o lado bom das pessoas quando este é evidente. Mas ele pode ser vingativo quando alguém o importuna por conta de sua infância difícil e fará de tudo para alcançar seus objetivos. Também na maior parte do tempo, costuma agir como um nerd da geração da década de 2010. Gostos: Adora hamburguer (apesar de nunca emagrecer com esse tipo de comida), gosta de pensar antes de agir, de ser bem dramático, manter a cabeça vazia, atenta e concentrada durante uma batalha para evitar possíveis distrações que podem fazê-lo perder um momento crítico e celebrar suas vitórias. Desgostos: Ash Ketchum e gente enxerida, burra e alienada. Nunca gostou quando alguém dirigiu uma palavra maldosa contra seus amigos (quando tem um), também de multidões e ser o centro das atenções. E acima de tudo, não gosta de ser trollado. Pokémon que quer ser: Lucario História: Neto nasceu no dia 29 de abril de 1993 na pequena capital sergipana de Aracaju. Lá, morou com seus pais até o dia em que se encontrou pela primeira vez no mundo Pokémon. Sua infância na escola foi traumática já que era sempre discriminado por seus colegas por ser calado e um nerd. Como reação a isso, Neto passou a ficar a maior parte do seu tempo no computador onde jogava os primeiros jogos que estimulariam as ações de sua vida. Aos 16 anos, já era capaz de falar fluente inglês e usá-lo no seu dia-a-dia como se fosse sua língua principal o que o levou a desafiar a comunidade gamer internacional em jogos online. Seu gênero preferido era o de atirador, onde tinha mais habilidade. Aos 18 anos, escolheu seguir a carreira como Engenheiro Mecatrônico com o vestibular e ainda cursava aos 21 anos. A última coisa que se lembra de seu mundo é que estava sendo assaltado a mão armada... Pronto, acho que isso seja suficiente para vocês! Até a próxima!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.